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The Boston Globe publicou uma avaliação em 05/07/2026: 90

Colocar o nome "Bruce Lee" em uma música de rock clássico, a primeira vista, faz a gente esperar uma faixa cheia de adrenalina, socos e energia explosiva. Mas, quando você aperta o play (ou lê a letra), Caleb Bradshaw nos puxa para o lado oposto. É uma surpresa muito bem-vinda: a música não é sobre bater em alguém, é sobre como parar de lutar contra si mesmo. Fora que o uso de um sample da banda Wing ("Tomorrow") é uma jogada de mestre, pois dá uma textura "empoeirada", de fita antiga, que combina perfeitamente com a ideia de um "filme" que está terminando. "Bruce Lee" é aquela música de "caminho de volta para casa". Ela soa como aquele momento em que a poeira baixa e você percebe que não precisa mais provar nada para ninguém. É uma composição que não quer impressionar com virtuosismos, mas sim com honestidade. A música é madura, ela abandona o "eu" heroico e assume o "eu" humano, o final, admitindo que pessoas fortes também precisam de colo, é um golpe certeiro no coração de quem sempre tenta carregar o mundo nas costas.