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Será que precisávamos tanto de um projeto experimental na mesma forma que Tessa Reimels precisava lançar? “Why Did I...” é o primeiro extended play da cantora que apresenta uma forte contusão de sons e elementos experimentais que nunca vimos ela apresentar, “WDIWTLTDAER” é fresco e um tanto intrigante. Nele, estamos nos aproximando da despedida de Reimels da indústria de uma forma agridoce e até decepcionante porque é aquela sensação de sermos criança e estarmos no mercado e sua mãe diz “Na volta a gente pega.” e esse momento nunca chega, a estrela country inicia com “how to end things that already ended” um sopro fresco e poético na sua carreira, os versos trazem uma carga pesada de libertação, sendo uma das música mais emocionais da carreira principalmente por não ter alegorias para torna-la “profunda”, Reimels não precisa disso porque os versos diretos e intensos falam por si só. “the good times” Tessa encontra como quer que seu legado seja espalhado pela indústria: com boas memórias e amor, nessa faixa vemos um ótimo uso de intertextualidade através de suas faixas anteriores, “the good time” é como uma retrospectiva dos melhores momentos dela na indústria, e é de pesar o coração a forma em que os sentimentos são expressados pela grande camada de sinceridade e genuinidade. Deixando a melancolia para trás, Tessa cospe versos inteligentes e atira dardos afiados contra aqueles que em uma vez, tentaram de levantar contra ela com rótulos largos demais para encaixar nela. “bitch i\\\'m tessa” trás a diversão que conhecemos de Reimels, é despojada e um Nonstop de incríveis rimas jogadas na nossa cara, afinal, a artista não precisa estar forçando mais nada para manter seu status dentro da indústria, estamos vendo Tessa em seu elemento. “may we meet again” é responsável por encerrar a narrativa e se despedir de vez de todos, definitivamente a melhor música do Extended Play por sua vulnerabilidade contagiante e um tanto mágica. “why did i wait this long to drop an experimental record?” é um projeto para se despedir, há falhas dentro da coesão como um todo e visualmente gostaríamos de ter visto algo muito melhor para sua despedida, mas se encaixa na proposta experimental do álbum, apenas gostaríamos de ter experienciado uma polidez maior. É de quebrar o coração que Tessa Reimels está se distanciando da indústria, mas o contagiante disso é saber que ela está partindo de forma leve, deixando amor e um grande abraço a todos que um dia estiveram com ela. COMPOSIÇÃO: 35/35 | CRIATIVIDADE: 17/20 | COESÃO: 13/15 | VISUAL: 13/30

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Será que precisávamos tanto de um projeto experimental na mesma forma que Tessa Reimels precisava lançar? “Why Did I...” é o primeiro extended play da cantora que apresenta uma forte contusão de sons e elementos experimentais que nunca vimos ela apresentar, “WDIWTLTDAER” é fresco e um tanto intrigante. Nele, estamos nos aproximando da despedida de Reimels da indústria de uma forma agridoce e até decepcionante porque é aquela sensação de sermos criança e estarmos no mercado e sua mãe diz “Na volta a gente pega.” e esse momento nunca chega, a estrela country inicia com “how to end things that already ended” um sopro fresco e poético na sua carreira, os versos trazem uma carga pesada de libertação, sendo uma das música mais emocionais da carreira principalmente por não ter alegorias para torna-la “profunda”, Reimels não precisa disso porque os versos diretos e intensos falam por si só. “the good times” Tessa encontra como quer que seu legado seja espalhado pela indústria: com boas memórias e amor, nessa faixa vemos um ótimo uso de intertextualidade através de suas faixas anteriores, “the good time” é como uma retrospectiva dos melhores momentos dela na indústria, e é de pesar o coração a forma em que os sentimentos são expressados pela grande camada de sinceridade e genuinidade. Deixando a melancolia para trás, Tessa cospe versos inteligentes e atira dardos afiados contra aqueles que em uma vez, tentaram de levantar contra ela com rótulos largos demais para encaixar nela. “bitch i\'m tessa” trás a diversão que conhecemos de Reimels, é despojada e um Nonstop de incríveis rimas jogadas na nossa cara, afinal, a artista não precisa estar forçando mais nada para manter seu status dentro da indústria, estamos vendo Tessa em seu elemento. “may we meet again” é responsável por encerrar a narrativa e se despedir de vez de todos, definitivamente a melhor música do Extended Play por sua vulnerabilidade contagiante e um tanto mágica. “why did i wait this long to drop an experimental record?” é um projeto para se despedir, há falhas dentro da coesão como um todo e visualmente gostaríamos de ter visto algo muito melhor para sua despedida, mas se encaixa na proposta experimental do álbum, apenas gostaríamos de ter experienciado uma polidez maior. É de quebrar o coração que Tessa Reimels está se distanciando da indústria, mas o contagiante disso é saber que ela está partindo de forma leve, deixando amor e um grande abraço a todos que um dia estiveram com ela. COMPOSIÇÃO: 35/35 | CRIATIVIDADE: 17/20 | COESÃO: 10/15 | VISUAL: 10/30

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WDIWTLTDAER, ou “why did i wait this long to drop an experimental record?”, é o novo extended play da artista Tessa Reimels, transportando-a para novos gêneros e interpretando um sopro de ar fresco em sua carreira. O projeto inicia-se com “how to end things that already ended”, que é uma surpresa agradável e aparenta ser a despedida da artista da indústria pela sua vibe melancólica e que retoma sua carreira. É uma canção com uma excelente composição - sútil, bem sintetizada, lógica e bem amarrada. Os versos são curtos e poéticos, fáceis e agradáveis de ler, o que sem dúvidas é um ponto positivo. A segunda faixa, “the good times”, dá sequência temática e qualitativa à canção anterior, sendo um revisionismo da história de Tessa dentro da indústria não só como pessoa, mas também artista, pesando o que fez de bem e de mal. Novamente a composição é muito boa, com metáforas bem colocadas e pensadas, além de uma letra envolvente e emocionante, de altíssima qualidade sem dúvida alguma. “bitch i’m tessa” é a canção nº3 e reafirma que a temática principal do trabalho é a despedida de Tessa da indústria, vide “need to get another focus and close out this chapter and find another place to say bitch, I’m fucking tessa” e “the big question mark is will I be back? this time, for real, I wouldn’t call on that”. A composição é envolvente e íntima, assemelhando-se a um diário que sem dúvidas prende e atrai a atenção do interlocutor, que se vê curioso para ler toda a letra, já que cria empatia com o eu lírico. O refrão é cômico e engraçado, mas de forma alguma apaga a melancolia presente nos outros versos, que reforçam a mensagem de despedida. A faixa final, “may we meet again”, segue na mesma temática de despedida ao apresentar, aparente de forma definitiva, o adeus de Tessa. É uma composição íntima, bem construída e para aqueles que acompanharam a artista nos últimos anos, sem dúvida emocionante e triste. Em linhas gerais, a composição não é nada menos que excelente. Ela é sim muito boa e muito bem elaborada, e não conseguimos apontar nenhum erro que simplesmente fossem detalhes aqui e ali, nada que pese muito. Voltando-se agora para o visual, percebe-se que ele é simples, mas longe de ser ruim. De fato, a capa poderia ser infinitamente melhor se seguisse a estética do encarte, que por sua vez é bem produzido, apesar de sua simplicidade - cabe aqui uma sugestão, talvez se as imagens da artista fossem em preto e branco houvesse uma harmonia maior entre a parte gráfica e humana. A coesão é inegável, tanto no quesito visual quanto temático e lírico, já que todo encarte segue o mesmo padrão e todas faixas se complementam e tratam da mesma temática, despedida, mas de diferentes formas. A criatividade pode parecer que não está ali para alguns, mas está sim - a forma como as canções foram escritas é inegavelmente criativa e única. Entretanto, o encarte também poderia ter sido mais criativo sim. Se esse é o fim de Tessa Reimels no FAMOU$, ninguém pode dizer, mas que sentiremos saudades de sua presença inabalável e insubstituível, além de sua personalidade afetuosa e honesta, é um fato. Desejamos a ela apenas que siga brilhando, qualquer que seja o caminho que decida seguir. || Composição: 38/40 || Criatividade: 11/15 || Coesão: 20/20 || Visual: 16/25 || Nota=38+11+20+16=85.

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WDIWTLTDAER, ou “why did i wait this long to drop an experimental record?”, é o novo extended play da artista Tessa Reimels, transportando-a para novos gêneros e interpretando um sopro de ar fresco em sua carreira. O projeto inicia-se com “how to end things that already ended”, que é uma surpresa agradável e aparenta ser a despedida da artista da indústria pela sua vibe melancólica e que retoma sua carreira. É uma canção com uma excelente composição - sútil, bem sintetizada, lógica e bem amarrada. Os versos são curtos e poéticos, fáceis e agradáveis de ler, o que sem dúvidas é um ponto positivo. A segunda faixa, “the good times”, dá sequência temática e qualitativa à canção anterior, sendo um revisionismo da história de Tessa dentro da indústria não só como pessoa, mas também artista, pesando o que fez de bem e de mal. Novamente a composição é muito boa, com metáforas bem colocadas e pensadas, além de uma letra envolvente e emocionante, de altíssima qualidade sem dúvida alguma. “bitch i’m tessa” é a canção nº3 e reafirma que a temática principal do trabalho é a despedida de Tessa da indústria, vide “need to get another focus and close out this chapter and find another place to say bitch, I’m fucking tessa” e “the big question mark is will I be back? this time, for real, I wouldn’t call on that”. A composição é envolvente e íntima, assemelhando-se a um diário que sem dúvidas prende e atrai a atenção do interlocutor, que se vê curioso para ler toda a letra, já que cria empatia com o eu lírico. O refrão é cômico e engraçado, mas de forma alguma apaga a melancolia presente nos outros versos, que reforçam a mensagem de despedida. A faixa final, “may we meet again”, segue na mesma temática de despedida ao apresentar, aparente de forma definitiva, o adeus de Tessa. É uma composição íntima, bem construída e para aqueles que acompanharam a artista nos últimos anos, sem dúvida emocionante e triste. Em linhas gerais, a composição não é nada menos que excelente. Ela é sim muito boa e muito bem elaborada, e não conseguimos apontar nenhum erro que simplesmente fossem detalhes aqui e ali, nada que pese muito. Voltando-se agora para o visual, percebe-se que ele é simples, mas longe de ser ruim. De fato, a capa poderia ser infinitamente melhor se seguisse a estética do encarte, que por sua vez é bem produzido, apesar de sua simplicidade - cabe aqui uma sugestão, talvez se as imagens da artista fossem em preto e branco houvesse uma harmonia maior entre a parte gráfica e humana. A coesão é inegável, tanto no quesito visual quanto temático e lírico, já que todo encarte segue o mesmo padrão e todas faixas se complementam e tratam da mesma temática, despedida, mas de diferentes formas. A criatividade pode parecer que não está ali para alguns, mas está sim - a forma como as canções foram escritas é inegavelmente criativa e única. Entretanto, o encarte também poderia ter sido mais criativo sim. Se esse é o fim de Tessa Reimels no FAMOU$, ninguém pode dizer, mas que sentiremos saudades de sua presença inabalável e insubstituível, além de sua personalidade afetuosa e honesta, é um fato. Desejamos a ela apenas que siga brilhando, qualquer que seja o caminho que decida seguir. || Composição: 37/40 || Criatividade: 11/15 || Coesão: 20/20 || Visual: 17/25 || Nota=37+11+20+17=85.

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Em seu primeiro projeto experimental, Tessa sai de fora da sua caixinha country e mostra outros talentos, e criando uma ponte entre a artista reservada e uma versão mais liberal, como se tivesse tirado um peso dos ombros. É notável ver a versatilidade nas composições da cantora, que consegue aplicar uma boa composição mesmo em temas clichês e usuais, fazendo com o seu trabalho cresça mais um pouco. O ‘why did i wait this long to drop na experimental record?’ soa como uma mudança brutal na imagem da cantora, e não necessariamente de forma negativa, mas é normal a estranheza inicial. Devemos dizer que apesar de ser novo para a cantora, a narrativa tanto das músicas quanto a do projeto não é criativo, não tem uma abordagem única; onde apesar de ser boas composições, é algo que podemos ver em outros lugares, só que talvez não tão bom quanto. O projeto começa com a faixa ‘how to end things that already ended’ dando iniciativa a narrativa de Tessa Reimels como nunca vimos antes. A música percorre entre um ato de despedida e um ato de início, já que sabemos que baseado na canção teremos mais três músicas. Com uma sonoridade inusitada, a música contém uma composição que diferencia dos trabalhos anteriores de Tessa, dessa vez mais ousada e mais livre, menos engessada ao que sempre fez e isso não é ruim. ‘the good times’ é a prova do quão versátil a artista consegue ser. Podemos ver a cantora entrando em um novo mundo, com versos eletrizantes e muito bem elaborados, fazendo com que ‘the good times’ seja o destaque do EP. Na canção, Tessa mostra que mesmo com todo os holofotes em si, sabe que pode ser substituída na indústria e está em paz com isso, seguindo uma linha de raciocínio com a música anterior. Dito assim, ‘bitch i’m tessa’ tem uma atmosfera que não combina com Tessa como artista. A música cai em um clichê que vimos basicamente em todas as músicas de rap, mesmo a música não sendo levada para esse gênero. São versos que não impressionam tanto quanto as outras, mas é interessante ver como a artista soa agressiva na música. Com ‘may we meet again’, a artista se despede formalmente com uma música encantadora, bem composta e emocionante de ouvir, principalmente seu doce refrão. Apesar de ao decorrer da carreira Tessa não investir tanto em seus projetos visuais, nessa questão o EP tem o seu pior desempenho da carreira; com visuais não tão elaborados e agradáveis, com uma mistura de ensaios diferentes e atmosferas que não casam entre si, deixando a desejar mais nesse quesito do que no resto. Em modo geral, deve-se dizer que o EP é um choque para os fãs da queridinha do Country, e que mesmo que o estilo do instrumental não apresente o melhor de Tessa e muito menos o estilo das músicas compostas, o ‘why did i wait this long to drop na experimental record?’ é um bom experimento, que não acrescenta na carreira da cantora, mas que pareceu necessário para se libertar de alguns rótulos. Composição: 27 / Visual: 13 / Criatividade: 14 / Coesão: 17