DARKNESS Malo Hip-Hop, Trap, Alternative202413 músicas

All Music 60

Em "DARKNESS", o aguardado segundo álbum de estúdio de Malo, o principal objetivo do artista é explorar as profundezas da condição humana, buscando os aspectos da escuridão na psique humana e questionando melodramaticamente sua própria existência. Mas, em vez de se destacar e se tornar seu próprio farol de luz, o álbum segue seu nome e caminha sozinho em uma simples rua escura, sem nenhuma luz apontando para ele. A faixa de abertura, "welcome to my DARKNESS", é um misto, sua exploração ambiciosa, mas desigual, de temas sombrios e lutas pessoais. O álbum abre com força com a faixa titular, que estabelece um tom introspectivo e atraente. "Second Chance" aborda temas de redenção e conflito interno, mas sua produção fraca limita seu impacto emocional. A colaboração com LASHAE em "Vampires" é um destaque, misturando sensualidade e referências cinematográficas em uma narrativa vívida que se destaca. "Fear Me" oferece um comentário incisivo sobre o oportunismo do setor, mas sofre com a estrutura repetitiva. "Sex, Drugs and Blood" mostra a vulnerabilidade de Malo com instrumentais melancólicos, capturando o tumulto pós-separação de forma eficaz. "HELL" combina habilmente rap e rock para narrar o declínio de um relacionamento, proporcionando uma intensa profundidade emocional. Faixas como "Cat Eyes" e "Psycho Boy [MALO'S DISS TRACK]" parecem pouco desenvolvidas, sendo que a primeira serve como um breve interlúdio e a segunda carece de clareza narrativa. "Confession" se destaca por sua narrativa assombrosa e inspirada no terror, enquanto "A Fuckin' Nightmare" transmite uma ansiedade caótica, mas pode parecer desconexa. "LA in Dust" oferece uma reflexão pungente sobre a desilusão em Los Angeles, e "KILL FOR ME" explora temas provocativos de dominação e submissão, embora sua execução possa não agradar a todos os ouvintes. O álbum se encerra com "Friday the 13th", uma faixa densa e intensa que reforça a atmosfera sinistra, mas deixa uma impressão final inquietante, em vez de satisfatória. O visual que acompanha o projeto é um de seus pontos altos, mas também parece preguiçoso, pois às vezes se torna subdesenvolvido e rapidamente esquecível, já que o artista opta por mudar lentamente o foco de suas imagens macabras para uma experiência de dobrar a mente, o que não funciona. De modo geral, embora a exploração de temas obscuros e introspectivos por Malo seja louvável, a inconsistência e a ocasional falta de coesão do álbum impedem que ele realize totalmente seu potencial. Os fortes elementos temáticos e a honestidade emocional crua apresentados em muitas das faixas mostram o potencial de Malo para criar músicas atraentes e instigantes. No entanto, a qualidade irregular da produção em todo o álbum, suas perspectivas ambiciosas que ficam aquém em vários momentos e a falta de controle do projeto sobre seu próprio fluxo temático fazem com que o trabalho em si pareça subdesenvolvido e várias faixas fora do lugar.



Billboard 65

“DARKNESS”, o segundo álbum de estúdio do rapper, compositor e produtor Malo, se constrói conceitualmente como um projeto de quebra-cabeças que desvenda camadas da mente do artista por trás do trabalho, com direito a uma citação do célebre Edgar Allan Poe em sua introdução como forma de introduzir o ouvinte e o fã assíduo ao que seremos apresentados no decorrer de suas 13 faixas. “welcome to my DARKNESS”, faixa introdutória do CD, dá espaço para Malo conversar com o ouvinte de forma mais direta, filosofando sobre como a escuridão metafórica se tornou seu próprio amigo em vez de um grande inimigo; apesar do curto tamanho, é uma faixa que abre o interesse de forma bem executada. “Second Chance”, por sua vez, inicia com o artista versando sobre sua vontade de encontrar novos caminhos na vida que persegue para si, mas com eventuais intromissões da mesma metafórica escuridão sentida na canção intro; a colocação da faixa como a segunda da tracklist pode soar estranha ao ouvinte, no sentido de parecer uma faixa de finalização colocada no começo de uma história, algo revisado durante o curso do segundo verso. “Vampires”, colaboração com LASHAE lançada como o carro-chefe da era no ano anterior ao álbum, se prova como uma canção de alto destaque, seja por sua produção nostálgica com toques modernos, seja pelo desenvolvimento lírico com melhor acabamento por parte de ambos os artistas envolvidos na composição, declarando amores eternos um ao outro em frente às mais diversas adversidades. Em “Fear Me”, Malo se coloca disposto a incitar medo em seus “rivais” e detratores por meio de argumentos inspirados em sua própria carreira e situações que parece ter vivido de forma privada dentro da indústria musical. É a faixa que mais se inclina a outras do rap clássico já apresentado pelo cantor em outros momentos, e mesmo que não soe como uma reprise desses momentos, também não incita o sentimento desejado, como se o compositor quisesse mais convencer o próprio eu lírico do que o ouvinte que empresta sua atenção às palavras ditas. “Sex, Drugs and Blood” traz Malo em uma postura mais vulnerável como vista em “Vampires”, mas, aqui, o rapper está entregue a uma melancolia emocional advinda de um relacionamento que não terminou bem e que, ele admite, deixou marcas e dúvidas dentro de si mesmo. A canção retoma a energia perdida entre os altos e baixos das primeiras músicas, sendo uma exemplificação da variedade de estruturas que o rapper apresenta em específicos momentos de sua carreira. “HELL”, sexta faixa do álbum, tenta imergir dois conceitos: a infelicidade do eu lírico rente a uma relação que apenas destrói ambos os lados e, como ouvido em sua ponte, a revelação de que é uma composição do ponto de vista de um homem disposto a manter sua amada em cárcere privado. A justaposição das duas ideias funciona, mas a execução da primeira acaba enfraquecida diante da reviravolta e não faz jus à construção de suspense desejada. “A Fuckin Nightmare” (apresentada como a sétima faixa na ordem da tracklist, mas como a décima música na sua aba de descrição) traz referências a títulos de faixas anteriores enquanto discute a instabilidade mental do compositor, revisando seus erros e seus crimes enquanto tenta entender por que está agindo de maneira brutal consigo mesmo e com as pessoas ao seu redor. O caráter enigmático do desenvolvimento das histórias nos versos é tão instável quanto o propósito da faixa em si, mas funciona na maior parte do tempo da experiência. “PSYCHO BOY”, lançada previamente como single promocional, é descrita oficialmente como uma “diss track” a outras pessoas da indústria frente a situações controversas vividas por Malo no período de antecipação ao lançamento do álbum em si; apesar de ser uma das faixas mais longas do disco em sua composição, também é igualmente cansativa pelo modo como o rapper ativa o mesmo modo de energia visto em “Fear Me” para convencer o ouvinte de que tudo o que ele diz vai além de um mero ponto de vista, e assim como na faixa referida, o propósito encontra obstáculos para ser alcançado, tais como inconsistências nos ataques proferidos. Em “Confession”, Malo usa, pela primeira vez, a ideia de referenciar filmes de thriller e terror como foram apresentadas em seu encarte como “a grande inspiração” por trás da era; o uso da palavra “confissão” várias vezes ao longo da letra faz esta parecer uma faixa mais introdutória do que a própria introdução ouvida anteriormente, trazendo, mais uma vez, a questão de colocação das faixas em ordem dentro do álbum, e enquanto sua ideia é de ser confessional, a pessoalidade raramente se faz presente. “Cat Eyes” traz uma única estrofe para descrever a sensação que Malo possui de ser constantemente observado dentro de uma relação não muito específica; o caráter enigmático, que outrora dentro do álbum fez bem, aqui apenas deixa a faixa sem muito propósito além de esboçar as metáforas felinas - bem executadas, por sinal. “L.A. in Dust” inicia a tríade de faixas finais do CD; fazendo comparações entre sua vida e a cidade de Los Angeles em uma distopia arruinada, Malo investe em atrair sentimentos mais melancólicos, mas acaba soando relativamente superficial no modo como descreve e se apaixona por uma cidade com poucos traços de personalidade inseridos na narrativa, tornando a faixa confusa em seu produto final. “KILL FOR ME” também investe em um duplo sentido, imergindo em provocações de dor durante o prazer sexual e prazer em sentir dores não só físicas como também mentais, como em jogos psicóticos; Malo se permite brilhar no modo como provoca o ouvinte e se endereça a ele durante as trocas de seduções e de ideias mais mortíferas, tornando a faixa um dos pontos mais positivos do álbum como um todo até aqui. A 13ª e última canção do CD, “Friday the 13th”, se assemelha a “Cat Eyes” na sua brevitude, mas traz versos mais longos e enriquecidos de teores macabros para uma última mensagem obscura a ser deixada pelo rapper no projeto. Apesar de não soar tão pessoal como promete, é um encerramento digno da aura trazida ao longo das faixas anteriores e cumpre bem suas referências. Visualmente, a produção de “DARKNESS” não decepciona; entregando tons de preto e vermelho mesclados em uma intenção cartunista, o encarte e o banner representam da forma mais fidedigna possível a referência almejada desde o começo, que apesar de em falta nas letras, se porta de forma clara no visual. “DARKNESS” conclui sua experiência para com seu público como o álbum mais instável de Malo; entre faixas bem polidas e outras entregues de forma superficial e/ou indulgentes sem o respaldo necessário para tal, é um disco que não se firma dentro da escuridão em sua totalidade, mas também não atira de forma segura nos outros temas que se propõe, apesar de deixar o rapper se expressar de forma mais clara apenas em momentos onde ele se permite ser mais vulnerável do que desafiador.



The Boston Globe 70

Malo volta a indústria musical com o seu álbum "DARKNESS" visando expor todas as suas experiências drásticas em volta dos seus sentimentos mais sombrios. O álbum inicia com "welcome to my DARKNESS", um monólogo sobre o que está por vir e Malo apresenta de forma cordial. Suas linhas são impactantes e prepara bem o ouvinte para o que está por vir a seguir em palavras que soam no mínimo interessantes. "Second Chance" mostra um ponto de vista mais otimista e realístico dos sentimentos atuais de Malo, e conduz o ouvinte através de bons versos, mas que poderia soar melhor com uma ponte. "Vampires" chega com uma atmosfera mais sensual e mostra o melhor lado de Malo até então, com a adição dos doces vocais de LASHAE. A canção funciona bem, e a química dos dois transparece nos versos. A adição dos interlúdios não caiu tão bem com o simbolismo que a música carrega, que por sinal, é extremamente bem colocado dentro da música durante os versos. Em "Fear Me", Malo retorna ao esperado e apresenta uma música sobre rivalidade dentro da indústria musical; onde seu refrão é o ponto mais alto da música por ser cativante, mas os seus versos não conseguem atingir um ápice necessário para desviar da "mesmice" que o assunto carrega. "Sex, Drugs and Blood" contém uma narrativa mais pessoal, e seus versos transparecem isso, porém seu refrão poderia ser melhor trabalhado liricamente. "Hell" tem uma abordagem inicial interessante, seu primeiro verso mostra uma agressividade que é carregada até o seu segundo verso, que perde um pouco dessa intensidade e logo após vem um interlúdio, que foi inserida para dar um "up" na música, mas não soou de forma natural pelo o que estava sendo apresentado antes. "Cat Eyes" tem uma boa lírica, e uma boa metáfora que enriquece o interlúdio, mas que também funcionaria bem como uma faixa completa. "Psycho Boy" funciona como um ataque direto do rapper em específico, e usa boas analogias em alguns momentos, mas a música gira em torno de um tom de desabafo raso e peca um pouco em não ser tão pontual em seus versos, e fica rodeando em versos sem criatividade. Em questão de complexidade, "Confession" se destaca pelo assunto abordado de forma exemplar, e peca um pouco na profundidade durante a continuidade dos versos. Chegando na reta final do álbum, "LA Dust" tem uma ideia boa no papel, mas não consegue estabelecer um tom único na prática, fazendo com que a música soe rasa sobre um assunto que poderia ser melhor explorado. "Kill For Me" é mais sensual e ousada, se destacando por ser uma composição mais intensa e ofegante nesse ponto do álbum, mostrando um ponto da versatilidade o rapper. "Friday The 13th" encerra o álbum com um verso único, caindo bem com a temática apresentada. A faixa apresenta um tom mais mórbido e pontual, que poderia ter sido visto mais vezes no "Darkness"; o verso único é inteligente e contém analogias interessantes. As cores vermelhas do seu visual valoriza bastante o trabalho, e o efeito apesar de parecer um pouco forte, também dá um tom único ao trabalho que lhe faz crescer e se destaque entre os lançamentos. De forma geral, o álbum "Darkness" poderia ter sido melhor desenvolvido na intensidade das canções e também no processo de criatividade ao elaborar as faixas, tanto na temática quando nos versos, que variam entre relacionamentos e alguns momentos pessoais. Malo ainda está trilhando seu caminho no rap, e seus versos em "Vampires" e "Friday the 13th" mostram que o rapper tem um talento nato para composição, mas que acabam não se destacando igualmente em outras canções. Em seu futuro projeto, o ideal é que Malo consiga impor suas composições de forma mais precisa e mais intensas, para não dar espaço para a sensação de que a música poderia ter sido melhor do que foi entregue.



Spin 64

O tão aguardado retorno de Malo à indústria fonográfica trouxe consigo o segundo LP do rapper, "Darkness", um álbum que prometia explorar os cantos mais sombrios da mente do artista, inspirado em filmes de terror e composto por 13 faixas. No entanto, o resultado final revela um esforço incompleto e desarticulado que deixa o ouvinte perdido em um labirinto de ideias que poderiam ser bem executadas se fossem colocadas de forma mais ordeira. A jornada sombria começa com "Welcome to my Darkness", uma faixa que se propõe a ser uma introdução ao álbum, mas que falha ao soar mais como um discurso breve do que uma verdadeira abertura, carecendo de conteúdo lírico novo e impactante. "Second Chance" segue, retratando uma nova oportunidade após a redenção do eu-lírico, porém, sem se conectar de forma coesa ao conceito central do projeto, deixando uma lacuna no entendimento do ouvinte. Malo tem uma escrita que funciona em certos momentos e alguns não, talvez se o artista tivesse uma consciência melhor de seus pontos fortes e fracos, ele conseguiria comunicar melhor suas ideias, com "A Fuckin' Nightmare" sendo o maior destaque disco, uma faixa pessoal que se destaca pela carga emocional presente em sua letra. Malo tem uma grande facilidade em demonstrar seus sentimentos, mas uma dificuldade em causar sentimentos. "Sex, Drugs and Blood" e "HELL" sofrem com isso e com a ausência de uma profundidade lírica, com versos que não se complementam e um refrão que falha em transmitir a mensagem pretendida. "Confession" e "Cat Eyes" conseguem estabelecer uma conexão temática dentro do LP, mas não o suficiente para compensar as lacunas deixadas por outras faixas. "LA in Dust" destaca-se por sua abordagem original sobre a indústria de Hollywood, é mais uma faixa de grande destaque do disco."Kill For Me" e "Friday the 13th" encerram o álbum de uma maneira negativa com narrativas que abusam de clichês e falham em capturar a atmosfera de terror pretendida, especialmente "Friday the 13th". Em termos visuais, "Darkness" aposta em tons vermelhos e pretos para transmitir seu conceito de obscuridade, mas falha em oferecer uma execução refinada e polida, resultando em um produto visual que reflete as deficiências do álbum em si. O encarte do disco apresenta momentos interessantes, mas peca ao perder-se em execuções cansativas e pouco inspiradas, prejudicando a experiência do ouvinte. Em suma, "Darkness" é um projeto que, embora demonstre uma evolução em relação ao trabalho anterior de Malo, carece de uma direção mais clara e de uma execução mais consistente. Os destaques do álbum são aqueles que conseguem se desvencilhar das amarras do conceito de terror e obscuridade, mostrando que há potencial no artista para explorar novas direções criativas. No entanto, para futuros projetos, é essencial que Malo refine sua visão e aprimore sua habilidade de execução para criar um trabalho impactante e coeso.



Los Angeles Times 80

O segundo álbum de estúdio do rapper Malo, "DARKNESS", emerge como uma nova obra de introspecção e exploração das profundezas da condição humana viável, segundo o próprio artista. Este disco representa um mergulho emocional nas complexidades da mente, navegando por um mar de conflitos internos e relacionamentos tumultuados, oferecendo uma reflexão sincera sobre os desafios da existência do cantor. Aqui Malo cria um tanto que meticulosamente, um projeto como um testemunho pessoal, trazendo à tona uma narrativa que transcende os limites do Hip-hop e Rap, incorporando elementos do Alternativo e do Rock para expandir seu universo sonoro. Ao longo das faixas do álbum, Malo se destaca não apenas como intérprete e compositor, mas como produtor, sendo o único da obra, o que merece reconhecimento pelo trabalho entregue. Sua abordagem autêntica e agressiva mas sincera, reflete nas letras, que exploram a dicotomia entre luz e escuridão, esperança e desespero, amor e dor. Cada faixa se torna uma parte essencial de um quebra-cabeça emocional, contribuindo para uma narrativa coesa que ressoa com autenticidade. Sabemos que Malo é uma figura veterana na indústria, e "DARKNESS" marca seu retorno com um disco completo após um período sem grandes lançamentos. Sua criatividade e desenvoltura são evidentes, que abraça temas interessantes e, por vezes, provocativos. O rapper desafia os limites do gênero, abordando questões profundas com uma abordagem franca e até poética. É uma jornada bem intensa, que pode ser cansativa e ainda temperada com a habilidade de Malo em contar histórias que podem soar repetitivas. Além disso, no âmago do disco, destaca-se a faixa "LA in Dust", onde Malo retrata uma experiência surreal e sombria em Los Angeles, explorando ilusões e glamour superficial de maneira bem construída e convincente. Contudo, o álbum atinge seu ápice em "Friday the 13th", onde referências a filmes de terror culminam em uma paisagem sonora sombria e arrepiante, encerrando o disco de forma impactante. Visualmente, "DARKNESS" se mantém em incorporar um tema sombrio, refletindo a atmosfera do disco. Malo emprega uma estética que evoca imagens de Halloween, com elementos visuais que capturam a essência das letras. Seu estilo explosivo e ousado, embora às vezes intenso, contribui para uma experiência coesa, apesar de vários deslizes de acabamento e contraste. Outro ponto a se melhorar é a insistência nas cores escolhidas, tornando o visual cansativo e um pouco monótono. Acaba que ele carece de uma atenção maior em texturas e nuance de cores mais reais dentro do espectro escolhido, podendo ousar mais em tons, pincéis e escolha de imagens. Mas que de modo geral, o álbum é uma declaração de poder artístico e uma prova do talento resiliente de Malo. Este disco não apenas foi feito para os fãs do gênero, como também transcendeu as expectativas ao desafiar os limites criativos do Hip-hop e Rap. Malo demonstra sua habilidade em contar histórias através da arte, se fazendo presente em todos os processos criativos e deixando ali a sua marca indelével com o "DARKNESS". Embora a obra tenha potencial de se apresentar mais robusta e amedrontadora como prometido pelo cantor, ela é entregue de maneira coerente com o que o rapper quer representar.



Variety 69

“Darkness” é o segundo álbum de estúdio do rapper MALO, lançado no dia 25 de Abril de 2024 pela Wild Music Group. Um disco que explora as profundezas da condição humana e todas as suas peculiaridades, o projeto se inicia em “welcome to my DARKNESS” e “Second Chance”, a primeira traz uma introdução bem misteriosa e intensa, enquanto a segunda reflete sobre as lutas cravadas pelo artista e a busca por uma redenção, além do sentimento do artista de incompreensão. Essa segunda faixa tem um conteúdo lírico bom mas bem confuso, onde parece que ele está lidando com diversas coisas ao mesmo tempo… e isso é algo complicado quando não se organiza muito bem. Além disso, o refrão da faixa é curto e não entrega tanta coisa assim ao ouvinte. “Vampires”, parceria com a apoteótica LASHAE, explora o desejo e a energia ardente da atração entre os dois, algo provocante e apaixonante. É com certeza um destaque no disco, sendo uma letra polida e que sabe exatamente onde deve começar e terminar. “Fear Me” é ácida, forte e, principalmente, esclarecedora. É a faixa mais reveladora do disco até agora, e segue bem a sua intenção. “Sex, Drugs and Blood” fala sobre o fim de um relacionamento num contexto que envolve a introspecção e crueldade, além dos sentimentos comuns do fim de uma relação. É uma faixa que mexe com os sentimentos do artista de uma maneira bem interessante, indo até pro sentido mais oposto de “Vampires”. “HELL” retrata a trajetória de um relacionamento ao fim. É uma canção um tanto quanto confusa, principalmente por parecer não funcionar tão bem na tracklist visto as canções que a antecede. “A Fuckin' Nightmare” retrata um mix de frustração e alucinação, aplicado aqui a vida pessoal do artista, sendo um então dito “apenas pesadelo”. É a melhor canção do disco até aqui, sendo bem escrita e transparente, e até mesmo referenciando “Sex, Drugs and Blood”. “Psycho Boy” é uma diss-track bem direta do artista, e bem… é uma faixa muito extensa e que parece mirar em muitas coisas ao mesmo tempo, como já visto nesse disco, entretanto aqui é uma faixa que não parece ao menos aplicar algum sentido ao disco, sendo dispensável. “Confession” retrata a busca pela integridade e também o “karma” de certas ações chegando ao artista. Por mais que possua um sobre bem detalhado e bem interessado, a faixa é bem superficial e parece seguir o mesmo sentido de outras: quer dizer muitas coisas ao mesmo tempo, e não faz isso bem. “Cat Eyes” funciona como um interlúdio, aqui retratando um relacionamento tumultuado e abusivo pelos “olhos de gato”. “LA in Dust” é uma faixa promissora pelo seu sobre, principalmente quando ele enfoca problemas, dores e medos em uma cidade tão emblemática como Los Angeles. Entretanto, a composição entregue é superficial e termina de forma totalmente abrupta, algo que afeta bastante o percurso do disco. “KILL FOR ME” traz algo mais sexual, aqui mostrando os seus desejos e um desejo de ser dominado pela sua parceria em certos momentos, além de abordar a relação num geral e com traços de perigo e medo. Num geral, é uma faixa bem composta, mas não parece abordar tudo que é sugerido e não parece aprofundar tanto assim. “Friday the 13th” finaliza o disco mergulhando nas referências que moldam o disco, principalmente as mais sombrias e misteriosas. Serve como um Outro no disco visto a presença de apenas um verso, mas é uma faixa bem interessante para finalizar. Entretanto, poderia ser maior e majoritariamente uma faixa completa. O visual, produzido por Malo, é de certo modo simples no que se diz ao encarte, mas a página num geral é boa e bem produzida. Em síntese, “DARKNESS” evidencia coisas que funcionam bem no artista, mas também uma certa quantidade de deslizes que o artista deve considerar de peito aberto.



Pitchfork 68

Após um longo intervalo desde seu álbum de estreia, o rapper Malo retorna com "DARKNESS", seu segundo disco. O artista optou por conduzir a obra por uma estética lúgubre, com os títulos e os visuais remetendo a cenários horripilantes e sentimentos, em sua maioria, negativos. O próprio descreve o álbum como uma “obra-prima da introspecção e exploração das condições humanas [...]”. A primeira, das treze faixas, “Welcome To My DARKNESS”, funciona como o título sugere: uma introdução do conteúdo do disco, também funcionando como uma síntese. Ela estabelece o tom de maneira morna, pois falta um pouco de subjetividade em sua lírica. É questionável a decisão dos artistas de sempre incluírem uma faixa introdutória que atua como um aspecto sintético, se tornou comum. Podemos considerar “Second Chance” como a primeira canção de fato, com um conteúdo expandido. Criando, de fato, uma expectativa maior nas próximas e mostrando um teor poético maior do que apresentado na anterior. "Vampires", colaboração com Lashae, é muito bem executada, em ambas as partes, mas com um destaque maior aos versos performados pela cantora. Embora tenha uma letra polida, a canção falta em conteúdo, não parece se encaixar no conceito proposto, além do título. “HELL” é descrita como contendo “versos afiados como uma faca”, mas sentimos que talvez a lâmina precisasse estar um pouco mais afiada. O refrão é a melhor parte, mas ainda poderia ser mais bem trabalhado em alguns pontos, especialmente na primeira linha. Um ponto positivo encontrado nas canções de Malo até agora e faz ele se destacar na indústria, são os versos curtos, mas que ainda conseguem passar a mensagem de maneira, muitas vezes, clara. “Fear Me” quebra o padrão de qualidade que estava sendo mantido desde o começo. Agora, Malo nos apresenta o principal destaque negativo da obra, que se inicia com um refrão sem vida e versos muito expositivos, infelizmente, uma característica comum em “diss-tracks”. “Confessions” e "Sex, Drugs and Blood" resgatam o padrão anteriormente estabelecido e alavancam, consagrando dois dos maiores destaques positivos até então, com uma linguagem poética mais forte e um toque especial da personalidade do cantor. "A Fuckin' Nightmare" é um pouco confusa, especialmente na abordagem. A mensagem que Malo quis passar fica nebulosa, especialmente ao ler a descrição – que realizo após a leitura integral da faixa. As referências a eventos sobrenaturais ficam um tanto perdida na lírica, é como se não houvesse nenhuma sacada ou algo que desperte um ‘click’ no ouvinte que irá causar reflexões sobre como os fantasmas eram, na verdade, uma alusão a crises de ansiedade. “Cat Eyes” traz uma sensação semelhante a tomar um banho quente que esfria lentamente. Com apenas um verso muito bem escrito, a canção deixa um sentimento péssimo de “quero mais”. É a minha favorita, mas Malo tinha total capacidade de explorar mais do conteúdo presente. "KILL FOR ME" apresentam letras pessoais e introspectivas, com refrões cativantes e ideias bem desenvolvidas. Por outro lado, "Psycho Boy" e "Confession" parecem carecer da profundidade e criatividade encontradas em outras faixas. “Psycho Boy (Malo’s Diss Track)” é também um destaque negativo, mas que revela muito sobre a mentalidade sombria das condições humanas, se mantendo dentro da proposta, mas ainda cometendo os mesmos erros líricos da outra diss-track. "Friday the 13th" encerra o álbum de maneira morna e caricata, especialmente com as referências sendo jogadas na frente do ouvinte sem conexões significativas. Diferente de “Cat Eyes”, o verso único beneficiou a canção. Um ponto que gostaria de levantar é que algumas músicas cumprem realmente com a proposta, porém outras beiram subtemáticas de outras canções, então, é como se fosse o disco se comportasse como uma boneca russa. O visual carregado cumpre com o conteúdo, ou pelo menos com a sua concepção. Porém, a execução é um tanto amadora, embora haja alguns momentos legais. O efeito duotone é bem depreciável e poderia ter sido usado com mais moderação, uma intercalação entre as páginas ou aplicando apenas em alguns elementos? Quem sabe. Em resumo, o segundo álbum do Malo é consistente, mesmo com seus deslizes, ele consegue reestabelecer a imagem do artista na indústria.



The Line Of Best Fit 73

Um longo período após seu primeiro álbum de estreia, o rapper Malo nos apresenta "DARKNESS" segundo disco do artista, com treze faixas em sua composição e canções que vão desde o HipHop/Trap até o Alternative. "welcome to my DARKNESS" funciona como uma introdução ao álbum, onde o rapper entra em contato com o mundo sombrio do disco, detalhando fielmente tudo aquilo que pode acontecer, com ótimas ideias que integram a faixa, é uma boa iniciação para o disco. "Second Chance" segunda faixa do álbum traz o artista refletindo sobre suas escolhas, com versos longos e uma estrutura mais direta, a faixa não empolga tanto quanto a canção introdutória do disco, com um primeiro verso ótimo, a canção apresenta inúmeras irregularidades em seu decorrer, principalmente em seu segundo verso, que acaba não sendo tão bom quanto o primeiro. "Vampires" com LASHAE é sem dúvidas uma canção extremamente bem feita, onde todos os versos dos artistas casam bem entre si, sem dúvida uma ótima escolha para o artista abrir a era com a canção, com linhas extensas e que trazem muito significado para a faixa, é a melhor canção até aqui. "Fear Me" traz uma crítica do rapper aos artistas da indústria que o odeiam mesmo sem motivos, com uma letra mais direta e intensa, a faixa funciona como uma espécie de "diss track" mas que também, acaba não empolgando pelo uso de palavras soltas e sem sentido, principalmente em segundo verso. "Sex, Drugs and Blood" quinta faixa do álbum continua a pegada sombria do disco, mas dessa vez melancólica, com versos extremamente bons e que seguem de fato o que o artista quer passar, sendo sem dúvidas uma das melhores faixas até o momento e também uma ótima escolha do artista para ser o segundo single oficial da era. "HELL" usa elementos de Rock em seu instrumental, onde Malo discorre sobre um relacionamento que está acabando aos poucos, com versos que apresentam boas metáforas visuais e que se interligam muito bem, a canção é uma ótima faixa, marcada principalmente pelo seu primeiro verso. "A Fuckin' Nightmare" explora coisas que acontecem com o artista, onde ele usa suas situações reais para abordar o tema, com um primeiro verso invejável, a faixa apresenta boas ideias e um refrão bom, que casa muito bem com o resto dos versos. "Psycho Boy" diss track do artista presente no disco, apresenta interpretação livre sobre várias coisas que uma pessoa fez ao artista, a faixa em si não empolga e apresenta versos que acabam sendo sem criatividade e redundantes, marcados principalmente pela falta de profundidade comparada a outras faixas do disco. "Confession" apresenta uma ideia muito boa e que marca bastante, apesar de seu primeiro verso ser sem profundidade e desenvolvimento em si, a faixa acaba recebendo um "upgrade" pelo seu segundo verso, que apresenta referências claras do artista a inúmeras coisas relacionadas ao tema do disco, apesar de possuir uma ponte que repete o mesmo erro do primeiro verso da faixa. "Cat Eyes" usa a metáfora de que o artista está constantemente sendo observado por "olhos de gato", funcionando como uma interlúdio, a faixa possui um verso que é bem escrito e se desenvolve muito bem. "LA in Dust" retrata um lugar em ruínas que acaba o afetando, possui um primeiro verso direto e bem feito, assim impactando bastante, apesar disto, o refrão e o segundo verso da canção acabam por não impactar da mesma forma que o primeiro verso, por apresentar falta de profundidade e desenvoltura. "KILL FOR ME" traz o relacionamento intenso e perigoso como seu foco, trazendo versos metafóricos e com ideias mais claras, a faixa empolga bastante pelo uso de ideias muito bem executadas e principalmente por sua estrutura de extrema qualidade, sendo um potencial single muito bem sucedido. "Friday the 13th" funciona como uma interlúdio que encerra o disco de forma grande, sem dúvidas sendo uma ótima canção de encerramento do disco. O visual do disco combina muito bem com as letras do disco em si, mas acaba não empolgando tanto pelo uso do preto excessivo, que acaba sugando todo o vermelho do encarte, não ficando tão apresentável assim, mas que, em si apresenta uma ideia muito boa. Em suma, Malo nos apresenta um álbum bom mas que poderia ser ótimo se o rapper explorasse caminhos mais diversos nas faixas e com mais desenvolvimento em si, mas que nos deixa ansiosos para futuros trabalhos do rapper.



TIME 84

O rapper americano Malo lança oficialmente seu segundo álbum, intitulado 'DARKNESS'. Um disco que apresenta um misto de introspecção e sentimentos profundos que uma pessoa pode vir a ter. Abrindo com uma introdução já bastante introspectiva, assim como descrito no álbum, "Welcome to my DARKNESS" explora um lugar de medos, um ambiente sombrio, sendo detalhado ao longo do pequeno verso um desdobramento do que é este lugar, a faixa deixa um anseio para o que possa vir a seguir. Em "Second Chance", Malo tenta enfrentar esse ambiente sombrio citado anteriormente na intro em busca de uma segunda chance; Estando disposto em procurar um lado mais maduro e determinado, transformando as adversidades em crescimento pessoal, uma grande composição com um tema muito delicado e inesperado. Sendo já um grande sucesso na carreira do rapper, a colaboração com a artista e também sua namorada, LASHAE, "Vampires" descreve a intensidade de uma paixão entre dois protagonistas. Sempre destacando um tom melancólico, mas de intensidade, os dois artistas brincam de se amar em seus versos, uma das melhores composições da carreira do rapper. Em "Fear Me", Malo embarca em uma canção raivosa, que transmite, em sua maior parte, intimidação. O rapper descreve experiências passadas e um tom de desconfiança com tudo e todos; O refrão reforça que as pessoas devem temê-lo, visto que ele não hesitará em trazer sua ira a qualquer momento. É uma canção de super autoconfiança, até mesmo com um fundo de ego, mas não tão chamativa em seus flows. Em uma mudança repentina, "Sex, Drugs and Blood" trata sobre o fim de um relacionamento que passava por conflitos, porém sente uma frustração após o término. Em contrapartida, o rapper, no refrão, tenta curar essa confusão ao encontrar uma nova parceira que possa substituir esse antigo amor; É uma canção com um desenvolvimento confuso e sem muita profundidade. O rapper, na maioria das vezes, usa os versos para se enaltecer, com exceção no segundo verso que se destaca com um ar mais sensível. "HELL" também trata-se de um relacionamento conturbado e tóxico, onde o eu-lírico cada vez vai se sentindo envenenado pelo seu parceiro. O refrão é forte e traz como tema um tratamento traumático por parte do parceiro, o que justifica o título da canção, 'HELL' (Inferno). A faixa é extremamente forte e brutal, porém o ouvinte, com certeza, vai sentir qualquer sentimento que o rapper estava passando. O interlúdio "Cat Eyes" é complexo e intrigante. Não se sabe exatamente sua proposta, mas apenas que olhares ao redor estão incomodando o rapper de alguma maneira, o que traz uma reflexão sobre o que isso pode resultar futuramente. "Psycho Boy [MALO'S DISS TRACK]", como já traz em seu título, é uma diss-track, uma faixa que o cantor disse ter se arrependido, mas ainda assim está presente em seu segundo álbum. É uma canção raivosa sem limites, onde o rapper não tenta se conter em ofensas pessoais que soam descontroladas. Há referências da indústria, como séries e outras canções de outros artistas, mas nada disso consegue fazer com que a canção seja interessante. A faixa "Confession", na verdade, não há o que confessar. A canção embarca em versos cheios de referências que não fazem sentido, misturando filmes de terror com temáticas e conceitos diferentes que, no fim, não trazem significado algum, citados apenas por citar. Malo parece estar possuído pelos seus demônios aqui, o que pode ter resultado em um embaralhamento embaraçoso. "A Fuckin' Nightmare", apesar de ter versos interessantes, traz uma sensação de tema repetido, visto que o eu-lírico demonstra-se novamente perdido em um ambiente sombrio, refletindo ações passadas, estando aqui preso nesse pesadelo de suas ações ou atos que o fora diferidos, se tornando uma canção repetitiva. Em uma faixa curta, "LA in Dust" vem com uma abordagem mais diferente, onde o rapper está perdido em Los Angeles, tratando sobre ilusões ao experienciar a cidade. Focado em tratar essa experiência, é falado sobre a noite, o glamour superficial, que esconde um ar sombrio. A faixa é um grande destaque e demonstra uma criatividade do rapper, seria mais interessante se fosse mais longa, com mais detalhes ou, até mesmo, uma ponte. "KILL FOR ME" também se destaca pela versatilidade do rapper, ao tratar sobre sexo, especificamente algo mais fetichista e até perigoso. Malo está disposto a explorar seus anseios sexuais, mesmo que sejam vistos como imorais, independentemente das consequências. Uma faixa polêmica, mas ousada e atrativa, ao estar conectada com a base obscura do disco. A última canção do álbum, "Friday the 13th", traz novamente referências a filmes, no entanto, aqui o foco são Freddy Krueger e Jason. Sendo uma faixa mais organizada do que a outra que também brincava com referências, aqui o rapper se mostra preso em um ciclo de medo, como se estivesse aprisionado em uma cena de terror, deixando a canção extremamente sombria e assustadora, finalizando o disco de forma impecável. O visual produzido pelo próprio rapper remete, possivelmente, a um tema de Halloween, sombrio, com em seu encarte figuras temáticas da época, como morcegos e cruzes, tendo total consonância com a temática do álbum. No entanto, apresenta um visual muito explosivo, com um brilho exagerado, mas que de longe não é um problema notório. Por fim, após o lançamento da canção "Psycho Boy" e suas atitudes bastante ácidas na mídia recentemente, muitos ouvintes esperavam um disco em um tom mais explosivo, considerando esses momentos. No entanto, "DARKNESS" surpreende em sua narrativa e apresenta um Malo com o potencial que muitos não estavam esperando, apenas dependia de sua vontade. O disco é sombrio, com faixas introspectivas, como se fosse trilha sonora de um filme de terror. Algumas faixas podem ser consideradas simples, necessitando de um desenvolvimento maior, enquanto outras parecem descartáveis, como "Psycho Boy", "Sex, Drugs and Blood" e "Confession". Por outro lado, o projeto emociona com as canções em destaque, como "LA in Dust", "KILL FOR ME" e "Friday the 13th". O álbum poderia se destacar mais se o foco fosse trazer ambientes, narrativas diferentes de forma sombria, mas algumas faixas apresentam repetitividade. No entanto, isso não atrapalha a experiência por completo. "DARKNESS" é um disco com personalidade, que apenas Malo poderia produzir, demonstrando que quando ele está focado em fazer algo diferente e ousado, sem deixar que suas emoções o dominem completamente, ele alcança todo o seu potencial artístico.