
87
“Visceral” é o título do mais recente EP da cantora Anneliese, que mais uma vez esbanja criatividade e ousadia. Seguindo como uma continuação de seu bem recebido projeto antecessor, “Visceral” se detém a expressar em um espectro de 3ª pessoa, o oposto de “anneliese out of reality” que tinha uma visão mais centrada no eu lírico; nessa nova experiência a artista se preocupa em evidenciar como ponto central as relações interpessoais acima da percepção individual acerca dos sentimentos, apesar de ainda serem expressados nas 3 faixas, a obra tem como base toda a ambientação de reclusão e isolamento social. As composições são muito profundas, Anneliese se condiciona a se distanciar de seu próprio eu, mas ainda se manter presente na narrativa; como alguém que olha o próprio reflexo em um espelho, mas prefere falar sobre a imagem do que sobre a percepção de si mesmo quando se viu. Talvez o único problema tenha sido “Ballerina” possuir um tamanho muito pequeno, pela estrutura ela se torna quase uma interlude do que propriamente uma faixa completa. As metáforas foram bem construídas, assim como as notas/pensamentos internos são bem colocados nas canções. A produção melódica é interessante, segue em toda a tracklist uma construção mais clássica, com instrumentação orgânica e orquestras sinfônicas, algo novo e único na indústria. A melhor canção é “Parable” ela traz uma abordagem que oscila entre o que há dentro do eu lírico e sua percepção acerca do que está a sua volta. Com uma construção fora do comum, o encarte é bem variado em métrica, repleto de elementos que pouco se conectam, talvez essa nova execução não tenha sido tão virtuosa quanto o seu EP antecessor, que possuía uma linearidade explícita e bem original, infelizmente as sobreposições em demasiado não nos agradaram em sua totalidade; uma opção alternativa para uma melhor construção seria seguir apenas um caminho, como na página de agradecimentos ou a contra capa. Anneliese sempre estará um passo a frente em sua visão artística, mas como qualquer artista ela está susceptível a deslizes de linearidade, “Visceral” tende a ser assim em sua parte visual, mas permanece intocado em conceito, execução lírica e melódica, estamos ansiosos por seus próximos projetos.
88
Inesperadamente, uma das vozes mais excitantes da indústria retorna com seu mais recente Extend Play \"visceral\". O trabalho serve como um epílogo do aclamado \"anneliese out of reality\", sendo mais denso que o mesmo contudo trazendo um ar de solução para as questões que poderiam ficar ao ouvinte. Por uma perspectiva intimista, ela nos conta sobre questões de sofrimento perante o isolamento e como também nos render de um aprendizado perante a dor daí advinda, é uma temática em ascenção devido ao período vivido por todos mas certamente o trabalho é um destaque entre eles, mesmo sendo curto. A lírica é interessante, a artista utiliza de figurações interessantes para verbalizar suas ideias e mais uma vez podemos contemplar sua genialidade, como em \"ballerina\", parceria com Hurrance Evans, onde podemos nos fitar em linha tênue que transita entre o final de solitude na faixa anterior e como ela é empregada na seguinte. \"parable\" é a melhor música do ato, soa refrescante como desfecho de toda a trilha que Anneliese tem nos entregado, certamente é um alívio para qualquer leitor o compartilhar da perspectiva em um momento de tantas tensões e a cantora faz isso de maneira bela, é verdadeiro íntimo do eu lírico todas as questões tratadas, mas isso não faz com os consumidores de seu trabalho não se reconheçam facilmente perante a obra. O encarte é autêntico, nele podemos sentir o caos psicólogo que rodeia as questões abordadas na trama, contudo apenas nos questionamos se isso não poderia ser feito de forma mais limpa, há muita informação e ecoa impar para com alguém que consegue transcrever suas ideias tão bem, acreditamos que foi a proposta da artista mas também gostaríamos de ver a contraparte disso que também está presente na abordagem da cantora. No mais, Anneliese não perde seu destaque por isso, é uma das mais brilhantes produtoras e sua genialidadade é inquestionável. Por fim, \"visceral\" é mais um grande passo de Anneliese na indústria e sem sombra de dúvidas a artista demonstra seu amadurecimento a cada trabalho lançado, sendo uma das artistas mais sólidas da atualidade e seu talento é invejável, servindo de inspiração para qualquer artista que a tenha como parâmetro de qualidade. Conteúdo lírico: 91 Aplicação do conceito e coesão: 90 Criatividade: 84 Visual: 87

86
Após uma leva de lançamentos acima da média, Anneliese lança “visceral”, seu novo extended play que não se diferencia dos demais quando o quesito é qualidade. “visceral” é profundo em expressar sentimentos, Anneliese fala sobre seus maiores anseios e medos, e tudo transparece entre as composições, que são um grande ponto do álbum, mas em relação aos outros, poderia melhorar. As três faixas do álbum acertam quando analisadas em conjunto, todas falam sobre um mesmo assunto, sem se tornar alegórico ou fantasioso. Um grande acerto aqui foi a escolha de ter reduzido ao EP em somente três faixas, pois, se houvessem outras faixas, o assunto se tornaria entediante e repetitivo, a menos que a artista apostasse em outros temas. “parable” é com certeza o maior acerto do EP, uma composição bonita e profunda, composta inteiramente pela própria Anneliese – assim como as outras faixas, exceto “ballerina”, que conta com a autoria também de Hurrance Evans, que também participa da canção com seus vocais. Todas as faixas, apesar de bem escritas, não apresentam uma boa estrutura técnica, são ótimas, mas poderiam ser bem melhores, já que o potencial das mesmas poderia facilmente ser explorado mais a fundo. Os instrumentais são bonitos, e todos acertam bem e não são “aleatórios”, conversam bem entre si, apesar de parecerem todos muito parecidos. A melhor parte de “visceral” é com certeza o visual, como sempre, Anneliese entrega um encarte bonito, muito acima da média, e que causa inveja até ao mais profissional produtor. As páginas trabalham com a ideia psicodélica, mas ao mesmo tempo, brincam com o fato de ser um diário de Anneliese, com rabiscos e desenhos por toda parte. Anneliese entregou um trabalho incrível, mas alguns poucos pontos o impedem de alcançar a perfeição, que não é algo distante neste trabalho.

93
Estamos no final de mais um ano no mundo Famou$ e, sem qualquer dúvida foi um ótimo ano para Anneliese. Nessa reta final, a cantora trouxe mais um impecável projeto que segue sua pessoalidade excêntrica e incrível. “visceral” serve como um epílogo para o último trabalho lançado pela cantora em abril, o “anneliese out of reality” e não peca em momento algum, ao mostrar a forma visceral em que todas as mudanças que ocorreram em sua vida a afetam/afetaram suas relações cotidianas. Deslize são quase inexistentes em sua tracklist que sequer se perde durante a demonstração de criatividade por parte da cantora. A canção “sketch” segue sendo a melhor do álbum, ela consegue expressar o conceito detalhadamente e foi algo extremamente importante para dar o ponta pé inicial nesse projeto. A segunda faixa é uma colaboração com a cantora Hurrance Evans, é muito bem escrita, sendo também uma das mais bem escritas, embora haja alguns deslizes em relação a separação de versos das cantoras. “parable” é o encerramento do disco, atrevo a dizer que é a canção mais feliz do álbum, além de te proporcionar várias interpretações diferentes das emoções expressadas ali, mas ainda assim trás uma roupagem mais simplista ao projeto com um todo. O lado visual do extended play continua na mesma linha de seu antecessor, e trás uma continuação de excentricidade que embeleza muito o trabalho. Todas suas colagens e escritas feitas literalmente à mão, continuam trazendo grandeza para o pacote visual da carreira de Anneliese. Sendo uma das melhores compositoras atualmente, Anneliese apenas fixa ainda mais sua coroa nesse mundo. Sua criatividade a eleva a outro patamar e a completa como uma verdadeira artista. Seus projetos carregam um ar de unicidade e mesmo com pequenas falhas, elas passam despercebidas com todo seu talento.

92
Após o lançamento do aclamadíssimo OUT OF REALITY, Anneliese volta ao mercado com o seu novo Extended Play, intitulado de VISCERAL. O disco conta com apenas 3 faixas, e atua como uma espécie de segunda parte do seu antecessor. Esse conjunto de faixas são explorados com maestria pela cantora, onde relata a complexidade das relações interpessoais de uma forma que o projeto não se perde sob o peso de sua própria ambição conceitual. A habilidade de composição de Anneliese, revela a sua capacidade de introduzir mensagens dentro das paisagens sonoras que a cantora descreve faixa após faixa. O trio de faixas são igualmente genuínos e profundos, transmitindo muita vulnerabilidade. Não somos capazes de escolher uma faixa que se destaque mais nesse projeto, as três funcionam muito bem juntas, com total igualdade no seu poder de comoção. É incrível como o ouvinte se sente inserido em sua narrativa, fazendo-o assim transbordar de emoções. Assim como abordado na crítica anterior, mas ainda relevante o suficiente para ser abordado nessa crítica, é o fato de Anneliese conseguir transmitir tanta profundidade e triunfalismo com apenas três canções. A sua sonoridade é tão impecável quanto o seu conteúdo lírico, a sua produção é impressionante e constantemente envolvente. Em qualquer uma das faixas que você esteja no álbum, você pode sentir a confiança de uma artista disposta a correr riscos e experimentar sua arte para transmitir sua mensagem de maneira eficaz. Fazendo com que o ouvinte fique apenas esperando que tudo ocorra bem para Anne. A luta central em qualquer versão musical de “duas partes”, reside na capacidade de manter a consistência conceitual enquanto cria diferenciações significativas através das quais as distinções podem ser traçadas. Com VISCERAL, Anneliese provou que é mais do que capaz de andar nessa corda bamba artística. E superar todos os seus traumas, ainda que jamais esqueça o seu passado. A mensagem que esse disco passa, em meio a tanta coisa que está acontecendo na realidade e coisas que ainda irão acontecer, logo de cara transforma todo o conceito em algo atemporal. E como em grande parte do seu trabalho anterior, é quase embaraçosamente humano e estranho, o quanto a música realmente toca você. A sua estética visual só reafirma tudo o que foi dito até esse instante, todos os shoots e composição criativas dão luz a narrativa de Anne, criando uma rede infinita de interpretações, onde cada um irá sentir aquilo que lhe convém. A expressão artística tem exatamente esse papel, a de fazer com que as pessoas reflitam e utilizem-se da arte para superar seus traumas. Ao mesmo tempo que o encarte é incrivelmente impactante, trazendo um ar de estranheza repentina, ele é capaz de confortar. A genialidade por trás de todo esse conceito, só nos fez ficar com o gostinho de “quero mais”. O único defeito desse disco é exatamente isso, ser curto demais. Mas é exatamente essa a sensação que Anneliese quis passar, a visceralidade da intima que a artista cria com o seu ouvinte ao ponto de esperar ansiosamente o seu próximo projeto, que em breve já deve estar no mercado. É conceito suficiente para mais partes desse projeto – Imprevisível, contundente e envolvente. Enquanto Anneliese puder manter os olhos bem abertos, a mente limpa, um coração puro, o céu é realmente o limite para essa poderosa força criativa. // Ainda que a avaliação de instrumentais não acarrete na nota final, pois não é um critério oficial. A revista Times faz questão de cita-los em suas reviews, uma vez que através do instrumental é possível ter uma visão mais ampla do que o artista visualizou em seu projeto. A sonoridade é apenas um ponto abordado na crítica, ele não agrega e nem reduz a nota final.//

90
Em meio a uma era já anunciada e após um dos trabalhos mais aclamados de sua carreira e desse ano, Anneliese disponibilizou um novo EP de 3 faixas, onde ela busca acompanhar o comportamento humano em superação de uma situação difícil em suas composições e ir mais profundamente em temas já retratados no extended play anterior, \"anneliese out of reality\". Considerado pela própria artista o epílogo do último EP, esse projeto não é diferente e serve vulnerabilidade em canções curtas que nos fazem perguntar: como um projeto tão compacto consegue passar tantas emoções? Esse é um costume de Anneliese, trazer verdade em suas composições e trabalhar essas verdades entre referências e significados diferentes. Um dos fatos mais geniais na composição de Anneliese se dá pelo uso da antonimia, ou seja, ela relaciona termos com seus contrários de forma linear durante suas composições, como por exemplo em \"sketch\", onde podemos destacar o trecho: \"Eles me convidam para entrar, mas para mim também trancam a porta\", nessa frase podemos ver uma situação (convidar para entrar) e o seu \"contrário\" (trancar a porta). Na mesma composição vemos a relação que a artista faz entre desejo e pecado, e também uma vulnerabilidade em partes como o refrão. Em \"ballerina\", a maneira como Anneliese se relaciona com Hurrance durante a composição, como um personagem que a ajuda durante a superação de um trauma é muito bem executada, trazendo referências relacionadas a caixinhas de música (que são diretamente ligadas com bailarinas) e a sonoridade orquestral em seu instrumental. O projeto se encerra com \"parable\", onde podíamos esperar uma canção sobre superar os problemas e só, mas ao invés disso, o eu lírico se mostra não superando, mas tendo esperança de que irá conseguir lutar contra seus sentimentos ruins e se mostra pronto para novos começos. Em seu visual, a artista arrisca novamente em ilustrações, mas diferente do \"anneliese out of reality\", nesse temos a presença de imagens reais que são destacadas pelo uso dos desenhos, muito suaves e bem feitos. Sendo algo que a própria artista já havia feito, ela trouxe algo extra para tentar algo novo, e podemos dizer que deu certo. Com esse projeto, temos a certeza de que Anneliese é uma artista fora da curva, independente e totalmente fiel a sua arte. Aguardamos seus próximos passos e esperamos novos projetos com tamanha qualidade lírica como esse e um visual original e inédito, como sabemos que a cantora tem capacidade de entregar.