| # | Título | Tipo | Streams | |
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| 1 | Single Oficial | 3,254,800,223 |

Inspirado pelo melodrama italiano 'Fireworks', o lead single do primeiro álbum de estúdio de Charles Butera, 'Strike One', baseia-se na mesma ideia central do longa-metragem: o desejo de que um instante de felicidade dure para sempre. Apresentando Butera sob uma diferente sonoridade (mais expansiva, diferente de sua antecessora 'Love Potion') e perspectiva de composição, a faixa trabalha a capacidade do cantor de se aprofundar em um conto trágico e sincero sem transformá-lo em um clichê histriônico, feito ajudado pelos pequenos toques de ironia nos versos e até mesmo no título da música, em que 'Strike One' não representa o amor como uma vitória mas sim como uma piada trágica: o momento em que alguém percebe estar apaixonado também é o momento em que começa a perder o controle. Apesar da notória progressão em relação ao buzz single do mesmo disco, 'Strike One' apresenta alguns deslizes, menos expressivos, mas ainda sim alguns versos soam repetitivos e de nenhuma contribuição ao enredo e outras linhas sacrificam a precisão poética em favor da intensidade emocional, fugindo da riqueza que predomina a faixa até então. Os visuais, apesar de despretensiosos, se mantêm dentro do astral cinematográfico e pungente que cercam todo o trabalho, mas poderiam ser mais arriscados ou até mesmo mais literais e beber diretamente da fonte que os inspiram. Charles Butera não tenta reinventar a linguagem do pop-rock romântico a misturando com temáticas de desejo, fé e destino mas também não se limita a uma narrativa já ultrapassada de uma paixão dificultosa. O resultado é uma obra curiosa e empolgante em que o triunfo do amor fica em segundo plano e o foco é concedido à necessidade humana de acreditar nele.

Em “Strike One”, Charles Butera deixa de lado o peso dramático de “Love Potion” para apostar em uma atmosfera mais suave e quase sonhadora. Inspirada pelo filme italiano Fireworks, a faixa acompanha dois jovens apaixonados tentando encontrar conforto um no outro em meio a uma realidade hostil e repressiva. Em vez de transformar o romance em espetáculo, a música prefere trabalhar sentimentos contidos, criando uma sensação constante de fuga e esperança temporária. A canção se destaca pela forma como constrói emoção sem precisar exagerar nos conflitos. Os versos parecem flutuar pela narrativa, mais preocupados em transmitir sensações do que explicar tudo diretamente, o que ajuda a reforçar o clima íntimo e melancólico da faixa. Mesmo que algumas ideias não sejam aprofundadas totalmente, “Strike One” consegue funcionar como uma introdução envolvente para a história que Charles Butera pretende desenvolver, apostando na leveza do amor como resistência em tempos difíceis.

O sucessor de Love Potion se diferencia pela sua proposta mais viva e suave. Com delicados arranjos de anáforas fora do convencional, ele entrega uma viagem completa por dentro do refúgio do amor. E bem, por ironia do destino, completa o sentimento que o artista já vinha trabalhando. A proposta é interessante, dentro dos parâmetros da inspiração de um filme italiana chamado "Fireworks", ele nos convida a uma margem da sociedade violentamente reprimida, e nos coloca na posição de dois apaixonados tentando encontrar a salvação que tanto precisam. Apesar dos versos chicletes não tão desenvolvidos, e do fato que talvez a ideia de flutuar por cima da narrativa não sustente o trabalho tanto quando fosse desejado, o resultado é uma faixa vibrante sobre a leveza do amor em tempos difíceis. No fim, você quase acredita que talvez todo aquilo possa desaparecer, pois a música se nega a nos levar de volta a realidade. A faixa é uma grande aposta, e talvez perigosa. Mas um ótimo jeito de iniciar uma história.
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