
The Line Of Best Fit 68
Com seu novo Extended Play, Sia Rosa nos introduz a experiências sentimentais em um trabalho de quatro faixas pequenas que mostram os pensamentos e emoções que a cantora australiana sente atualmente em sua vida. "Misunderstood" inicia o trabalho mostrando uma composição simples mas interessante sobre questões de autoestima. A música apresenta versos pequenos, que pecam um pouco por não apresentar uma profundidade lírica tão grande, mas consegue entregar uma composição mais leve e que no fim se mostra satisfatória em questão do que é prometido. "Quantum" entrega versos com maior profundidade que a canção anterior do projeto, e se encaixa como uma música que segue o seu conceito e consegue se mostrar instigante para quem esteja lendo os seus versos, que por mais que acabem sendo repetitivos em algumas partes, conseguem entregar algo divertido e agradável ao que é prometido pela cantora. "Special" é uma canção bela sobre uma paixão, mas acaba não trazendo uma inovação na sua lírica para torná-la melhor e com mais profundidade, mas ela mesm assim consegue ser divertida e envolvente para quem está lendo e ouvindo. "One Breath Away\" finaliza o trabalho de forma interessante e muito boa, com uma composição com profundidade e versos muito bem desenvolvidos e aproveitados pela compositora, aqui vemos um exemplo de como todo o trabalho deveria ter sido em sua forma lírica. A canção é emocionante e linda, sendo o seu grande destaque dentre as quatro canções apresentadas no Extended Play. O visual é simples e um pouco confuso de início, mas consegue mostrar a simplicidade presente na parte lírica do projeto de forma interessante. Na parte lírica, o projeto errou em não trazer profundidade em diversas canções do trabalho, onde ele se torna um pouco superficial e até mesmo básico, onde um aproveitamento melhor do potencial das canções faria o trabalho ter uma qualidade lírica muito maior e impressionante, mas mesmo assim o trabalho consegue ser bom para os fãs da cantora, que esperavam um novo lançamento da artista por muito tempo. "SIAVERSE" é um projeto experimental e simples, onde a artista não se arrisca na questão lírica nem visual, mas ainda sim consegue ser um bom trabalho em sua discografia icônica e muito aclamada.

Billboard 63
Após um bom período em hiatus, Sia entrega aos seus fãs o EP “SIAVERSE” — um projeto composto por 4 canções descartadas de outros discos da artista. “Misunderstood” é a primeira faixa, e retrata um cenário de falta de autoestima e a consequente necessidade de “trabalhar” nela. É uma canção um pouco rasa; ela tenta capturar os pensamentos mais retrógados da artista sobre si mesma e suas inseguranças, mas a conversa parece dizer pouco, ou não o suficiente. A faixa carece dessa característica mais reveladora. “Quantum” traz mistério e críticas sobre situações que querem ameaçar seus laços de amizade. É uma faixa melhor construída que a anterior, mas o primeiro verso parece muito perdido em relação ao restante da canção — algo que prejudica sua síntese geral. “Special” é monótona e um pouco decepcionante. A faixa não possui um diferencial, e seu desenvolvimento carece de questões mais profundas. É uma canção que peca pela sua forma muito resumida, que tira as raízes dos sentimentos. “One Breath Away” finaliza o projeto trazendo uma história de superação da artista; sem uma descrição no seu Sobre, a canção parece lidar com uma situação a qual a artista parecia estar sem saída e sem alguém para a ajudar, mas com isso ela buscou força em si mesma e se recompôs e se reinventou. É a melhor faixa do projeto, possui bons versos e evoca algo que as anteriores não conseguem: uma emoção genuína e intensa. O seu visual é simples, com apenas tipografias para cada canção em um fundo branco, o que acaba deixando o projeto um pouco precário nesse quesito. Num geral, “SIAVERSE” é um EP com muitos altos e baixos, mas mostra que Sia pode surpreender em seus próximos lançamentos caso saiba traçar seus sentimentos com assertividade.

Pitchfork 75
Em seu novo lançamento, Sia Rosa apresenta historias de experiências emocionais em torno de quatro faixas distintas que juntas mostram um pouco do que a artista está sentindo. O EP começa com a faixa "Misunderstood", mostrando uma composição singular e ampla sobre a autoestima. A música apresenta versos leves, e quase não atinge um nível de complexidade ideal para a faixa, mas apresenta uma composição mais solta e consegue andar na linha de uma boa música sobre problemas na autoestima. "Quantum" acaba entregando versos mais interessantes que a anterior, e se encaixa como uma música bem elaborada sobre o tema proposto, dando uma leve queda nesse quesito em seu bridge, que não apresenta muitos versos interessantes além da repetição de outros existentes, fazendo a espectativa cair. "Special" chega com uma composição envolvente sobre uma paixão, mas acaba não tendo um brilho especial nos seus versos para torná-la especial; onde ela continua sendo ampla e cativante, mas não surpreende. "One Breath Away" fecha o EP de forma majestosa, com uma composição de tirar o fôlego, principalmente em seu pré refrão. A faixa é sentimental do ponto de vista de aceitação e superação, fazendo-se destacar pela intensidade das palavras escolhidas pela cantora para ditar o rumo da canção. Seu visual é minimalista, porém pontual e por ser algo apenas digital, a artista entregou algo na margem do menos é mais. Na parte lírica, é notável que faltou um pouco de força sentimental em alguns momentos, mas deve ser considerado como um bom conteúdo lírico da parte da cantora na base do esperado. "SIAVERSE" pode ser descrito como um experimento minimalista da cantora para algo maior, que com mais intensidade na parte lírica, Sia Rosa pode entregar algo completamente emocionante.

Variety 70
Com uma proposta bastante arriscada e ao mesmo tempo interessante, Sia Rosa marca seu retorno na indústria com seu mais recente EP digital “SIAVERSE”. Como o próprio nome já diz, o trabalho em questão se trata de uma nova realidade para a cantora, baseada nas canções não lançadas de seus trabalhos anteriores, em uma nova roupagem mais alternativa com toques de indie, pop e hyperpop. Destacando a composição solo da australiana, o trabalho se distancia dos demais uma vez que realça uma independência artística maior da intérprete, que muitas vezes carece desse aspecto por quase sempre contar com mais de uma pessoa em seus créditos, o que não é ruim mas adoraríamos ver mais da Sia em lírica solo como vimos nesse pequeno projeto experimental. Começando com a magnífica ‘Misunderstood’ que ressalta os sentimentos de uma mulher que se questiona frequentemente sobre não ser valorizada como merece, a faixa passeia por vários nuances acerca da autoestima e sobre como ela é vista mediante das adversidades que ultrapassam do eu-lírico, em versos muito bem centrados e coerentes com a proposta, pontos muito positivos e um enorme potencial para uma canção que outrora foi esnobada. Em seguida destacamos ‘Quantum’ como uma boa continuidade ao extended, mas dessa vez abordando sobre as relações de amizade e o poder de serem tão perecíveis como qualquer outra. A faixa é sincera e transparece esse sentimento de maneira muito viceral e empolgante, principalmente quando a artista canta “Não venha com sua visão, tentando mudar [...] Meus verdadeiros laços nunca terminam” é onde a estrela explicita o seu cansaço e novamente, mas de uma nova perspectiva, a autoestima frágil de alguém que está exausto de ser colocado em uma posição que não lhe condiz. Mencionamos também as demais canções ‘One Breath Away’ e ‘Special’ como boas músicas, talvez não muito envolventes quanto as duas primeiras, mas que fecham um ciclo bacana e um tanto quanto convencional no EP. Com letras que falam sobre amor e reflexões sobre si, principalmente em momentos de vulnerabilidade, as faixas não possuem muitos aprofundamentos nem referências cativantes, o que tornam delas mais fracas e compreensíveis ao descarte anteriormente explicado pela australiana. Partindo para o visual, temos apenas a capa e contracapa disponível, nos deixando a mercê de uma experiência mais completa da obra, o que é uma pena pelo incrível universo que se fez criar com as letras. O material apresentado é singelo apesar de gracioso, porém não negamos que a falta de algo mais completo e trabalhado ajudaria demais o EP a ganhar mais forma e sentido, mesmo mantendo a simplicidade. Esperávamos algo mais íntimo e pessoal da Sia há um tempo e infelizmente não tivemos uma obra 100% como imaginado, principalmente vindo de uma Visual Vanguard, mas que mesmo no minimalismo acreditávamos que ela ainda sim entregaria um trabalho bem feito, legível e estonteante visualmente, o que não tivemos ao exato. Todavia, esse novo universo explorado pela cantora abriu um leque de possibilidades de trabalho e arranjos para se reinventar enquanto intérprete, se mostrar mais enquanto compositora e se permitir viver novas experiências enquanto artista. É um lançamento minucioso mas aconchegante, algo que queremos ver muito mais desenvolvido futuramente e mais completo em todos os aspectos que já vimos que Rosa sabe nos proporcionar.
Los Angeles Times 59
Depois de um curto período sem conteúdo musical, após o lançamento do álbum de estúdio "Neofemme", a artista lança um extended play digital titulado como: "SIAVERSE". O projeto musical traz uma sensação de nostalgia de diversos pontos da cantora alternativa, dentro da retrospectiva de sua jornada na indústria fonográfica. A abertura do disco é responsabilizada por "Misunderstood", a canção é estruturada no aspecto da autoestima, e de como é crucial ampliá-la através dos cuidados pessoais e da compreensão necessária, para que esses objetivos sejam executados. Como porta de entrada para o álbum, "Misunderstood" chega a uma execução de boa qualidade sendo os holofotes destacados para o Verso 1 e o 4, eles conseguem atingir o ápice da proposta da música de outra forma. Entretanto, sentimos uma escassez em relação aos demais trechos, talvez o que deixou "Misunderstood" um tanto que opaco em determinadas situações, foi-se a ausência do impacto lírico nos demais versos além dos citados, é uma lírica bem-intencionada, porém, o que peca na mesma seria a estabilidade da compostura da própria, ainda sim, a obra não deixa a desejar. Sucessivamente, "Quantum" apresenta-se como o suspiro divertido para "SIAVERSE", embora que há uma sensação de que poderia ter uma adição de mais um verso para complementar o material, enxergamos a proposta do mesmo de outra maneira, com a elaboração do Hyperpop, a semântica da escrita embora transpareça um efeito mais taciturna, ao buscar uma outra concepção dentro da elaboração da composição, o efeito surge como algo diferencial, possivelmente a letrista australiana teria que retornar num futuro novamente com a mesma proposta no gênero, para sentirmos esse mesmo impacto, para tirarmos totais conclusões. Em uma vista generalizada, a canção é alucinante, entretanto, faltou-lhe algo para ornamente um tanto mais, para que este efeito colateral do gênero apontado, surja com mais eficácia. O refrão é o grande movimentador de "Quantum", em contrapartida, gostaríamos de que a ponte da mesma tivesse um pouco mais de detalhamento na mesma. Partindo para a penúltima faixa do Extended-Play, "Special", a narrativa que Sia Rosa entrega seria um momento mais intimista, e uma vista de aproximar um pouco mais o seu público-alvo, em relação aos aspectos românticos de suas construções afetivas, no decorrer do tempo. Sendo a música que contém mais versos até então, "Special" se afeiçoa através das motivações despertadas pelo sentimento do desconhecido e tão almejado, quando nos portamos a um alguém em específico. A escrita da música tem sua unicidade dentro do "SIAVERSE", sendo plausivelmente, o ponto alto da obra como um todo, o ouvinte consegue obter um pouco mais de aprofundamento da musicista em sua forma de portar na música, uma função que as demais faixas anteriores não haviam revelado, e que, analisando separadamente da proposta musical do extended play, "Special" poderia ter tido uma atentada maior, sendo uma música com excelente qualidade para ser um carro-chefe de algum disco oficializado, ou tendo um cuidado excepcional, se caso houvesse sido uma música avulsa. Em palavras mais explícitas, dentro do "SIAVERSE", "Special" traz o contexto literal do título que se carrega, e que em outros materiais do vasto currículo artístico de Sia Rosa, a obra por si só poderia ter atingido feitos fortalecedores, basta a equipe da intérprete trabalhar na canção citada. Encerrando o álbum de estúdio, "One Breath Away" retoma como inspiração a caracterização da primeira faixa do álbum, no entanto, com um pouco mais de dinamismo e detalhamento. Assim como "Special", "One Breath Away" também consegue até determinadas circunstâncias expressar o lado evolutivo de Sia Rosa, como uma renomada compositora, embora que há pontos de deslizes dentro de alguns trechos dentro do material, ainda podemos tirar bons proveitos de "One Breath Away". Em ponto lustre do trabalho lírico, fica-se o refrão avassalador da obra, e um olhar de ressalva, deixo-lhe como orientação acréscimo de um ou dois versos (ou ponte), para que possa haver uma corporizada mais sólida. Imergindo para a análise da estética, o Extended Play não se há muito do que se falar, a colorização do letreiro tanto da capa oficial, quanto da contra capa, chega até ser chamativo, se partirmos da premissa de uma ideia mais psicodélica. Todavia, a tipografia dificulta um tanto a sua leitura, o que caso a renomada produtora australiana retome futuras estéticas de algo similar a este disco, em algum material futuro, gostaríamos se possível ela polisse um pouco mais desta parte. Embora que transmita uma sensação de "espesso" por fugir do padrão artístico de edição, é válido respaldar que a proposta de "SIAVERSE" é se responsabilizar através de um Extended Play digitalizado, o que não necessariamente demanda uma grande execução estética como: Encarte, fotografias e etc...É compreensível, e até mesmo um diferencial para o disco, que tenha sido trabalhado neste jeito. Apesar de que, ainda sim, é algo para se atentar em relação ao sentimento do "vago" através da estética. Em uma análise de um todo, o "SIAVERSE" mesmo que possua suas imprecisões em diversas circunstâncias dadas ao projeto, ele ainda poderia ser lido como um álbum experimental da cantora, em respeito do que a intérprete de "She's Looking For Adventure", possa de alguma forma prosperar, em seus futuros planejamentos musicais.

Rolling Stone 70
"SIAVERSE" é um EP contendo quatro músicas não lançadas de álbuns anteriores da artista Sia Rosa. Em "Misunderstood", a primeira música da obra, Sia Rosa mostra sua vulnerabilidade em versos que retratam uma artista que se sente incompreendida e isolada, mas que tenta buscar sua autoestima. "Quantum", que segue, apresenta um lírico inteligente, filosófico e metafórico para abordar sobre pessoas que aparecem na vida com o objetivo de romper amizades. Por mais que seja a mais fraca desse conjunto de canções, "Special" traz melancolia e emoção a obra, em que Sia canta sobre um término de relacionamento que a afetou drasticamente, deixando feridas dolorosas. "SIAVERSE" finaliza com a motivacional "One Breath Away", apostando em um alt-pop sofisticado. Sia canta sobre autoestima e superação, entendendo que momentos de solidão podem ser bons também. Tematicamente, essa faixa é parecida com a canção que abre o disco, mas o lírico aqui é mais cativante, e deixa uma grande reflexão de autossuficiência para o ouvinte. Se por um lado Sia Rosa mostra que é habilidosa com suas letras de grande impacto, visualmente a cantora deixa a desejar. A produção visual parece inacabada e deixa a impressão que é o rascunho de algo que poderia ser melhor. Ainda assim, a proposta do EP não é inventar a roda, então esse é um detalhe que pode-se desviar o olhar. Enquanto Sia Rosa continua em pausa na carreira, "SIAVERSE" sacia parcialmente nossa sede por novas músicas da cantora, e nos deixa com gostinho de quero mais.

Variety 77
"SIAVERSE", novo Extended Play da veterana Sia Rosa, conhecida por seus trabalhos únicos e emblemáticos, surge como uma forma de apresentar mais um fragmento de sua lírica, construindo uma narrativa voltada para tópicos mais intrínsecos onde ela se permite ter acesso aos mais diversos sentimentos aflorados em sua pele, tudo isso sendo colocado em prática com a música alternativa sendo trabalhada para ambientar sonoramente suas ideias. \"MISUNDERSTOOD\" é o ponto de início do EP, Sia resolve cantar sobre a busca pela autoconfiança perdida em algum momento da vida. É uma escolha certeira para ser a abertura do projeto. Em seguida temos \"QUANTUM\" e \"SPECIAL\" estão interligadas, já que uma serve como complemento da outra, sendo cada uma a descrição de algum momento específico desse grande relacionamento conturbado, o qual deixa o eu lírico totalmente perdido e fragilizado com o fim do relacionamento, que apenas a fez muito mal, porém foi preciso tempo para conseguir perceber que estava presa emocionalmente. Até nesse ponto da narrativa, a artista desenvolve uma lírica bem executada e que funciona de acordo com o que se propõe para cada faixa. Mas é em \"ONE BREATH AWAY\" que Sia entrega o desfecho, apresentando uma lírica diferente das outras faixas, com uma postura mais dura, em que canta ter sido abandonada por todos, porém surpreendendo pela forma que esse abandono é colocado, ressaltando a ambivalência de sentimentos que foram gerados por esse descaso das pessoas ao seu redor, já que ao mesmo tempo que sofreu muito, o eu lírico teve a chance de alcançar a autossuficiência. Visualmente o "SIAVERSE" é minimalista, o que pode ser uma surpresa quando pensamos nos visuais realizados anteriormente pela artista. Porém de forma geral, podemos dizer que o Extended Play é um ótimo estímulo para os fãs continuarem lembrando que a artista sempre está ligada no que está acontecendo ao seu redor, criando uma certa expectativa para seus próximos projetos.

The Boston Globe 75
A australiana, Sia Rosa, nos surpreende com o lançamento de um Extended Play, intitulado “SIAVERSE”. O trabalho é um compilado de 4 faixas, as canções exploram sentimentos que vão da melancolia a euforia e que seguem batidas alternativas com influências pop, Indië e Hyperpop. “Misunderstood” é a faixa que abre o EP, a australiana canta sobre buscar fortalecer a autoestima. A canção que é regida pelo alternativo com influências indie tem uma lírica delicada e instigadora, nos levando a viajar junto com o eu lírico nessa caminhada por auto confiança, nessa faixa o refrão se sobressai. “Quantum” é a faixa a seguir, com influência do HyperPop, a canção é mais longa que a sua antecessora e fala sobre algo ou alguém que tenta afastá-la dos seus lanços de amizade. A canção tem uma linguagem inteligente, onde Sia demonstra fidelidade ao seus companheiros. Sia Rosa, mostra sua vulnerabilidade em “Special”, a faixa conta sobre um grande impacto que o fim de um relacionamento causou no eu lírico, um impacto que o mesmo nunca achou que um rompimento amoroso poderia acarretar. Com uma lírica singela e sincera, a canção nos cativa, sendo o ponto mais forte do Extended Play até aqui. A canção que a australiana escolhe para finalizar seu compilado é “One Breath Away”. Uma faixa que flerta com o Pop, e que a artista diz que o conceito fica sob a interpretação do ouvinte. A canção é intrigante, revela uma Sia furiosa, que passa por momentos solitários, onde se encontra abandonada por todos, e que descobre que nessa situação toda pode aprender e evoluir, se tornando uma pessoa autossuficiente. A produção visual é simplório, e acaba sendo o ponto fraco do projeto. A artista que é uma produtora super premiada talvez queira nos mostrar com essa produção o quão seu Extended Play é despretensioso. Sia Rosa nos entregas um projeto criado por canções descartadas de seus álbuns anteriores, mas que conseguem se conectar. A australiana nos entrega vulnerabilidade e uma lírica formidável, desde as canções com líricas mais profundas e com metáforas até daquelas com letras mais simples e diretas, nos deixando ansiosos para um projeto com mais faixas.