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Variety publicou uma avaliação em 01/03/2026: 84
A novata Cassandra apresenta ao mundo “burning”, seu extended-play de estreia, lançado pelo selo MillenniumMusic. O projeto discute, em suas 5 faixas, relações marcadas pela dependência e autodestruição, de forma muito crua. A introdução breve, “circumstances (intro)”, é a confissão de que ela nunca aprenderá a ficar sozinha e tem um tom teatral, que se expande em quase todo o resto do EP, sendo marcado principalmente com seu outro “Poor little hysterical witch!”. Em “fragile hearts”, segundo single do projeto, a cantora constrói um romance pautado pela violência de forma fascinante e poderosa através de sua lírica. Na sequência, “Forest”, que foi o lead single, traz o momento mais vulnerável e melancólico do compilado, usando a metáfora de uma casa em chamas para ilustrar o luto e a sensação de ver seu relacionamento virar cinzas, com uma clara confusão e desespero por parte do eu-lírico. Porém, o ponto alto do projeto chega com “open for you (sacrilege)”, que muda o tom do projeto. Nesta faixa, Cassandra deixa a postura de vítima e confronta a culpa religiosa e a submissão carnal, entregando uma faixa pesada e hipnótica, mostrando toda a sua força criativa. Versos como “The door will always be open for you, whenever you fail to resist” resumem muito bem a dinâmica profana da faixa. O EP se encerra com a faixa “Slut.”, porém sem letra. Lançar um material de estreia tão obscuro e com temáticas de autodestruição não é para qualquer um, mas Cassandra ter feito isso e completamente sozinha demonstra uma visão artística muito singular e específica. O EP é uma estreia brilhante que prova que a cantora tem uma forte identidade própria e está longe de querer entregar um pop fácil.

Pitchfork publicou uma avaliação em 01/02/2026: 80
Cassandra lança seu primeiro compilado de canções, seu Extended Play “Burning”. Transformando suas dores pessoais em canções, ela nos entrega um material regido pelos gêneros alternativo, dream-pop e pop que falam sobre desejos que corroem e sobre perder sua identidade na tentativa desesperada de pertencer, configurando uma dependência emocional. Abrindo o Extended Play temos “circumstances”. A faixa tem uma estrutura minimalista e, com uma lírica direta, sem muito uso de metáforas, estabelece o estado psicológico do eu-lírico, assim apresenta ao leitor a narrativa central que as próximas faixas seguiram. Aqui, mesmo que não tenha uso de metáforas para dar profundidade ao tema central, a honestidade e o desespero contido do eu-lírico em seus versos fazem com que a faixa soe profunda. “fragile hearts” é a segunda faixa, diferente da faixa anterior, essa aqui aposta em cenas, trazendo o cotidiano para aumentar a experiência do seu ouvinte para sua narrativa. Aqui o eu-lírico reconhece o perigo, mas escolhe permanecer. Cassandra, nessa faixa, consegue expandir a sua narrativa sem soar repetir a ideia da abertura do seu projeto. É uma faixa poderosa e que mostra uma habilidade lírica formidável da jovem americana. A terceira faixa do compilado é “Florest”. A canção marca a transição do “nós” para o “eu”. Aqui Cassandra transforma o abandono em paisagem, usando a floresta como lugar de sobrevivência solitária. A artista do selo “Millennium Music” entrega uma faixa que faz uso de grandes metáforas, se diferenciando de suas sucessoras; é a faixa mais poderosa até aqui, e que coloca o ouvinte definitivamente dentro da narrativa, nos fazendo mergulhar por esse universo criado para cantar sobre um fracasso afetivo. Mudando radicalmente a temperatura do Extended Play surge “open for you (sacrilege)”. A faixa se desenvolve sobre o choque entre algo carnal e moral. A lírica é direta, Cassandra traz uma forte carga erótica, nos entregando uma canção explícita e que abandona as metáforas paisagistas e aposta em algo mais corporal. O ponto forte aqui é o refrão, não só pela lírica explícita, mas pela frieza que tudo é nos apresentado; a artista americana expõe que o que para o outro é desvio moral, para ela é sobrevivência emocional, mesmo que autodestrutiva. Por fim, “Burning” constrói sua narrativa em cima da permanência na dor, onde o abandono parece machucar mais. Cassandra nos apresenta uma escrita honesta, nos dando faixas mais diretas e outras mais metafóricas, mas todas tendo uma boa lírica, mesmo que em alguns momentos as metáforas soem rasas. “Burning” nos apresenta uma artista que não tem medo de se expor, Cassandra se mostra madura para um primeiro compilado, nos animando para seus próximos passos.

The Guardian publicou uma avaliação em 25/01/2026: 79
burning é o debut EP de Cassandra. Desde o início, o projeto se apresenta como um mergulho em relações onde amar deixa de ser escolha e passa a ser sobrevivência. O EP se inicia com “circumstances (intro)”, uma abertura curta que estabelece o estado mental da narradora, logo nos primeiros versos “Running, stepping on shards of glass” o ouvinte é colocado dentro de um ciclo de dor voluntária. Em “fragile hearts”, segunda faixa do trabalho, o EP dá corpo ao vínculo que antes era apenas psicológico, aqui a dependência emocional ganha forma, construindo uma narrativa doméstica onde a violência e a dependência se fundem, versos como “Dried blood on your hands, and I’ll never ask you why” revelam um pacto silencioso de amar e não perguntar, o ponto mais perturbador surge na frase “Maybe I’m weak, you’ve told me that a million times.” aqui a música deixa de romantizar e passa a expor. A faixa seguinte é “Forest” que marca o momento em que tudo já foi perdido, o refrão “Our house is on fire with our souls locked inside” é talvez a imagem mais poderosa de todo o EP, condensando amor, prisão e destruição em uma única metáfora, quando Cassandra admite “I couldn’t save you / I can’t save us” o projeto confirma algo que vinha sendo construído desde o início, que é o fracasso do papel de salvadora. Em “open for you (sacrilege)”, faixa seguinte, burning muda de eixo mas sem quebrar sua lógica interna, nesta faixa o luto dá lugar ao desejo, mas não como libertação e sim como repetição. Cassandra transforma o sexo em linguagem de culpa, fé e profanação, versos como “You call it a mistake, I call it a necessity” resumem bem a dinâmica da música, essa é a faixa mais explícita do EP, e também uma das mais honestas. A faixa final, não teve a sua letra divulgada, o visual também não foi adicionado, temos apenas a capa oque é uma pena pois com a última letra e um visua alinhado como a capa é ao conteúdo lírico, o EP teria tudo para ser um grande destaque pois a capa é forte, coerente e conceitualmente bem desenvolvida. No fim, burning é um EP de estreia surpreendentemente maduro onde Cassandra demonstra controle narrativo, consciência estética e coragem emocional que estabelece Cassandra como uma artista que entende a dor como linguagem.
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