Edição Vogue Korea August 2026 — Jacob by Pantelis

VOGUE: Olá, Jacob! Seja bem-vindo à revista VOGUE, é um prazer imenso recebê-lo. Como você está se sentindo neste momento?

JACOB: Olá, Vogue! Muito obrigado pelo espaço e pelo convite. Fico muito lisonjeado de estar aqui mais uma vez, especialmente em um momento tão crucial da minha carreira. Estou muito feliz por poder me abrir novamente com vocês e compartilhar um pouco de como tem sido vivenciar essa nova fase, desde o processo de construção até os desafios que encontrei pelo caminho. É muito especial poder olhar para tudo o que construí, falar sobre o que deu certo, o que não deu e, principalmente, dividir um pouco desse momento tão íntimo com vocês.

VOGUE: Querido Jacob, você acabou de lançar o seu tão aguardado segundo álbum de estúdio, "HIGH SCHOOL". Como foi para você idealizar, organizar e fazer a curadoria das principais referências para esse projeto?

JACOB: Bom, idealizar o HIGH SCHOOL foi um grande desafio para mim. Eu sempre busco fazer com que um álbum seja diferente do anterior, e sabia que, dessa vez, estaria explorando territórios criativos completamente novos. Ao mesmo tempo que isso me desafiava, também me empolgava, porque eu estava muito motivado a experimentar novos gêneros, métodos de composição, produção e referências. A organização do projeto acabou sendo ainda mais desafiadora do que a idealização. Eu precisei afunilar todas essas possibilidades e entender o que realmente fazia sentido dentro da “estética high school” e, principalmente, dentro da mensagem que eu queria transmitir através das letras. Tive alguns receios de não conseguir conectar o conceito visual àquilo que eu queria comunicar, então foi um processo de muito estudo, pesquisa e troca com as pessoas que estavam comigo. No fim, acredito que consegui construir uma identidade bastante característica para o álbum, em que música, estética e narrativa conversam entre si. E, acima de tudo, fico muito satisfeito com o resultado, porque sempre penso que, antes de tentar agradar qualquer outra pessoa, eu preciso me reconhecer e estar feliz com aquilo que estou entregando.



VOGUE: Você compartilhou um pouco das motivações pro trás das faixas do seu novo álbum no quadro ‘Behind HIGH SCHOOL’ da BBC Radio 1. Todas elas falam sobre algo ou alguém da indústria, tem alguma delas que mais te desafiou na construção?

JACOB: Toda a narrativa lírica do álbum parte de uma visão crítica sobre alguém inserido na indústria: alguém que chega, vive seu auge e passa a lidar com as pressões, expectativas e contradições desse ambiente. Eu quis contar isso a partir da minha própria experiência, das relações que construí e de tudo o que vivi nesse percurso. Ao mesmo tempo em que critico determinadas situações, reconheço que elas também foram fundamentais para me tornar quem sou hoje. Essa é uma reflexão que ganha força em HIGH SCHOOL (REPRISE), faixa que talvez seja a que mais conversa comigo atualmente. As decepções, os erros, os aprendizados e os momentos difíceis contribuíram para construir a minha resiliência. Por isso, meu maior desafio foi organizar tudo o que eu queria dizer. Eu tinha muitas experiências para abordar e não queria que o álbum se resumisse a críticas ou shade. Queria apresentar diferentes nuances: as experiências positivas e negativas, o que aprendi, o que deixei para trás e, principalmente, como tudo isso me transformou. A faixa que mais me desafiou nesse sentido foi WHAT’S HAPPENED IN LAST VACATION?. Ela funciona como uma extensão do single HIGH SCHOOL, mas a partir de uma perspectiva mais íntima, sobre falsidade, interesse e relações que muitas vezes são construídas por conveniência. É algo que vivi e que ainda observo dentro da indústria. Hoje, porém, não tenho medo de me posicionar. Tenho personalidade, opiniões e não sinto necessidade de escondê-las para me encaixar. Então, transformar todas essas experiências e perspectivas em uma única faixa foi o grande desafio, e acredito que consegui fazer isso sem perder a complexidade da narrativa.

VOGUE: Seu álbum marca uma nova fase dentro da sua carreira. Vimos e acompanhamos que muita coisa aconteceu no meio do processo. O que você buscava transmitir com esse lançamento? E o que você acha que mudou em decorrência das dificuldades?

JACOB: Passei por poucas e boas durante a construção do HIGH SCHOOL, até mais do que no meu álbum de estreia, ‘for me.’. Eu já esperava enfrentar algumas dificuldades pela experiência que tive anteriormente, mas não imaginava que seriam tantas. Ainda assim, me mantive firme, e ter uma rede de apoio maior dessa vez foi fundamental para atravessar essas adversidades. O HIGH SCHOOL é uma conquista muito pessoal para mim. Costumo brincar que ele é um “manual de sobrevivência do Famous”, mas, na verdade, ele foi feito principalmente para o Jacob que eu era antes. Não criei esse álbum pensando em agradar um público específico, ganhar prêmios ou alcançar algum objetivo externo. Fiz para mim e para conseguir processar tudo o que vivi dentro da indústria. O próprio conceito do álbum representa isso: olhar para as experiências que tive, reconhecer o que aprendi com elas e perceber o quanto cresci e desenvolvi resiliência. Eu me mantive muito fiel a essa proposta durante todo o processo, mesmo nos momentos de insegurança. O que mudou foi principalmente a logística. A mudança de gravadora e alguns outros acontecimentos fizeram com que eu precisasse adiar lançamentos como EXCUSE ME A+ GIRL, mas, no fim, consegui entregar os singles, o álbum e, principalmente, a proposta que imaginei desde o início. Por isso, hoje o sentimento é de missão cumprida. Se o Jacob do passado pudesse ouvir esse álbum, acho que ele ficaria muito feliz com o que conseguiu construir. E, para mim, esse é o resultado que realmente importa.



VOGUE: Faz um tempo que você está trabalhando no HIGH SCHOOL, três anos para sermos exatos. Você percebe alguma mudança entre o que você sentia sobre o álbum agora e no passado? Alguma inspiração ou mudança te afetou?

JACOB: Sim. Foram três longos anos trabalhando nele, mas não sinto uma grande mudança na forma como enxergo o álbum desde o início. Talvez a principal mudança tenha acontecido mais no cenário da indústria, que se transformou nesse período, com novos públicos, novas pessoas consumindo meu trabalho e novos parâmetros de avaliação. Ainda assim, continuo acreditando muito no que construí. Sou uma pessoa bastante aberta a críticas e não tenho problema em ouvir opiniões diferentes das minhas. Por isso, fiquei muito feliz ao perceber que a narrativa, as letras, o visual e a produção sonora continuaram soando atuais mesmo depois de todo esse tempo. A recepção que o álbum teve foi muito especial para mim. Mas o que realmente mudou durante esses três anos foram as experiências que vivi nesse intervalo. Naturalmente, surgiram novas inspirações e muitas vezes tive vontade de voltar às faixas para acrescentar coisas que tinham acontecido nesse período. Em determinado momento, porém, percebi que precisava estabelecer um limite, ou nunca terminaria o álbum. A última faixa que entrou foi TEENAGE BULLET OUT OF MY HEAD. Ela nem estava prevista inicialmente, mas, quando a coloquei no disco, decidi: “Pronto, essa é a última.” A partir dali, qualquer nova ideia poderia ficar para um deluxe, um projeto ao vivo ou algo futuro. Eu precisava encerrar aquele processo para preservar a proposta original e finalmente entregar o disco. Então, acho que essa foi a maior transformação: não no que HIGH SCHOOL significa para mim, mas na maneira como precisei aprender a deixá-lo pronto.

VOGUE: Sabemos que a era ainda está em desenvolvimento e que você é um artista que trabalha bastante seus álbuns. O que você pode adiantar sobre os próximos passos sem revelar demais?

JACOB: Eu sou completamente apaixonado por eras longas e bem trabalhadas. Foi assim com meu primeiro álbum e quero repetir isso com o HIGH SCHOOL. Não gosto de encerrar uma era rapidamente, porque sinto que esse formato combina mais comigo e me permite explorar melhor tudo o que o projeto tem a oferecer. Então, sim, a era vai continuar. Teremos pelo menos mais dois singles, possivelmente três, e não pretendo deixar grandes intervalos entre eles. Inclusive, vocês provavelmente não terão que esperar tanto pelo próximo lançamento quanto esperaram entre HIGH SCHOOL single e EXCUSE ME A+ GIRL. Mas além dos singles, também teremos mais colaborações e algumas delas no deluxe HIGH SCHOOL: OVERTIME, com cinco faixas inéditas e algumas participações muito especiais, viu? Esses são os próximos passos mais imediatos, mas ainda tenho bastante coisa para explorar dentro dessa era. Acho que o HIGH SCHOOL ainda tem muito a dizer.



VOGUE: A moda tem um papel importante na construção da sua imagem pública. Como ela dialoga com o seu trabalho?

JACOB: Hoje encaro a moda de uma forma muito mais tranquila e sem a pressão estética que eu colocava sobre mim no passado. Antes, eu me preocupava muito em escolher o que vestir, em como seria recebido e até se estaria adequado aos padrões das revistas. Hoje, essa cobrança não faz mais parte da minha relação com a moda e isso me permite aproveitar muito mais o processo. Ainda considero a moda uma parte importante do meu trabalho. Gosto que cada era tenha uma identidade visual própria e procuro fazer com que minhas roupas, aparições e escolhas estéticas conversem com aquilo que estou apresentando musicalmente. É uma forma de expandir o universo do álbum ou do single para além da música. Também gosto de trazer irreverência e, principalmente, ousadia. Não tenho medo de experimentar, e acho que essa liberdade tornou minha relação com a moda muito mais natural. No fim, vestir-me também é uma maneira de continuar contando a história que comecei a construir através da música.

VOGUE: Olhando para o futuro agora, quando você pensa em suas vontades e conquistas, quem sabe uma nova turnê, o que mais te empolga nesta etapa da sua carreira?

JACOB: O que mais me empolga, sinceramente, é pensar em como continuar construindo a era. Sou uma pessoa bastante ansiosa nesse sentido e, como gosto de planejar tudo com antecedência, já tenho boa parte dos próximos passos do HIGH SCHOOL estruturados. Claro que algumas coisas podem mudar pelo caminho, mas já sei quais são os lançamentos, a direção que quero seguir e até como imagino o encerramento dessa era. Mas, sem dúvida, uma das coisas que mais me anima é a possibilidade de voltar aos palcos. Fiz uma turnê apenas uma vez e fiquei completamente apaixonado pela experiência. Os pedidos dos fãs foram tantos que até lancei recentemente o álbum da for the world, então acho que isso diz bastante sobre o quanto esse formato significa para mim. E sim, posso adiantar que teremos sim a HIGH SCHOOL STADIUM TOUR. A ideia é que seja uma turnê mundial completamente em estádios. É um projeto bastante ambicioso e um investimento grandioso, mas acredito que a dimensão do disco pede algo assim. Estamos trabalhando para finalizar tudo e, em breve, teremos mais informações sobre a abertura das vendas. Quero que a turnê seja muito mais do que uma sequência de músicas. Se vocês gostam da estética e da narrativa do HIGH SCHOOL, preparem-se para uma extensão desse universo, com uma experiência muito imersiva e completamente diferente. Agradeço muito à VOGUE pelo espaço e pelo carinho de sempre. Foi um prazer poder conversar sobre esse momento tão importante para mim e compartilhar um pouco mais de tudo o que estou construindo. Muito obrigado meus queridos, até a próxima! Grande beijo!



Publicado em 29/08/2026 por VOGUE.

Comentários

0/200
DAHLIA
????????????????????????
Charli B
Reii
Manila
AMO
Romanov
Maravilhoso