All Music 50

“MORKLICIOUS” é o primeiro extended-play da funkeira Mörk, lançado independentemente no dia 21 de maio de 2024. “Meu Jeitinho de Descer” inicia o projeto com um conceito mais sensual e explícito. A faixa é mediana; há muitas repetições e algumas palavras desnecessárias, mas é uma canção divertida. “Bailão da Quarentena” faz uma brincadeira com a época de pandemia, fazendo paralelos com o seu corpo e seus costumes. É uma faixa bem superficial, mas segue sendo divertida. “PPK CULT” traz uma crítica a quem dizia que Mörk apenas faz putaria, e mesmo que essa seja a verdade a artista não gosta da ideia de outras pessoas apontando o dedo pra ela. É uma canção mais sólida que as anteriores, funcionando bem no EP. “O Policial Estava Armado” continua no projeto trazendo mais polêmica, aqui relatando o desejo de Mörk por um Policial e fazendo jogadas sexuais com a situação. É uma faixa divertida e com uma composição boa. “Chora Naum” finaliza o EP falando sobre o uso de inteligência artificial pelo mundo num geral. É uma composição meio fraca, mas termina o projeto com uma energia cômica indiscutível. O visual é bem simples, com um encarte com apenas os nomes das faixas e poucas fotos. Em síntese, o EP de Mörk entrega com certeza bastante diversão para a indústria.



Los Angeles Times 25

MORK lança seu primeiro trabalho musical com "MORKLICIOUS", seu EP com músicas que abordam temas lúcidos de forma bem humorada, mas que tiram seu brilho como artista. Abrindo o EP com "Meu Jeitinho de Descer", a música soa como uma sátira de uma mulher destemida em relação a sua sexualidade. A letra contém repetições de expressões que não caem bem, mas que funcionariam perfeitamente em um baile funk. "Bailão da Quarentena" chega mostrando como a artista se sentiu presa durante a pandemia, e como isso afetou seu psicológico. A letra é repetitiva, e não tem muito conteúdo que acrescente na qualidade final, mas que expressam bem como a cantora se sentiu. "PPK Cult" é engraçada e o bom humor da artista é o ponto alto em uma crítica ao uso de artimanhas para aperfeiçoar seu trabalho e transforma-lo em algo "cult". "O Policial Estava Armado" mostra uma versão de MORK mais decidida a conseguir o que realmente quer, mas a letra é mais do mesmo que já foi visto em outras músicas. Finalizando, "Chora Naum" é uma crítica social para o uso de inteligência artificial para aprimorar os trabalhos lançados na indústria. A artista relata de forma bem humorada o que, de fato, acontece com bastante frequência. Embora a crítica seja necessária, a composição da canção é rasa e rimas medianas. Visualmente o álbum não um apelo, são apenas fotos com os nomes das músicas em cima e embora lembre o funk dos anos 2000, não é atraente ou ao menos provocativo o suficiente para fazer jus a natureza das músicas. Por mim, "MORKLICIOUS" funciona como uma sátira onde aborda assuntos importantes como o uso de inteligência artificial e a grande necessidade de tornar um trabalho mais "cult", mas peca na reprodução com versos rasos e sem conteúdos significativo até mesmo para as músicas do gênero.



The Boston Globe 60

“MORKLICIOUS” é o compilado de canções apresentado pela funkeira Mork ao grande público. O Extended Play contém 5 faixas que cantam sobre diversos assuntos com o intuito principal de fazer o ouvinte se jogar nas pistas de danças pelo mundo a fora. A primeira faixa é intitulada “Meu Jeitinho de Ser”. Com uma lírica explícita e com repetições de letras, a faixa parece soar como um grito de liberdade feminista, onde a artista principal se coloca como uma mulher destemida é que sabe o que quer e o que é, sem medo de julgamentos. “Bailão da quarentena” é uma canção descontraída e que te faz querer mexer seu corpo todo, com uma letra bem mista entrega tudo que uma faixa funk pode apresentar. “PPK CULT” traz em seu refrão uma brincadeira sobre o que é fazer uma canção conceitual, é uma abordagem inteligente e engraçada que faz a gente de entregar a batida e dançar ao som da funkeira. “O Policial Estava Armado” é uma canção mista que entrega em alguns momentos desconfortos, mas que estão dentro e alinhado com o gênero batidão proibido. A lírica aqui também é bem simples e explícita como as anteriores. “Chora Naum” finaliza o álbum de forma sátira, onde a artista brinca com a discussão sobre o uso do avanço tecnológico para a produção de novas canções. A artista aqui por mais que tenha uma lírica fraca, se mostra criativa e bem humorada. Visualmente o trabalho que é assinado pela artista principal é simples e sem polimento, não agregando nada ao projeto. De certa forma, Mork se mostra bem humorada e inteligente na forma que aborda temas em suas canções, conseguindo entreter seu ouvido com o mais puro funk 2000 com letras rasas e repetitivas



The Line Of Best Fit 55

MORKLICIOUS é o extended-play de estreia da cantora Mork, que traz a essência da furacão 2000. Logo no início encontramos a canção "Meu jeitinho de Ser". A canção possui uma batida animada e letras provocativas que evocam a atmosfera de um bailão. Os versos e o refrão são repetitivos, reforçando o tema de empoderamento e atitude desinibida. A ponte adiciona uma camada de desafio, intensificando o tom de ousadia. Embora tenha um apelo rítmico para festas, a simplicidade e a repetição excessiva podem limitar a profundidade lírica. "Bailão da Quarentena" utiliza uma abordagem humorística e irônica para abordar a pandemia de COVID-19, especialmente em relação ao impacto nas atividades sociais. Com uma batida típica de funk, ela mistura temas de quarentena e distanciamento social com a cultura dos bailes. O uso de expressões populares e uma linguagem coloquial dão um toque leve e divertido, apesar da seriedade do contexto. A repetição de trechos reforça a mensagem de adaptação das festas para um ambiente doméstico. Em "PPK CULT", Mork mistura elementos do funk com uma crítica ácida à percepção elitista e preconceituosa sobre o gênero musical. Os versos abordam temas de autoafirmação e inovação, enquanto o refrão usa humor e sarcasmo para satirizar a aclamação crítica e a irrelevância comercial de estilos considerados "cult". A letra também brinca com a ideia de criar um som conceitual que é ao mesmo tempo incompreendido e aclamado. A abordagem é criativa e bem-humorada, embora possa não agradar a todos os públicos. Agora, em "O Policial Estava Armado" Mork entrega uma canção que tem um estilo provocativo e explícito, explorando fantasias de poder e autoridade de maneira direta e crua. A letra é marcada por um tom de irreverência e humor, embora seu conteúdo possa ser controverso e ofensivo para alguns ouvintes. A narrativa lúdica e audaciosa aborda temas de transgressão e desejo de maneira exagerada e satírica. A repetição de refrões e versos ajuda a reforçar a mensagem principal da música, mas ainda assim é morna. "Chora Naum" é uma canção que faz uma abordagem humorística e crítica sobre a popularidade do ChatGPT, posicionando-o no universo do funk de maneira irreverente. As letras misturam elementos de tecnologia e cultura funk, enfatizando a autenticidade e o domínio humano na criação musical. Com um tom desafiador, a música sugere que, apesar da inteligência artificial, a verdadeira essência do funk vem da experiência e da vivência humanas. O refrão é cativante e a letra é bem humorada, refletindo sobre o impacto das máquinas na criatividade. As canções analisadas apresentam uma diversidade de temas e estilos, desde provocações humorísticas e críticas sociais até fantasias explícitas e sátiras tecnológicas. Em geral, cada letra mostra criatividade e ousadia, refletindo a cultura funk e suas influências contemporâneas. A repetição e os refrões cativantes são comuns, mas a profundidade e o apelo variam. O visual é grosseiro e pouco desenvolvido, faltando a aplicação da criatividade nele por completo, resquício presente em algumas faixas do projeto.