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Em seu primeiro álbum de estúdio, Dream Team faz uma viagem através do seu mundo mágico, mais especificamente, seu mundo dos sonhos; onde a história se passa entre os momentos intensos da vida do grupo e o seu pequeno refúgio é abordado. Seu conceito é criativo, a narrativa de criar uma terra dos sonhos e encaixar nisso de uma forma interessante parece extremamente sensacional, mas a forma que foi encaixada no ‘Dreamland’ foi totalmente precária. As músicas deixam a desejar pela expectativa de algo que seja um pouco diferenciado nas músicas, que acabe remetendo ao conceito criado ou ao menos dê, de fato, a sensação que estamos sendo carregados para a terra dos sonhos; mas isso não acontece no ‘Dreamland’ pelas suas letras mornas e não tão emocionantes quanto deveriam ser. Com ‘On Board’, o álbum começa de forma criativa e coesa com a proposta inicial, dando início a uma sinopse de decolagem de voo diretamente para a terra dos sonhos. Mesmo sendo uma música que poderia ter ido mais afundo nas cicatrizes da música, ‘He’ é uma boa opção para a parte inicial do álbum; uma observação para a formatação da letra da música que é bastante confusa e desorganizada. ‘Anxiety’ é uma música que tem versos escassos, principalmente em seu refrão, que não transmite uma emoção; e sua boa parte soa como mais do mesmo, não tem algo que lhe torne especial ou a faça lhe destacar. ‘I Failed With Me’ é a melhor música do álbum, com uma composição mais intimista e sentimental que as outras, com versos que parecem simples mas carregam uma emoção e contam uma história de forma que parece ser crua para o ouvinte. O refrão de ‘Lonely Streets’ vem bastante chiclete com seu instrumental, tendo uma pegada lírica mais descontraída apesar de ser um lobo solitário. ‘Trust’ é a música mais fraca do álbum, onde falta letras mais fortes, um apelo emocional que a faixa precisava mostrar para ser o que deveria ser dentro do álbum. O mesmo da anterior também acontece em ‘Big Energy’, faltando mais intensidade nos versos, não conseguimos sentir a vontade de se expressar ao compor os versos. Com a linha de ‘Expectations’ e ‘The Cure’, se mantém no mesmo nível básico na composição, sem nenhum atrativo ou diferencial pra mesa nesse ponto do álbum, acaba se tornando um pouco frustrante. Já ‘Dreamland’, contém um refrão bem feito e funciona bem como faixa-título do álbum. Assim como ‘Failed With Me’, ‘Door’ leva créditos como uma das melhores do álbum, com versos emocionantes e sinceros de DreamLand, porém a parceria soa um pouco precipitada. Junggaram não traz uma nova perspectiva para a música, apenas repete os versos já cantados de forma camuflada. A situação do seu visual é precária e entendível a ideia de seguir um conceito de visuais coreanos, mas acaba se tornando algo muito pequeno levando em consideração a sua concorrência e como são trabalhados, onde mesmo de forma mais simples, um visual que remetesse a uma terra dos sonhos seria totalmente incrível e acrescentaria muito na ideia do álbum; já que o visual não é o mais importante, mas um belo visual sempre adiciona bastante na finalização do álbum. Podemos dizer então, que nessa situação, o visual é praticamente inexistente, já que temos apenas fotos com um efeito de Tumblr sendo passada em diversas situações, onde não podemos definir se foi uma ideia idealizada ou apenas falta de vontade. ‘Dreamland’ por fim das contas é um álbum que contém composições que podem ser melhoradas com versos mais robustos e informativos, algo que traga mais emoção pra música; e com músicas que acabam não sendo extremamente gratificantes por deixar a desejar em diversos momentos na sua composição ou até mesmo na coesão da tracklist, onde também a falta de um visual considerável acabou deixando um ar mais amargo do que doce. Com o certo auxilio, Dream Team tem potencial para crescer e elevar seus trabalhos em lançamentos futuros, com todos os defeitos citados podendo ser facilmente elevados com o polimento correto. Composição: 17 / Criatividade: 10 / Coesão: 10 / Visual: 4

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“Dreamland” é o primeiro álbum de estúdio do grupo asiático Dream Team, sendo pertencente ao gênero K-Pop. O disco abre com a intro “On Board”, que contextualiza o cenário fictício de Dreamland como uma espécie de avião. A primeira canção de fato é o single “He”, que tem um conceito bom mas uma execução básica e carente de criatividade. O autor poderia ter explorado outros tipos de abordagem menos recorrentes e mais dinâmicos. A faixa não é ruim, mas também não é grande coisa. Faltam também mais recursos poéticos e líricos, para dar à obra um ar de polidez. Em “Anxiety”, faixa nº2, novamente há a abordagem de saúde mental de forma superficial. Os versos são encadeados mas bobos, com uma narrativa irrisória que não apetece e muito menos há uma gradação lírica nos versos para eclodir em algum ápice da faixa; tudo é muito monótono e desleixado, literal até demais - o autor poderia ter utilizado metáforas e outras figuras de linguagens para refinar a mensagem central. A terceira canção é “I Failed With Me”, que é mais honesta que as anteriores, mas ainda assim não alcança um nível satisfatório de qualidade. Há algumas linhas boas com uma boa mensagem, mas o corpo de trabalho em geral é simplório e carece de reformulação ou criatividade, seja na sua abordagem ou desenvolvimento de escrita. As poucas metáforas que tem são ‘meh’, poderiam ter sido construídas de melhor forma ou alteradas para algo mais singular ou impactante que acrescentassem algo à composição. A seguir, há “Love Somebody”. Ela é melhor do que as anteriores por ter uma criatividade mínima na criação de metáforas e analogias, mas tem um refrão fraco e uma composição que é, em geral, bastante genérica. A canção nº5 é “Lonely Streets”, que segue trabalhando a vida amorosa do eu lírico de forma cediça e superficial. Em nenhum momento é um mergulho nos sentimentos reais e viscerais daquele que fala, somente flashes de momentos que dão vislumbres do que o eu lírico realmente está sentindo. É uma composição OK, mas ainda há bastante coisas para melhorar; a composição também carece de um teor de musicalidade superior. “Trust”, a faixa que se segue, é muito semelhante às que vieram antes, o que pode revelar tanto uma monotonia criativa ou uma linha narrativa devagar. Os versos são, em geral, improfícuos; toda a analogia do trem é muito aleatória e jogada ali sem nenhuma construção poética de fato. Novamente há frases impactantes e genéricas aqui e ali mas que não levam a lugar algum, o que é uma pena. Outro single do disco, dessa vez temos “Big Energy”. Ela tem uma temática diferente das demais, representando uma aparente revolta do eu lírico. A faixa é melhor do que as outras, mas ainda com metáforas e linhas vazias com pouco significado válido ou que contribui para a construção da atmosfera desejada. A composição da música seguinte, “Expectations”, é novamente desleixada, assemelhando-se mais a um desabafo dramático em uma conversa entre amigos via mensagens de texto do que a uma canção em si. Não há tratamento lírico ou poético, tudo é literal até demais, com frases clichês jogadas aqui e ali numa tentativa de conferir ao texto uma qualidade, o que não ocorre. Em “The Cure” há um lampejo de escrita superior, dessa vez com recursos poéticos básicos, mas bem estabelecidos, e versos bem encadeados e escritos de boa forma, que resultam em uma música decente e bacana, aliando-se também à uma sonoridade agradável e em sintonia com o todo. A penúltima faixa, que por coincidência também é a faixa-título, tem duas primeiras estrofes boas e outras não tão legais assim. Aqui percebemos um potencial para composição que pode ser aprimorado e melhorado, só é necessário que o autor repense sua forma de escrita para assimilar melhor a escrita criativa. Há alguns recursos linguísticos e líricos bacanas e arestas para se polir. A parceria com Junggaram, “Door”, fecha “Dreamland”. Sem dúvidas a melhor do álbum, aqui o grupo mostra que sabe compor, mas novamente, precisa melhorar o conjunto do disco em geral. Os versos são sinceros e bem encadeados, com uma criatividade legal e recursos poéticos sólidos e bem estabelecidos. O verso de Junggaram, entretanto, não está no mesmo nível das outras estrofes, parecendo-se prolixo. Voltando-se agora para o visual, determinamos que não há muito para se analisar, já que baseia-se em uma capa e contra-capa básicas, mas pelo menos com edição e texto, e um amontoado de fotos dos membros do grupo, que apesar de estar em coesão com os outros elementos supracitados, falha em cumprir o papel de encarte ou real visual do disco, sendo somente um álbum de imagens sem qualquer tratamento ou edição. Também não há banner ou qualquer tentativa de apresentar um visual. Não sabemos se o que houve aqui foi erro de principiante, preguiça ou ausência de criatividade, mas tais elementos estão muito abaixo do esperado, justamente por isso nos encontramos impedidos de dar uma nota elevada no quesito. A criatividade está ausente em todas as partes, nas faixas e no visual, inexistente. Tudo é muito literal, clichê e genérico. Talvez fosse uma escolha melhor de Dream Team em optar por apresentar um EP com faixas melhor trabalhadas do que um álbum assim, precário e simples até demais. A coesão, entretanto, está presente nas faixas, que interligam-se tematicamente e liricamente. Em linhas gerais, “Dreamland” é um trabalho que falha em apresentar o real potencial de Dream Team, com canções genéricas básicas fantasiadas por um conceito geral pseudo-criativo que falha em oferecer ao trabalho uma profundidade real, resultando em um LP decepcionante. || Composição: 20/40 || Criatividade: 5/15 || Coesão: 12/20 || Visual: 5/25 || Nota=20+5+12+5=42.
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A estreia do grupo Dream Team é uma viagem a uma terra de solo irregular e confusa. “Dreamland” tem início em “On Board”, uma intro que começa criando uma atmosfera interessante, tendo a voz de uma comissária de bordo dando instruções sobre a viagem ao lugar dos sonhos. Funciona pela simpatia e pela doçura. Em “He”, conhecemos a história de um rapaz que passa por maus bocados em uma montanha russa de emoções. Mesmo que isso fique claro, o andamento da canção é um pouco irregular, já que uma torrente de ideias surgem mas sabemos pouco ou quase nada para onde essa mensagem vai. É muito contexto onde deveria haver um pouco mais de simplicidade na explicação. Com “Anxiety”, há uma certa experiência de personificação da angústia e da própria ansiedade, mas a letra cai em alguns clichês muito redundantes e pouco abrangentes. Há uma boa ideia, mas a execução deixa a desejar, com a impressão de já ter visto algo similar antes. Já em “I Failed With Me”, o grupo aparenta recuperar um pouco o fôlego, nos entregando uma lírica mais robusta e menos travada como nas outras faixas que a antecedem em uma canção que representa um pedido de desculpas a si mesmo pelas constantes dúvidas acerca do eu lírico e de sua capacidade de realizações. Aqui, deve-se fazer um destaque especial. Com “Love Somebody”, há uma confusão muito grande entre querer amar alguém, não querer e precisar de um amor. Dream Team não parece muito seguro nessa lírica, tendo que regredir e abordar outros assuntos simultaneamente, indo e voltando num vai-e-vem muito enrolado. Não há coesão na linha temporal da música. Mais uma representante da intenção x execução, o single “Lonely Streets” também falha muito na maneira como a história se desenvolve. As metáforas aplicadas durante a letra não conseguem absorver bem o teor poético, deixando apenas a canção apenas confusa e amontoada demais. “Trust” na linha temporal representa a volta de alguém que dá ao eu-lírico o espírito da esperança e, claro, da confiança igualmente. Não só pelo contexto como pela questão lírica, a faixa apresenta uma ligeira subida nas composições de “Dreamland”, deixando esta como um novo destaque ao decorrer do álbum. “Big Energy”, aparentemente, só demostra ter um desempenho ruim no seu refrão. Falta, literalmente, um pouco mais de energia e homogeneidade na parte mais importante da canção, em que podemos destacar o gênio lírico dessa canção que nos dá um choque de serotonina e apresenta uma boa forma principalmente nos versos e ponte. “Expectations” mostra definitivamente essa melhora na fase final do disco em uma letra bem mais madura e enxuta que todas as outras anteriores, mas ao mesmo tempo que nos sentimos felizes por escutar a melhor canção do “Dreamland”, é frustrante encontrar o maior destaque justamente nos últimos minutos. De qualquer forma, aqui, eles encorporam a música sem previsibilidade ou clichês súbitos. Com uma faca no peito, “The Cure” tem traços gráficos intensos e também demonstra maturidade na escrita do grupo. Desacelera o fluxo que “Expectations” gerou, mas para uma frequência não tão fraca. As metáforas aqui soam mais robustas e bem empregadas, o que mais uma vez representam um reparo eficaz nos erros que encontramos ao longo do disco. Na faixa título, “Dreamland”, o eu lírico parece encarar seus monstros de vez com uma faixa bem montada. É uma boa continuação na linha do disco, e, assim como “The Cure”, deixa o ritmo das coisas bem mais lentas. Mas cumpre o seu papel dentro dos moldes esperados. Encerrando o disco numa colaboração com Junggaram, “Door” retoma alguns conceitos sobre o amor num enfoque a um relacionamento tóxico, o que ao mesmo tempo lembra o contexto apresentado no disco, deixa um pouco a desejar na maneira como a canção encerra. Deixa o sentimento de uma inconclusiva resolução para o mundo dos sonhos que Dream Team montou. A escrita dos artistas aqui é confortável, entrando novamente em alguns parâmetros previsíveis. O visual é basicamente montado por fotos, não tendo muito cuidado ou zelo. Não há muito o que falar do mesmo. Concluindo, o que podemos dizer é que “Dreamland” não é, de longe, a maneira como um grupo tão promissor na música deveria se apresentar. Mesmo que haja muito burburinho na questão da cobrança por inovação de novatos, não há como negar que o disco de estreia de Dream Team acaba se tornando um projeto conciso com pouca personalidade e beira ao mediano e razoável em praticamente todo o seu decorrer. Tudo o que esperamos é que o grupo retorne com um trabalho mais maduro, criativo e redondo. Composição: 25/45 | Criatividade: 4/10 | Coesão: 14/25 | Visual: 9/20

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Em seu primeiro álbum de estúdio, o grupo sul-coreano Dream Team nos convida a viajar para a terra dos sonhos, dita como “Dreamland”, o refúgio de seus pensamentos e o lugar que serve como um quase escape da realidade, um sonho acordado podendo-se dizer. Como uma ideia conceitual, o álbum carrega consigo uma mensagem de empoderamento, de se encontrar no meio da solidão e ser autossuficiente. Sem demais delongas, somos colocados em um avião através da imaginação para o mundo fantasioso, “On Board (Intro)” é responsável por dar esse pontapé, carregando um conceito fraco que poderia ser melhor elaborado, sabemos que é apenas uma introdução, mas deveria cumprir o papel de introduzir o ouvinte a algo, e mesmo que seja criativo iniciar o álbum assim, sentimos que falta algo. Com “He” iniciamos de fato a experiência utópica, com metáforas sobre seguir com esperança para esse monte de dreamland, é uma ótima canção, os versos bem elaborados e trazem uma aproximação maior com os sentimentos de Dream Team, “Anxiety” carrega um tema bastante importante, a narrativa já foi feita inúmeras vezes na indústria, então é uma carga maior para se diferenciar das demais, e nesse caso, “Anxiety” soa como mais uma canção sobre ansiedade, com metáforas previsíveis e versos comuns. Há uma pequena quebra da narrativa com “I Failed With Me” e “Love Somebody”, deixa transparecer que todos os problemas são reduzidos a carência emocional do lírico e que a única coisa que pode salva-lo é a depender de alguém. Até “Big Energy” o álbum segue na mesma narrativa depreciativa e excessivamente descontente, o lírico não se difere das outras, apenas muda o ponto de vista com a mesma ideia, parece que algo segura Dream Team de aprofundar em seus sentimentos e seria inteligente que eles pudessem encarar a ansiedade com maior firmeza, porque como apontado no início, é um tema comumente falado e pode se tornar uma tarefa difícil se destacar no meio de tantas canções sobre /’ficar sem rumo’/. Em um salto grande na história “Big Energy” poderia ser melhor, deveríamos sentir com mais paixão essa grande motivação que a faixa carrega, frisamos que não é uma canção ruim, mas há espaço para melhoria na hora de trazer a autossuficiência para os versos. “Expectations” é um tanto questionável após “Big Energy” porque não evoca nenhuma melhoria, apenas volta para o que já foi discutido nas primeiras músicas, mesmo que falhe na coesão, “Expectations” é uma boa faixa, levantamos o ponto positivo do lírico expor os sentimentos de maneira crua e genuína – que gostaríamos de ver com mais intensidade. “The Cure” é mais uma canção depreciativa maçante, vimos que a esse ponto do álbum, Dream Team realmente não tem como aprofundar e levar outras perspectivas para os problemas psicológicos, seguindo sempre a mesma narrativa de estar “caindo” ou “se perder” com metáforas genéricas que não leva o ouvinte a lugar nenhum, “Dreamland” o lírico fala “Não irei te mostrar como se chega no mundo dos sonhos”, e pelo visto nem ele sabe como chegar nessa terra dos sonhos. Finalizamos o álbum com “Door”, parceria com o cantor sul-coreano Junggaram que parece não ter entendido a proposta da canção, visto que seu verso de rap sem rimas não tem nenhuma aproximação com a música, mas como um todo, a faixa é boa e bastante criativa, porem fecha o álbum de forma um tanto questionável. Analisando de forma linear, “Dreamland” cai em muitos obstáculos na hora de expor seus sentimentos e falha em apresentar esse mundo dos sonhos, porque o que temos é que em grande maioria, as músicas apresentam a mesma temática sem ir a lugar nenhum. “Big Energy” é o destaque do álbum por carregar uma boa mensagem e se diferenciar do restante. Não há nada grande para considerar visualmente, são apenas um bocado de fotos com pouca saturação e grânulos para enfeitar, entendemos que o artista decidiu ir por esse lado semelhante a álbuns de k-pop, mas não é justo julgar o visual da mesma forma que julgamos um visual com encarte, visto que as imagens poderiam carregar uma singularidade maior e mesmo que tenha a proposta de ser um livro de imagens que Dream Team pudesse torna-las mais expressivas e interessantes. “Dreamland” poderia ser um álbum melhor executado, desde a ideia conceitual até o visual, calhando em falhas que comprometeram o resultado como um todo. COMPOSIÇÃO: 20/35 | CRIATIVIDADE: 16/20 | COESÃO: 10/15 | VISUAL: 8/30