VOGUE Australia entrevista SUHUKI

VOGUE: Olá, SUHUKI! Seja bem-vinda; é um prazer ter você aqui na VOGUE! Como tem passado?
SUHUKI: Olá, VOGUE! Vocês não imaginam o quão feliz eu estou agora. Tenho passado ótima, com muito trabalho e pouco descanso, nunca desejei tanto férias quanto agora. Mas, farei o que for preciso para entregar meus trabalhos.
VOGUE: Seu mais recente extended play "midsummer" foi um grande sucesso de vendas e também muito bem recebido pela crítica! Como você está se sentindo com toda essa recepção positiva na sua carreira, atualmente?
SUHUKI: O midsummer chegou para mim no momento certo da vida, acho que a inspiração incalculadamente calculada fez dele meu projeto favorito de todos. Escrevi esse EP com uma sinceridade muito simples, somente deixando as palavras fluirem e com as palavras também se iam alguns sentimentos. Realmente me senti no meio do meu verão pessoal, um pico de emoções, onde tudo parecia ser mais intenso. Além disso, produzi todo o encarte do EP, o que me fez redescobrir meu lado produtora e me inspirar para ser cada vez melhor.

VOGUE: Ainda sobre a sua era "midsummer", podemos esperar novidades sobre ela, um possível single para encerrar a era ou uma turnê de divulgação?
SUHUKI: Gostaria de ter feito e ainda fazer mais promoções desse projeto incrível, mas deixei ele ir se esvaziando aos poucos, como se o verão estivesse chegando ao fim, o Sol se pondo e dando lugar a um novo momento. Uma turnê não soa nada mal!
VOGUE: Falando um pouco do seu futuro na música, o que podemos esperar de SUHUKI e seus próximos passos na indústria? Teremos novidades em breve?
SUHUKI: Sim. Não sei se posso falar muito, mas estou me preparando para dar meu próximo grande passo na indústria, por à mostra uma SUHUKI que ninguém nunca viu: sagaz, sedenta, imprevisível. Há um próximo projeto que já está em andamento e garanto que muitos não estão preparados ou não esperam que eu seja capaz de fazer.

VOGUE: Você tem feito uma longa caminhada até aqui durante a sua carreira e vem, aos poucos, se firmando como uma artista no meio alternativo. Como surgiu essa mudança?
SUHUKI: No início de tudo, ser uma artista alternativa era uma das coisas que nunca imaginava para mim, sempre achei que seria uma verdadeira idol de K-Pop. O tempo me fez perceber que, se algo não faz mais sentido, não adianta insistir. Logo quando entendi que o K-Pop me deixava inconscientemente presa a uma fórmula, me veio a ideia de saltar desse barco e fazer o que meu coração mandava. Talvez essa tenha sido a melhor escolha que fiz para minha carreira e fico feliz com minha evolução pessoal como artista alternativa, sinto que faço arte sincera e me contento com isso.
VOGUE: Falando um pouco sobre moda, você é uma grande influência e destaque desde a sua estreia. De onde vêm suas inspirações?
SUHUKI: Minhas inspirações vêm, na verdade, de lugares simples, porque nem sempre fui uma grande entusiasta da moda. Desde as minhas músicas, a simplicidade me acompanha e vejo nela uma beleza única, então também busco isso no universo da moda. Ter minhas influências dentro e fora do jogo foi crucial para entender o meu próprio estilo: em quais marcas me sinto representada, qual styling se adapta a mim, que história eu gostaria de contar com cada peça, quantas aparições deveria fazer. Diria que o período no qual fui embaixadora global da Dior foi onde descobri minha persona fashion, já que hoje em dia não trabalho somente pelo nome da grife, mas pela sua visão e seu objetivo. Quando há a junção dos ideais e visões da marca com os meus, é como um casamento perfeito onde me sinto realizada e confiante.

VOGUE: Há um tempo atrás, você anunciou um talk show "Between Fashion and Art". Você pretende retornar com esse projeto em algum momento do futuro?
SUHUKI: Ah, o talkshow! Precisei mover moinhos para fazer isso acontecer, já que dirigir, produzir, sediar e apresentar um programa não é nada fácil. Estou tendo ajuda de grandes amigas que fizeram do Between Fashion and Art um programa singular e rico, do jeito que sempre sonhei. É importante estar rodeado pelas pessoas certas, isso digo com propriedade. Pretendo lançá-lo em breve (realmente em breve) e garanto que será um programa dinâmico, repleto de assuntos importantes que pode ajudar e inspirar toda a comunidade do FAMOU$.
VOGUE: Você tem evoluído bastante na sua lírica ao longo dos anos e tem sido muito elogiada tanto pelo público quanto pela crítica renomada. De onde você tira suas inspirações? E sobre colaborações, podemos esperar algo já em andamento ou em projetos futuros?
SUHUKI: Minha lírica veio de forma completamente natural, sempre busquei autenticidade no que escrevia. Óbvio que houveram inspirações fora do jogo, mas depois fui me desprendendo de todo tipo de técnica que adquiri analisando as letras dos artistas: no início, era comum que eu usasse aspectos estilísticos desses artistas para se assemelhar à sonoridade dele e era divertido até, só que fui encontrando minha própria voz em meio a rabiscos, cantarolados, estudos. No mundo da música clássica, me via rodeado por canções, óperas, concertos que me deram a habilidade de fluir temas com nitidez em detalhes, é interessante ver como os compositores faziam metáforas entre, principalmente, a natureza e os sentimentos humanos, e a linguagem que eles usavam. A vivência de escrever, ler e ter contato com essas realidades diferentes me trouxe muita identidade, fico feliz pois sei que pessoas conseguem reconhecer facilmente uma letra escrita por mim.

VOGUE: Estamos chegando ao fim de nossa entrevista e gostaríamos de agradecer sua presença! Tem alguma mensagem que você gostaria de deixar para seus fãs e nossos leitores?
SUHUKI: Gostaria de agradecer a toda equipe VOGUE pelo carinho e pelo profissionalismo, muito obrigada por me terem aqui hoje. Para os leitores, sugiro que estejam preparados. Cedo venho, logo venho. Um abraço especial para todo mundo!

Publicado em 30/05/2025 por VOGUE.