
Pitchfork 50
Em seu primeiro EP, intitulado "i don't want to hear your promises", a artista Elle Blanc apresenta um projeto experimental que atravessa uma ampla gama de gêneros, desde o dance até o k-pop. Não foi possível encontrar a track-list oficial do EP, nem mesmo em seu encarte, então a análise foi feita na ordem em que as tracks estão disponíveis. O mini-album apresenta várias iterações do single "PROMISES", cada uma delas trazendo colaborações com uma variedade de artistas, incluindo Danny Wolf, DAHLIA, Coline, Petter, Sofia Grady, entre outros. No entanto, a maioria dessas versões acaba se tornando desgastante em sua execução. Uma exceção notável é a colaboração com Danny Wolf em "Sinners Promise", onde o cantor contribui com uma abordagem mais alternativa em seus versos, complementando efetivamente o tom do remix. No entanto, as demais versões carecem de um diferencial significativo que as conecte com a proposta de explorar novos ritmos e gêneros. Em grande parte das faixas, os versos de Elle Blanc tendem a ser repetitivos, deixando para os parceiros a responsabilidade de introduzir algo novo, o que, infelizmente, falha em grande parte das tentativas. O visual produzido por ANNAGRAM e Tammy parece pertencer a outro projeto e não ao EP em questão. Nas páginas do encarte, o nome "Helena" é apresentado, o que não corresponde ao título "i don't want to hear your promises" nem às faixas listadas ali. Essa desconexão visual reflete uma falta de coesão entre a apresentação visual e a proposta musical do EP. Elle Blanc enfrenta sérias críticas em seu EP experimental. Apesar de ter uma base musical intrigante que poderia ser explorada de forma eficaz, o resultado final é uma coleção de remixes aleatórios que carecem de entusiasmo. Além disso, liricamente, não há uma demonstração eficaz da mudança de gênero proposta, o que é perceptível apenas nos arranjos instrumentais. No entanto, apesar dessas falhas, Elle demonstra um potencial significativo e seu desenvolvimento futuro dependerá apenas de sua determinação em aprimorar suas habilidades e visão artística.

The Line Of Best Fit 65
O EP "I don't want to hear your promises" é a primeira obra estendida da artista e compositora Elle Blanc, que apresenta demos e reinterpretações de seu grande sucesso "PROMISES". Atravessando por diversos gêneros e sonoridades, a artista convidou outras personalidades da música para participar desse audacioso experimento. Logo no início, é apresentada a canção que originou esse trabalho, "PROMISES", uma faixa de dance-pop que fez enorme sucesso, tendo vendido mais de quinze milhões de cópias em todo o mundo. Esse êxito pode ser facilmente explicado pelo seu ritmo cativante e pela letra romântica e sentimental que pode ser facilmente cantarolada. Apesar de seus clichês líricos, é uma música pop divertida e inofensiva. As faixas subsequentes, conforme mencionado, são versões alternativas da primeira, apresentando algumas poucas mudanças no seu lírico, mas demonstrando a grande versatilidade da artista ao percorrer diferentes gêneros musicais em seus arranjos. Destaca-se as participações de Danny Wolf em "Sinners Promises" e de Petter em "Arcade's Promises", que contribuem positivamente com seus versos e conseguem trazer um novo significado para a canção. Por outro lado, Dahlia e Effie não trazem o mesmo impacto em "Promises Out of Control" e "PROMISES (Remix)", oferecendo versos habilidosos, mas pouco cativantes. No geral, "i don't want to hear your promises" traz uma visão interessante de tudo que "PROMISES" poderia ter sido, mas acaba sendo um trabalho desnecessário considerando que, fora mudanças rítmicas, não houveram outras grandes modificações que justificassem seu lançamento.

Variety 60
Em seu primeiro trabalho na carreira, Elle Blanc aposta em diversos tipos de sonoridades para montar a sua personalidade musical no "i dont want to hear your promises". É um pouco ousado que Blanc aposte em algo experimental como o seu primeiro projeto, já que ainda não temos muito ao que comparar e experimentar tanto soa precoce, ainda não temos uma personalidade musical para Elle até então. O projeto começa com "Promises", que peca em não se aprofundar nos versos e não mostrar algo novo para a narrativa que a artista quer apresentar na música; só sentimos versos clichês e rasos sobre uma mulher apaixonada. As faixas seguintes são as mesmas versões do seu single "Promises, e nenhuma delas consegue suprir uma necessidade que a música precisava; claro que os versos de Danny Wolf agrega bastante na música, e isso faz com que a mesma cresça em termos de profundidade, mas os versos de Aimer e Suhuki são pequenos e não acrescentam tanto assim quanto era esperado. O verso de Dahlia seduz um pouco, e deixa um gostinho de quero mais, mas ficamos com apenas um verso da cantora. Já Peter parece totalmente desconexo com a música original e seu verso acaba se perdendo, ficando enorme e sem sentido dentro da música. Sua parte visual é bastante chamativa pela sua capa e detalhes usados na sua escrita, mas não contém nenhum encarte, o que deixa um pouco agridoce. O que é notável aqui é que Elle Blanc lançou um EP de remixes de um único single, e nenhuma das músicas conseguiu deixar a original com um ar diferente. O "i dont want to hear your promises" acaba se tornando um lançamento que não era necessário, mas que mostra um pouco na única música inédita que Elle tem um potencial em escrever faixas românticas, só precisa conseguir impor mais seus sentimentos na composição para sentirmos o que ela quis passar em versos mais complexos, e assim demonstrar todo seu potencial em projetos futuros que não conseguimos ver completamente nesse EP. O decepcionante é que ao mencionar diversas sonoridades, esperávamos diversas músicas em sonoridades diferentes, mas foi entregue apenas singles remixados.
TIME 60
"i don't want to hear your promises" é o EP lançado por Elle Blanc no dia 9 de Fevereiro de 2023, totalmente composto por ela em parceria com Emma Miller e produzido por Annagram e Tammy. Os gêneros Pop e Dance predominam por aqui. A primeira faixa é "PROMISES" e traz uma narrativa amorosa, de perguntas e respostas, que transforma tudo numa boa canção de amor, sem muitos artefatos líricos, mas tudo on point. A união de Elle Blanc e Danny Wols em "Sinner's Promisses" é o grande ápice desta primeira parte do disco, eles estão conectados, com uma conexão visível e a letra é uma prova disso. Depois da faixa anterior, ambos caminham a indagações se realmente querem aquele romance pra eles, tudo isso carregado de frases fortes e marcantes, parece tudo a base de fogo e sentimento. Mais a frente, mais uma colabboração, desta vez com Aimer e Suhuki. A faixa "Play Your Promises" tem o mesmo conceito, mensagem e lírica das três que a antecede, ou seja, realmente dá pra entender que o EP são sete versões da mesma canções, todas na mesma sintonia, mas talvez não seja uma boa ideia transformar isso num extended-play de trabalho, parece difícil continuar a partir daqui, mesmo com um bom verso de Aimer. Petter em "Arcade Promises" parece não saber o que está fazendo, pois cada linha de seus versos miram pra um lado, ainda recheando de metáforas que parecem mal colocadas, não é orgânico, é exagerado. Em "Play Out Of The Control" Dahlia possui um verso pequeno que intencionaliza bem a mensagem passada pela matéria-prima da faixa um, mas ainda assim, muito morno, seco, cru. No que se diz ser experimental, por Elle Blanc, na verdade pode ser um DJ set especial da artista, com seu maior hit, convidando seus melhores amigos. O disco é, portanto, uma amostra extra do talento de Blanc em contar sobre seus sentimentos dentro de um relacionamento, mas chama mais atenção ainda quando escuta-se os versos de Danny Wold e Aimer saindo pelas ondas de som. Quanto a produção, é bem incoerente, não entrega nada do que é proposto dentro do mundo lírico de Elle Blanc, apenas um ensaio em meio as folhas e as flores com uma tipografia com pouca opacidade, sem muita graça. Espera-se, no futuro, sua grande obra-prima romântica.

Spin 57
"i don't want to hear your promises" é o EP lançado por Elle Blanc no dia 9 de Fevereiro de 2023, totalmente composto por ela em parceria com Emma Miller e produzido por Annagram e Tammy. Os gêneros Pop e Dance predominam por aqui. A primeira faixa é "PROMISES" e traz uma narrativa amorosa, de perguntas e respostas, que transforma tudo numa boa canção de amor, sem muitos artefatos líricos, mas tudo on point. A união de Elle Blanc e Danny Wols em "Sinner's Promisses" é o grande ápice desta primeira parte do disco, eles estão conectados, com uma conexão visível e a letra é uma prova disso. Depois da faixa anterior, ambos caminham a indagações se realmente querem aquele romance pra eles, tudo isso carregado de frases fortes e marcantes, parece tudo a base de fogo e sentimento. Mais a frente, mais uma colabboração, desta vez com Aimer e Suhuki. A faixa "Play Your Promises" tem o mesmo conceito, mensagem e lírica das três que a antecede, ou seja, realmente dá pra entender que o EP são sete versões da mesma canções, todas na mesma sintonia, mas talvez não seja uma boa ideia transformar isso num extended-play de trabalho, parece difícil continuar a partir daqui, mesmo com um bom verso de Aimer. Petter em "Arcade Promises" parece não saber o que está fazendo, pois cada linha de seus versos miram pra um lado, ainda recheando de metáforas que parecem mal colocadas, não é orgânico, é exagerado. Em "Play Out Of The Control" Dahlia possui um verso pequeno que intencionaliza bem a mensagem passada pela matéria-prima da faixa um, mas ainda assim, muito morno, seco, cru. No que se diz ser experimental, por Elle Blanc, na verdade pode ser um DJ set especial da artista, com seu maior hit, convidando seus melhores amigos. O disco é, portanto, uma amostra extra do talento de Blanc em contar sobre seus sentimentos dentro de um relacionamento, mas chama mais atenção ainda quando escuta-se os versos de Danny Wold e Aimer saindo pelas ondas de som. Quanto a produção, é bem incoerente, não entrega nada do que é proposto dentro do mundo lírico de Elle Blanc, apenas um ensaio em meio as folhas e as flores com uma tipografia com pouca opacidade, sem muita graça. Espera-se, no futuro, sua grande obra-prima romântica.