Entrevista VOGUE Hong Kong entrevista Aleesa

VOGUE: Olá, Aleesa! Seja muito bem-vinda à VOGUE. Como você está se sentindo hoje?

ALEESA: Olá, Olá á todos, vogue eu acho que hoje eu tô um pouco encrenqueira. Brincadeira, hoje eu estou me sentindo perfeitamente bem.



VOGUE: Recentemente, você anunciou o lançamento do seu novo single, intitulado "Troublemaker", previsto para o dia 19. O que pode nos contar sobre esse retorno aos holofotes? Qual o significado pessoal e artístico dessa canção?

ALEESA: Por mais que seja uma música feita pra dançar sem se preocupar, é uma música com uma letra expansiva sobre auto conhecimento e liberdade. É claro que na letra eu brinco um pouco com isso e me auto titulo encrenqueira mas tem um significado artístico e emocional grande, pelo menos pra mim. É sobre você reconhecer suas qualidades e defeitos, se conhecer e saber seu papel na sua própria história. É mais sobre liberdade e autoconhecimento do que qualquer outra música que eu ja tenha feito nesse ramo. É bem interessante, Tem uma letra de aceitação, É divertida, Tem uma batida gostosa e é dançante. O que poderia dar errado nisso? Creio que vocês vão abraçar a canção assim como eu.

VOGUE: É inegável que você se consolidou como uma das vozes mais promissoras da nova geração do rap. Como tem lidado com a visibilidade crescente e a pressão que naturalmente vem com esse destaque?

ALEESA: Tenho duas visões sobre essa pressão. O rap feminino sempre esteve em uma forte posição, Grandes músicas, Grandes projetos e fortes mulheres. Pensar que estou carregando de certa forma esse legado, Alçando mais ainda uma bandeira, que sim, Precisa ser alçada me deixa um pouco insegura. Com medo de não estar sempre á altura desses grandes nomes e com medo de até mesmo de não estar á altura dos meus projetos passados, minha meta é sempre progredir a cada lançamento. Minha segunda visão é o que melhora a primeira visão, Vejo também como um gás, Um incentivo á sempre dar o melhor que posso em tudo o que eu me proponho a fazer. Embora toda pressão e ansiedade nao me deixe ver a segunda visão, no fundo eu sempre sei que posso dar meu melhor e continuar a deixar minha marca.



VOGUE: Seu primeiro álbum de estúdio, "BROKEN", marcou uma etapa importante da sua trajetória artística. Poderia compartilhar como foi o processo de criação, composição e produção desse projeto? Quanto tempo levou até que ele estivesse pronto para o mundo?

ALEESA: Nossa, O processo de criação foi bastante demorada. Eu quis fazer um álbum que deixasse minha marca mas que também fosse um pedaço de mim. Tenho um sério problema de ser extremamente crítica comigo mesma, pra mim nada nunca está bom. Então pelo menos no período de construção lírica podemos dizer que demorou um ano, só nisso de compõe e descarta, compõe e descarta. Claro, nesse período antes de lançar o album eu pensei e até cheguei a trabalhar em alguns projetos que poderiam estar vindo a ser o álbum debut mas acabei descartando. Sinto que vocês amariam 'CVM/YUMMY' ou o pseudo álbum 'SOLSTICE' — Que ja estava líricamente pronto e uma das músicas acabou indo pra promoção do grammy de 2024 — ambos descartados pelo meu problema de pensar muito até começar a de fato odiar.



VOGUE: A estética visual de "BROKEN" chamou bastante atenção e foi muito comentada. Quais foram suas principais referências e inspirações para compor esse universo visual?

ALEESA: Eu lembro que na época, eu queria causar com essa capa, não queria uma capa que passaria despercebida. Queria sim, fazer algo que chocasse e surpreendesse o ouvinte, então decidi me caracterizar de demônio justamente pra mostrar que não havia algo de bom dentro da persona — E também de mim dentro daquela época — Na época, eu estava bem desruptiva então cheguei na annagram e mostrei o máximo de arte desruptiva possível, muitas inspirações, muitas fotos no moodboard. Inicialmente o álbum seria intrínseco, branco e preto. Na minha cabeça ele é um álbum direto e não deveria ter uma cor por justamente ser direto, mas annagram acabou me convencendo, e aí saiu uma das capas que mais gosto na minha discografia.

VOGUE: Deixando o passado um pouco de lado e olhando para o futuro: onde você se imagina nos próximos cinco anos? Qual é a fase da sua carreira que almeja alcançar?

ALEESA: Eu me imagino fazendo minha arte da melhor forma possível, mais polida artisticamente, mas também fazendo oque eu quero, sem pressão alguma para que algo faça sentido a não ser pra mim. Eu me vejo também criando meu filho, sim, eu estou grávida de 3 meses do meu primeiro filho e penso muito em lançar algo mais conceitual, algo que aborde minha experiência quanto á maternidade. Eu quero alcançar uma fase em que mesmo eu não lançando nada, meu nome continue em alta, viver uma vida pacata e ainda estar sendo comentada, quero consolidar meu nome de uma vez e posso garantir que num futuro bem próximo isso vai acontecer, já está acontecendo á passos largos e não vai demorar muito para eu chegar lá.



VOGUE: E falando em novidades... Pode nos adiantar algo sobre os seus próximos projetos? Quem sabe um segundo álbum de estúdio ou uma colaboração inesperada a caminho? Imagino que seus fãs estejam ansiosos!

ALEESA: Esperem muito de 'Troublemaker', Vocês vao ouvir muito esse nome á longo prazo. E bem, algo que posso adiantar por agora sobre os futuros lançamentos é que o meu segundo single do meu segundo álbum sai este ano. Estou trabalhando nele devagar enquanto aproveito a era 'Troublemaker'. Mas sobre esse próximo lançamento pode esperar muito da minha cultura, é algo que sim, vai me introduzir também na América Latina e até então vai ser uma colaboração com nomes de peso de fora e dentro do meio. Prometo que será inusitado e vai pegar um pouco da aleesa de SPICY.



VOGUE: Vamos falar um pouco sobre moda, que também é uma linguagem artística poderosa. Como você descreveria o seu estilo pessoal? O que procura transmitir através das roupas que escolhe usar e com elas estão vinculadas aos seus trabalhos musicais? Existe um conceito por trás disso?

ALEESA: Acredito que roupa é algo que vá além de gosto, diz muito sobre a gente. Gosto de passar minha personalidade através das roupas, esperando um retorno com que faça as pessoas se conectarem mais a mim fora dos palcos. Gosto muito tambem de me vestir de acordo com as eras, tipo, durante a era 'THE BEAST' onde eu sempre apostava em visuais mais ousados, sensuais e desruptivos. Atualmente estou buscando algo com mais elegância pra fazer Jus á troublemaker que apesar de nao ter uma letra tão elegante, casa ali com o visual.

VOGUE: Aleesa, nossa conversa está chegando ao fim; o tempo realmente voa quando o papo é bom! Para encerrar, gostaria de deixar uma mensagem especial para o público que está nos assistindo? E que conselho você daria para os jovens artistas que estão iniciando na indústria musical?

ALEESA: Gostaria de agradecer pelo convite maravilhoso de estar aqui na VOGUE, Vocês sao incríveis. Gostaria de agradecer á você também que acompanhou até aqui, é muito gratificante pra mim. Quanto aos novatos, desistir nunca foi uma opção quando você nao construiu nada, então foque em construir seu nome e nao importa quantos singles, quantos álbuns precisem ser lançados para que você alce sua bandeira e alcance sua conquista, é uma dica da titia que voltou do hiatus a pouco tempo. É isso, Beijos!




Publicado em 30/06/2025 por VOGUE.

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