
The Boston Globe 80
Estreando na cena musical, o grupo asiático SHYNee apresenta seu mini-álbum "SheLTeR", uma obra composta por seis faixas que exploram a juventude e a busca pelo amor próprio com uma abordagem fresca e despojada. A faixa inaugural, "The Driver Era", utiliza a metáfora da obtenção da carteira de motorista para simbolizar a transição dos compositores rumo à independência moral, desconsiderando as opiniões alheias. A letra, repleta de idealismo e estruturada de maneira meticulosa, destaca-se por suas referências inovadoras, longe dos clichês habituais. "Jubilee" segue, trazendo um conceito de liberdade e redenção, inspirado pelo período de jubileu, quando todas as dívidas são perdoadas e os indivíduos se libertam de seus passados. Esta faixa enriquece liricamente a narrativa estabelecida pela anterior, aprofundando o entendimento do tema central do álbum. Em "Frozen (Break That Ice)", a terceira faixa, há uma incursão melancólica nas complexidades do amor e seus desentendimentos, embora não alcance a sofisticação lírica das faixas precedentes. A quarta faixa, "Oil & Water", retorna ao alto padrão lírico, explorando o amor próprio e a necessidade de priorizar-se em todas as circunstâncias. Este destaque lírico possivelmente representa o ápice do álbum até o momento. "Person in the Mirror" apresenta versos breves que funcionam como uma extensão da faixa anterior, mas poderia ser omitida sem prejuízo significativo ao conjunto, apesar de sua qualidade. Para encerrar o EP, "I Deal With It All Alone" é uma escolha perspicaz. A faixa aborda a libertação das expectativas e opiniões alheias, com uma letra empoderadora e libertadora, encerrando o projeto com chave de ouro. Visualmente, o álbum é bem produzido e esteticamente agradável, mesmo sem recorrer a uma edição sofisticada. O produtor Zane consegue transmitir uma imagem jovial e vibrante, embora pudesse ter explorado uma paleta de cores mais diversificada no encarte. Em síntese, "SHELTER: The 1st Mini Album" cumpre admiravelmente seu papel de introdução ao mundo musical, demonstrando a habilidade do SHYNee em criar músicas envolventes e de alta qualidade, sugerindo um futuro brilhante para o grupo.

Pitchfork 81
Lançando seu primeiro trabalho na industria, o grupo japonês SHYNee nos apresenta "SHeLTeR". Iniciando com a faixa "THe DRIVeR eRA", a banda disserta acerca de romper com as limitações que lhe atribuem ou até mesmo sobre a construção de si mesmo, sua personalidade e hábitos próprios que fogem dos pressupostos que lhe foram impostos por familiares ou até mesmo a sociedade. É uma canção muito bem escrita e de fato introduz um pensamento interessante, que aliado ao título, nos faz realmente encarar isso como um trajeto em um carro. Em "JUBILee" ainda temos um tom direcionado a sociedade/familiares, mas com uma análise mais liberta acerca dos seus desejos, quase como uma forma de celebração, utilizando metáforas que evidenciam essa espécie de festa, mas também podemos enxergar como uma forma até bíblica em seu significado. É interessante como o grupo fecha o ciclo dessa temática de uma forma bonita e interessante, sendo uma ótima escolha como single. "FROZeN (BReAK THAT ICe)", outro single escolhido para o trabalho, introduz uma nova vertente do SHYNee ao falar sobre o amor, já que não é aquilo que se espera, na verdade é sobre o tempo que um casal dá em seu relacionamento, interrompendo o contato ou até mesmo a forma como esse sentimento é expressado, liricamente é uma canção mais simplória, que poderia ter sido melhor explorada ao identificar talvez as causas ou motivos que originaram esse problema em um verso adicional. Com o eu lírico mais centrado em si mesmo, temos a próxima canção intitulada "OIL & WATeR", que traz consigo uma abordagem até irônica/sarcástica por assim dizer, talvez ela possa ser a resposta para o que sugerimos na canção anterior, porém isso não está bem definido devido a sua alocação na tracklist. De modo geral, essa faixa funciona do modo que supracitamos, ela disseca um eu lírico decidido em não possuir um relacionamento com outro e em um refrão inteligente mostra o porque de eles serem tão distintos. A construção da canção é muito boa e as metáforas foram usadas com maestria. Com a próxima canção "PeRSON IN THe MIRROR", o grupo SHYNee aborda o amor próprio, também podendo estar entrelaçado ao conceito da canção anterior, mas aqui temos mais claras as intenções em construir um objeto próprio e empoderador de si mesmo, com um segundo verso impressionante, temos uma das melhores faixa do projeto, cumprindo o seu papel de uma maneira muito bonita por assim dizer. Na última música do Mini Álbum, "I DeAL WITH IT ALL ALONe", abordando ainda uma ideia centrada no autoempoderamento e construção de si mesmo, temos o eu lírico almejando o abandono de se antigo eu em prol do surgimento de algo novo, baseado no amor próprio, confiança e força mediante as controversias. É uma ótima faixa de encerramento devido a sua temática inspiracional e conclui com um pé no chão a narrativa. No encarte, temos páginas simples, mas que utilizando recursos bem alinhado no título e fotografias, traz uma vibe jovial ao projeto, tal qual se espera dos mesmos. Ele cumpre o seu papel de forma simples e bonita, ainda que pudéssemos ter um vislumbre fora da estética B&W. De maneira geral, SHYNee possui um pé no chão ao abordar temas voltados a juventude e complicações que venham a surgir nesse período, estamos ansiosos pelos próximos passos da banda, visto que aqui mostraram-se seguros de maneira lírica e visual.

Variety 85
Estreando na indústria musical, o grupo asiático SHYNee lança o mini-álbum “SheLTeR”, composto por sete faixas. Um projeto bem jovem e com um conceito mais despojado e focado nas circunstâncias da vida, ele se inicia em “The Driver Era”, a primeira faixa. Uma canção bem politizada e que fala sobre pessoas que se apagam ou são apagadas ao não serem o que são (por pressões da sociedade), é uma faixa que flui bem e que tem uma boa carga lírica, e inicia o projeto com o pé direto. “Jubilee” é um hino à liberdade, e isso é muito visto em sua letra. Os versos são bem sucintos e o refrão funciona bem, mas a ponte poderia ser melhor. “Frozen” também continua bem o projeto, mas aqui a letra parece menos elaborada que as anteriores. É uma composição forte, mas sua ponte não entrega tanto assim e a composição parece terminar em um tempo inesperado. “Oil & Water” resgata a aura mais elaborada das letras anteriores e se destaca entre elas, colocando o bem-estar do eu-lírico em primeiro lugar e mostrando isso muito bem em sua letra, que mostra o eu-lírico se distanciando de situações que não o cabem. “Person in the Mirror” trabalha muito a autoimagem e a positividade diante disso, mesmo que com uma letra mais reduzida. Na verdade, o tamanho de sua letra funciona bem com o pressuposto da faixa e sua intenção, conseguindo alcançar o que precisa. “I Deal With It All Alone” é empoderadora e coloca o eu-lírico longe das opiniões de outras pessoas diante o que deve ou não fazer. A letra é bem interessante, mesmo que não seja tanto quanto outras do projeto, e fecha bem o projeto. O visual, produzido por ZANE e SHYnee, é bem bonito e pode não ter os padrões de edição, tipografia e recorte da indústria, mas funciona bem com o tipo de projeto proposto. Em síntese, “SHeLTeR” é um projeto sólido e divertido, com composições bem dosadas e focadas em objetivos interessantes.
All Music 82
"Shelter" da mais nova banda SHYNee revela uma abordagem temática e sonora que visa oferecer apoio e cura aos ouvintes, principalmente jovens e adolescentes, já se tornando um destaque pela proposta oferecida. O álbum explora predominantemente o J-Rock, com influências da música pop japonesa, e apresenta uma narrativa coesa sobre a importância de se manter fiel a si mesmo, buscar a liberdade e cuidar do bem-estar emocional. A faixa "The Driver Era" dá início ao projeto, estabelecendo o tom do EP, incentivando os ouvintes a se destacarem por quem são, em vez de se encaixarem em padrões impostos pela sociedade ou pela família. A metáfora da carteira de motorista é utilizada para enfatizar o poder de guiar a própria vida. "Jubilee" celebra a liberdade e a importância de aproveitar ao máximo as oportunidades que a vida oferece, valorizando os momentos de felicidade e animosidade. A referência ao Jubileu na antiguidade adiciona uma camada histórica à mensagem da faixa. "FROZEN (BREAK THAT ICE)" explora a ideia de abrir espaço para o amor e permitir-se sentir felicidade, utilizando a metáfora do calor que aquece durante o frio. A faixa transmite uma mensagem positiva sobre a importância de se permitir ser amável e receber afeto. "OIL & WATER" aborda a necessidade de colocar o bem-estar pessoal em primeiro lugar, mesmo que isso signifique se afastar de pessoas ou situações que não contribuem para o crescimento pessoal. A faixa reflete sobre a importância de se priorizar em relação aos relacionamentos tóxicos. "Person In The Mirror" tem como objetivo promover o amor próprio e a compreensão pessoal, incentivando os ouvintes a se culparem menos e encontrarem inspiração em si mesmos. A canção transmite uma mensagem de auto aceitação e empoderamento. "I Deal With It All Alone" finaliza a obra, abordando a necessidade de se desligar das expectativas e opiniões alheias, destacando a importância de lidar com os próprios problemas sem se preocupar com o julgamento externo. Entretanto, "Shelter" se consolida como um EP coeso e emocionalmente envolvente, que oferece mensagens positivas e encorajadoras aos ouvintes. Uma jogada bastante inteligente da banda, que visou repassar mensagens importantes ao invés da melancolia que já é bastante vista na indústria, se tornando um grande diferencial. Visualmente, o extended-play tem como foco o minimalismo, condizendo com a principal mensagem das faixas, repassando calmaria com a mistura de toques leves. A combinação de letras reflexivas e temas universais contribui para um trabalho que busca conectar-se com o público-alvo da banda e oferecer suporte emocional por meio do hobby favorito dos adolescentes, a música.

Rolling Stone 75
Em sua estreia na indústria musical, SHYNee aposta em composição direcionadas a cativar o público alvo com mensagens de amor próprio e autoestima. "The Driver Era" começa o álbum mostrando o melhor lado dos artistas. A composição é radiante, e cada verso é composto em função de contagiar qualquer um que esteja ouvindo, sendo ela uma faixa de abertura perfeita para o álbum. "Jubilee" mostra uma versão mais liberta dos artistas, e acabam misturando a lírica para os costumes da antiguidade hebraica para expressar o quanto estão felizes por se sentirem livres. A música expressa bem a busca em conquista da sua própria liberdade, fazendo uma conexão direta aos sentimentos do ouvinte. "FROZeN (BReAK THAT ICe)" é a mais fraca até então. A música segue o mesmo padrão da anteriores, e isso aparece como um defeito. Talvez uma diversificada fosse o ponto ideal para não parecer que o projeto está seguindo um mesmo tom de "busca pela felicidade"; o verso da ponte é o mais fraco por não ter tanto conteúdo lírico. "OIL & WATeR" em comparação a anterior é um grande avanço, pois mostram versos mais polidos e diferenciados, que acabam se destacando na canção. "Person in the Mirror" mostra uma abordagem mais emotiva, e um acerto no álbum, pois mostra um lado mais sensível dos artistas ao transmitirem uma boa mensagem sobre amar a si mesmo. A música final "I Deal With It All Alone" encerra o álbum de forma mais despretensiosa, e mostra um contraste com as músicas anteriores por explorar mais um lado atrevido em relação as outras composições. A composição encerra o álbum em boa forma. Seu visual é um ponto fraco do álbum, e não transmite toda a grandiosidade que o álbum poderia ter passado. O álbum poderia ter cores mais alegres, mais chamativas e páginas mais elaboradas para transmitir o otimismo que maioria das músicas do álbum carrega. Em geral, "SHELTER: The 1st Mini Album" é uma estreia sólida para SHINee, demonstrando seu potencial com composições alegres e letras que elevam o espírito dos ouvintes. Apesar de alguns deslizes líricos e da necessidade de aprimorar o aspecto visual dos projetos futuros, o álbum consegue capturar a essência do grupo e cativar o público. Com melhorias na diversidade musical e na apresentação visual, SHINee tem tudo para se firmar ainda mais na indústria musical. "SHELTER: The 1st Mini Album" é um promissor ponto de partida, provando que o grupo têm muito a oferecer e podem continuar a encantar seus fãs com sua autenticidade e energia.
TIME 80
Fazendo sua estréia oficial na indústria musical, o grupo SHYNee lança seu primeiro mini-álbum intitulado "SHeLTeR" com seis faixas em sua estrutura, em produção e composição de ZANE e dos próprios membros do grupo. A primeira faixa intimada "THe DRIVeR eRA" apresenta uma composição bem idealizada e com uma estrutura muito bem feita, com ênfase para as referências que são muito bem explicativas e fogem extremamente do clichê comum. "JUBILee" faz contraponto a faixa anterior, aqui os artistas trazem uma narrativa mais diversificada e criativa, fazendo alusão a liberdade de ser quem quiser, é a faixa de maior destaque até o momento. "FROZeN (BReAK THAT ICe)" é uma faixa que possui uma ideia muito bem feita, mas a sua execução acaba por não ser tão boa assim, onde é marcada pelo uso de altos clichês, não se desenvolvendo tanto quanto faixas anteriores apresentadas até aqui. "OIL & WATeR" possui uma ideia muito boa em geral, seus versos são bem construídos e idealizados, porém o refrão da faixa acaba por não ser tão potente como os demais versos, apresentando referências menos elaboradas como as outras linhas. "PeRSON IN THe MIRROR" é uma faixa muito bem escrita em si, a ideia que o grupo quer passar é extremamente notável e fácil de se entender, apesar de ser uma faixa simples, cumpre com o que promete e se destaca em meio as canções do Extended Play. "I DeAL WITH IT ALL ALONe" é sem dúvidas a melhor canção apresenta no mini-álbum até o momento, aqui os artistas demonstram suas sinceridades de forma notável e esclarecedora, é uma canção muito promissora para single no futuro. O visual do Extended Play é muito bem feito, apesar de simples, cumpre com o seu objetivo, as cores usadas são muito bem utilizadas. Em geral, o grupo apresenta um Extended Play muito estável e com poucos erros em si, as letras são bem estruturadas e idealizadas, deixando uma expectativa grande para futuros trabalhos dos artistas.
Los Angeles Times 80
O grupo japonês de J-Rock composto por ZENSUKE, ZANTARO, ZENSHIRO, ZAZEL e ZENKI, lança seu primeiro mini-album intitulado "SHeLTeR : The 1st Mini Album", contendo 6 faixas e mais uma inédita na edição especial. A faixa de abertura se chama "THe DRIVeR eRA" e trata sobre a condução da vida, metaforando um motorista guiando seu carro e assumindo o controle, que neste caso, seria o controle da sua vida; A canção é muito bem escrita, tem seu inicio, meio e fim, bem organizada, possui um toque clichê na metáfora, porém a canção tem seu potencial lírico e a mensagem é linda. Seguindo com "JUBILee", soa como uma versão mais crua da canção anterior, ao tratar liberdade, você também associa sobre possuir controle sobre sua vida, não é mesmo? No entanto, aqui, o grupo dá mais detalhes do porquê essa liberdade deve ser alcançada, o que deixa a letra mais rica em detalhes. "FROZeN (BReAK THAT ICe)" é que podemos chamar de canção melancólica, sua mensagem de amor ligada à um simples abraço, o que pra muitas pessoas pode ser uma conexão muito grande; Todavia, as metáforas são exageradas e giram em torno do mesmo significado em cada frase: "Você está congelado, precisa de um abraço", sem muito aprofundamento. A faixa "OIL & WATer" entra no tema de liberdade e se encontrar, que já vinha sendo explorado anteriormente, no entanto, aqui especificamente, a canção trata sobre o afastamento de uma pessoa que não traz benefício pra o bem estar do eu-lírico, fazendo alusão, por exemplo, como água e óleo não se misturam; É o grande destaque do disco e uma canção mais direta ao retratar essa quebra de relacionamento. No entanto, em "PeRSON IN THe MIRROR" transparece uma faixa repetitiva, é como se o grupo estivesse tocando na mesma tecla das duas primeiras faixas, mas aqui não há algo de especial que se destaque, sendo um grande skip do trabalho. Em meio à canções sobre autoestima, liberdade, controle, a faixa "I DeAL WITH IT ALL ALONe" finaliza o projeto de forma explosiva com um rápida recuperação de tudo que foi conversado anteriormente; O problema aqui não é mais o eu-lírico e seus problemas pessoais, mas sim o outro que julga; É uma canção boa, mas que chega de repente após muita sensibilidade durante todo o mini-album e, de repente, uma explosão de sentimento caótico. Com produção do cantor e compositor ZANE e dos próprios integrantes, o encarte é refinado e muito bem construído, sem poluição visual e um preto e branco que se destaca; Combina com a lírica melodramática do disco e traz esse teor de oculto muito bem interessante. Por fim, "SHeLTeR : The 1st Mini Album" é um primeiro passo que chama atenção, mas que ainda precisa ser mais bem estruturado; A proeza na escrita é evidente e o potencial de encaixar metáforas ou, até mesmo, sendo cru e direto, está presente no talento do garotos. Todavia, há um problema de organizar as ideias e não soar repetitivas, por mais que seja o foco tratar sobre um assunto específico, as canções precisam ter sua própria característica. SHYNee é um grupo de grande potencial e que entra na fila de potenciais grandes compositores, só o tempo dirá se os membros seguirão evoluindo ou apenas foi sorte.

American Songwriter 82
Em “Shelter” (estilizado como “SHeLTeR”), o primeiro EP/mini-álbum do grupo SHYNee, chega ao mercado com o objetivo de introduzir os propósitos de cada membro individual enquanto abraça a coletividade e o resultado da junção de várias cabeças pensantes quando se unem por temas em comum. O primeiro elemento ao qual o público é apresentado é a produção visual; assinada pelo próprio grupo em parceria com ZANE, esta possui uma montagem simplista, mas efetiva no modo mais “clean” de apresentar os membros e dar o destaque a cada um deles conforme as páginas do encarte vão sendo folheadas; os filtros em preto-e-branco quase foscos também acrescentam mais ao estilo apresentado. “The Driver Era”, primeira faixa do projeto, traz alusões ao ato de tirar a carteira de motorista para representar a passagem dos liricistas rumo a uma independência moral, sem dar tanta atenção ao que outras pessoas podem falar do brilho de uma pessoa por si só. O caráter descritivo das cenas é um fator que impressiona o ouvinte durante a experiência de conhecer a faixa, sendo ela uma ótima abertura para o mini-álbum. “Jubilee”, por sua vez, flerta com elementos do J-Rock enquanto compara uma liberdade conquistada ao período de jubileu, onde tudo é perdoado e todos estão livres de seus passados; apesar do começo tropeçar com o atropelo de algumas narrativas que não se completam, a performance vai se escalando de forma positiva a partir do primeiro minuto da faixa. “Frozen (Break That Ice)” utiliza-se de metáforas sobre o derretimento de um coração gelado para que o grupo convença o ouvinte a se permitir mais na vida e nas interrelações que precisa viver para entender o mundo à sua volta. A produção mais leve contribui para a atmosfera positiva do conteúdo lírico, trazendo uma canção feita para ser o sucesso do disco. “Oil & Water” mostra os membros do SHYNee entregando os pontos em uma relação onde os dois lados são opostos demais para continuarem juntos; a linearidade das personalidades já apresentadas também se faz pontual aqui, onde os integrantes partem para a franqueza a fim de atingirem a nuance desejada. “Person in the Mirror” instiga o ouvinte a deixar de se preocupar com a culpa das situações, aceitá-las do jeito que são e tirar os pesos que se cria para os próprios ombros. É uma faixa mais emocional do que as outras, o que permite seu brilho como canção individual e com potencial para futuro single. “I Deal With It All Alone”, a última canção na tracklist padrão, se diferencia das demais faixas por trazer um ar de prepotência dentro da declaração de autossuficiência trazida por sua letra, onde o SHYNee, como um coletivo, alega que, por saberem cuidar de seus dilemas por conta própria, as opiniões externas são desnecessárias, tornando-se um contraste interessante e notório no tom lírico, mais defensivo aqui do que em outros momentos. Em suma, “SHeLTeR” cumpre seu propósito de ser um projeto de apresentação de todos os propósitos do SHYNee sem medo de irem em direções disparadas, o que se prova arriscado em alguns minutos, mas equilibra-se com o prazeroso em outros momentos.

The Line Of Best Fit 80
SHYNee lança o seu primeiro álbum de estúdio, "Shelter" é o primeiro mini álbum do grupo e tem como propósito conquistar o público através de mensagens de aceitação e autoestima elevada. As composições são radiantes, e transparecem toda a alegria que os artistas tentaram passar nas suas letras. O projeto começa por "The Driver Era", uma música otimista com ótimos versos em função de levantar o astral do ouvinte. A música funciona bem, é divertida e não peca em transmitir a mensagem principal. "JUBILee" carrega a mesma alegria contagiante da música anterior, mas aqui, a música carrega um significado maior pela adição de referências para enriquecer o trabalho. A música funciona muito bem, e seu ponto alto é o refrão. "FROZeN (BReAK THAT ICe)" segue a mesma linha de qualidade das anteriores, e "OIL & WATeR" se destaca como a melhor faixa do álbum. A canção contém versos inteligentes e bem colocados, além das metáforas bem elaboradas para fazer a música crescer. "Person in the Mirror" é um pouco escassa em conteúdo, um pouco minimalista, mas a canção consegue entregar uma mensagem agradável sobre a importância de encontrar o amor em si mesmo, sendo uma mensagem poderosa. Finalizando o álbum, "I Deal With It All Alone" tem bons versos, mas poderia ter sido melhor trabalhada em seu segundo verso, e consegue destacar seu refrão como ponto alto da canção. O visual do álbum é o ponto mais fraco do projeto, sendo bastante simplório e não chamando a atenção. As fotos são bem escolhidas e a tonalidade mais clean representa bem o ar mais clean do álbum, mas as páginas poderiam ter sido mais trabalhadas para apresentar algo que se tornasse visualmente impactante. De forma geral, o "Shelter" é um bom álbum de estreia que mostra as habilidades do grupo de elaborar músicas cativantes que não pareçam datadas e que realmente contagie o público de certa forma.