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Outras estrelas pop recebem mais atenção por suas transformações, mas Emily Beer silenciosamente virou o jogo em sua carreira. Seu primeiro álbum se chama “ROMANCE”, e todos nós tivemos um pequeno “affair” com esse trabalho. No entanto, durou pouco e de maneira energética, como uma paixão exige. E ainda que seu primeiro disco de estúdio, não tenha sido a cereja do bolo na indústria musical, Emily sempre se mostrou uma das artistas mais promissoras de sua geração. Se o seu primeiro projeto não agradou a crítica ou o público geral, com o seu segundo disco “PERFECT HELL”, Emily Beer definitivamente mostrou todo o seu potencial. O segundo disco da cantora conta com 11 incríveis faixa, e varia entre os gêneros pop e alternativo. A abordagem do seu segundo álbum de estúdio é totalmente oposta ao seu primeiro disco. Trazendo um ar mais obscuro, a cantora aborda temas sensíveis e conta ao ouvinte todas as frustrações e inseguranças que vem passando durantes os últimos meses. Tudo isso de uma forma muito consciente e verdadeira. PERFECT HELL se desenvolve de uma maneira tão orgânica que as tracks fillers aqui presente, se tornam insignificantes. O álbum como um todo é muito bem trabalhado, ofuscando os seus erros. Logo de cara somos arrebatados com a excelente track “BORN TO DIE”, que definitivamente é uma das melhores canções (se não a melhor), de sua carreira. A primeira track é muito bem escrita, e de certa forma nos entrega tudo o que vem pela frente. Conforme o disco progride, somos imersos em outras canções igualmente fantásticas como “FIND THE BUTTERFLIES” & “FRAGILE CONTENT”. Com apenas as três primeiras faixas desse disco, Emily conseguiu transmitir mais emoção, vulnerabilidade e coesão do que o seu disco anterior por inteiro. Os outros destaques do disco ficam por conta de “FORGIVENESS OF MEMORIES” & “PARADISE”. E uma menção honrosa para “PERFECT HELL”, em parceria com Anna Fraser. A obscuridade característica da estrela do rock, trouxe uma outra perspectiva enriquecedora ao projeto final. Uma escolha certa de Emily para integrar ao disco. O álbum é cheio de metáforas e silogismos, a cantora conseguiu de uma maneira sarcástica e profunda demonstrar todas as angustias e inseguranças. No decorrer do disco é notavelmente a evolução da cantora, onde aos poucos vai matando todos os demônios que rodeiam a sua mente, conseguindo por fim sair desse inferno e chegando ao paraíso. Ainda que essa narrativa não seja tão original, e não tenha sido desenvolvida com total maestria. É inegável a dedicação e comprometimento com esse trabalho. Emily Beer mais do que nunca conseguiu transcender a sua própria arte com suas composições fantásticas. Esteticamente o disco é incrível, com um encarte muito bem desenvolvido. A atmosfera obscura, captada por Jackie consegue refletir muito bem o conteúdo presente no disco. Onde ambas as artes acabam se complementando de uma maneira muito coesa. A página que contém a track “FRAGILE CONTENT” é a melhor de toda a produção. Alguns meses atrás tivemos a oportunidade de ver a Emily Beer na sua faceta de “ROMANCE”, e hoje simplesmente temos outra cantora, outra personalidade. É indiscutivelmente a evolução da cantora em um curto espaço de tempo. Parabenizamos Emily por toda a sua progressão e estamos ansiosos para os próximos passos. NOTAS: [COMPOSIÇÃO 28/35] – [VISUAL 26/30] – [COESÃO 16/20] – [CRIATIVIDADE 12/15].

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Emily Beer lança um disco novo, muitíssimo diferente de seu anterior, \"ROMANCE\", mostrando tendência à evolução. \"PERFECT HELL\" é um álbum extravagante, onde a cantora aborda momentos obscuros e os envolve em questões sobre a personalidade da eu-lírico. Adentramos nas profundezas da perfeição infernal, logo nos encontramos com uma ótima composição, que carrega uma energia sombria, \"BORN TO DIE\", é seu título, uma boa escolha como abertura. Prosseguindo, \"FIND THE BUTTLERFLIES\" é um dos destaques do conjunto, muito bem composta, é belo a forma que a cantora brinca com as palavras criando diversas metáforas. Possuindo o refrão e o primeiro verso como os pontos mais altos da faixa. Com \"FRAGILE CONTENT\" Emily continua surpreendendo com sua capacidade lírica, mesmo que essa faixa não seja superior a sua antecessora, continua sendo excelente e possuindo letras admiráveis. O único defeito, que também surge nas duas últimas faixas, é que parece que a cantora tende a batizar suas músicas com nomes que não são destaque nos versos, o que pode causar uma confusão no ouvinte. \"FLYING IN THE STARS\" mantém o mesmo nível de qualidade das outras, a artista entrega uma perspectiva que varia entre otimismo e pessimismo de forma divertida. A angústia e a a vontade de ser livre é muito bem exposta em todos versos (sem exceções). \"FORGIVENESS OF MEMORIES\" é uma música bastante filosófica, nela, Beer levanta algumas questões que muitos fãs possam se relacionar, transformando-a numa ótima forma de conexão com o público. Vale dar um crédito ao título, que é de longe o mais criativo. \"PERFECT HELL\" é sem sombra de dúvidas, a melhor. Ela se destaca como a melhor das onze faixas. O acréscimo da Anna Fraser, uma dos maiores nomes do rock, fez muita diferença. A união lírica e fusão mental resultou em uma música digna, que faz uma síntese de todas energias já trabalhadas e ainda se casa muito bem com o conceito do disco. \"SLEEPING WITH NIGHTMARE\" possui um dos melhores temas. A única observação que daria aqui, é que o segundo verso poderia ser um pouco melhor articulado, como o primeiro. \"DEATH LETTER\", \"LIVING DEAD\" são duas músicas que tratam de assuntos difíceis de serem conduzidos, mas, aparentemente Emily conseguiu sem soar problemática. Ao tomar rédeas desses assuntos, é importante ser cuidadoso. Acrescento que essas duas soam como um ponto extra na narrativa dentro do psicológico da eu-lírico. Agora, entrando no ato final, temos \"PARADISE\", onde a compositora consegue desenrolar dois finais para a obra. Por um lado, pode se dizer que a eu-lírico tenha de fato morrido e ido para o paraíso/céu. Por outro, mostra que tudo aquilo é uma alegoria, uma metáfora, para dizer que ela superou seus demônios do inferno perfeito. Emily finaliza seu álbum com chave de ouro com essa composição maravilhosa. Visualmente não possui falhas, o conceito é muito bem implantado. Com detalhes tão extravagantes quanto o conteúdo lírico, \"PERFECT HELL\" também possui uma \"PERFECT PRODUCTION\", por assim dizer. Destaque para a página de \"FRAGILE CONTENT\" que chega a dar calafrios, toda melancolia sombria que Emily Beer mostrou nas composições, Jackie mostrou no visual de forma impecável. Em termos de coesão, \"LIVING DEAD\", mesmo possuindo um tema forte/pesado e de importância social, ela não parece agregar muito ao disco. O que falta em \"PERFECT HELL\" (álbum) é uma conexão mais profunda entre as faixas, da forma que ele foi abordado, seria interessante se tivesse uma narrativa mais linear, \"PARADISE\", dá indícios disso, mas ela apenas parece se conectar com \"DEATH LETTER\". Contudo, nada disso afeta significativamente a experiência, ainda é uma obra super bem feita. Emily Beer redefine o significado de “evolução” e com esse trabalho, mostra a sua face mais talentosa, que nunca mais será questionada. Composição: 27 | Visual: 20 | Criatividade: 20 | Coesão: 18

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Após uma série de lançamentos conturbados e confusos, Emily Beer parece ter um bom recomeço com seu segundo álbum “Perfect Hell”. Com um conceito bem mais específico, a cantora nos insere em uma jornada reflexiva e introspectiva, possuindo como base uma melancolia profunda e um questionamento individual acerca da vida e da existência da dor. Com um final diferente do comum, Emily encarna a dor e o sofrimento psíquico de uma forma bem justaposta, mesmo que o álbum passe tempo demais nos mesmos tópicos, apenas mudando as referências e alguns detalhes; a proposta do álbum é interessante e pode até soar controversa por trabalhar algumas temáticas difíceis de se conduzir como estupro ou suicídio, mas esses pontos são os que trazem um “plus” a uma narrativa que percorre uma trajetória em círculos sobre a personalidade melancólica do Eu-lírico. Essa falta de variabilidade não apenas emprega uma certa falta de pontos ápice, mas também uma má condução de um conceito tão intenso e carregado. Apesar do que se espera, não encontramos motivos para perceber uma má utilização de tais temáticas no álbum, a forma como Emily se entrega em seus versos perpetua a visão que o protagonista da narrativa se sente e isso diminui o fator problemático dessa questão; de modo geral não sentimos que houve uma banalização. As composições estão bem mais carregadas e bem estruturadas do que já observamos na artista anteriormente, as canções sempre retornam ao mesmo tópico introspectivo grande parte do álbum, mudando as referências e abordando a mesma solidão, tristeza ou dor; mesmo que o primeiro fator seja negativo, o uso das referencias foi bem interessante para não derrubar por terra toda a construção do álbum e também para reafirmar ainda mais sua evolução. Como canções mais descartáveis da obra podemos citar “Living Dead” (Que mesmo tendo uma temática interessante/importante a ser levantada, pouco contribui para o contexto geral) e a faixa-título “Perfect Hell”, que apesar de conter o nome que carrega o projeto, também se consolida como uma das menos interessantes da obra. Em contrapartida, temos “Fragile Content” como a melhor da obra, não apenas por possuir uma mensagem mais firmada, mas também por executar com maestria todas as suas metáforas de um modo bem mais agradável e bonito. A produção melódica é bem coesa, possuindo o Pop Alternativo como base para toda a tracklist, constituindo assim um novo rumo para a carreira da artista. Os visuais são muito bem elaborados, tanto em métrica, como em tipografias e arranjo de fotos, gostamos de todo o encarte ser em B&W e de como os shoots foram bem posicionados, de uma forma que trouxe maior qualidade e menor estagnação, os pontos que temos a levantar sobre o encarte são o uso do efeito dos olhos com um efeito escuro, o que é totalmente descartável e pouco influencia no todo, o outro seria a utilização de um mesmo shoot, a página de Born To Die por exemplo destoa completamente das demais. Diante disso, podemos afirmar como Emily Beer finalmente encontrou o inicio de seu ponto de equilíbrio artístico, mesmo que com falhas ela realmente nos impressiona com uma nova visão de seu trabalho e com um grande futuro a sua frente. Composição: 27 Criatividade: 15 Coesão: 16 Visual: 21
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Após um longo tempo afastada dos holofotes, Emily Beer retorna com um novo projeto e exibindo uma evolução notória, como próprio adereço da artista, “perfect hell” ressoa como a fênix mostrando as potencialidades da mesma. O conceito do álbum está em torno de uma sátira, usualmente se entende o “inferno” como sinônimo de todas as desgraças possíveis e o eu lírico aqui faz questão de relembrar que nós vivenciamos ele, mas mantemos as aparências como “máscaras”. A respeito disso, a princípio a capa pode causar estranhamento, mas é um passo inteligente abordar a perspectiva dessa maneira, vemos a apresentação visual do trabalho com toda a atenção necessária e repleta de significado. Adentrando ao trabalho em si, a lírica parece estar afundada em psicologismos, o sofrimento é algo palpável ao longo da trama e isso tudo é ambientado e narrado a partir de um individualismo dramático que não nos abandona em nenhum momento. Com “born to die” somos iniciados no caótico movimento que o eu lírico sobrevive na trama, é uma faixa que se conecta ao desfecho das duas últimas faixas, a seguir temos “find butterflies” uma das faixas mais fortes do trabalho, mostrando os problemas de insegurança do eu lírico ao se relacionar, é até um pouco narcísico pensar da maneira como os versos se projetam aqui, como se tudo e todos estivessem contra você, mas não deixa de ser um bom drama. A melhor faixa do trabalho vem a seguir, “fragile content”, as referências e críticas sobre estarmos presos a representar aparências ou reflexos como espelhos são ácidas e bem pensadas, menções honrosas também a “forgiveness of memories”. No geral, as canções de Emily mostram uma evolução em contraste aos seus trabalhos anteriores, há alguns versos que não casam tão bem com a continuidade da música e talvez uma melhor estruturação deixe sua ideia mais clara, Emily não tem problema em desenvolvê-los, mas pode haver um investimento maior para que se tornem mais palatáveis, ainda mais de sentimentos tão complexos. Há algo que nos arriscamos a especular, ao longo da lírica, vemos algumas referências de uma Emily mais ousada, que não se esconde da causa de seu sofrimento como a maior parte do disco, mas o anuncia em um tom crítico - como na faixa título “Falaram que tivemos um lindo romance” fazendo referência a seu trabalho anterior, temos essas impressões também principalmente nas faixas “find the butterflies”, “fragile content” e “living dead”. Tais especulações podem ou não ser verdadeiras, mas de qualquer forma deixamos o adentro de que gostamos e desejamos ainda mais ver essa face da artista. Conceitualmente, vemos que o trabalho está mais desenvolvido em sua segunda parte do que a primeira, as últimas três faixas apresentam harmonia, enquanto entre as outras sentimos que podemos estar consumindo mais do mesmo. Cuidados também devem ser tomados quanto a apresentação das faixas, com essa demanda apresentada notamos que o conceito parecia estar mais ligado a criar uma segmentação geral do que as faixas realmente parecem expressar. Visualmente o álbum nos remete a um estranhamento, no bom sentido, a artista consegue transmitir sua perspectiva de boa maneira através do tratamento e escolha das imagens, apenas temos ressalvas ao tom das primeiras que estão muito mais escuros e corrompe a tentativa de apreciar as fotos em contrapartida das outras do álbum. Finalizamos que em uma espécie de experimentação, Emily consegue se sobressair e mostrar o desenvolvimento de suas potencialidades que antes não recebiam atenção, esperamos que a artista cresça ainda mais em sua trajetória.

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Após o desastroso “ROMANCE”, Emily Beer se mostra evoluída como artista e lança seu segundo álbum de estúdio, “perfect hell” que é recheado com 11 faixas que trazem um conceito sombrio e totalmente diferente de seu debut álbum. Uma das críticas que Emily sofreu em seu álbum anterior foi a falta de autenticidade ao decorrer de suas faixas, todas pareciam muito básicas e genéricas e foram ‘enfiadas’ no conceito Romance apenas para formar uma tracklist completa, já aqui, em “perfect hell”, Emily se atentou a isto, e trouxe um álbum muito mais coeso dentro de si. Não é um álbum corrido ou mal organizado, todas as faixas conversam entre si, e qualquer um que ouvir alguma faixa aleatória saberá que faz parte deste álbum. As composições e a sonoridade aqui, são muito bem definidas, trazendo identidade ao trabalho. As músicas são muito boas, principalmente as apresentadas na segunda metade do álbum, destaque a ‘flying in the stars’, que apresenta uma composição metafórica e cheia de referências, ‘forgiveness of memories’ e a faixa título ‘perfect hell’ em colaboração com Anna Fraser, também tem seu local de destaque no projeto, visto que são os pontos altos do álbum. Apesar disto, a maioria das composições soam muito ‘parecidas’ umas com as outras, Emily não se preocupou em criar uma história com linearidade, todas as faixas parecem estar estacionadas no mesmo lugar, fazendo com que todas soem as mesmas músicas, com palavras e arranjos diferentes. Um bom exemplo disso é ‘fragile contente’, que apresenta uma composição arrastada e aparenta estar tentando forçar um conceito. Emily poderia ter experimentado muito mais em suas composições, pois trouxe é um conceito bem interessante, e as formas de trabalha-lo são enormes, infelizmente desperdiçou todo o potencial com faixas repetitivas. Um ponto muito bem trabalhado aqui, é o visual. Com produção de Jackie (e Emily que também está creditada), o encarte é um triunfo, não só neste trabalho de forma isolada, mas também na carreira de Emily. As páginas do encarte são bem criativas e diversificadas entre si, além de transparecerem muito bem o conceito apresentado. Em uma análise geral, Emily Beer se mostra bastante evoluída, mas ainda se deixa exigir alguns pontos, como por exemplo, o conceito mal explorado. ‘perfect hell’ é um bom álbum, e é oficialmente o melhor projeto de Emily, mas tudo parece meio capado, a personalidade da artista não transparece tão bem aqui, quanto em seus projetos antigos – apesar de mal trabalhados, todos eles ainda tinham o fator Emily Beer – a impressão é que para ser aceita pela crítica, Emily criou um personagem da qual ela não se identifica, tudo para ser bem aceita. Se espera que em próximos trabalhos, a artista evolua cada vez mais, assim como evoluiu aqui, e mostre mais personalidade sem precisar forçar nada.

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Logo após lançar o lead single em meados de agosto, Emily Beer libera o seu segundo álbum de estúdio, o “perfect hell”. O projeto aborda temas sombrios na vida da artista e faz uma pequena alusão ao inferno. E assim ela tenta mostrar que, em sua concepção a terra seria o próprio inferno fantasiado. O disco trás de cara uma nova Emily Beer, e mostra facilmente a evolução da artista, tanto liricamente como conceitualmente. O trabalho é repleto de canções bem escritas e ótimas para se ouvir. Destacamos principalmente as canções “frangile content”, “forgiviness of memories” e a faixa-título “perfect hell” como as melhores faixas do álbum. Notamos que a cantora esteve envolvida nesse projeto por um longo tempo, e vê-se que sua evolução como compositora foi algo gritante, embora as faixas sejam bem compostas, a coesão do disco fica à desejar, não vemos uma ligação direta entre as canções, que não seja o tema geral. Aproveitamos e citamos “born to die” e “find the butterflies” como o canções bem escritas que, logo no começo do disco, acabam não demonstrando uma ligação entre o título e letra da canção, além de fugir um pouco do tema proposto no track by track. Recomendamos que no próximo projeto a artista busque um método de manter as faixas interligadas entre si, ou então alguma explicação de sua ordem na tracklist e em como ela servirá para fundamentar o álbum. Avaliando a criatividade da cantora, vemos algo muito bem pensando, porém com as falhas na coesão acaba sendo mal executado, embora ainda consegue-se perceber um ótimo conceito e método de trabalho. Todo o visual do projeto foi produzido pela própria artista e pela cantora Jackie, com materiais bem sombrios, a proposta foi bem executada e ficou de ótimo grado, sendo condizente totalmente com o que foi proposto para o projeto, mesmo sendo simples em sua disposição de imagens. Embora alguns erros tenham sido cometidos aqui, a evolução de Emily Beer desde seu último álbum, foi enorme. A artista demonstrou ser uma compositora ótima e com ideias boas e, mesmo pecando ao tentar tornar todo o álbum coeso, ela levará uma lição de que seu próximo trabalho será melhor que qualquer outro. COMPOSIÇÃO: 26 / CRIATIVIDADE: 17 / COESÃO: 15 / VISUAL: 21