AllMusic 58
A Rapper americana, Tina Snow, lança seu primeiro Extended Play, intitulado Bad Girl. A novata aposta em diversos gêneros musicais no compilado de 7 faixas para mostrar sua versatilidade, o conteúdo lírico do projeto aborda diversos temas polêmico como sexo, dinheiro, entre outros. A primeira faixa do projeto que transita entre o Hip-Hop e o Trap é intitulada “Intro”, a canção fala sobre religião e fé. Tina mostra sua vulnerabilidade, cantando sobre sua busca respostas e tenta encontrar um caminho certo para ela, já que se enxerga como alguém que não deve ser abençoada. “Stressed” é a faixa seguinte, com uma lírica completamente diferente da faixa antecessora, Tina canta sobre como seu sucesso incomoda outras pessoas. A rapper tem seu momento ostentação, onde com vocabulário direto e com muitos palavrões, ela manda o recado para seus inimigos. A terceira faixa da compilação é “Bad Bitch”. A canção que é inteiramente hip-hop e tem uma lírica extremamente erotizada, fala sobre os prazeres sexuais da artista. Snow não poupa palavras de baixo calão durante essa faixa, entregando uma canção totalmente explícita. A única colaboração do EP traz a dualidade do abandono e do desejo. Tina convida o também novato Donatello para dar um toque R&B na sua canção de Rap. “Up In Flames” é até aqui a canção com a melhor lírica do projeto, Tina e Donatello exalam uma boa química em seus versos, entregando uma canção gostosa e viciante. A faixa em seguida é “Fire”, um R&B com influências pop. A faixa tem uma lírica razoável, mas parece ser a confianças da faixa anterior. E isso acaba a deixando imemorável, se tornando desnecessária no Extended Play. Tina acaba comentando o mesmo erro na penúltima canção do seu projeto. “I work from” acaba soando muito similar a “Bad Bitch”, assim se tornando irrevelante, a artista poderia até continuar contando a mesma história, mas com uma narrativa diferente da faixa citada, o que não aconteceu. “The Best” é a faixa de encerramento, um trap egocêntrico. A americana entoa versos onde ela se coloca no topo do mundo, exaltando suas conquistas e seu dinheiro. Uma tema comum entre os artistas envolvidos no Rap. A faixa não é excelente em sua lírica, mas entrega o que propõe. O visual do Extended Play, assinado pela própria intérprete, tem uma apresentação simples, mas que passa de forma correta o conceito que a artista quis passar em suas canções. “Bad Girl” é um projeto agressivo, polêmico e que esbanja ostentação. Uma forma até usual de como um artista do gênero Hip-hop quer se apresentar. Mesmo cantando sobre temas como esses, um artista pode entregar um trabalho grandioso, Tina falha nessa tentativa de deixar essa apresentação com um nível elevado, mas isso se deve também por ser uma recém chegada que tem que trabalhar muito em busca de evolução. Com esse EP, não podemos ter visto uma apresentação original e majestosa, mas com certeza podemos ver o quão Tina pode ser grandiosa, pois tem rimas inteligentes e bem colocadas para uma raper iniciante, basta ser lapidada e direcionada.

Spin 62
Depois de lançar uma série de singles, Tina Snow se arrisca, pela primeira vez, a fazer um trabalho maior e o resultado disso, nós conferimos no extended play \”Bad Girl”\, o qual chegou ao público no final de abril de 2022. O material lançado pela iniciante transita entre os gêneros hip-hop, trap, R&B, pop, rap e as mais diversas mutações oferecidas pelos ritmos musicais. \”Intro”\ é a primeira faixa e tem um caráter religioso, contrariando um pouco ao nome do EP que ele faz parte. Na narrativa intimista, o eu lírico utiliza de metáforas para descrever sua busca por uma luz no meio da escuridão. Dessa forma, prosseguimos para \”Stressed”\, a qual condiz bem mais com a proposta do projeto do que \”Intro”\, visto que, conta com uma mensagem de poder, força feminina e esbanja o luxo e a resiliência. O que poderia ser só mais uma faixa que reforça esteriótipos, na verdade, se torna um grande destaque pela ótima forma que Tina escolheu desenvolver canção. Já \”Bad Girl”\, a self-titled, não tem a mesa sorte e falha por apenas repetir todos aqueles clichês já manjados da indústria musical numa tentava de falar sobre os prazeres femininos. Logo depois, conhecemos a única colaboração presente no extended: \”Up In Flames”\, com participação de Donatello. O feat dos dois utiliza muito bem de analogias, as quais contribuem muito bem, para exemplificar todo o sentimento de abandono e desejo, sentido pelo narrador. Com uma estrutura um pouco confusa, conhecemos \”Fire”\, que possui um direcionamento muito parecido com o single em parceria com Donatello, com pouquíssimas diferenças. Em \”I work from”\, Snow volta a cantar sobre relações sexuais, dessa vez, um pouco melhor desenvolvida do que na última tentativa, mas ainda insiste nos esteriótipos. Por fim, o trabalho se encerra com \”the best”\, uma forma que a intérprete da canção encontrou para se exaltar e inflar seu próprio ego. É uma boa música, mas a ausência de um refrão faz falta. Em relação ao visual, ele transmite bem a sensação de mulher forte que a novata busca trazer no EP. É um excelente projeto de início de carreira para a cantora, que poderia ser reduzido, já que alguma faixas se parecem com cópias umas das outras. Na próxima, Tina pode buscar inovar mais e construir sua própria história, se desprendendo de clichês. (Destaque: Stressed, Up In Flames) Visual: 73, Criatividade: 40, Coesão: 70, Composição: 64, MÉDIA: 62.