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Com uma proposta distinta dos outros projetos, Guilherme Bhermes apresenta o seu quinto álbum de estúdio, ‘188’ que tem como objetivo conversar com o ouvinte sobre sua saúde mental e expor a sua vulnerabilidade em assuntos que realmente são pertinentes. Apesar de ser um álbum que trilha um conceito esperável e que não nos deixe boquiaberto, o cantor se aventura em 15 faixas que soam um tanto comuns para o que esperávamos de um quinto álbum. Durante o primeiro meio-tempo do álbum, Bhermes desabafa com o ouvinte sobre os problemas pessoais que enfrenta que ao decorrer das faixas passa a parecer que ele anseia que as pessoas finalmente compreendam suas atitudes, mas é raso. Gostaríamos que Guilherme tivesse nos aprofundado dentro de seus verdadeiros sentimentos sem que soasse digno de pena, apesar disso notamos uma evolução em suas composições que abrem espaço para melhoria, como a grande repetição de refrão e algumas frases que estão lá apenas para rimar, dando uma impressão um tanto constrangedora e/ou preguiçosa, como nessa linha “Quem é você no jogo? Para me dizer o que sentir como uma senhora dos anos 40.” Poderia ser facilmente descartada. O ponto negativo que carrega uma decepção é a interlúdio que havia uma premissa grande de introduzir um novo capítulo de sua vida, mas acaba parecendo apenas uma track por não conduzir o ouvinte a nada. Quando pulamos para a próxima parte do álbum, temos o grande destaque do álbum ‘What My Sister Means To Me’ que tem toda a vulnerabilidade que gostaríamos de ter visto nas outras faixas, soa sincera e profunda se destacando como a melhor do disco, seja em escrita e também nos versos bem estruturados e desenvolvidos. “Guy Of The Decade” também se destaca por ser uma faixa descontraída e se divertir apesar de tudo, gostamos da forma que Bhermes se entrega nos versos e também ressaltamos o refrão que é bem interessante. O disco termina de forma agridoce, novamente frisamos que as letras são rasas e que poderiam ter sido aproveitadas de forma mais inteligente, o ponto alto do álbum é o visual, que pode ser considerado o melhor do cantor, é cativante, envolve quem vê e traduz o que o álbum quer dizer. Diante disso, ‘188’ não é um álbum ruim, mas sim poderia ser melhor aproveitado quando discutimos as composições e a coesão do álbum como um todo, o conceito que o álbum carrega é profundo demais para Bhermes cantar o álbum em grande parte sobre perseguição onde ele não coloca os erros dele como um obstáculo que passou, estaríamos mais felizes se Guilherme tivesse aprofundado suas emoções com um bom norteamento nas 15 faixas que também poderiam ser facilmente reduzidas para não ser um disco maçante. Apesar disso, notamos que Bhermes parece ter se encontrado dentro de suas tempestades e isso é um grande passo para sua nova fase musical, esperamos que ‘188’ seja apenas um aperitivo de algo melhor que está por vir. COMPOSIÇÃO: 18 / CRIATIVIDADE: 16 / COESÃO: 15 / VISUAL: 20

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Após tantos lançamentos mornos ao longo dos anos, Guilherme Bhermes finalmente, mesmo em sua zona de conforto como de costume, nos entrega seu melhor disco e mostra que sim, o artista pode evoluir. Durante o conhecido mês de setembro tal qual é conhecido por ser símbolo de luta pela saúde mental e psicológica das pessoas, o artista resolveu ver a onda que vinha e surfou nela, Bhermes é um cantor conhecido por seu lirismo melancólico e que quase sempre transita entre os mesmos temas, não sendo isso algo necessariamente ruim, pelo contrário, o cantor sabe bem como expressar suas emoções e sentimentos quando se propõe a isso, mas após tantas tentativas a monotonia era impossível de não se notar, e é assim que surge “188”. Agora mesmo seguindo dentro de um bloco de temas que se assemelham ao que já foi feito antes, o cantor consegue a maestria de usar isso a seu favor de uma forma muito interessante e inteligente, sendo que agora as letras parecem realmente refletir o que foi passado pelo ser humano que ele é, nos mantendo assim presos a sua melhor obra de todas, as vezes causando até mesmo um certo tipo de identificação pessoal com o artista. Ao ouvir suas primeiras composições, o que já era esperado vem aos nossos ouvidos, letras melódicas e pesadas como vemos em “My Life is Interesting Enough to Write a Song” e “Sign”, mas a partir do momento que ouvimos a interlude “A New Vision of World”, sabemos que o cantor finalmente vai nos mostrar seu novo lado, com letras otimistas e legais de se ouvir numa tarde relaxante de verão enquanto se diverte ou até mesmo em um dia chuvoso apenas para passar o tempo de forma positiva e fugir da sua melancolia natural, sendo destaques nessa parte as canções “Paradise” e “Yellow”. Visualmente também vemos que o artista tentou mudar e mesmo seguindo na simplicidade, dessa vez agrada bastante, sendo coeso ao proposto e até mesmo bonito e harmonioso, deixando o destaque para as composições e não puxando toda a tenção para si. Aparentemente Guilherme Bhermes está começando a entender que seu caminho pessoal e artístico realmente pode evoluir e não precisa de grandes reviravoltas para isso, esperamos o cantor mais maduro que o que vemos hoje no próximo trabalho e também, mais evoluído de certa forma pois essa é a impressão que o disco deixou. Visual: 18/30 -Composição: 23/25 - Coesão: 20/25 - Criatividade: 17/20

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Após tantos lançamentos mornos ao longo dos anos, Guilherme Bhermes finalmente, mesmo em sua zona de conforto como de costume, nos entrega seu melhor disco e mostra que sim, o artista pode evoluir. Durante o conhecido mês de setembro tal qual é conhecido por ser símbolo de luta pela saúde mental e psicológica das pessoas, o artista resolveu ver a onda que vinha e surfou nela, Bhermes é um cantor conhecido por seu lirismo melancólico e que quase sempre transita entre os mesmos temas, não sendo isso algo necessariamente ruim, pelo contrário, o cantor sabe bem como expressar suas emoções e sentimentos quando se propõe a isso, mas após tantas tentativas a monotonia era impossível de não se notar, e é assim que surge “188”. Agora mesmo seguindo dentro de um bloco de temas que se assemelham ao que já foi feito antes, o cantor consegue a maestria de usar isso a seu favor de uma forma muito interessante e inteligente, sendo que agora as letras parecem realmente refletir o que foi passado pelo ser humano que ele é, nos mantendo assim presos a sua melhor obra de todas, as vezes causando até mesmo um certo tipo de identificação pessoal com o artista. Ao ouvir suas primeiras composições, o que já era esperado vem aos nossos ouvidos, letras melódicas e pesadas como vemos em “My Life is Interesting Enough to Write a Song” e “Sign”, mas a partir do momento que ouvimos a interlude “A New Vision of World”, sabemos que o cantor finalmente vai nos mostrar seu novo lado, com letras otimistas e legais de se ouvir numa tarde relaxante de verão enquanto se diverte ou até mesmo em um dia chuvoso apenas para passar o tempo de forma positiva e fugir da sua melancolia natural, sendo destaques nessa parte as canções “Paradise” e “Yellow”. Visualmente também vemos que o artista tentou mudar e mesmo seguindo na simplicidade, dessa vez agrada bastante, sendo coeso ao proposto e até mesmo bonito e harmonioso, deixando o destaque para as composições e não puxando toda a tenção para si. Aparentemente Guilherme Bhermes está começando a entender que seu caminho pessoal e artístico realmente pode evoluir e não precisa de grandes reviravoltas para isso, esperamos o cantor mais maduro que o que vemos hoje no próximo trabalho e também, mais evoluído de certa forma pois essa é a impressão que o disco deixou. Visual: 18/30 -Composição: 23/25 - Coesão: 20/25 - Criatividade: 17/20

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Após tantos lançamentos mornos ao longo dos anos, Guilherme Bhermes finalmente, mesmo em sua zona de conforto como de costume, nos entrega seu melhor disco e mostra que sim, o artista pode evoluir. Durante o conhecido mês de setembro tal qual é conhecido por ser símbolo de luta pela saúde mental e psicológica das pessoas, o artista resolveu ver a onda que vinha e surfou nela, Bhermes é um cantor conhecido por seu lirismo melancólico e que quase sempre transita entre os mesmos temas, não sendo isso algo necessariamente ruim, pelo contrário, o cantor sabe bem como expressar suas emoções e sentimentos quando se propõe a isso, mas após tantas tentativas a monotonia era impossível de não se notar, e é assim que surge “188”. Agora mesmo seguindo dentro de um bloco de temas que se assemelham ao que já foi feito antes, o cantor consegue a maestria de usar isso a seu favor de uma forma muito interessante e inteligente, sendo que agora as letras parecem realmente refletir o que foi passado pelo ser humano que ele é, nos mantendo assim presos a sua melhor obra de todas, as vezes causando até mesmo um certo tipo de identificação pessoal com o artista. Ao ouvir suas primeiras composições, o que já era esperado vem aos nossos ouvidos, letras melódicas e pesadas como vemos em “My Life is Interesting Enough to Write a Song” e “Sign”, mas a partir do momento que ouvimos a interlude “A New Vision of World”, sabemos que o cantor finalmente vai nos mostrar seu novo lado, com letras otimistas e legais de se ouvir numa tarde relaxante de verão enquanto se diverte ou até mesmo em um dia chuvoso apenas para passar o tempo de forma positiva e fugir da sua melancolia natural, sendo destaques nessa parte as canções “Paradise” e “Yellow”. Visualmente também vemos que o artista tentou mudar e mesmo seguindo na simplicidade, dessa vez agrada bastante, sendo coeso ao proposto e até mesmo bonito e harmonioso, deixando o destaque para as composições e não puxando toda a tenção para si. Aparentemente Guilherme Bhermes está começando a entender que seu caminho pessoal e artístico realmente pode evoluir e não precisa de grandes reviravoltas para isso, esperamos o cantor mais maduro que o que vemos hoje no próximo trabalho e também, mais evoluído de certa forma pois essa é a impressão que o disco deixou. Composição: 23/25 - Criatividade: 15/20 - Coesão: 22/25 - Visual: 17/30

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Após tantos lançamentos mornos ao longo dos anos, Guilherme Bhermes finalmente, mesmo em sua zona de conforto como de costume, nos entrega seu melhor disco e mostra que sim, o artista pode evoluir. Durante o conhecido mês de setembro tal qual é conhecido por ser símbolo de luta pela saúde mental e psicológica das pessoas, o artista resolveu ver a onda que vinha e surfou nela, Bhermes é um cantor conhecido por seu lirismo melancólico e que quase sempre transita entre os mesmos temas, não sendo isso algo necessariamente ruim, pelo contrário, o cantor sabe bem como expressar suas emoções e sentimentos quando se propõe a isso, mas após tantas tentativas a monotonia era impossível de não se notar, e é assim que surge “188”. Agora mesmo seguindo dentro de um bloco de temas que se assemelham ao que já foi feito antes, o cantor consegue a maestria de usar isso a seu favor de uma forma muito interessante e inteligente, sendo que agora as letras parecem realmente refletir o que foi passado pelo ser humano que ele é, nos mantendo assim presos a sua melhor obra de todas, as vezes causando até mesmo um certo tipo de identificação pessoal com o artista. Ao ouvir suas primeiras composições, o que já era esperado vem aos nossos ouvidos, letras melódicas e pesadas como vemos em “My Life is Interesting Enough to Write a Song” e “Sign”, mas a partir do momento que ouvimos a interlude “A New Vision of World”, sabemos que o cantor finalmente vai nos mostrar seu novo lado, com letras otimistas e legais de se ouvir numa tarde relaxante de verão enquanto se diverte ou até mesmo em um dia chuvoso apenas para passar o tempo de forma positiva e fugir da sua melancolia natural, sendo destaques nessa parte as canções “Paradise” e “Yellow”. Visualmente também vemos que o artista tentou mudar e mesmo seguindo na simplicidade, dessa vez agrada bastante, sendo coeso ao proposto e até mesmo bonito e harmonioso, deixando o destaque para as composições e não puxando toda a tenção para si. Aparentemente Guilherme Bhermes está começando a entender que seu caminho pessoal e artístico realmente pode evoluir e não precisa de grandes reviravoltas para isso, esperamos o cantor mais maduro que o que vemos hoje no próximo trabalho e também, mais evoluído de certa forma pois essa é a impressão que o disco deixou.

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“Sente-se, há algo que preciso revelar” – É um dos trechos da faixa de abertura, do 5º disco de estúdio do cantor Guilherme Bhermes. Depois de anos sendo subestimado pela indústria, com seus 4 álbuns anteriores. Guilherme finalmente entregou o melhor produto de sua carreira, o disco “188”, com 15 canções meticulosamente arranjadas para o pop/dance alternativo, produzidas de maneira brilhante e inteligente. O álbum que possui o título com o número telefônico do “Centro de Valorização da Vida” – Tem como conceito valorizar a vida, as dores e a trajetória do cantor, que muitas vezes se encontra em situações injustas na indústria da música. A composição do disco é viciante e emotiva, profundamente terapêutica, proporcionando à vontade de ouvir novamente o álbum, que possui 15 faixas. Da sua linha de abertura ao último verso de triunfo, 188, é um exercício quase visceral de franqueza e vulnerabilidade; Bhermes constrói uma “efígie” de si mesmo, enquanto está em devaneio, repassando momentos de sua vida que lhe causaram impacto de forma negativa. Até que acorda na esperança que as coisas melhorem. O álbum tem uma presença que perdura muito tempo depois de terminar. Este é um álbum que exige sua atenção total, ainda que em algumas faixas você sinta vontade de pular para a próxima track. Guilherme consegue catalisar todas as suas emoções e deixar o ouvinte igualmente envolvido com sua narrativa. Quando o álbum acaba, ele continua ali fazendo-o refletir sobre todo o conteúdo decorrido durante suas tracks, se tornando um dos álbuns mais inesquecíveis da carreira do cantor. O disco se divide em dois blocos, e se inicia com a faixa “The Brik Trail”, inspirada no conto do Mágico de Oz – É uma das melhores canções desse álbum e se desenvolve com maestria, em uma composição muito bem trabalhada e reveladora. Todas as faixas desse primeiro momento são destaques, e revelam muito sobre o cantor. Em “My Life Is Interesting Enough to Write a Song”, Guilherme desabafa sobre a crítica, de maneira totalmente inteligente. O cantor afirma que sua vida é sim interessante, ao ponto de criar um disco inteiro voltado a ela. Quebrando assim pensamentos e argumentos ultrapassados de críticos mais conservadores. Outra faixa de destaque é “Sign”, uma faixa politizada e profunda em parceria com Oliver Foster. O primeiro bloco, que segue por 7 faixas, é um exemplo linear de coesão. Essa primeira metade do projeto, é muito bem encaixada e suas faixas falam por si só, tudo aqui funciona de maneira genuína. Todas as canções demonstram a evolução do cantor como compositor, ao entregar faixas bem escritas e desenvolvidas. O segundo ato do disco se inicia após o interlúdio “A New Vision of World” – E de maneira não tão coesa como o primeiro ato, a segunda metade possui alguns fillers. Nada que atrapalhe em sua progressão geral. Esse segundo momento conta com faixas vulneráveis e pessoais como “I\'m Gonna Survive This” & “What My Sister Means To Me”. As faixas mais positivas e que contém esperança, trazem uma nova vida ao disco como se fosse um outro álbum. Essa dualidade do cantor, pode causar uma certa estranheza no começo, no entanto conforme o disco se desenvolve até “Paradise”, tudo se encaixa direitinho. Alguns fãs podem ficar desapontadas com a natureza mais pessoal do disco, se diferenciando dos outros trabalhos do cantor. Mas certamente se derem uma chance ao disco, certamente passaram a considerar esse trabalho como o melhor da carreira do cantor. Visualmente o disco não é mirabolante, ou foge dos antigos projetos de Bhermes. No entanto o minimalismo presente na arte visual, foi a escolha certa, a qual torna tudo ainda mais pessoal e coeso. A estética se encaixa com o lírico presente no disco. Os encartes são bonitos e bem trabalhados, em algumas páginas o ar melancólico é visível. O disco é uma exploração de dor, sentimentos, insegurança e problemas como ansiedade. Guilherme nunca esteve tão vulnerável, e revela ao público detalhes de sua vida até então pouco conhecida. É a ambivalência de emoções, que dá uma progressão quase totalmente coesa ao disco. Durante sua narrativa, o ouvinte é levado a extremos, e consegue captar a sensibilidade do cantor, onde o mesmo, já começa o disco desabafando com sua track “The Brik Trail”. É claro que não há uma resolução à vista até o final do álbum. Mas é nesses espaços intermediários que Guilherme Bhermes prospera. 188 é um documento autobiográfico, emocionante de testemunhar. NOTAS: [COMPOSIÇÃO 32/35] - [VISUAL 25/30] - [COESÃO 16/20] - [CRIATIVIDADE 12/15]

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Com uma proposta de se manter mentalmente estável e também abrir seu coração e mente sobre seu processo de cura emocional, Guilherme Bhermes lança o ‘188’ como seu novo álbum de estúdio. ‘188’ não é um álbum que podemos dizer que é pensado fora de caixa, mas sua fonte de inspiração é claramente peculiar. O cantor buscou além para melhorar as referências do seu trabalho e enriquecer no seu significado, e isso aconteceu aqui. Guilherme mostra um crescimento muito grande nas suas habilidades como compositor, sendo o maior destaque no álbum. Começando pela introdução ao álbum, ‘The Bick Trail’ é uma composição intensa, e ao mesmo tempo dançante, e apesar do seu contexto, se encaixam perfeitamente. É uma boa composição, rica em referências e uma boa introdução ao disco. ‘Core’ vem logo em seguida, com uma letra tão expressiva quanto seu instrumental, sendo melhor que a anterior e positivamente demostrando avanço na qualidade sonora. O que lhe destaca da anterior é a força e sua intensidade na letra, principalmente no seu refrão – onde é a melhor parte. ‘My Life...’ demonstra uma ‘queda’ em relação a qualidade das anteriores, não tão forte, mas tem. A música não passa uma emoção que as outras passaram. ‘Throwing My Love Away’ retorna com a qualidade, tendo um lado diferente do álbum: um romance clichê que pareceu necessário nesse ponto. A faixa é envolvente, contém versos bem escritos e seu instrumental conduz através das letras. ‘Sign’ contém uma temática diferente, e mesmo que isso se encaixe no processo de saúde mental do cantor, soa como uma faixa com um tema muito específico para estar nesse tipo de álbum. Não é ruim, pelo contrário, contém versos inteligentes, mas apenas soa como algo que seria lançado à parte (pelo seu tema em particular). ‘Burned Dollars’ é a faixa mais fraca do álbum até então, com uma letra clichê no sentido negativo, e algo que poderia ser visto em qualquer outro álbum que ‘não fosse não bom assim’. ‘Regina George’ é a grande surpresa, porque ao parecer clichê, a música demonstra ser tudo menos isso. Contém uma mensagem positiva na música que merece ser valorizada e dita, tem uma boa composição e as referências encaixam. Pela temática do álbum, é a ideia perfeita de um lead single. ‘Im Gonna Survive This’ é a melhor música do álbum, onde é o ponto que Bhermes demonstra mais fragilidade na composição, algo que é necessário nesse álbum e algo que gostamos de ver. É nítido o talento do cantor pra compor músicas mais ‘tristes’ e colocar seus sentimentos no papel é o que ele faz de melhor. ‘What My Sisters Means To Me’ é uma boa faixa, junto com ‘Guy of the Decade’, que a última citada, é mais animada e alto-astral. Seu segundo verso é muito bom, com as rimas ao ponto e que fazem sentido. Em seguida temos ‘On’ com Drika, que levando em consideração que a música tem intenção de ser animada pela segunda parte do álbum, é uma boa proposta. Mas levando em consideração que o álbum tem como proposta englobada de saúde mental, simplesmente não se encaixa. Não dá pra unir o útil ao agradável quando você fala de chupar 4 vezes ao dia em um álbum sobre saúde mental. Esse é o primeiro deslize do cantor no álbum inteiro. ‘Drinks’ não é uma faixa fraca ao extremo, até porque a faixa em si é divertida por si só, mas os versos não são tão bons quanto do resto do álbum, acaba deixando um pouco a deseja; mas ainda assim, é envolvente. ‘Yellow’ e ‘Paradise’ encerram o álbum de forma grandiosa, com ambas transmitindo uma boa mensagem e soam necessárias para dar um desfecho para a história problemática, onde Bhermes parece lavar sua alma e aceitar a felicidade em si mesmo. Em seu quesito visual, Bhermes ainda tem muito a aprender e a evoluir se quiser entregar algo que realmente faça seu trabalho valer a pena visualmente, já que seus trabalhos visuais normalmente são bem simples e menos trabalhados, não é diferente no ‘188’. O álbum é drasticamente minimalista, que apesar de não ser ruim, não tem o fator atraente que prenda a atenção; visual não é o mais importante, de fato, mas é algo que acrescenta bastante no geral. Diante todo o projeto, Bhermes é um artista que vem se esforçando para entregar seu melhor a cada álbum, e sua melhora é notável através das suas composições, mas ainda deixa a desejar no seu visual; que mesmo que seja mais limpo e visualmente mais agradável, ainda tem muito a melhorar e acreditamos que está no caminho certo desta vez. Uma crítica necessária talvez seja a necessidade de criar álbums longos e acabar afetando o álbum de alguma forma, como foi o caso de ‘On’ e ‘Drinks’, que se não estivessem no álbum, sem dúvidas seria mais agradável. Um cuidado também com a coesão dos instrumentais, que vão de músicas dançantes à baladas em pianos do nada e vice-versa (principalmente no começo). Não é algo que prejudica muito, mas dependendo de quem escuta, pode afetar. Composição: 29 / Criatividade: 18 / Coesão: 18 / Visual: 17

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Guilherme Bhermes lança seu quinto álbum, intitulado de \"188\". Para quem não sabe, esse é o número do \'Centro de Valorização da Vida\' do país do cantor. Com essas pequenas informações, conseguimos ter uma idéia do que nos aguarda. Iniciamos com \"THE BRICK TRAIL\", uma referência criativa à obra literária: Mágico de Oz. O cantor também entrega ao ouvinte muita sinceridade ao falar sobre seus sentimentos, principalmente a auto sabotagem. Tudo de forma poética. Seu único defeito, é o fato do pré-refrão ser desnecessariamente repetitivo, seria melhor se tivesse apenas uma frase, do que repetições. Porém, o ideal seria acrescentar outras expressões diversas, como o mesmo faz em outras músicas. Prosseguimos para \"CORE\" e \"MY LIFE IS INTERISTING ENOUGH TO WRITE A SONG\", que são exploradas de forma realista e profunda (altos créditos para a criatividade desses títulos). Aqui, é possível captar os sentimentos do eu-lírico através das letras de ambas, que por sinal, são bem compostas. Nos dois casos, o maior problema, é a falta de uma bridge. Em \"MLIETWS\" os versos um e dois poderiam ser melhor desenvolvidos, da mesma forma que o cantor fez em \"CORE\". Bhermes mantém a qualidade com a letra de \"SIGN\". Só que seu problema, talvez seja que, sua idéia não se encaixe no álbum com tanta clareza. É admirável que o artista queira fazer um pronunciamento sério e forte — e com certeza fez — mas em relação as músicas que a cercam, essa soa avulsa. \"BURNED DOLLARS\" é uma faixa muito curiosa, que aborda um assunto bastante pessoal e que muitos artistas podem se relacionar. Pela terceira vez, o cantor consegue criar uma conexão com o ouvinte, aparentemente, é a mais nova marca registrada de Bhermes. Como nem tudo são mil maravilhas, há um pequeno deslize no refrão, que soa um pouco raso em comparação com a profundidade do tema. Guilherme, poderia adicionar mais ao verso, um ótimo plano seria seguir a estrutura feita em faixas como: \"THE BRICK TRAIL\" e \"REGINA GEORGE\" (falaremos dela à seguir) que possuem um refrão bastante rico. \"REGINA GEORGE\" começa a apresentar tanto uma mudança de mentalidade do eu-lírico, quanto um progresso na história do álbum. Também, brinca com referências hollywoodianas de forma apreciável, principalmente ao usar ironias para destruir paradigmas que envolvem o seu título. Por sua qualidade pura, ela se destaca como uma das melhores de todo o projeto. \"A NEW VISION OF THE WORLD (INTERLUDE)\" marca uma nova etapa no disco: o início de uma visão mais madura e otimista. Esse interlúdio fortalece ainda mais a narrativa, agregando muito para as canções em sua volta. \"WHAT MY SISTER MEANS TO ME\" é um acréscimo sensacional a tracklist. A mesma carrega um lirismo belíssimo, mostrando um valor emocional inestimável. Mais uma vez, o cantor exibe sua marca registrada e toca o coração de quem ouve, da forma mais intensa possível. As colaborações, \"ON\" e \"DRINKS\", são duas músicas que, mesmo sendo divertidas e representarem o lado otimista com maestria, elas não acrescentam muito à narrativa de Bhermes. Podendo até soar um pouco cansativas, ainda mais por estarem em sequência. Entre elas, \"ON\" ganha mais destaque por sua composição mais trabalhada e envolvente (uma bela \'sex song\'). Nos aproximando do final, temos: \"YELLOW\", uma bela faixa pré-desfecho. Que leva consigo, uma estrutura muito articulada, letras boas e claras. A referência ao Setembro Amarelo, que no Brasil, é o mês de prevenção ao suicídio, é abordada com proficiência, se casando perfeitamente com a temática. \"PARADISE\", funciona graciosamente como \'encore\'. Aqui, o eu-lírico finaliza sua jornada pela trilha de tijolos amarelos, chegando ao paraíso, com uma nova mentalidade e perspectiva de vida. Guilherme consegue encerrar seu disco de um modo motivador, que leva o público a sentir bem. As faixas que não foram citadas são as que não se destacaram muito em pontos negativos, nem positivos. Agora, dialogando sobre um dos poucos problemas encontrados no álbum, temos: o fato de muitas músicas não terem uma bridge, que é considerada um elemento indispensável e fundamental na música. Sua maior função é gerar uma reflexão sobre a própria composição, para assim criar um clímax; ela também funciona como um \'escape\' do enredo lírico. De falta faz falta em uma estrutura. Outro ponto a ser levantado, é: a quantidade de faixas, que pode ter prejudicado um pouco a coesão da obra. Poderia ter facilmente sido otimizado em dez ou doze faixas. Dessa forma, o disco, como um todo, iria desenvolver a narrativa de modo mais suave, linear e sem correr riscos de ser exaustivo. Não há defeitos em relação à produção visual, é tudo bem organizado, nítido, sem elementos exagerados que possam dificultar a apreciação de todas as imagens e letras. Diria que combina quase perfeitamente com a premissa do álbum, só gostaria que tivesse mais referências à trilha de tijolos e ao Mágico de Oz, tais detalhes que funcionaram como uma base para a história, mereciam ser lembrados no encarte. Um grandioso ano para Bhermes, podemos dizer que, mesmo com alguns deslizes, o cantor acertou em cheio dessa vez. Apresentar um trabalho de qualidade, com quase dezesseis faixas, não é fácil. Guilherme conseguiu, trazendo o melhor de suas habilidades e seu gênio criativo que merecem toda atenção. Visual: 19 | Composição: 26 | Coesão: 17 | Criatividade: 22