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Apostando em um visual galático e futurista, Jamie Lynn lança seu álbum Utopia e não consegue êxito em entregar sua obra de forma agradável. A artista, já recorrente na indústria, continua cometendo os mesmos erros e parece não entender as tendências, principalmente visuais. Trazendo imagens editadas de forma não muito condizente com a mensagem que passa nas composições, Jamie Lynn usa e abusa de constelações e relaciona sua utopia a um mundo estelar e fora da Terra. Conceitualmente, a obra é muito forte, tendo a capacidade de ser um dos álbuns do ano, porém Jamie não conseguiu trabalhar com sua completa atenção sobre ele. É uma pena pois é o quarto trabalho de estúdio da artista e esperávamos ainda mais de alguém tão experiente no meio Dance e Eletrônico. No lado das composições, as letras parecem ter sido escritas com boas intenções, porém sem muita prática de quem as fez, o que deixa o álbum menos interessante. Com exceções como "once again" e "closer", que são faixas menos fracas que outras, Utopia acaba nos deixando decepcionados como obra completa. Tanto no lado visual quanto no lado lírico, a artista possuía um bom conceito e não soube o colocar de forma clara e objetiva nas páginas do encarte e nas faixas. Jamie Lynn precisa se ajustar para a indústria atual, ou será ultrapassado por uma série de novatos que possuem potencial completo de se tornarem referência no meio.

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Jamie Lynn com toda certeza é uma das grandes artistas no gênero Dance, após o estrondoso sucesso de seu projeto antecessor ela retorna ao mainstream com seu mais novo álbum “Utopia”. Observando o conceito proposto e explicitado na faixa-título, podemos perceber que o material abordará uma série de temáticas acerca da felicidade e do amor, seguindo o pressuposto de algo que poderá ser alcançado e poderá ser vivido. Infelizmente não há uma coerência melódica durante a narrativa, há uma grande diversidade e vários tipos de música Dance que não possuem uma ligação entre si, ou seja, não há algo que una essas faixas com um mesmo propósito melódico, são totalmente distintas e isso, apesar de audacioso, pode inferir um ponto negativo a produção. As letras são precisas e a maioria delas relatam acerca de um amor tão intenso e sobre estar pronto para aceitá-lo, como dito na canção “All This Love”. Há uma linearidade acerca do lirismo representado que pode ser identificado com um dos pontos altos neste compilado. O incessante desejo por sentir amor é fortemente destacado em uma das faixas que mais gostamos, “Closer”, nela observamos o quão estamos vazios e necessitamos de algo que nos preencha tão precisamente. Os visuais são, um tanto, confusos. Algumas das figuras representadas, possuem simbolismos e representações ligadas a religiosidade e são as mais bonitas, porém não há uma conexão com o proposto nas letras. No geral, Jamie traz um trabalho confuso, em que por um lado há grande teor artístico e no outro há uma artista perdida em suas próprias ideias, a única coisa a ser feita é unificar ambos, de modo que possam estar em sincronia. Utopia segue tendo grande destaque no âmbito dance como uma lição para a cantora e para os demais, seja ela positiva ou negativa.

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Utopia é o quarto álbum de estúdio da artista Jamie Lynn, aqui a artista decide mergulhar de vez no estilo Eletronic/Dance, o que não foi uma boa escolha, já que parece que o espectador está ouvindo à uma coletânea de de DJs, não que isso seja ruim, só não combina com a proposta que Lynn quer entregar com esse trabalho. É triste ver que a artista já está no seu quarto álbum e ela ainda não tentou fugir de sua zona de conforto(quer dizer sai bem pouco no trabalho antecessor há esse), em Utopia não vemos nenhum tipo de inovação de parte da artista, o ponto alto desse trabalho são suas composições mesmo sendo mais do mesmo, todas as faixas falam sobre amor, de longe a melhor faixa desse projeto é “sad song” que foge um pouco mais da proposta do disco e é bela. Sobre o visual… Eu não vejo nada das composições expressas nessas imagens, e é okay o visual não combinar com as letras, mas eu não vejo nenhum sentido nesse encarte, me parecem dois trabalhos divididos, composições de um lado e visuais de outro. Jamie infelizmente nos entrega um trabalho meia, nós sabemos o potencial da artista e com certeza não é expressado nesse álbum. VISUAL:50 | LETRAS:69 | CONCEITO:60 | NOTA FINAL:60.

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A obra pode ter seu conceito definido ao redor da palavra amor, mas ao longo das 13 incessantes faixas, tanto este tema quanto o visual ficam entediantes. Não é nada inovador, e está bem abaixo das expectativas que giravam ao redor do álbum. Este segue uma mesma linha, sem altos nem baixos, o que o torna um disco mediano, aqui não há destaques positivos nem negativos. É um trabalho sem dinâmica, não conseguimos ver uma identidade nele, é impossível sentir Jamie Lynn nele. Ainda sobre o visual, além de não trazer nenhum sentimento, é óbvio que não se conecta com a temática do conjunto de faixas, causando uma incoerência e decepção. É difícil encontrarmos um destaque, porém "nuestro amor" é a melhor faixa, por conseguir estar em um nível acima e mostrar atributos a mais, como a mistura do inglês com espanhol, versos de Guilherme Bhermes e J.Olly e um instrumental instigante. No geral, as composições são médias-altas, encarte e design médios e o conceito batido, tudo incansavelmente repetido, o que o salvou de uma nota menor definitivamente é o talento da artista de escrever suas músicas.
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Após uma era encabeçada pelo hit "I'm A Fool" com participações de Ziara e Hurrance Evans eram altas as apostas para o lançamento de "Utopia" de Jamie Lynn, mas imprevisível como é a indústria as expectativas não atenderam-se, com um visual que pouco corresponde com seu conteúdo e não trazendo grandes novidades. Há certa falta de alternatividade no álbum por haver como conteúdo exclusivo canções de amor, o que acaba por prender todo um trabalho numa única narrativa, deixando-o pouco versátil em comparação a outros lançamentos que englobam temáticas mais flexíveis e bem estruturadas como seu próprio antecessor "the heart". Há certo apreço pelo climax romântico criado, porém torna-se massiva a série de canções que parecem se repetir incessantemente sob a mesma fábula. Em treze faixas não se nota grande identidade visual, enquanto o campo artístico do trabalho não se conecta com o que é proposto. O simples por vezes torna-se interessante, mas quando há maior dinâmica por trás. O álbum não é utópico negativamente falando, mas evitar o supérfluo é um conselho a ser seguido por Jamie em seu próximo trabalho de estúdio.
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Jamie Lynn volta com o sucessor do The heart e o que encontramos é decepcionante: a cantora não consegue (novamente) fazer um trabalho que consiga captar a atenção artística que a cantora tem. Uma das maiores cantoras do meio dance volta com um álbum mediano (se pensarmos positivamente). Em "utopia", a cantora retrata sobre amor em todas as músicas e a única coisa enxergada é uma dependência emocional enorme e amores vistos apenas em contos de fadas. Talvez esse tenha sido seu objetivo com o conceito de utopia, mas que desgasta facilmente. Não há nenhuma música extraordinária, nenhuma composição aguçante ou algo que faça alguma diferença no mercado. Lynn deixa a desejar novamente no visual, traçando um caminho sem nenhuma conexão ou aparência parecida sobre o conceito ou as letras de suas canções. Conceito, visual e composições parecem não ter se encontrado no meio do caminho e assim, não sendo capaz de completar a utopia proposta por Jamie Lynn. Conceito: 60 | Visual: 60 | Composição: 72