THE 1ST ALBUM: MON AMOUR DHARPPIO Indie, Pop, Jazz20249 músicas

All Music 43

Dharppio se lança em carreira solo na indústria da música com “THE 1ST ALBUM: MON AMOUR”, com a promessa de destrinchar todo o seu lado romântico e suas visões de mundo sobre o tema dentro de um relacionamento específico contado em 9 faixas. Tal premissa se mostra presente sem rodeios a partir da faixa de abertura do disco, “ILOVEYOU”, onde o autor descreve suas maiores juras e promessas de amor frente a uma pessoa que o deixa em estados diferentes de espírito devido aos sentimentos que são causados por sua existência, em uma composição bastante repetitiva, ainda que doce o suficiente para deixar sua marca. A faixa-título prossegue a tracklist; a referência em francês peca por se restringir apenas ao termo referenciado no título, enquanto os versos do artista aparecem de forma um pouco mais detalhada, ainda que não cheguem ao seu ápice em potencial. Canções como “My World” e “You’re My Destiny” focam excessivamente no lado mais terno do romance e acabam, em vez de servirem de continuações uma da outra, apenas atuando como repetições de si mesmas, o que diminui o impacto emocional de ambas as composições, curtas, mas que poderiam ter seus momentos mais poéticos. “Perfect Chaos” é um dos únicos espaços do álbum em que as expectativas levantadas são correspondidas; Dharppio brinca com a diferença de temperamento entre os dois lados do par romântico e se coloca em uma posição mais narrativa desta vez. O mesmo, entretanto, não acontece com “My Everything”, que repete a entrega total de seu autor ao romance descrito em formas que já foram escritas em faixas anteriores, faltando um ar de novidade. Quando chega o momento do ouvinte ter o final da experiência sonora e lírica com “You & I”, um aguardado dueto com ZHIVEN, fica óbvia a escassez de diversidade de sensações a serem postas em música; os dois cantores encantam pela troca suave de versos, mas pouco antes da metade de sua estrutura, as referências já começam a se repetir em tons quase que cansados. A ausência de um produto visual que acompanhe o disco prova-se como o último choque de experiência do projeto; algo que poderia ter ajudado o ouvinte em uma imersão maior no conteúdo acaba ficando de fora e dá um destaque quase exacerbado às questões líricas discutidas anteriormente. Por fim, o que “THE 1ST ALBUM: MON AMOUR” falta em elementos diversos que mantenham a atenção de seu público, possui excessivamente em como seu autor pouco diversifica seu arsenal criativo durante as composições, que não chegam a ser rasas, mas também não apresentam a profundidade que grita para aparecer.



All Music 45

DHARPPIO faz sua estreia solo com o álbum "THE 1ST ALBUM: MON AMOUR", um trabalho dedicado a explorar o amor em suas diversas facetas, mas que acaba pecando por sua repetitividade e falta de profundidade temática. A obra, que transita entre o indie, pop e jazz, tenta capturar a imensidão de uma paixão, porém, em muitos momentos, falha ao não oferecer variações significativas nas suas composições e narrativas. O álbum abre com a faixa "ILOVEYOU", que, como o título sugere, é uma declaração de amor puro e simples. A música é sincera, expressando um amor grandioso e essencial para o eu-lírico, mas falta-lhe substância. A estrutura não traz surpresas e as frases emotivas que preenchem os versos parecem desconectadas, resultando em uma música que não se aprofunda na história do relacionamento. Em seguida, "MON AMOUR" soa como uma extensão da faixa anterior, com o foco em uma felicidade quase ingênua por estar apaixonado. No entanto, assim como sua antecessora, a música peca pela falta de profundidade e desenvolvimento. A estrutura repetitiva e a ausência de uma narrativa envolvente tornam difícil para o ouvinte se conectar de forma mais profunda. A terceira faixa, "MY WORLD", traz um pouco mais de variação, com o eu-lírico expressando o desejo de construir um futuro ao lado da pessoa amada. Embora o tema seja interessante, a estrutura da música ainda não se desvia muito das faixas anteriores, resultando em uma sensação de continuidade previsível. "YOU'RE MY DESTINY" chega com a promessa de validar e reforçar o amor que o artista sente, mas nesse ponto do álbum, a repetição de declarações grandiosas sem uma mudança real no tom ou no conteúdo começa a pesar. A emoção que deveria ser transmitida acaba se diluindo em frases genéricas e uma lírica pouco trabalhada, o que enfraquece o impacto da canção. "PERFECT CHAOS", que poderia ser um ponto de virada no álbum, ao abordar as diferenças e desafios dentro do relacionamento, opta por manter esse tema como um subtópico, sem realmente se aprofundar nas complexidades de uma relação. O conflito, que poderia enriquecer a narrativa, é suavizado, e a música retorna rapidamente ao padrão de exaltação do amor, o que a torna mais uma faixa que repete ideias já exploradas anteriormente. Na sequência, "MY EVERYTHING" tenta capturar a totalidade do amor do eu-lírico, mas acaba soando como uma junção das faixas anteriores, sem um diferencial claro. A falta de novos elementos temáticos ou estruturais reforça a sensação de que o álbum está preso em uma zona de conforto, onde o amor é celebrado, mas raramente questionado ou explorado com mais profundidade. O interlúdio "PAG 1 (INTERLUDE)" é, até esse momento, o destaque do álbum, oferecendo algo diferente. Com uma construção mais intimista, em forma de carta, o interlúdio é curto, mas cativante, mostrando um lado mais vulnerável e reflexivo do artista. Aqui, DHARPPIO consegue capturar uma essência mais autêntica, o que contrasta com a simplicidade das faixas anteriores. "CELEBRATE", por sua vez, é uma faixa que se propõe a celebrar o amor e o futuro, funcionando como uma espécie de continuação de "MY WORLD", mas com uma abordagem mais alegre. Ainda assim, a repetição do tema do futuro já começa a soar cansativa, e a faixa não consegue evitar cair na mesma armadilha de simplicidade lírica que as demais. O álbum chega ao fim com "YOU & I", um dueto entre DHARPPIO e seu grande amor, ZHIVEN. A faixa é sensível e emotiva, e, embora a estrutura não traga grandes surpresas, é inegável que há uma certa beleza nas trocas de elogios e afeto entre os dois artistas. A presença de ZHIVEN adiciona uma camada extra de emoção à música, e é um fechamento adequado para o projeto, mesmo que, em termos de originalidade, a faixa siga os padrões previsíveis do resto do álbum. A ausência de visuais para o álbum, exceto pela capa simples, é outro ponto que enfraquece a experiência como um todo. Em tempos onde o aspecto visual é tão importante quanto o musical, a escolha de não investir nesse elemento deixa o álbum com uma sensação de incompletude. Em resumo, "MON AMOUR" é um projeto que revela a paixão avassaladora de DHARPPIO por outra pessoa, mas que não consegue explorar plenamente o potencial desse sentimento. O álbum tem seus momentos de sinceridade e vulnerabilidade, mas a falta de variação temática e estrutural impede que ele se destaque. Com letras que muitas vezes se repetem e estruturas que não inovam, o trabalho se perde na monotonia, resultando em uma experiência que, apesar de genuína, é previsível e limitada. Para um álbum de estreia, "MON AMOUR" cumpre seu papel ao introduzir DHARPPIO como um artista apaixonado e dedicado, mas deixa claro que há espaço para crescimento e evolução em projetos futuros. Acredita-se que, com mais variação e ousadia, DHARPPIO poderá trazer à tona seu verdadeiro potencial.



Los Angeles Times 50

Integrante do grupo de VPOP, LUKSYE, DHARPPIO faz sua estreia solo com o álbum "THE 1ST ALBUM: MON AMOUR", este que tem sua premissa toda dedicada a uma grande paixão, explorando ritmos que vão do Indie, Pop até o Jazz. Abrindo o projeto com a faixa "ILOVEYOU", como se faz explicita em seu título, é sobre amor e apenas; Apesar da necessidade muito bonita em expressar esse sentimento, que se demostra grandioso, incrível, essencial para o eu-lírico, por outro lado, a faixa não se aprofunda na narrativa e não traz um contexto inovador, apenas frases emotivas que preenchem os versos. Em "MON AMOUR", traz uma versão da faixa anterior de forma mais espontânea, onde o foco é uma felicidade imensa de estar apaixonado; A estrutura da faixa se repete da anterior e, também, comete esse deslize em não trazer um aprofundamento, até mesmo uma direção, tendo como resultado a impressão de frases soltas. Em "MY WORLD", o cantor ainda não se arrisca em novas estruturas, tendo a mesma construção; No entanto, a mensagem expressa é mais interessante, onde o eu-lírico avança pra um tópico específico de construir algo juntos, sobre o futuro. Outrora, "YOU'RE MY DESTINY" embarca na validação desse amor, mesmo que já neste momento do disco, o ouvinte já entendeu o quanto esse amor é especial; A faixa também se demostra repetitiva e, enquanto as demais há um exagero emocional, aqui as expressões não são tão românticas. "PERFECT CHAOS" poderia ter se aprofundado mais em certas diferenças que o eu-lírico e seu amor possui, trazendo um enriquecimento na letra, porém, o cantor opta por deixar isso como subtópico, que acaba sendo ofuscado por essa necessidade de expressar esse amor de um ao outro de forma muito simples, com frases repetitivas e um tema já abordado anteriormente. Em "MY EVERYTHING", soa como uma junção da faixa introdutória e "YOU'RE MY DESTINY", sendo menos interessante, e de novo, contexto repetitivo, sem um diferencial ou aprofundamento. "PAG 1 (INTERLUDE)", um interlúdio que tem como uma construção uma carta, torna-se a faixa mais interessante, diferente e cativante até então. "CELEBRATE" transparece como uma segunda parte da faixa "MY WORLD", sendo mais alegre, mas aqui o tópico é sobre o futuro novamente, o que torna-se já meio cansativo. Finalizando com "YOU & I", agora com a participação do seu grande amor, ZHIVEN, soa sensível, emocionante, apesar de não surpreender em sua estrutura, é impossível negar que não é emocionante ver trocas de elogios entre pessoas que se amam. O disco não possui visuais, o que não se aplica uma avaliação sobre. Por fim, DHARPPIO está completamente apaixonado, está tão apaixonado em seu primeiro disco "THE 1ST ALBUM: MON AMOUR", que não há muito o que falar sobre; O cantor tenta dividir essa paixão em 9 faixas, mas, infelizmente, não consegue fazer uma divisão de temas que fale sobre a história desse amor de forma aprofundada, ou que traga tópicos diferentes em cada faixa sobre esse amor, o que, no fim, são varias faixas que falam a mesma coisa com uma diferença mínima de subtópico que sequer é aplicado como tema principal, além das estruturas repetitivas. DHARPPIO não consegue surpreender no seu primeiro disco, porém, acredita-se que sua paixão sente-se presenteada por esta dedicação.



American Songwriter 50

O asiático DHARPPIO surge com "MON AMOUR", uma verdadeira viagem pela sua paixão por outra pessoa. O artista entrega um projeto que é certamente redundante e repetitivo, com poucos ápices. Assim, DHARPPIO apresenta esse trabalho como uma amostra do que ele tem a oferecer. O cantor inicia o álbum com a faixa "ILOVEYOU". O eu-lírico enxerga esse amor com clareza e uma carga destemida atrelada a ele. O amor sentido e expresso na canção é forte, com momentos cada vez mais explícitos. No entanto, a letra não surpreende, sendo carregada por repetições desnecessárias. A segunda faixa, "MON AMOUR", parece ser uma continuação da anterior. O eu-lírico baseia-se nos momentos com a pessoa amada e nos sentimentos à flor da pele. No entanto, a faixa não traz surpresas e tem uma energia monótona. "MY WORLD" segue a mesma atmosfera da faixa anterior, mas aqui há o desejo do artista em construir algo sólido ao lado do parceiro. A lírica é, entretanto, morna e sem surpresas. "YOU'RE MY DESTINY" carrega a concretização dos planos desejados pelo artista com essa pessoa. A letra é pouco atraente e ainda monótona. "PERFECT CHAOS" marca as diferenças do casal, com o amor entrando em alguns conflitos. Aqui, DHARPPIO se esforça para minimizar as diferenças. A lírica da canção é ainda muito precária e rasa. "MY EVERYTHING" mostra DHARPPIO em mais uma declaração à pessoa amada, ressaltando todas as coisas positivas que essa pessoa fez e causou no artista. A lírica soa melhor que as outras, mas ainda assim se mantém monótona em boa parte. "PAG 1 (INTERLUDE)" é uma interlude que traz o artista em uma conversa com seu amado. A lírica presente é simples e cumpre os requisitos para uma interlude. "CELEBRATE" mostra o eu-lírico em um momento de celebração do amor sentido pela outra pessoa. DHARPPIO busca deixar tudo de lado para celebrar a felicidade que sente por esse relacionamento. A lírica é monótona e rasa em boa parte da execução. Continuando a jornada do artista, "YOU AND I", com participação de ZHIVEN, finaliza o álbum narrando o momento em que os dois se encontraram e tiveram uma troca de sentimentos, logo se transformando em um relacionamento. No entanto, a lírica é precária e um pouco sem sentido. Na parte visual, a capa é intimista, sendo a única parte visual disponível, o que é algo decepcionante. DHARPPIO entrega um álbum mediano, com poucos momentos altos, e deve usar essa experiência como um aviso para melhorar em suas futuras produções.



The Line Of Best Fit 67

DHARPPIO lança o seu primeiro álbum “MON AMOUR”, que explora uma extensa declaração de amor do artista para outra pessoa. “ILOVEYOU” é quando o artista se declara para essa pessoa amada. É uma faixa mediana, pois ao mesmo tempo que traz uma boa desenvoltura, a composição em si não possui substância. Em “MON AMOUR”, o artista mostra a pessoa amada o quão importa ela é para ele. É uma faixa boa, mas sua estrutura não valoriza tanto a composição. “MY WORLD” é a continuação da faixa e traz uma composição mediana, sem tantos atrativos quanto a anterior. “YOU'RE MY DESTINY” marca o momento onde o artista está fazendo planos com a pessoa amada. A canção é realmente boa e consegue transmitir isso ao ouvinte. “PERFECT CHAOS” marca as diferenças do casal, ao mesmo tempo que o amor ainda floresce entre eles. É uma faixa interessante, mas com problemas na sua estrutura e composição. “MY EVERYTHING” ressalta novamente a importância desse amor para o artista. A composição é mediana, e a faixa em questão já é muito parecida com outras do disco. “PAG 1 (INTERLUDE)” é um interlúdio falado que mostra a paixão do artista. É uma boa inclusão ao disco. “CELEBRATE” mostra o artista com uma grande necessidade de celebrar esse amor. A faixa é bem interessante e funciona no disco. “YOU & I (feat. ZHIVEN) é um dueto com a pessoa amada do artista. É uma composição mediana e que já traz coisas já vistas, mas é interessante ver um dueto no projeto. O álbum não contém visual além da capa, que é bem simples. Desse modo, “MON AMOUR” é um projeto mais simples e mais focado em declarar o amor sentido. É um disco com faixas interessantes e outras que não são muito, mas a falta de um visual acaba quebrando bastante a experiência.