
84
O primeiro álbum de Ashford é um ato cativante e de tirar o fôlego. "ARCANGEL" é uma aula de narrativa metafórica do início ao fim e o fato da artista ter transformado um assunto capaz de soar tão clichê em algo rico em referências culturais e bíblicas. Quanto ao lírico das faixas, ele é relativamente curto e simples, no entanto consegue transmitir a mensagem que quer passar de forma direta chegando ao ápice em "Hurting Ourselves", mas esperamos que em trabalhos futuros ela se arrisque mais nas composições e mostre trabalhos mais complexos haja vista seu grande potencial. Na perspectiva coesiva o álbum é um grande exemplo de concisão, em momento algum há fugas da proposta que quer ser passada ou da própria trama do eu lírico, inclusive a criação da maturidade da personagem durante as faixas foi perfeitamente construída. Já em aspectos visuais o álbum também tem uma certa simplicidade, mas nada que o faça perder o sentido ou fugir da temática. Logo, temos aqui um grande trabalho de uma artista com grande potencial para ser um grande nome no Famous daqui a algum tempo. Abordagem temática: 100 Coesão: 100 Conteúdo lírico: 75 Conteúdo visual: 70 Média: 84

83
Arcangel é o primeiro álbum de estúdio de Ashford, e conseguimos notar pontos fracos porém comuns em primeiras obras. Em um álbum coeso liricamente, a cantora nos insere em um contexto angelical que envolve arte barroca que, por sua vez, possui grande referência a religiões e figuras mitológicas principalmente gregas. Ashford atribuiu uma boa essência visual ao seu álbum, deixando uma certa curiosidade, porém, também nos deixa com a vontade de um visual mais elaborado e com mais referências ao barroco. Um encarte simples ou sem um grande impacto é algo comum em trabalhos de artistas novatos, que ainda não possuem grande experiência. Enquanto o visual não nos prende por completo, o lado lírico usa e abusa de sons interessantes e versos coesos e cativantes, nos fazendo querer ouvir mais. São canções que ficam na cabeça e nos fazem querer consumir mais e mais. Damos o destaque a Touched, canção que possui um duplo sentido, além de também Hurting Ourselves, com participação especial de RAWAK. A instrumental que utiliza sons graves e mais agudos é curiosa e repentina, além de abraçar o conceito da faixa por completo. Na parte lírica, a artista fala sobre um relacionamento confuso e conturbado, onde ambas partes estão na dúvida se realmente desejam esse relacionamento. Essa confusão machuca ambas as partes, e cabe ao resto do álbum explicar como essa narrativa se desenrola. Ashford soube escolher suas melhores composições para preencher seu álbum, porém faltou a mesma qualidade no visual. É um álbum que nos deixa ansiosos para um próximo trabalho da artista, que demonstra possuir um grande talento para composições.

80
“Arcangel” cumpre a sua missão de nos contar uma história intensa e poderosa de maneira inteligente, e, além disso, introduzir de vez Ashford para o mundo da música. Criado numa atmosfera que abusa de reviravoltas, indo do mais puro amor ao estrondoso ódio em questão de minutos, “Arcangel” nos mostrar sentimentos humanos e fáceis de se relacionar, criando empatia com o eu-lírico. As participações especiais são muito bem-feitas, não soando genéricas, e encaixando perfeitamente com o que Ashford quer dizer com o trabalho. A produção visual é boa, bonita e simples, e em relação a composição, gostaríamos que as faixas fossem um pouco maiores e melhor-estruturadas, pois este é um conceito difícil de se trabalhar em tão poucas estrofes. Ainda assim, apreciamos o esforço da artista e desejamos que ela evolua cada vez mais em cada trabalho. Ashford tem potencial e é uma das novatas mais impactantes que já chegou ao FAMOU$. Melhores faixas: ARCANGEL, Holy Ground e Starting.

78
Talvez ARCANGEL seja um dos álbuns por novatos que mais foi aguardado e ASHFORD fez valer a espera, o álbum de maneira geral é agradável e sonoramente interessante, em suas 3 primeiras faixas nós vemos a diversidade álbum, indo desde a faixa de abertura, In the Beginning, que conta com influências fortes do Hip Hop e Trap acompanhados de coros líricos, passa pelo R&b em Heaven e chegando em uma calma e angelical harpa em U Me. O álbum é um divisor de águas na carreira da artista pois vemos como ela consegue ir do genérico ao conceitual com facilidade em gêneros onde não é comum vermos isso. Visualmente temos um trabalho simples e bem feito, podemos apontar algo a se melhorar, não é um defeito nem algo que faça tanta diferença no produto final, mas a capa destoa com o encarte como um todo. Temos um álbum coeso, bem feito e que nos deixa querendo ver a artista explorar mais de seu potencial.
80
"Arcangel", primeiro álbum da Ahsford é cheia de grandes expectativas. O álbum fala sobre um relacionamento abusivo e a percepção da mesma sobre os acontecimentos desse relacionamento. Temos uma temática bastante dialogada mas que nãod eixa de ser sua importância pessoal. Artisticamente falando, o conceito se perde em tantos outros lançamentos parecidos mas que se salva com o alter ego sob mesmo nome do álbum relatar sobre tais experiências, essa é o encanto do álbum: se segurar num alter ego e fazê-lo contar essa história. Ashford em suas canções bem compostas e esquematizadas retratam de forma que consiga deixar a história bela e graciosa, se assemelhando ao seu visual. O perigo de lançar álbuns com essas temáticas é que muito possivelmente o "mood" do álbum se estabilze e não consiga elevar o interesse ao decorrer do disco. Sem questionamento, as canções que mais chamam a atenção são as de início com forte destaque para a trilogia "HEaven", "U+ME" e "Touched". "Holy Ground" feat. com as estrelas J.Olly e Dallas também merece destaque e é uma das melhores da carreira de Ashford. Por ser um álbum inicial e introdutório, a indústria conseguiu conhecer um pouco de Ashford em seu alter ego "Arcangel", mas se tem muita coisa para melhorar. A forma de como conduzir seu álbum deve ser algo a se pensar, mas Ashford já mostrou que tem capacidade para ser futuro destaque no R&B e a Pitchfork conta com isso, juntamente de que a cantora entregue trabalhos cada vez mais ousados e com bom acabamento. Conceito: 70 | Visual: 85 | Composição: 85

79
ARCANGEL é o debut álbum de Ashford, nele a artista nos promete trazer uma história de ARCANGEL(seu alter ego), falar sobre um relacionamento altamente tóxico que faz com que a personagem acabe se tornando dependente daquela droga que é o relacionamento. Ashford nos conduz à esse álbum de forma gostosa, com letras boas e cheias de entrelinhas, a única coisa que me incomoda em suas composições é que apesar de serem bonitas elas são muito curtas, o que nós dá uma sensação que a artista não quis ir mais a fundo na hora de compor, ou se entregou por completo ao trabalho, isso não atrapalha a total experiência, só deixa um pouco a desejar. O encarte é simples, mas muito bonita, a escolha de fotos para o photoshoot foi linda e coesa, as cores claras e as fotos cruas compactuam perfeitamente com as letras e a proposta do álbum, queria deixar aqui destaque para a página de Sandcastles que apesar de simples é linda demais e a melhor do encarte. ARCANGEL é um trabalho lindo e coeso, acho que só faltou um pouquinho mais de empenho nas composições e ele ficaria mais maravilhoso do que já é. LETRAS:78|VISUAL: 80|CONCEITO:80|NOTA FINAL:79.