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Sputnikmusic publicou uma avaliação em 04/01/2026: 75
Marco Coline lança seu Extended Play de estreia intitulado “End Point”. O compilado de 6 canções navega entre os gêneros alternativo, pop e indie, trazendo uma narrativa de um fechamento emocional. O novato canta sobre o ponto final simbólico de uma longa história de amor. O projeto se inicia com “Blue Morning”. A faixa fala sobre alguém que já se foi, mas que ainda permanece nos pensamentos do eu-lírico em cada detalhe do seu dia. É uma boa abertura para o EP, pois a lírica introspectiva faz com que o ouvinte mergulhe na narrativa. A ideia de usar memórias em objetos que mantêm o passado vivo no presente é interessante, e a lírica tem um nível bom, mesmo que em alguns momentos beire o clichê. Explorando o esforço do eu-lírico e sua frustração em salvar uma relação que inevitavelmente chegou ao fim, temos “I Swear I Tried”. Colins utiliza um lirismo claro, com menos metáforas que a faixa anterior, para demonstrar o quanto teve dedicação total nesse relacionamento. O eu-lírico se mostra honesto em expor o conflito em amar e a importância diante do fim; é uma faixa simples, mas que cativa o ouvinte. Até aqui, as músicas têm uma linguagem visual muito marcante. A terceira faixa é “Numb But Breathing”. A canção traz em seus versos o depois do fim, aquela sensação de que o impacto não terminou, já aconteceu, mas você ainda não entendeu toda a situação, o que acaba te fazendo revisitar momentos desde o início para tentar entender. A lírica é sensível, traz um lirismo calmo que expõe com precisão o vazio após um término. A forma que o cantor compõe é formidável; mesmo de forma simples, ele consegue expressar muito bem o que quer passar para o ouvinte. “Almost Human” marca o recomeço emocional dentro do Extended Play. Trazendo uma lírica mais esperançosa que as faixas anteriores, a música fala sobre a tentativa de se reconstruir, mesmo com cicatrizes do passado. Os versos são bem construídos e refletem o processo lento e humano de cura. Uma faixa otimista e que prende o ouvinte. A penúltima faixa é intitulada “The Way You Vanished”, e a última faixa, “Deserve To Be Forgotten”, encerra o projeto. “The Way You Vanished” é melancólica, retratando como o eu-lírico observa o outro seguir sua vida, enquanto ele ainda tenta ser lembrado pelo amado. É uma canção que expõe uma grande diferença emocional dos envolvidos nesse relacionamento: um ama e ainda tenta insistir, esperando que tudo se resolva, enquanto o outro simplesmente some. A canção é majoritariamente direta, com poucas metáforas, sendo uma interessante finalização, mesmo que desconexa com a ambientação que a faixa anterior teria criado. Já em “Deserve To Be Forgotten”, Marco canta sobre isso de forma mais agressiva, se colocando como culpado por ser esquecido, apresentando uma lírica totalmente diferente das faixas anteriores, soando mais como uma faixa bônus. Visualmente, o álbum não nos conta muito, apenas contendo a capa. Infelizmente, a capa não se conecta com a narrativa do álbum, não acrescentando muito na experiência do ouvinte. Por fim, “End Point” é um Extended Play que alcança o ouvinte pela sua sensibilidade, com uma lírica honesta e bem elaborada. Marco Colins demonstra habilidade em traduzir sentimentos em canções que, mesmo simples, são poéticas. O trabalho tem alguns deslizes, mas isso é relevado para um iniciante, como, por exemplo, alguns lirismos repetitivos e um fechamento um pouco confuso do compilado, mas nada que comprometa a bela apresentação inicial do artista iniciante.
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