MY BLOOD Lyra Pop, Drum n Bass, R&B20265 músicas
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popmatters publicou uma avaliação em 22/02/2026: 84

Após trazer um bom buzz ao seu nome, Lyra lança o seu primeiro EP; “MY BLOOD” descorre-se em 4 faixas e uma intro, e começa por “INTRO (Staring, Eye to Eye). É uma faixa simples, mais literal e mais direta. Tudo realmente toma um caminho com “IN THE FUTURE”, a primeira grande aposta da artista. É uma canção com rimas talvez óbvias, mas com um conteúdo lírico que chama certa atenção e acaba por dar uma boa primeira impressão da artista caso esse seja o primeiro projeto que o ouvinte ouve da mesma. É promissora e mostra uma vertente interessante em suas letras. “U CAN'T LET GO”, ainda abordando relacionamentos amorosos, segue uma linha de raciocínio já vista no projeto e soa até um pouco parecida com “IN THE FUTURE”, mas possui um refrão arrebatador que acaba dando essa diferença. “CALIFORNIA KILLS”, em parceria com a popstar Baby, deixa um pouco algo mais melódico de lado e entrega uma letra um pouco mais profunda que as anteriores. É um bom destaque no projeto e entrega bons pontos líricos das artistas, e mostra que nem sempre falar sobre relacionamentos soa maçante. “NOT AGAIN” finaliza o projeto condicionando partes mais emocionais e partes mais sensuais já vistas no projeto em uma música. Num geral isso funciona bem e não soa como algo preguiçoso; mostra que a artista está aprendendo bastante a dosar as suas emoções e também a buscar novas formas de se expressar sem ficar no marasmo. O visual, produzido apenas pela artista com auxílio de Tammy, possui poucas páginas mas consegue fazer o ouvinte sintonizar as suas ideias nas da artista, com um amarelo contagiante e artefatos visuais bem colocados. Num geral, “MY BLOOD” mostra uma artista que ainda está aprendendo e que consegue entregar bons trabalhos desde o início, mas que também mostra que pode chegar ainda mais longe se expandir ainda mais as suas ideias e sua criatividade.



Spin publicou uma avaliação em 25/01/2026: 79

“MY BLOOD” é o primeiro compilado de canções que a novata americana, Lyra, nos apresenta. Movido por gêneros como o Pop, DnB e RnB, o Extended Play que contém 5 faixas nos conta sobre como amar até o limite e como sofremos com as consequências de escolher amar dessa forma. A breve “Staring, Eye to Eye” é a introdução de toda narrativa. A faixa já nos apresenta uma ideia de confronto íntimo, mesmo que de forma velada, girando em torno de uma paixão avassaladora que surgiu de uma conexão instável. O eu-lírico canta com ansiedade seus versos, ele demonstra de cara sua dependência emocional. A lírica nessa abertura é direta, não há muitas metáforas aqui, e as que existem são bem rasas. Talvez essa escolha parta das artista, seja para deixar sua narrativa mais honesta, e até funciona, mas acaba limitando a profundidade da canção. Mais uma faixa que demonstra ansiedade do eu-lírico é nos apresentada, “IN THE FUTURE”. A narrativa é criada em cima do contraste do imediato e o duradouro. O futuro cantado aqui é sustentado mais por fantasia do que pelas ações concretas do outro. A lírica utilizada por Lyra é novamente direta, gritando desespero em vários momentos. É uma faixa que tem acertos, mas também comete erros. A terceira faixa é intitulada “U CAN’T LET GO”. Nessa faixa, o eu-lírico deixa de ser apenas ansioso e se torna controlador. É o momento de virada da narrativa do Extended Play. Em seus versos obsessivos, a americana canta sobre como ela não busca mais por validação do outro, mas agora impõe que o futuro juntos é inevitável. A faixa expõe a confusão de intimidade com posse do eu-lírico. A lírica é direta, mas carrega uma agressividade que a diferencia das faixas anteriores. É uma faixa interessante, onde Lyra expõe como uma dependência emocional pode evoluir de súplica para obsessão. A primeira e única colaboração do projeto é “CALIFORNIA KILLS”. A artista convidada é a Baby. As duas americanas levam o “MY BLOOD” para fora do quarto, as artistas não usam Los Angeles apenas como cenário, mas como uma metáfora de algo sedutor que te corrói. A faixa nos apresenta um romance de dois artistas que vivem pelo excesso, as referências são inteligentes e constroem a ideia de intensidade. A química das duas artistas é impressionante, e Baby acrescenta muito na canção. A lírica das duas é alinhada e essa faixa mostra a evolução lírica tanto do EP como da Lyra, trazendo um grande nível metafórico. Cada verso da canção funciona como um plano de filme, se tornando a melhor canção do projeto até aqui. Encerrando o Extended Play temos “NOT AGAIN”. Se todas as canções até aqui traziam narrativas de dependência emocional em diversas faces, a faixa final funciona como ruptura. “NOT AGAIN” é o momento em que o eu-lírico se mostra decidido, recuperando a lucidez e quebrando esse ciclo tóxico. Lyra canta e ainda se mostra vulnerável, mas agora há raiva contida e um certo deboche como um mecanismo de proteção. Lyra volta a utilizar uma lírica direta, mas demonstra evolução das faixas anteriores. A canção cumpre seu papel de finalizar o projeto com honestidade, ela não apaga o caos vivenciado, mas o coloca como um passado que feriu, mas ensinou. A produção gráfica é bonita e tem elementos interessantes, mesmo que não conte totalmente a mesma história que a narrativa lírica. Mas é um ponto a ser elogiado por ter sido produzido pela própria artista, que demonstra que também pode se tornar um grande nome na produção visual. Por fim, “MY BLOOD” não é um Extended Play perfeito, mas é um bom debut. Lyra, em suas 5 faixas, cria um arco emocional bem claro, e mesmo que cante sobre algo que já é clichê na indústria, a americana soube apresentar a sua ideia. A artista iniciante demonstrou uma grande habilidade lírica em “CALIFORNIA KILLS”, e se ela seguir o caminho apresentado nessa faixa, será um grande rosto na indústria.



DIY publicou uma avaliação em 25/01/2026: 80

Lyra apresenta MY BLOOD, seu debut EP, definido pela própria artista como um diário emocional cru, impulsivo e confessional sobre amar até o limite. O EP se inicia com “INTRO (Staring, Eye to Eye)”, faixa que estabelece o tom de entrega total logo nos primeiros minutos, aqui a artista já está completamente envolvida, enquanto o outro ainda hesita, versos como “I see two silly people in love, trapped, involved” revelam a consciência de que esse amor nasce ingênuo e potencialmente condenado, é uma abertura eficiente por ser direta, vulnerável e funcional, ainda que liricamente simples. Na sequência, “IN THE FUTURE” amplia esse cenário ao transformar desejo em exigência emocional, a faixa se constrói a partir do contraste entre o sexo imediato e a idealização de um futuro duradouro, expondo a frustração causada pela falta de reciprocidade. S terceira faixa é “U CAN’T LET GO”, que marca um ponto de inflexão decisivo, aqui o desejo deixa de pedir reciprocidade e a obsessão passa a dominar a narrativa, em versos como “Your soul belongs to me” a música assume um tom deliberadamente desconfortável e tóxico, expondo a face mais possessiva da relação ainda que em alguns momentos a literalidade enfraqueça a complexidade emocional que o tema poderia alcançar. Em “CALIFORNIA KILLS (feat. Baby)”, MY BLOOD respira e se expande, a relação íntima ganha escala cinematográfica ambientada em uma Los Angeles de glamour decadente, estrada, palco e excesso, a escrita se torna mais visual e madura, com versos como “White lines cut across the red upholstery of your living room sofa”, a faixa destaca-se sendo um dos pontos altos do EP. O encerramento vem com “NOT AGAIN”, que cumpre um papel fundamental de ruptura depois de tanta entrega, fantasia e obsessão, Lyra finalmente impõe limites, no refrão “Unread messages / Unread lies” simboliza o gesto de se afastar não apenas da pessoa, mas também da ilusão. Visualmente, o amarelo intenso da capa e encarte dialoga bem com o que o trabalho propõe, reforçando a sensação de calor, impulso e intensidade. MY BLOOD assume o caos emocional que apresenta e Lyra demonstra coagem ao expor relações marcadas por dependência, desejo e jogos de poder sem tentar se colocar sempre em uma posição confortável. Com um arco claro que vai da entrega a recusa, o projeto se sustenta no dinamismo emocional e na urgência do relato, e é nessa linha que reside seu maior impacto.



TIME publicou uma avaliação em 17/01/2026: 75

Em uma jornada rumo ao estrelato, a noviça do pop Lyra inaugura seu primeiro Extended Play, My Blood, marcando o início de sua trajetória no mercado fonográfico. A artista firma sua presença de maneira ousada em um dos segmentos mais complexos e impermeáveis da indústria musical: o pop. Devemos em primeiro lugar, parabenizar a artista pela decisão, em vigência de pouquíssimos cantores estreantes decidem partir dentro deste ramo, a ação de Lyra por essa decisão nos faz entender que: Ela veio para ficar e expandir em grandiosidade. Iniciando a avaliação pelo seu visual fervoroso, 'My Blood' reforça a importância de tons ardentes e vitais que o tom amarelado agrega. Contanto a produção da própria, em cooperação com a renomada produtora japonesa Tammy, 'My Blood' entrega um produto de identidade única e impactante, se pudéssemos arriscar com as palavras, a capa 'My Blood' estamparia facilmente vitórias em categorias como 'Melhor Album Cover' para premiações que souberem utilizar o bom senso. O simples é o mais do momento, e 'My Blood' soube ditar isso. Talvez a identidade visual será o grande diferencial de Lyra para competições futuras. Partindo para a análise lírica do projeto, em alguns determinados pontos não podemos nos surpreender com alta escala, claro, isso não significa que não é um disco mal executado, e sim, um trabalho que veio cru ao mundo, um álbum que veio para estampar quem é Lyra, e para o que ela veio. Canções como 'Staring, Eye To Eye', 'U can't Let Go' e 'Not Again', não chegam a atingir o potêncial letal que a letrista norte-americana almeja, são composições que talvez precisem de execuções mais trabalhadas. A simplicidade não é uma adversidade para a artista, entretanto, saber como e quais palavras souber tratar/adicionar, faria com que as obras acima mencionadas, tornassem mais instigante de apreciar. Em compensação, 'California Kills' parceria com a norte-americana Baby, expressa que há esperança para o mercado pop. 'California Kills' não é só uma música inteligente, como uma obra que deveria ser responsável por essa ruptura de vitórias dos mesmos veteranos do cenário pop vencerem a categoria "Best Pop Collaboration". Nessa faixa, Lyra parecia estar totalmente apta e disposta para mergulhar de cabeça na fama. Isso não deixa a Baby para trás, pelo contrário, a adição de Baby para o material faz a canção fugir do óbvio que a indústria tende criar expectativas. Baby complementa com a sua voracidade de anos vividos nesse mercado, a letrista já sabe como agir após o seu sucesso com a canção 'TROYA', e soube contar uma história junto de Lyra. Se 'California Kills' não possuir um vasto investimento pela equipe da cantora e do incentivo de sua atual gravadora Innersound, será um triste momento para a história da indústria Pop, perder o investimento daquilo que poderia se tornar: Uma colaboração que iria entrar para história. Em 'In The Future' a compositora expressa uma boa linguagem e atitude para seu lançamento, ela fez uma boa aposta na faixa, talvez depois de 'California Kills', 'In The Future' seria o segundo melhor trabalho que soube guiar não só a ideia do trabalho, e sim, o quão disposta Lyra está para se desenvolver. 'My Blood' por fim, segue em uma outra perspectiva do que foi enunciado para nós. Em nossa leitura e compreensão, 'My Blood' exclama a disponibilidade de Lyra se tornar uma crescente, uma estrela que está aos poucos buscando sua ascensão. E claro, com um período a mais no mercado, suas líricas irão expandir conforme a sua magnitude, essa é nossa maior certeza para o que podemos extrair desse projeto. A Norte-americana ainda há passos longos a se dar, contudo, neste momento ela está observando direções para se guiar até o rumo que almeja para sua própria carreira, e temos convicção que ela saberá tomar a melhor decisão. Na hora e lugar certo, e estaremos atenciosamente aguardando os resultados.