Humanity That I Deserve EFFIE Electronic, KPOP, SynthPOP20258 músicas
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DIY publicou uma avaliação em 28/12/2025: 48

“Humanity That I Deserve” é movido entre os gêneros Electronic, Synthpop e K-pop. Nele, Effie promete nos levar a mergulhar junto com ela em uma jornada pessoal da artista, onde veríamos a exposição da condição humana contemporânea a partir do colapso entre o indivíduo e a sociedade e o contraste entre sua máscara social e a sua essência pessoal. Abrindo o álbum, “Modern Terror Town” não é uma canção tradicional, mas sim um manifesto narrativo. Effie faz dessa abertura uma peça dramática, onde prepara o ouvinte para uma busca ao confronto. A artista constrói uma cidade simbólica, onde a cidade não é apenas um cenário, mas também um personagem dessa narrativa, onde se borbulha a erosão emocional e moral. A lírica aqui é densa. Sendo poético, o eu-lírico não se coloca como vítima, mas também se inclui neste sistema falido. Isso é inteligente, pois só fortalece a narrativa do seu álbum. O único ponto a ser observado como brecha para melhoria é o uso excessivo de metáforas abstratas, que pode acabar dificultando o entendimento da sua ideia e também distanciando a emoção da mensagem. Mas é uma grandiosa forma de abrir o álbum. Em seguida, temos uma faixa que é escrita pelo olhar do alter ego Miss Destruction, “Exhibitionist”. Essa escolha é muito bem pensada, pois permite que a artista se autoexponha como mecanismo autodestrutivo, não fazendo parecer uma faixa confessional. Aqui, a Thai-Australiana demonstra uma letra crua que procura provocar a quem a ouve. O ponto alto da faixa é a sua ponte, onde o eu-lírico se assume contraditório ao afirmar que não consegue sair do ciclo exibicionista, assim entregando o tema principal do compilado. A terceira faixa do compilado é intitulada “Ballerina In Trance”. Uma das faixas mais elegantes do projeto, que carrega um conceito refinado. Effie expõe o medo de amar e se entregar quando sabe que isso pode ser destrutivo, diferente da faixa anterior. Aqui, a artista constrói uma narrativa que transforma o conflito em coreografia, e isso é genial. Uma grande aposta para single do projeto. As faixas “Cocktail To Watch The End Of The World”, “Humanity That I Deserve”, “Witch”, “Miss World” e “Grace” se encontram vazias, mesmo tendo mais de um mês do lançamento do compilado. O que é uma pena, pois o álbum até aqui se mostrava com um grande potencial. O visual do projeto também só contém a capa, que é extremamente bonita e simbólica. A adição do restante do material gráfico com certeza irá complementar a narrativa lírica do projeto, fazendo assim a experiência do ouvinte crescer. Por fim, mesmo com toda a falta sentida pelas faixas vazias, podemos perceber que Effie evoluiu em sua lírica, demonstrando uma escrita sofisticada e com metáforas que trazem referências interessantes. Os pontos positivos analisados pelas canções disponíveis são a lírica refinada e a consistência temática entre as faixas. O ponto negativo é a falta de uma narrativa gráfica e, infelizmente, as faixas vazias. Effie tinha um excelente álbum em suas mãos, mas a sua falta de comprometimento atrapalhou o que poderia se tornar algo grandioso na sua carreira.