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TIME publicou uma avaliação em 04/01/2026: 75

Vicious é um single competente, mas contido. Lançada como a segunda amostra do quinto álbum de Alex Fleming, a faixa funciona mais como um ajuste de rota do que como um verdadeiro ponto alto criativo. Há maturidade no discurso, sim, mas ela vem acompanhada de escolhas líricas e estruturais que raramente ultrapassam o seguro, especialmente quando colocadas lado a lado com a força apresentada no lead single desta era. Enquanto Schizophonic se impunha com energia, identidade sonora clara e um discurso de renascimento quase performático, Vicious opta por um caminho mais introspectivo e econômico. A letra abandona o tom de martírio que marcou fases anteriores da carreira do artista e se apoia na ideia de uma dor já digerida. Esse deslocamento é positivo, porém também retira parte da intensidade emocional e do senso de impacto imediato que tornaram o single principal tão marcante. As metáforas centrais, o pássaro livre, a sobrevivência noturna, o afastamento como forma de autopreservação, cumprem bem seu papel simbólico, mas não surpreendem. São imagens eficazes, embora previsíveis dentro do pop alternativo, e menos ousadas do que o vocabulário mais afirmativo e corporal de Schizophonic, que apostava no movimento, na pista e na reconstrução identitária como gesto artístico. Os versos e pré-refrões de Vicious sustentam a narrativa com honestidade, sobretudo quando Fleming reconhece o papel de salvador que nunca foi desejado. Ainda assim, o refrão principal carece de impacto real: ele não explode, mas também não se fixa como um grande momento emocional ou melódico. A contenção, que poderia soar sofisticada, acaba funcionando mais como neutralidade, um contraste evidente com o refrão expansivo e contagiante do lead single, que convidava o ouvinte a participar ativamente da proposta da era. Os refrões paralelos interpretados por outras artistas adicionam camadas conceituais interessantes, abordando perdas materiais e simbólicas, mas as linhas soam genéricas quando comparadas ao restante da composição. Diferente de Schizophonic, onde as vozes e intervenções reforçavam o discurso central, aqui elas parecem mais ilustrativas do que essenciais. A bridge segue sendo o ponto alto da faixa. As imagens do fio vermelho eterno e do anel criando raízes elevam momentaneamente a escrita e mostram um Fleming mais inspirado, ainda que esse brilho não se mantenha até o fim. É um pico isolado, enquanto em Schizophonic a sensação de coesão e progressão se estendia por toda a estrutura da música. O outro falado encerra a canção com agressividade e ressentimento explícito. Embora coerente com o contexto narrativo, ele carece de sutileza e soa menos lapidado, criando um fechamento abrupto que contrasta com a segurança estética demonstrada no single anterior. No conjunto, Vicious é uma letra boa, mas mediana. Funciona como um single de transição e ajuda a expandir a narrativa da nova era de Alex Fleming, mas fica aquém da expectativa criada por Schizophonic. Não é um retrocesso, tampouco um grande avanço: é uma faixa correta, consciente de si, e exatamente por isso, limitada, mais eficiente do que inspirada, especialmente quando sabemos que o artista já mostrou ser capaz de ir além nesta mesma era.



Clash publicou uma avaliação em 04/01/2026: 78

Em “Vicious”, segundo single do aguardado quinto álbum do cantor Alex Fleming, vemos uma canção sobre superação de término e libertação, mesmo que as vezes pareça que o cantor ainda esteja processando tudo isso. Em trechos como "So, yes, I was a hopeful singer / Maybe because I thought we'd last like that" e "Oh, I was always your savior / But I guess you never wanted this” vemos o cantor trabalhar constantemente com a quebra de expectativas que ele tinha sobre esse relacionamento. Ele havia construído um cenário completo de eternidade como podemos ver em “Where we'd be linked by an eternal red thread”, mas ele finalmente percebe que isso era apenas uma projeção dele, não uma realidade compartilhada. Os hooks, que alternam com o passar da canção e pedem de volta as coisas investidas no relacionamento, podem soar como mesquinha em uma primeira vez, mas fazem sentido se você considerar que não foi só o amor que acabou, mas uma vida à dois que agora está sendo desfeita e redistribuída. O Outro falado também pode soar vingativo e fugir do tema de superação, mas pode soar também como pura exaustão de alguém que está encerrando um ciclo. Flemming transita entre sofisticação em alguns versos, principalmente a Ponte que é o ponto alto da composição, e simplicidade em outros que não sustentam o mesmo nível de elaboração. A jornada emocional também é previsível demais que vai de percepção do erro, sentimento de dor e depois libertação, não apresentando qualquer outro momento que quebre essa expectativa. Como segundo single de um projeto que prometia renovação como visto no carro-chefe “Schizophonic”, “Vicious” tem méritos reais: é vulnerável, honesto e a Ponte justifica a canção.



AllMusic publicou uma avaliação em 28/12/2025: 79

Vicious é o segundo single do quinto álbum de Alex Fleming, e se distancia do que costuma ser suas canções, e talvez esse seja justamente o ponto. Aqui o artista se afasta da martirização e aborda a dor já processada. A canção possui ideias interessante e é aquele momento de clareza após um término, os versos iniciais e o pré refrão são fiéis nessa ideia, em linhas como “I was always your savior / But I guess you never wanted this", o refrão é funcional dentro da sua proposta apesar de não haver uma explosão oque traz um peso tendo em vista que esse é o segundo single de um álbum que já desperta curiosidade no público. O bridge é o coração da faixa, as imagens usadas criam um contraste bonito com a decisão de soltar a mão para se salvar, "o fio vermelho eterno " e o "anel criando raízes" são originais e os trechos mais performático da canção. O Outro falado apesar de coerente traz uma agressividade que não compromete o conjunto da obra. No fim, Vicious é um single que transmite emoção, tem contexto e traz o artista mais consciente e menos refém do seu próprio drama. Um single funcional mas que está longe de ser um dos grandes momentos da carreira.



Rolling Stone publicou uma avaliação em 21/12/2025: 85

Prestes a lançar seu quinto álbum de estúdio, Alex Fleming retorna com a melancólica Vicious, lançada em meio à polêmica separação do cantor com o popstar Petter. Escrita por Fleming e Noan Ray, a faixa abandona o antigo estilo de Alex e vai para uma atmosfera mais simples, mas que funciona além de apenas ser uma música de término. Ao longo dos versos, metáforas são usadas para estruturar o lado do artista na história, enfatizando a parte de se referir a um “pássaro” por estar mais livre do que nunca e, então, fazer tudo aquilo que deseja em um momento tão difícil da vida do artista após o fim do relacionamento. Apesar de versos muito bem elaborados, o único ponto fora da curva na faixa é o refrão, não a parte principal, mas sim as linhas cantadas por outras artistas, que não contemplam o conteúdo e acabam soando genéricas em comparação às outras partes da música. Após o lançamento do lead single Schizophonic, Vicious funciona como uma ótima continuação para a era do artista, por se diferenciar bastante da história contada na primeira música apresentada para seu novo disco, o que alimenta o desejo de descobrir o que está por vir. A melhor parte da canção é a sua ponte, pois aqui o artista dá o desfecho merecido para a canção, o que reforça a mensagem de que Fleming não deseja esse final tão conturbado para o relacionamento. A produção, assinada por Penelope, contrasta muito bem o ambiente que é destacado por Fleming na letra da música, em cores que remetem a trabalhos de Petter, a quem a canção é dedicada. Por fim, Vicious exerce seu papel como um ótimo segundo single, que nos deixa prontos e sabendo o que esperar do quinto disco de Fleming. ㅤ