Filho de Joseph Hawley, respeitado cenógrafo gringo na cena paulistana, e de Clarissa Sampaio, ex-bailarina clássica e coreógrafa de renome, a arte nunca foi uma opção distante; era a linguagem padrão em sua casa. O garoto, no entanto, trocou os tablados de madeira pelas frequências graves e pela eletricidade dos softwares de mixagem. Entre os 18 e os 20 anos, Pedro viveu no limiar da cena invisível: sem selos, empresários ou lançamentos nas plataformas tradicionais de streaming, construiu seu laboratório nos cantos mais barulhentos da internet. Transformou o quarto em um estúdio caseiro, abastecendo o YouTube com vídeos criativos de mash-ups inusitados, soltando bootlegs no SoundCloud e viralizando trechos de transições frenéticas no TikTok e no Facebook. Aos 24 anos, com o diploma em Produção Fonográfica recém-conquistado na Escola Belas Artes de São Paulo, ele decidiu que era hora de sair dos rascunhos e apostar a própria vida no jogo, de verdade. Munido de precisão técnica e de ouvido apurado para ganchos pop e a malícia rítmica das pistas urbanas, Pedro Hawley assume o sonho de transformar seu próprio nome em um império na indústria musical.