Entrevista VOGUE España entrevista NABI

VOGUE: Olá, Nabi! Seja bem-vinda! Há quanto tempo não nos encontramos! Você está deslumbrante!

NABI: Olá, Vogue! Sim, já faz um bom tempo. Sempre um prazer estar aqui. E muito obrigada, sabe que eu gosto de caprichar, mesmo na simplicidade!

VOGUE: Após um período longe da música, você está oficialmente de volta! O que te motivou a retornar e como está sendo essa nova fase?

NABI: Tudo que construí até aqui, meus fãs, minha arte, minha história, me fez perceber que minha presença ainda era necessária. A moda e a música sempre foram minhas maiores formas de expressão, e senti que tinha muito mais a dizer. Durante esse tempo, estive no estúdio, experimentando, criando sem pressão. Agora, estou de volta mais forte, mais segura de quem sou e do que quero entregar.



VOGUE: Seu hiato pegou muitos fãs de surpresa. O que te levou a se afastar naquele momento? Foi algo planejado ou inesperado?

NABI: Completamente inesperado! Muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Eu só lancei Sun-Kissed porque tinha contratos a cumprir, mas aquele ano foi extremamente difícil para mim. Eu estava esgotada, emocionalmente drenada. Subir no palco e ter que interpretar uma versão de mim que já não existia começou a me adoecer. Então, decidi continuar criando, mas longe dos holofotes. Só que a vida tem seus próprios planos, e essa pausa acabou durando mais do que imaginei.

VOGUE: E como anda o processo de produção do seu novo álbum? O que você pode adiantar sobre a sonoridade e a identidade desse projeto?

NABI: Meu álbum vem sendo construído desde o lançamento do meu último single, e agora está ainda mais envolvente porque estou cercada de pessoas que realmente entendem minha visão. Musicalmente, é uma reinvenção do hip-hop, trazendo de volta a energia dos anos 2000, mas de um jeito sofisticado. Quero algo viciante, que grude na mente, mas sem perder autenticidade. O equilíbrio entre hip-hop, R&B e pop dos anos 90 e 2000 sempre me encantou, e esse projeto tem muito dessa essência. É como se fosse um encontro entre Adidas e Chanel. Duas forças opostas que, juntas, fazem sentido. Basicamente, é puro NABI.



VOGUE: Muitos artistas usam a música como uma forma de expressão pessoal. Quais temas podemos esperar no seu próximo álbum? Alguma experiência pessoal influenciou as composições?

NABI: Meu álbum é muito pessoal, mas de um jeito divertido. Falo sobre amor, adolescência, família, fama… Sei que são temas que muitos consideram clichês, mas como pode ser repetitivo se cada história é única? Tudo que escrevo tem um pedaço da minha vida, e isso me faz sentir conectada com cada batida, cada palavra. Acho que o público vai sentir essa verdade também.

VOGUE: Com seu retorno, quais tendências musicais você acredita que irão dominar nos próximos anos? E como sua música se encaixa nesse cenário?

NABI: A nostalgia tem um impacto enorme na música. O público tem revisitado muito os anos 90 e 2000, mas de um jeito renovado, mais polido. O hip-hop e o R&B estão se refinando, misturando sensualidade e batidas marcantes. Minha música se encaixa perfeitamente nisso, porque sempre busco esse equilíbrio entre o clássico e o moderno. Quero trazer essa estética nostálgica para um público atual, sem parecer datada quero que soe atemporal.



VOGUE: Durante seu tempo afastada, você experimentou novos gêneros ou referências artísticas? Alguma dessas influências estará presente no novo álbum?

NABI: Eu explorei muita coisa nesse período. Novos estilos de música, moda, cinema… Isso me deixou ainda mais criativa. Me inspirei na forma como Hollywood constrói narrativas, em músicas que marcaram gerações e nos artistas que influenciaram essas revoluções. Também estudei as divas dos anos 50, e essa estética ficou muito presente no álbum. Às vezes, até parece que estou criando um alter ego… Mas, no fim, percebi que tudo isso sou eu.

VOGUE: Seu estilo sempre foi marcante tanto na música quanto na moda. Podemos esperar uma nova estética visual para essa era? Alguma inspiração específica?

NABI: Com certeza! Eu sempre levo o visual muito a sério. Podem esperar algo diferente do que já fiz, mas que continua sendo 100% NABI. Minha inspiração vem da moda, da música e do cinema, especialmente dos anos 60 e 70. Quero trazer essa elegância clássica para um contexto moderno, com um toque ousado. Algo que parece intocável, mas ao mesmo tempo, extremamente autêntico.



VOGUE: Falando mais sobre moda, tivemos muitas tendências no último ano. Por qual delas você mais ficou obcecada? E qual você acha que a gente deveria esquecer por lá?

NABI: Eu amei a volta do minimalismo sexy, sabe? Aquela coisa simples, mas que tem um impacto forte, corsets, alfaiataria desestruturada, transparências bem usadas. Tudo isso me inspira. Agora, algo que eu deixaria no passado? Acho que o excesso sem propósito. Não sou contra maximalismo, mas tem que ter um conceito forte por trás. Se for só colocar tudo ao mesmo tempo, acaba parecendo barulhento demais.

VOGUE: O que seus fãs podem esperar dessa nova fase? Alguma surpresa especial planejada para esse comeback?

NABI: Eles podem esperar tudo e nada ao mesmo tempo. Criem expectativas, mas não esperem que eu siga um roteiro. Minha música é feita para vocês, mas antes de tudo, ela precisa ser verdadeira para mim. Não posso revelar muito ainda, mas digamos que quero levar todos vocês a lugares quentes e românticos.

VOGUE: Para finalizar, se pudesse definir essa nova era em uma palavra, qual seria e por quê?

NABI: Delicadeza. Porque há poder na suavidade. Saber quando ser intensa e quando ser sutil é uma arte e eu amo jogar esse jogo.




Publicado em 31/03/2025 por VOGUE.

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