| # | Título | Tipo | Streams | |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Single Oficial | 1,154,165,395 | ||
| 2 | Naomi feat. LEXIE, Mallone & MONI | Remix | 61,389,070 |
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slant publicou uma avaliação em 14/12/2025: 75
Em “Side Effects”, Naomi, embalada por uma batida pop/dance, canta sobre um amor que inicialmente parecia promissor, mas que rapidamente se tornou estéril. A canção se inicia com o áudio de uma ligação, na qual o homem com quem Naomi se relacionava encerra, de forma repentina, o breve relacionamento com a artista. Na primeira estrofe de “Side Effects”, Naomi utiliza uma linguagem direta e simples para expressar como acreditava que esse amor daria certo, além de como criou expectativas e fez planos para o futuro. De certa forma, a artista estadunidense apresenta um comportamento lírico diferente do habitual, explorando a simplicidade e, em alguns momentos, o clichê. No pré-refrão, a artista evidencia que havia uma troca sincera entre o casal. A linha lírica, nesse ponto da canção, mantém uma performance linear em relação à estrofe anterior. Em uma mudança brusca, o refrão da canção se mostra agressivo e poderoso. O eu lírico assume uma postura mais centrada e, ao compreender que suas expectativas não se concretizaram, demonstra segurança em si mesma. Ao entoar versos sobre como ele a perdeu, a artista é honesta ao admitir que sentirá pelo fim do relacionamento, mas deixa claro que não será a única a sofrer com isso. Até aqui, este é o ponto alto da faixa. Um momento potente, ideal para ecoar nas pistas de dança ao redor do mundo. Na segunda estrofe de seu mais novo hit, Naomi se mostra conformada com o fim do breve relacionamento. Retomando uma lírica mais simples, a artista admite que, embora os momentos vividos juntos tenham sido bons, o desfecho dessa história precisava acontecer dessa forma. a ponte do single, a estadunidense se mostra ainda mais confiante. Ao entoar versos que exalam segurança e superação, ela afirma que, mesmo que o ex-amado continue a procurá-la, diferentemente dele, já não se sente confusa e decidiu seguir em frente, em vez de se prender a algo que nunca daria certo. A canção se encerra da mesma forma como se inicia, com o áudio de um telefonema, desta vez com a voz da própria artista. Nele, Naomi coloca um ponto final na relação de maneira empoderada. A produção visual do single é bonita e bem polida. Assinada por Heccy, a estética da canção é glamourosa e acompanha a narrativa proposta pela lírica, com destaque para o banner, que, sem dúvidas, transmite o sentimento necessário para dar vida visual ao single. Concluindo, Naomi entrega uma canção que, embora em alguns momentos caia no clichê típico de uma música romântica, também apresenta trechos que se destacam como verdadeiros hinos, especialmente em seu refrão. Ao arriscar trazer, em grande parte de “Side Effects”, uma lírica mais simples, a artista certamente experimentará efeitos colaterais tanto positivos quanto negativos.

popmatters publicou uma avaliação em 30/11/2025: 60
Em "Side Effects", paira uma questão incômoda no ar: como a segunda artista com mais vendas da história, que alicerçou seu sucesso na atitude e na magnificência, optou por se limitar a um espaço tão pequeno? Para perceber (e entender) a insatisfação com a narrativa dessa música, é preciso relembrar o passado: Antes, em canções como "RENDEZVOUS", Naomi cantava sobre cidades ardendo, revelar pecados a um Deus benevolente e ter mágoas gravadas nas paredes com sangue frio. Ela era um fenômeno natural, uma figura pública imbatível "Eu sou meu próprio inimigo". Agora, em "Side Effects", a mesma artista que ansiava por uma verdadeira desordem e sofrimento profundo em "Give It To Me" reclama que um sujeito qualquer não responde mais às suas mensagens (buff). A música começa com o clichê de uma mensagem de voz de término, algo que ja foi usado à exaustão, seja no começo dos anos 2010, por Drake, por exemplo, ou pelas baladas Reggaeton dos anos 2000 (No No No por Romeo Santos, quando ainda era vocalista do grupo Aventura). O único expoente significativo recente dessa sacada de voicenotes talvez tenha sido no “Heaux Tales” de Jazmine Sullivan. Só que aqui, o resultado é um baita balde de água fria. O contraste é chocante: a Naomi de antes cantava "Minha sexualidade pode te matar / Minha boca pode te fazer sangrar"; a Naomi de agora solta que foram "Mensagens trocadas durante o dia inteiro". Aquela mulher que fazia os amantes "se ajoelharem e beijarem seus pés" acabou virando alguém que precisa ficar repetindo que "outros olhos estão me admirando" para se sentir bem consigo mesma. Uma suavização decepcionante das letras. Não é que Naomi tenha perdido a mão para criar um pop que gruda na cabeça, isso ela sempre soube fazer. A questão é que a intensidade dramática mudou. Antes, em "RENDEZVOUS", a situação era de alto risco, quase uma questão de vida ou morte. Agora, em "Side Effects", parece só um fim de semana complicado, coisa que você vai resolver provavelmente tendo uma boa noite de sono. A ideia de construir uma mensagem de força na parte principal da música "Talvez eu fosse muito para você" soa mais como uma frase de auto ajuda para uma pessoa de meia idade, não tem a mesma força do que ela já fez antes. Antes, ela tinha o controle da situação "I know you got the gun that I need inside", agora, só parece uma adolescente tentando provar que tem altura pra ir na montanha russa. Mesmo assim, vislumbres da artista experiente ainda se manifestam. A frase "Meu bem, a distância entre a ilusão e a esperança é o desfecho" surge como um aforismo pop impecável. Este é o único instante onde Naomi, a compositora, surge para analisar a situação com a maturidade e objetividade que a definem, talvez que a definiam ou que achamos que a definiam. Não é condenável a ausência de temas profundos, afinal, o pop sempre transitou entre o denso e o leve para sobreviver. Ninguém espera que Naomi permaneça presa à intensidade de 'Danger Zone', ela não seria punida por uma mudança assim como Janet Jackson não foi punida por trocar o lado obscuro de The Velvet Rope pela pela simplicidade de All For You. O ponto crucial é a forma como essa simplicidade é construída. O pop sem pretensões de Carly Rae Jepsen, ou o recente sucesso de Kylie Minogue, mostram que ser "bobo" e viciante exige inteligência. 'Side Effects', porém, é um vazio. Existe uma grande diferença entre o mínimo pensado e a falta de criatividade. Quando a canção se resume a isso, ela deixa de ser um alívio no trabalho da artista e vira um buraco na narrativa. Não tem o charme pra ser um bumblegum pop, é como tentar mastigar o nada. No final das contas, "Side Effects" vem de uma artista que merece muito mais do que sofrer com os efeitos colaterais da despretensão desordenada. A canção soa como uma lenda tentando criar laços, de forma desajeitada e sem harmonia lírica, com questões que parecem não ser sua praia... Ao fazer isso, parece esquecer que antes ela era uma tempestade, e não alguém que só reclamava da previsão do tempo.

AllMusic publicou uma avaliação em 30/11/2025: 70
Em continuação de uma era de sucesso, Naomi chega com "Side Effects". A canção que por sua vez é um 'break up song' começa com Naomi dizendo o quanto ela estava aberta para um relacionamento, a canção tem um tom bastante apaixonante até a chegada do refrão onde a narrativa tem uma pequena reviravolta, aqui a interprete demonstra entender o fim da relação enquanto diz que seu amado - assim como ela - terá efeitos colaterais desse termino, apesar de não tão aprofundado, o refrão funciona para uma música dançante como essa. A narrativa continua de forma linear, como se o eu-lírico passasse por todo o sentimento de término, pós término e superação (que é apresentado no outro da canção com um telefonema empoderador). A respeito da produção visual, temos aqui uma visual carregado das referências desse amor, as rosas representando a toda essa paixão, enquanto no banner temos uma porta que pode simbolizar esse termino e o ato de deixar partir, o que deixa esse visual bem bonito, juntamente da escolha tipográfica. Concluindo, Naomi tem aqui mais um single sobre amor e superação, apesar do conteúdo datado, a artista se sai bem em fazer músicas para as pistas de dança, o que é o caso do grande hit em questão.