
The Line Of Best Fit 86
Após um longo tempo longe da indústria musical, TAKI retorna surpreendentemente com seu segundo álbum de estúdio, intitulado "UNTAMED", contendo dez faixas em sua composição, trazendo uma mescla do Alternative, R&B e Jpop em sua essência. "Untamed" faixa título do disco traz uma crítica a falta de amor e empatia nas relações humanas da sociedade atual, bem como uma sensação de desespero diante de expectativas em geral, onde TAKI descreve uma vida "perfeita" em aspectos mas extremamente vazia de significado e emoções internas, é uma faixa muito bem executada e pensada, com ênfase para seu refrão. "Forgive God" explora a busca por aceitação e redenção, onde o artista expressa seus mais sinceros sentimentos de isolamento e raiva, questionando sua própria existência e se pergunta como seria diferente se fosse aceito num mundo tão cruel como o nosso, a faixa é bastante sincera e direta em seus sentimentos, despertando curiosidade em seu desenrolar. "Paranoia" expressa uma mistura de culpa e desespero em seu lírico, dando a entender que o artista está pronto para se entregar a escuridão em qualquer situação, em seu refrão é evidente a perseguição que TAKI sofre sobre o seu passado e tentativa de um escapismo dessas consequências, principalmente nas partes "Corra, Corra, Corra" que naturalmente trazem o sentimento de estar em perigo. "Six Sense" traz um TAKI mais desamparado e refletindo sobre a falta de controle sobre sua própria vida e como se sente acerca das expectativas da sociedade em geral, enfatizando a sensação de estar perdido em um mundo extremamente "caótico" em sua forma mais geral, o refrão da faixa é bastante casual e refinado, principalmente em linhas como: "Não há corrimões na vida / Se você perder o controle, não saberá como voltar / Se você abrir os olhos e olhar em volta, será tratado como um monstro" onde o artista evoca seus mais puros sentimentos. "Cheers" quinta faixa do disco traz uma sensação de usar a comédia em sua vida para escapar de suas rotinas tediosas, onde o artista se sente preso em um papel de que não é autêntico para si mesmo, onde deseja fazer com que as pessoas rirem e o aplaudam, mesmo que isso signifique mostrar uma realidade distorcida de sua pessoa em si, sendo uma faixa bastante diferente das outras, onde casa muito bem em todos os aspectos e linhas. "Curtain Call" funciona como uma interlude dentro do disco, onde apresenta versos pequenos mas que casam com a proposta de uma interlude, onde o japonês explora a dualidade entre picos de felicidade e felicidade, o refrão é bastante bem feito, apesar de conter pequenos deslizes em seus versos, mas que, acabam passando despercebidos. "Her Black Sky" traz o sentimento de opressão e desespero, onde o artista descreve a escuridão e a luta contra si mesmo, mas onde expressa o desejo de encontrar a luz e esperança através do amor em mais pura essência, a parte "outro" da faixa é sem dúvidas o seu apogeu, onde são usadas metáforas precisas e bem feitas em sua mais pura forma. "Super Boy" aborda a influência positiva de um herói de TV em sua vida e o desejo de retribuir esse apoio a outras pessoas, onde o artista usa a metáfora de ser um "herói" para proteger os seus, a faixa apresenta algumas irregularidades ao seu decorrer, mas não deixa de ser uma boa música, que por sinal, poderia ser ótima. "Osore" penúltima faixa do disco e usada como single promocional da era, é sem dúvidas uma das melhores canções até aqui, onde o japonês expressa como sente ao se esconder atrás de uma fachada falsa, e quanto lida com o medo de ser descoberto e de como se sente aí ser pressionado. "What If" última música do álbum reflete sobre a passagem do tempo em si, onde os desafios enfrentados pelo artista o trazem a vulnerabilidade, questionando o significado de sua vida e indentidade, é uma ótima faixa de encerramento para o disco. Os visuais do disco são bem feitos, mas que, com um polimento a mais, seriam muito melhores, a capa do disco traz muito impacto em sua identidade e seu encarte também, mas que, com um polimento a mais, seriam muito melhores. Em geral, TAKI nos apresenta um disco ótimo, sem muitos erros em geral, nos deixando ansiosos para futuros discos do artista.

Pitchfork 81
Com “UNTAMED”, TAKI se estabelece como uma verdadeira potência na indústria fonográfica. Com o objetivo de demonstrar suas facetas mais vulneráveis, o artista adentra no próprio mundo interior, revelando os fantasmas que o assombram de forma sensível e sincera, através de uma visão contemporânea sobre as amarras de um mundo cada vez mais hiper tecnológico. A forma que faz isso é construindo este universo através do seu visual, que é, sem dúvidas, seu ponto mais alto. Sua abordagem futurista é eficiente em criar uma atmosfera única, transmitindo a sua cacofonia interna para o lado imagético, em distorções e deturpações preto-metálicas que enchem os olhos e compõem a orquestra epopéica dos seus sentimentos. É falando destas emoções, foco principal do álbum, que encontramos certa inconstância na sua forma de se expressar. A parte lírica de UNTAMED consegue ser genial em tempos, mas morna em outros. Com “UNTAMED”, “Six Sense” ou “Osore”, por exemplo, Katsumura se aprofunda com primor e muita beleza em suas experiências e nas buscas por sensações verdadeiras, de forma real e vulnerável, com versos que parecem socos no estômago e transmitem os sentimentos cantados em toda a sua intensidade para o ouvinte, tal como “When I'm tired, my body's shiftin' / All eyes on me, sadness upliftin” e cada outro verso que não parece apenas escrito, mas regurgitado por um eu-lírico agitado. Em outras, como “Forgive God” ou “Cheers”, por mais que enxerguemos o seu esforço, tudo soa ameno, escasso, sem a intensidade que encontramos nas outras canções, como é visto em “Nós rimos com mentiras sobre verdades / Nós torcemos pela verdade com mentiras”, e outras tentativas falhas de ser potente de forma poética. Felizmente, durante a sua maior parte, o álbum consegue ser mais. Impetuoso, invencível e selvagem, bem estruturado e pensado no impacto que causará a quem tiver a mesma coragem que TAKI, de se aproximar dos fantasmas que assombram a todos nós.
TIME 85
Após um período conturbado em sua carreira, TAKI retorna com o seu segundo disco "UNTAMED". Trazendo um projeto que possui a pretensão de mostrar um lado ainda mais sensível e transparente do artista diante um mundo cada vez mais sem emoções reais e uma tecnologia hiperbólica, o álbum apresenta um conjunto de dez faixas que conversam entre si de uma forma congruente. A faixa-título "Untamed" serve como pontapé da narrativa e explicita a angústia que irá permear todo o trabalho, com versos melódicos que mostram a sua oscilação de sentimentos em relação a si e ao julgamento dos outros. “Forgive God” continua o projeto imergindo o leitor nos seus pensamentos, com uma letra que narra o pessimismo e a melancolia de TAKI diante a sua vida em sociedade, como se sua busca pela validação fosse interminável e não-reconhecida pelas pessoas, o que o faz duvidar da sua força. “Paranoia” produz um sentimento de entrega ao que as pessoas podem dizer dele, trazendo uma interpretação do cantor em meio a situações onde suas indagações foram pouco ouvidas, levadas a sério e devidamente validadas, como uma perseguição da desordem ao artista. “Six Sense” o mostra ainda preso no ambiente da faixa anterior, mas colocando uma falta de controle e de esperança em pauta diante a vida num geral, como se tentar mudar seus comportamentos e ações fosse algo demonizado e tratado como algo suscetível a críticas negativas. “Cheers” trata de forma direta sobre o julgamento das pessoas quando você se submete a estar no centro das atenções, usando o “palco” como um objeto de metáfora para isso e, também, uma forma de agir em situações entendidas como “formais” que não se adequa a certo ambiente, o que é criticado por TAKI no terceiro e quarto verso da canção. “Curtain Call” faz uma ponte interessante entre a faixa anterior e a faixa seguinte, servindo de interlúdio para uma parte densa e pessimista do artista para algo que mostre os seus sentimentos de uma forma mais pura e sensível sem medo de opiniões diante tal decisão, despindo seu ser interior do seu passado e de certa parte do presente. “Her Black Sky” mostra TAKI realmente despido disso tudo. Mesmo perdurando um pouco da melancolia por tanta densidade em sua mente, ele se vê apaixonado e em trilha com uma figura amorosa, que o faz mostrar ao leitor ainda mais sentimentalismo em sua composição com um refrão emocionante e que complementa-se aos versos com coesão. “Super Boy” completa uma parte não tão abordada da faixa anterior que o mostra querendo ser melhor para a pessoa que ele direciona a canção, recapitulando episódios de sua infância com o intuito de mostrar a ela a sua vontade de proteger e compartilhar sentimentos puros, brincando com o passado e o presente para incrementar a sua mensagem. “Osore” serve como uma crítica social ainda mais direta no disco, com TAKI narrando o sentimento de aflição que ele tem diante a vida quase que automática que ele vive, abordando também uma possível dependência emocional que ele desenvolveu por pessoas num geral. “What If” finaliza o projeto sintetizando todos os seus pensamentos e sentimentos abordados no disco, abraçando seus defeitos e qualidades para dizer ao mundo que está cansado de fingimentos e de “e se…”, vivendo com a incerteza e com os traumas do passado. Num geral, a parte lírica entrega o que promete, com surpresas interessantes no final do disco que agregam ao impacto da experiência em si. Visualmente, o disco traz algo avant-garde e tecnológico, mas que visivelmente necessitava de alguma revisão e mudanças, como fotos com edições incondizentes, texturas aplicadas de uma maneira não tão harmônica e uma arte geral limitada, mas que não exclui o seu esforço como único produtor do trabalho. Portanto, "UNTAMED" consegue ser uma experiência geral muito positiva, carregando letras muito interessantes e uma narrativa válida ao contexto atual da sociedade, sendo, então, um ótimo trabalho.
Los Angeles Times 80
Em seu segundo álbum de estúdio, TAKI se abre para o público de forma intensa e muito interessante. Visualmente, temos um trabalho muito bonito, apesar de um tanto quanto sem coesão em alguns pontos, que fazem o visual parecer mais “bagunçado”, além de pecar em diversos pontos na falta de um melhor polimento, surgindo com algumas imagens com recortes mal acabados. Contudo, os efeitos metálicos pontiagudos com reflexos coloridos de alguma forma subconsciente me remetem ao Japão, além de referências diretas à cultura do país que foram muito bem dispostas no visual futurista proposto. A fonte utilizada nos títulos, por diversas vezes, foi algo que me incomodou, por ser quase ilegível em alguns pontos. Quanto às faixas, desde a faixa título, “Untamed”, que de forma inteligente e propositada abre o álbum, o artista mostra suas intenções com esse trabalho. A canção, que possui uma das melhores composições do disco, cumpre seu papel em apresentar tudo que podemos esperar nas outras faixas, marcando o início de uma sequência de composições leves e inteligentes, que conseguem fazer o público entender facilmente o que o artista pretende transmitir (um grande destaque ao refrão juntamente ao pré-refrão desta). “Cheers” aparece como o maior pecado do artista durante a produção do álbum, perdendo o tom emocional e com letras bem pensadas que vínhamos recebendo das demais faixas. É como se estivéssemos fazendo um mergulho profundo e até um tanto quanto íntimo nas emoções do cantor quando, do nada, a maré baixa e nos vemos no raso novamente. No final, o artista se despede com “What If” e nos traz mais uma reflexão, ao demonstrar sua forma de lidar com as expectativas criadas em cima de si próprio, sendo uma faixa que cumpre com maestria seu papel de encerrar o disco, se tornando um dos pontos de coesão do disco. TAKI soube conduzir muito bem o público ao seu íntimo emocional durante toda a passagem do “Untamed” e com absoluta certeza entregou um trabalho lírico digno de um grande artista.

American Songwriter 86
De volta à indústria, TAKI retorna de surpresa apresentando um material de letras intensas, com personalidade e um tanto caóticas sobre assuntos atípicos mas interessantes. O conceito do álbum é voltado em suas buscas emocionais de maneira mais sensíveis a experiência, acontecimentos da vida do cantor e tudo que paira o sentido de se sentir real em meio a uma realidade contemporânea de hiper conexões. O álbum tem um desenvolvimento bastante ousado e até arriscado de se seguir, mas que surpreendentemente o nipo-americano cumpre com êxito o que propõe e entrega um disco diferente de tudo aquilo que já vimos dele e de outros artistas do seu segmento. Com ‘Untamed’ de primeiro single, faixa-título e abertura do álbum, notamos uma evolução lírica notável e coerente com as exigências do artista. Dissertar acerta de uma individualidade poderosa em meio a uma realidade que superestima e concentra a avareza como qualidade a ser seguida, acaba se tornando um ato de rebeldia, mas uma rebeldia sagaz e necessária. Seguindo com o disco, ‘Forgive God’ e ‘Paranoia’ dão uma manutenção pontual na narrativa, mesmo contando histórias diferentes, mas que são boas o suficiente para compreender a proposta geral que TAKI quis transparecer, sobretudo na complexidade da vida e suas consequências. ‘Super Boy’ chega como uma das melhores faixas do projeto, junto com o primeiro single, apresentando um lado mais sentimental do eu-lírico com uma composição diferente mas agradável e ainda dentro da proposta. Já em ‘Osore’ o artista encara uma estrutura diferente mas com uma lírica bastante moderna e assertiva sobre se esconder atrás de máscaras ou em conchas, se acomodar a uma realidade de mentiras e se desdobrar para poder viver em meio a mediocridade. Entretanto, em ‘Cheers’ e ‘Her Black Sky’ a superficialidade toma conta e o intérprete apresenta faixas rasas, com pouco desenvolvimento, previsíveis e até confusas, como é o caso de ‘Her Black Sky’. Seu visual é bastante representativo, um tanto quanto bagunçado mas andando na mesma linha mental que o artista apresenta o projeto. Todavia ele poderia ser melhor acabado em algumas páginas, com um tratamento de imagem melhor, recortes feitos com mais atenção e um melhor desenvolvimento de cores e linearidade gráfica. Com o frequente uso de elementos metálicos e formas assimétricas, pontiagudas e imperfeitas, algo semelhante a trabalhos anteriores de outros artistas como ‘A Unsense Moment’ de Cammile e ‘SUPERPOP’ de Colen, mas ainda sim mantendo sua própria identidade e talvez sendo apenas uma coincidência de produção. A fotografia é boa, apesar de algumas imagens com qualidade menores que outras, a disposição dos textos é bem feita, a tipografia em estilo grafite também é um ponto positivo no visual, que no geral agrada mesmo com alguns erros e discordância entre páginas. De fato, TAKI é um artista que tem muito o que mostrar e uma grande estrela em frequente mutação, apresentando sempre trabalhos diferenciados, que desafiam o óbvio e com uma personalidade única. Dentro dessa análise, o ‘UNTAMED’ marca uma evolução clara dos seus trabalhos anteriores, um segundo disco que exalta seu poder lírico e criativo em criar histórias, que ao mesmo tempo são futurísticas e sensíveis à atualidade.
AllMusic 91
Em seu segundo álbum de estúdio, TAKI aposta em um sentido mais futurístico e ousado para demonstrar seus pensamentos, desde críticas pessoais à composições bem criadas para transmitir suas inseguranças como artista e pessoa, entrando em um mundo completamente ousado e fora da caixa. O álbum abre mergulhando no conceito principal do álbum com a faixa título "Untamed", mostrando uma composição intensa e ambiciosa, onde TAKI conduz o ouvinte em sua história com maestria. O pré refrão de "Untamed" é o verso mais luxuoso da música, sendo bem trabalhado e bem estruturado para a chegada do seu magnífico refrão. "Forgive God" mantém uma linha ampla na composição, entregando mais uma faixa bem composta e complexa que infelizmente deixa um pouco a desejar no seu refrão; os versos carregados de complexidade anteriormente acabam falhando nesse mesmo sentido no seu refrão. "Paranoia" entrega uma composição inteligente que soa como uma história sendo contada ao ouvinte através dos seus versos, e ao chegar no refrão, não sentimos o gosto amargo na boca igual a anterior; "Paranoia" é uma das melhores músicas do álbum pelo uso de palavras chaves e trocadilhos que caíram bem com o propósito. Enquanto "Six Sense" chega como uma boa reflexão da vida em geral na sua composição adocicada, "Cheers" é a música mais fraca do álbum, pecando principalmente na profundidade dos seus versos e não sendo tão imersa nas emoções como as anteriores. Com a chegada da interlude, mergulhamos em uma narrativa mais pessoal em questão de emotividade, com as faixas "Her Black Sky" e "Super Junior" dando um ar mais romântico ao mesmo tempo que navega entre metáforas atraentes, principalmente no seu primeiro verso e refrão, onde é notável uma certa mudança de sentimentalismo mas também seguindo a linha conexa ao álbum. "Osore" chega como forma de generalização sobre nossos medos mais profundos, de tirar nossas máscaras e como isso o afeta em seus versos; o artista brinca com a hipocrisia cotidiana e mescla com versos atrevidos sobre os seus pensamentos sobre como todos se sentem e ao mesmo tempo escondem de si mesmos, fazendo refletir sobre o quanto a música se torna importante e bem conduzida, já que segue demonstrando uma composição madura e atual. O álbum encerra com "What If" refletindo sobre passado ao futuro e como o artista lida com as expectativas, sendo uma faixa que corresponde ao encerramento do álbum. A parte visual do álbum é de fato a parte mais atraente do álbum, sendo assertivo na pegada futurística e mais ousada, com uma tonalidade de cores que casaram bastante com a proposta e também a mudança no visual com a entrada da interlude é algo fascinante, sendo a parte visual de fato ambiciosa, futurística e excêntrica em seus pontos bem trabalhados. No "Untamed" foi mostrado como um pontapé para colocar TAKI em destaque com um trabalho digno do seu talento espetacular tanto visualmente como como um compositor que consegue transmitir boas experiências em metáforas bem sacadas e trocadilhos bem colocados. A profundidade do "Untamed" deve ser sentida e apreciada, colocando TAKI na corrida dos álbuns que se destacaram em qualidade no ano.