Entrevista Vogue India January 2026 — ANNAGRAM by Oli Kearon

VOGUE: Olá, ANNAGRAM! Seja bem-vinda à Vogue India. Como está sendo o seu dia? Já faz um tempo que você não aparece em uma das nossas edições.

ANNAGRAM: Olá Vogue, obrigada. Ah, meu dia está maravilhoso, afinal, estou posando pra vocês. E realmente, tem um tempinho desde que fui capa do Musical Guide.

VOGUE: O seu novo álbum se chama “The Disharmonious Symphony of a Dreadful Lifetime” e, pelo que você contou em outras entrevistas, trata-se de um álbum narrativo. De onde veio a inspiração para a construção dessa narrativa?

ANNAGRAM: Acho que posso definir este disco como um conto de fadas contemporâneo da vida real. – risos – Pois ele realmente tem uma storyline completa, sabe? Por isso apostei no conceito de Ópera rock. E suas inspirações vieram de muitos lugares, acredita? Liricamente eu fui inspirada e influenciada por relatos de outras pessoas sobre o mundo da fama, experiências pessoais e, até mesmo, notícias e fofocas. Além disso, cada faixa dentro dele também traz uma perspectiva filosófica, um pouco sociológica também, acerca dos tópicos abordados. É um álbum denso, e esse foi o objetivo. Já no campo da sonoridade, eu quis fazer dele ainda mais único. Tem projetos que eu amo demais, como já falei para a Rolling Stone, que foram me inspiraram nisso, como é o caso dos discos Mozart L'Opera Rock, Barcelona e S&M. Eles foram as molas propulsoras para me fazer realizar que sim, essa fusão entre rock e metal, ou melhor, um som mais popular e o clássico funciona muito. Mas outras obras como Nonante-Cinq e o French Opera Arias me influenciaram a escrever as letras em francês. Claro que não foram as únicas obras que me motivaram a fazer este trabalho, porém são algumas das mais importantes nesse aspecto.

VOGUE: A produção de um álbum exige muito tempo e dedicação, e você vem trabalhando nele há cerca de dois anos. Olhando em retrospecto, qual foi o período mais árduo e qual foi o mais leve durante esse processo?

ANNAGRAM: A parte mais difícil, sem sombra de dúvidas, foi a concepção de todo o visual do disco. Apesar das letras serem extremamente descritivas, imagéticas, foi muito complicado traduzir todas as ideias de cada uma delas em uma experiência visual única. Então foi muita dedicação a este aspecto. Quanto à parte mais fácil, com certeza, foi a composição. Compor para este álbum foi gratificante e muito prazeroso, me diverti muito e me permiti muita coisa.



VOGUE: Até o momento, você lançou três singles: “Vultures”, em parceria com Alec Weaver, “I Want It All” e o promocional “Hollywood Sign”. Podemos esperar por mais algum single? E quais faixas você acredita que conquistarão o público com mais facilidade?

ANNAGRAM: Ah, com certeza terão mais alguns singles. Eu gosto de fazer eras grandes, de trabalhar bem um disco, sabe? Então, desta primeira parte do álbum, espero lançar mais uns três singles e de um projeto que elaborei para expandir este universo, virão mais alguns outros. Sobre as canções que acredito que conquistarão o público? Hm… sinto que ‘Play The Game’, com a LASHAE, ou ‘(If I Were) Immortal…’, com o Steve Bowie, são grandes potências que podem cair no gosto popular. Agora na “segunda parte”, se assim podemos dizer, tem uma colaboração com dois grandes amigos e artistas que adoro muito que sinto que vai chamar bastante atenção.

VOGUE: A indústria fonográfica é extremamente competitiva e exigente. Tanto comercial quanto criticamente, o que você espera de “The Disharmonious Symphony of a Dreadful Lifetime”?

ANNAGRAM: Comercialmente eu não estou tão esperançosa, pois as coisas estão constantemente mudando e não temos tanta estabilidade ou certeza coisa alguma atualmente, entretanto acredito que criticamente poderei me sair melhor. Me empenhei para entregar as minhas melhores letras e os melhores visuais de toda a minha carreira, então sinto que existem grandes chances de que este álbum seja reconhecido por isso.

VOGUE: Sua rotina deve ser bastante intensa. Além de ser uma artista multifacetada, você também atua como produtora visual, diretora e CEO da Innersound e da Hololive. Como é conciliar o trabalho artístico com as demandas mais burocráticas?

ANNAGRAM: Honestamente? É uma loucura, mas tenho tentado ao máximo equilibrar o trabalho em todas essas áreas. Eu meio que encontrei ali a linha tênue para não misturar esses três microcosmos. A ANNAGRAM produtora não é a mesma coisa que a diretora, tampouco que a CEO ou gestora da HOLOLIVE. Foi meio importante para mim delimitar essas particularidades, sabe? Tudo para não confundir as coisas.



VOGUE: ANNAGRAM, parece que você raramente encontra tempo para relaxar. O que costuma fazer nos seus momentos livres? Ou, se tivesse uma semana totalmente livre, como gostaria de aproveitá-la?

ANNAGRAM: A maior parte do tempo eu não relaxo, isso é verdade, mas para aproveitar uma semana totalmente livre eu encararia uma outra viagem com o meu bff, o Petter, e o Lucca Lordgan por algum outro lugar paradisíaco. Tivemos dias muito divertidos na Itália, acho que seria tão divertido quanto vivermos isso tudo de novo.

VOGUE: Sua relação com a Vogue é longa e marcada por muitas colaborações. Durante alguns anos, você trabalhou conosco e produziu seis edições. Sua primeira aparição foi na sétima edição do Musical Guide, em agosto de 2023. Artisticamente e pessoalmente, como você enxerga a sua evolução dentro da indústria?

ANNAGRAM: Nossa… é verdade, né? Eu e a Vogue tivemos uma longa colaboração. Acredito que tive uma evolução natural nesses últimos anos, sabe? Sinto que o tempo foi me deixando mais confortável comigo mesma, tanto musicalmente falando quanto em outros aspectos, a ponto de me permitir experimentar muito mais. Esse tipo de segurança e certeza é algo que vem com o tempo.



VOGUE: Ultimamente, você tem aparecido com frequência em nossas listas, e vale lembrar que foi um dos grandes destaques da última Fashion Week. Como você se sente em relação à moda e a essa imagem cada vez mais fashionista?

ANNAGRAM: Eu nunca imaginei que me tornaria uma fashionista, acredita? Fui criando uma certa relação com a moda e usando ela para me expressar mais, isso por admirar muito o mundo da moda. Sempre achei fascinante como a vestimenta consegue ser uma obra de arte, uma maneira de se comunicar para o mundo e ou apresentar um discurso político. Ver nomes como Rubia, Sakura e a Marie brilhando em tapetes vermelhos e eventos, acaba me influenciando a tentar ser cada vez mais ousada e, acho que, fashionista.

VOGUE: Você ainda está vivendo a era “The Disharmonious Symphony of a Dreadful Lifetime”. Podemos esperar por novos conteúdos de moda relacionados a esse projeto?

ANNAGRAM: Com certeza. Tenho um projetinho secreto vindo aí com vocês da Vogue, não posso revelar muitas coisas por agora. Além disso, tem mais figurinos exóticos em eventos, apresentações e premiações, videoclipes exuberantes e muito mais.



VOGUE: Como já comentamos, o álbum está a caminho — ou talvez já tenha sido lançado quando esta entrevista for ao ar. Seus fãs poderão vê-la novamente nos palcos? Se sim, o que você pode nos adiantar sobre a turnê?

ANNAGRAM: Com certeza. Tem uma turnê a caminho também, tenho me preparado bastante para ela. Um spoiler? Ela manterá um tom de espetáculo da minha primeira turnê, a ‘An Odyssey: The Spectacle’. Terão também figurinos personalizados para cada leg, coreografia, enfim, muitos elementos imprescindíveis.

VOGUE: ANNAGRAM, foi um prazer entrevistá-la. Desejamos muito sucesso com o álbum e a turnê, e um merecido descanso após tanto trabalho. Gostaria de deixar uma mensagem final para os seus fãs?

ANNAGRAM: Oh, já acabou? Passou tão rápido. Obrigada Vogue pelo espaço, prometo que após tudo isso irei tirar umas férias merecidíssimas. Para os meus fãs? Gostaria de agradecer o constante apoio e carinho, além da dedicação, que continuem ouvindo e adquirindo os meus trabalhos e que possamos ver nos ver em breve ao redor de globo.




Publicado em 30/01/2026 por VOGUE.

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M4THY
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