
69
Em seu terceiro álbum de estúdio, Guilherme Bhermes atira para diversas direções, tendo como pressuposto a busca ou o anseio por felicidade. “Happiness” pode ser entendido como mais uma carta aberta ao público sobre os enfrentamentos do cantor em sua vida na indústria, assim como em âmbitos mais pessoais. Há uma certa contradição quanto a todo o contexto observado, algumas canções não refletem o conjunto da obra, além de serem fillers possuem um conteúdo que nada condiz ao restante, “This Is Not Your Kingdom” poderia facilmente ser uma canção sobre ele mesmo, porém parte para um lado mais agressivo, onde a crítica que ele propõe é sobreposta por um enfrentamento desnecessário, já que na letra o cantor afirma que a quem a o sujeito em questão está “pedindo para ser destruído” por ele; o que é uma contradição ao expresso em diversas outras de suas canções, neste álbum essa proposição pode ser vista em “Tell Me Something New” onde o tema central seria alguém que o ataca incessantemente; observando esses dois aspectos soa como se o protagonista fosse o caçador e depois fosse a caça, alternando entre essas duas personalidades. O álbum pode ser entendido como uma jornada até eu Guilherme encontre a felicidade, mas até que ele chegue ao ponto principal isso se torna um tanto maçante, talvez o objetivo tenha sido esse, mas infelizmente não caiu bem, quando temos uma série de temáticas tão diversas que entre si que entram em conversação em apenas alguns momentos. As 5 canções finais do disco 1 são superiores as outras 5 iniciais, em conteúdo, honestidade e temáticas, o que reafirma a sensação tediosa que o leitor poderá vir a ter até que chegue aos trilhos do foco principal. Apesar disso temos canções muito válidas como “My Drug Is Legal” e “Don’t Mess With Me”, tocando em assuntos tão importantes e reais em nossa sociedade, “Face Everything and Rise” também soma nesse contexto e se posiciona entre as melhores do projeto; O segundo disco do álbum é totalmente esquecível, talvez pudesse ter sido realocado em outro projeto, já que não acrescenta em quase nada para o disco 1, ele deveria ter sido um complemento da obra como um todo. O lirismo é mediano, ainda nos parece que as melhores canções foram justapostas ao fim do disco 1, em composição isso permanece nesse mesmo aspecto; a escolha lírica foi mais direta, sem muitos recursos de linguagem ou referências e tendendo para um lado mais genérico e comum do que costumou apresentar, gostamos de como ele foi sincero e honesto nas letras e formulou melhor a maioria de suas estrofes. A produção melódica é diversa, não possui uma linearidade entre gêneros, já que há diversas canções que não possuem elemento de proximidade algum na tracklist, o que é um erro, mas gostamos de como ele realocou as canções mais melancólicas e uma posição privilegiada, sem muitas quebras de transição. Os visuais foram claramente aprimorados, se levarmos em comparação o seu projeto anterior, com uma forma mais descontraída e límpida do posicionamento da ficha técnica nas páginas, permanece o aspecto simplista, porém nos incomoda a escolha de shoots, além de distintas uma das outras elas não nos remetem a nada/quase nada do que está contido nas letras ou no conceito geral, um exemplo claro está na página das excelentes “My Drug is Legal” e “Dont Mess With Me” com a foto de um corpo esbelto e nu não fizeram qualquer sentido com a proposta das canções. A escolha do encarte ser totalmente P&B poderia ser melhor aplicada, há duas páginas que destoam desse sentido. No geral, Guilherme Bhermes parece estar no caminho certo, mas no meio do caminho ele se perde por outras veredas, enquanto havia uma melhor firmeza em suas composições, neste álbum sentimos uma menor força delas na maioria do tempo, assim como os visuais que eram quase inexistentes, foram aprimorados (do modo errado); é uma relação de ambiguidade perigosa que esperamos piamente ser extinta na carreira de um cantor com muito potencial.

60
Decepcionante e estático, não há outras palavras para descrever o mais recente álbum de Guilherme Bhermes. O álbum se vende com uma proposta de superação e alcance da felicidade, entretanto, se trata muito mais de dilemas pessoais e o objetivo do álbum só é visto de fato nas três últimas faixas, nas quais só é visível uma mensagem de alegria e liberdade em "Face Everything and Rise" e "Befrier", já que até a própria "Happiness" é melancólica o suficiente para duvidarmos do título. Nesse sentido, é um trabalho que soa perdido quanto a proposta, pois o título e o visual passam uma imagem que não é devidamente transmitida ao decorrer das faixas. Por esse ponto de vista, as letras poderiam ser melhor trabalhadas, pois apesar de serem intensas são cansativas devido a estrutura desigual entre as estrofes da maioria das faixas - ademais, esse é o ponto mais fraco do álbum dentro do tópico letras - e cíclicas demais, causando um sentimento de repetição a quem acompanha as batalhas constantes do artista. Entretanto, a quarta faixa do disco "How to Survive a Deception" é um dos grandes destaques na qualidade lírica, enquanto "HEY!" é um dos piores hits comerciais existentes no catálogo da indústria. Quanto a coesão, a tracklist possui uma certa desordem logo no início, onde vemos faixas sobre amor como "Bad Lover" entre faixas com viés crítico como "This Is Not Your Kingdom" e "Tell Me Something New", o que pode vir a confundir quem está envolvido com a trama gerando quebras de expectativa, isso poderia ser resolvido trabalhando melhor com transições entre temas ou até mesmo uma divisão por fases. O visual é algo chamativo por conter diversas fotos do artista, mas ao mesmo tempo não conversa em nada com a proposta e o conteúdo da maioria das faixas, com exceção das mais sexuais como "XXL". Logo, os riscos que o artista correu a fazer esse álbum e passar essa mensagem a quem o acompanha são louváveis, no entanto, o trabalho pecou em questões técnicas. Coesão: 60 Abordagem temática: 50 Conteúdo lírico: 60 Conteúdo visual: 70 Média: 60

80
Guilherme Bhermes finalmente voltou para a música com um álbum após grandes sucessos como Robotic e HEY, música que detém recorde em Stream num único dia, com certeza é um trabalho grandioso mas Happiness é um título realmente irônico quando se trata do trabalho como um todo, em seu mais recente álbum de estúdio o cantor trato temas muito polêmicos e reais, o trabalho conta com grandes parcerias e ele soube explorar bem isto, Marie Vaccari e J. Olly encabeçam as melhores parcerias do álbum, o grande destaque solo é a música "My Drug is Legal", abertamente, se trata de uma forte crítica social a tudo que o mundo passa no momento, a faixa título também merece atenção e vai diretamente ao oposto visto antes no disco por ser uma canção alegre. Visualmente o conteúdo não é tão agradável quanto é sonoramente, o visual se inicia com flashes amarelos misturando a tons claro em fotos bônus e versos misturados, logo depois começa o encarte onde o mesmo se apresenta com fotos extremamente sensuais em P&B. Esperamos um visual que faça jus as composições apresentas. Letras: 90 Visual: 63 Conceito: 88

87
Tudo que vemos aqui é um trabalho exemplar e bem polido. Com um visual super bem acabado, Guilherme consegue se reinventar mais uma vez, nós trazendo o melhor trabalho de sua carreira. Esta obra abrange temas mais genéricos como o caminho de majestade que certas pessoas trilham (em "This Is Not Your Kingdom"), até temas extremamentes pessoais como conflitos amorosos e pessoais, como retratado em "Bad Lover", o que trás um equilíbrio agradável. De longe, o grande destaque do álbum é "Don't Mess With Me", os olhos enchem de lágrimas, é um canção que te faz refletir sobre suas ações, que te faz repensar, que te faz chorar, simplesmente perfeita. "Hapiness" sem dúvidas se encaixa como segundo maior destaque no disco, se trata de uma síntese geral deste, além de possuir uma fluídez impecável no instrumental, que não agrega altos e baixos na sua estrutura, deixa tudo no mesmo nível, trazendo um sentimento prazeroso. Como ponto negativo, é decepcionante como algumas faixas não se conectam com o encarte do trabalho, temos letras sentimentais e pessoais ao lado de shoots sensuais, o que causa uma grande incoerência, nada que interfira no entendimento geral, mas algo que certamente incomoda.

80
Após o polêmico e controverso Drama Kingdom, Guilherme lança seu terceiro álbum de estúdio, que promete ser o mais diferente e distante de seu segundo álbum. E realmente vemos um amadurecimento no artista, suas músicas estão mais maduras, falando sobre seguir em frente, seja um namoro ou uma coisa ruim. Neste trabalho o artista fala sobre ansiedade, auto estima, auto sabotagem, o artista tocou em suas feridas mais profundas para extrair esse álbum, o que torna o trabalho ainda mais magnífico. O que estraga a viagem por esse álbum são os visuais, nada nas fotos transmite a alma do trabalho em si, é uma ofensa para as composições deste álbum um visual tão meia boca quanto esse. Espero que o artista continue a escrever dessa maneira em seus futuros trabalhos e melhore nas questões visuais. VISUAL: 60|LETRAS:90|CONCEITO:85|NOTA FINAL:80
80
Ousando em um visual mais erótico e chamativo, Guilherme Bhermes lança seu terceiro álbum de estúdio, chamado Happiness. Como de costume, Bhermes explora a indústria do Dance e trás dois discos em um só álbum, dividindo a obra em duas partes que se associam, revelando ainda mais uma obra de completa dedicação do artista. Iniciando a análise pelo lado visual, gostamos da forma em que as imagens foram distribuídas e como as informações da música são inseridas de forma simples. Porém, a simplicidade aqui acaba sendo um ponto fraco: as imagens ousadas poderiam vir em um tamanho maior e chamar a atenção para a página, destacando ainda mais o título das faixas. Sabemos da qualidade visual que Bhermes costuma carregar e ficamos decepcionados ao vermos uma série de fotos pequenas uma ao lado da outra. No entanto, as composições de qualidade cobrem uma parte de necessidade do visual. Em uma série de músicas de qualidade, damos destaque a My Drug is Legal. Na faixa, Guilherme Bhermes compara a garota como sua droga, e como ela afeta o seu corpo. Por fim, a obra é de qualidade e consegue nos manter dentro dela até o fim. O único problema é a forma em que ela foi entregue para nós, com um visual fraco e simples. É um erro que é difícil de perdoar vindo de um artista que já sabe como a indústria fonográfica funciona. Happiness é uma boa obra sonora, e não visual.
85
Após lançamento de dois álbuns emblemáticos para sua carreira, um dos maiores artistas do gênero Dance, Guilherme Bhermes faz seu retorno com um terceiro Full Album intitulado "Happiness". Por já conhecermos o cantor e sua foma de produção, já percebemos (e esperávamos) que seu visual não fosse marcante, pois não é um ponto relavante para o cantor e sim suas músicas e o que o mesmo quer expressar com elas. De forma bruta, Bhermes usa seus álbuns para expressar suas inseguranças, questionamentos e respostas para seus problemas pessoais, o que é ótimo, porque pode servir de terapia para o cantor e como inspiração para seus fãs a superarem seus tabus, medos e passarem a se questionar e modificar suas vidas. Com 13 canções e divididas em 2, o álbum concebe participação apenas de artistas grandes artistas femininas, dividindo-as de forma interessante (Novas artistas em ascensão no disco 1 e cantoras consagradas e com carreiras consolidades no Disco 2). Abrindo o Disco 1 com primeiras canções em crítica sobre a indústria fonográfica, Bhermes questiona séries de comportamentos tóxicos e inapropriados com os artistas e sua arte; sobre momentos de tensão na produção artística, onde se destacam as músicas "Awkward" com Cammile, "How To Survive a Deception" com Marie Vaccari e "Tell Me Something New", canções bem compostas com propósitos únicos e totalmente relevantes. Com a última música citada abrindo questões para assuntos mais pessoais como stalking e perseguição, o cantor adentra nas músicas seguintes questões sobre corpo ideal, sobre cyberbullying/bullying, suicídio, auto-estima e depressão, fazendo várias pontes entre a vida e o comportamento das pessoas acerca da saúde mental das pessoas, concluindo com canções feitas para tirar de si todo esses pensamentos tristes e depressivos e reconstruir-se em novas perspectivas e modos de ver a vida e de ser ver na vida. Com essa reviravolta, o humor do álbum é modificado e abre portas ao Disco 2, podendo ser considerado a parte comercial do álbum: canções com letras mais descontraídas, genéricas e com instrumentais mais dançantes. Todas as 3 canções do Disco são bem escritas e se destacam, por isso talvez a escolha delas como singles oificiais do "Happiness". Com um álbum completamente bem elaborado e com uma proposta muito boa, o astro do Dance tende a colher bons frutos com esse álbum que já pode ser considerado um dos maiores do Ano 3. Guilherme Bhermes tem agora a missão de inovar e trazer algo que nunca esperamos dele para fazer de sua discografia um ponto interessante quando observarmos seu legado. Visual: 75 | Conceito: 90 | Composição: 90
100
Após lançamento de dois álbuns emblemáticos para sua carreira, um dos maiores artistas do gênero Dance, Guilherme Bhermes faz seu retorno com um terceiro Full Album intitulado "Happiness". Por já conhecermos o cantor e sua foma de produção, já percebemos (e esperávamos) que seu visual não fosse marcante, pois não é um ponto relavante para o cantor e sim suas músicas e o que o mesmo quer expressar com elas. De forma bruta, Bhermes usa seus álbuns para expressar suas inseguranças, questionamentos e respostas para seus problemas pessoais, o que é ótimo, porque pode servir de terapia para o cantor e como inspiração para seus fãs a superarem seus tabus, medos e passarem a se questionar e modificar suas vidas. Com 13 canções e divididas em 2, o álbum concebe participação apenas de artistas grandes artistas femininas, dividindo-as de forma interessante (Novas artistas em ascensão no disco 1 e cantoras consagradas e com carreiras consolidades no Disco 2). Abrindo o Disco 1 com primeiras canções em crítica sobre a indústria fonográfica, Bhermes questiona séries de comportamentos tóxicos e inapropriados com os artistas e sua arte; sobre momentos de tensão na produção artística, onde se destacam as músicas "Awkward" com Cammile, "How To Survive a Deception" com Marie Vaccari e "Tell Me Something New", canções bem compostas com propósitos únicos e totalmente relevantes. Com a última música citada abrindo questões para assuntos mais pessoais como stalking e perseguição, o cantor adentra nas músicas seguintes questões sobre corpo ideal, sobre cyberbullying/bullying, suicídio, auto-estima e depressão, fazendo várias pontes entre a vida e o comportamento das pessoas acerca da saúde mental das pessoas, concluindo com canções feitas para tirar de si todo esses pensamentos tristes e depressivos e reconstruir-se em novas perspectivas e modos de ver a vida e de ser ver na vida. Com essa reviravolta, o humor do álbum é modificado e abre portas ao Disco 2, podendo ser considerado a parte comercial do álbum: canções com letras mais descontraídas, genéricas e com instrumentais mais dançantes. Todas as 3 canções do Disco são bem escritas e se destacam, por isso talvez a escolha delas como singles oificiais do "Happiness". Com um álbum completamente bem elaborado e com uma proposta muito boa, o astro do Dance tende a colher bons frutos com esse álbum que já pode ser considerado um dos maiores do Ano 3. Guilherme Bhermes tem agora a missão de inovar e trazer algo que nunca esperamos dele para fazer de sua discografia um ponto interessante quando observarmos seu legado. Visual: 75 | Conceito: 90 | Composição: 90