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Los Angeles Time publicou uma avaliação em 01/03/2026: 86

"Devil" marca um reencontro de peso na música, unindo Anne Ritchie após a bem sucedida era "How The Story Ends" e quebrando o hiato de dois anos do rapper RAWAK. single está longe de ser uma canção sobre corações partidos convencionais, a canção mergulha em um relacionamento movido a ego, manipulação e dependência. É uma faixa bem pensada e uma das grandes sacadas lírica é o uso da "clarividência" no refrão, uma metáfora incrível para traduzir aquela conexão tão profunda e tóxica onde os dois conseguem ler as piores intenções um do outro, essa dinâmica atinge o ápice emocional na transição para o final da música. Quando Anne dispara na ponte: “Eu sei que você é um pouco psicopata" e "Então você cria as nossas conversas como se elas fossem ganhar vida”, ela prepara o terreno que é imediatamente validado pelo encerramento de RAWAK com "E eu posso criar você na minha cabeça se você não ficar”. No entanto, por tentar explorar os dois lados da mesma moeda, a letra acaba esbarrando em uma falha de continuidade narrativa quando apresenta uma incoerência sobre quem realmente sacrificou a relação em nome da ambição, no primeiro verso, Anne assume a culpa cantando “Então eu te deixei pelo sucesso que eu tinha em mente”, mas no verso seguinte, RAWAK rouba essa narrativa de fuga para si com “Poderíamos ter ido mais alto, mas eu tive que fugir”, embora reforce o embate de egos, essa contradição quebra um pouco a linha do tempo da faixa, outro pequeno tropeço acontece no pré-refrão, quando RAWAK solta um "Eu te levei para o porão, te piquei como uma abelha", uma rima que soa deslocada e infantil em comparação a tudo que a faixa vinha construindo. O visual do single é um grande acerto, a estética de pergaminho antigo com os rostos dos artistas colados em ilustrações demoníacas amarra perfeitamente o conceito da obra. No fim das contas, "Devil" entrega um retorno magnético que ganha o ouvinte por sua crueza e por escancarar a dificuldade de romper um laço quando amor e poder se misturam.



American Songwriter publicou uma avaliação em 22/02/2026: 95

“Devil” é uma canção com uma identidade definida e cinematográfica, logo de início, no verso “perdendo meu tempo nos portões do céu” já estabelece um contraste interessante entre céu, sarjeta, sucesso e queda. Existe uma dualidade constante que seria céu vs inferno, amor vs destruição, poder vs dependência. Isso deixa a musica com uma atmosfera densa e dramática. Assim como no conceito central dos dois amantes tóxicos que se reconhecem como “diabo” e “demônio” é forte e bem sustentado ao longo da letra. O refrão é marcante, simples e simbólico “Você é um demônio, eu sou o diabo / Nós somos um e o mesmo” funciona muito bem como ideia central e conexão entre duas entidades que são responsáveis pelos menos erros e queda.Os versos são carregados de atitude e conflito, há um jogo de culpa interessante entre as duas vozes, o que deixa a narrativa mais dinâmica em frases como “O CEO é um otário, apenas um trampolim” e “Só para ser o primeiro a atirar nessa merda” trazem personalidade e certa agressividade, o que combina com o título e o propósito da canção. A ponte é um dos pontos mais fortes emocionalmente, ela aprofunda o ressentimento e a obsessão, especialmente quando fala sobre criar conversas na própria cabeça, isso adiciona uma camada psicológica muito interessante. Já o outro fecha bem o ciclo com a imagem do “veneno que eu mesmo preparei”, reforçando responsabilidade e autossabotagem. O visual é bem elaborado e chama atenção, é inegável a conexão com o propósito da canção. Devil é uma canção muito bem estruturada e escrita, provando mais uma vez que Anne e Rawak juntos não é só grandioso, como também necessário.