loveseason. Maggie Morris Pop, Electropop, Alternative202513 músicas
Você pode avaliar este trabalho como um crítico musical. Após o envio, sua crítica passará por uma bancada avaliadora, onde será verificado se o texto cumpre todos os requisitos: é autoral, possui impessoalidade, sentido e profissionalismo. Notas "100" ou muito baixas, textos curtos ou muito longos são mais difíceis de serem aprovados.
Não é permitido o uso de IA (Inteligência Artificial), nós utilizamos mecanismos de detecção, por tanto, faça um texto criado unicamente por você.


Sua crítica será publicada em nome de uma revista, logo sua identidade não será revelada.




Rolling Stone publicou uma avaliação em 04/01/2026: 85

Maggie Morris lança seu álbum debut, intitulado “loveseason.”. O compilado de 13 canções tem como narrativa ser um retrato do instante do apaixonar-se, não da permanência do amor. A canção que alia o pop ao electropop e ao synthpop promete ser um veículo para esses sentimentos urgentes que nos levam à experiência emocional do momento exato em que nos apaixonamos por alguém. Para introduzir essa experiência emocional, temos “Intro: You”, que abre o disco como um sussurro confessional. A faixa acaba dispensando refrão para apostar em um verso contínuo, fazendo com que a faixa seja mais um pensamento da artista do que uma faixa tradicional. A escolha lírica da artista iniciante e as metáforas utilizadas demonstram uma aceitação emocional, em que amar é acolher o que veio antes, mesmo que isso seja doloroso. Morris nos surpreende trazendo uma romantização madura do passado do outro, algo extremamente raro para um debut. É uma abertura de álbum grandiosa, em que a artista estabelece o tom afetivo do projeto. “Spring Fever” surge como o primeiro grande mergulho emocional do álbum. A faixa reforça a ideia de um amor vivido sem garantias. Maggie traz metáforas sensoriais para representar a paixão, traduzindo-a como um fenômeno quase climático. A lírica usada pela iniciante é impulsiva; ela trata o amor como urgência, não como algo planejado. É uma faixa inteligente e que nos mantém interessados, sendo a confirmação de que o “loveseason” é um álbum sobre a coragem de se perder na intensidade passageira, mesmo sem saber o seu destino. “butterflies” é a próxima faixa a ser apresentada. A canção, até aqui, é a mais interessante do compilado, com uma lírica confessional e metáforas que transformam clichês em mensagens profundas, como quando o eu lírico afirma que borboletas não dançam, mas sim colidem, ou quando as compara a cometas contra a sua costela; ela ressignifica toda essa ideia tradicional do pop romântico. Nessa faixa, Maggie nos mostra um domínio lírico fantástico para uma recém-chegada na indústria, nos apaixonando por suas ideias e modo de se expressar. A artista consegue transpassar todo o conceito da canção de forma única, em que ela canta sobre o exato momento em que a cautela começa a falhar e o coração decide abandonar, quebrando toda a armadura que restava, aceitando o risco de se apaixonar novamente. Com uma intensidade maior, Maggie nos entrega “All Mine”. Mais uma vez, a britânica mostra sua força como compositora. Na faixa, o amor deixa de ser apenas entrega e se transforma em uma ideia de posse emocional, como uma devoção absoluta. Liricamente, a faixa é quase ritualística, com metáforas que fazem o desejo se mostrar como poder simbólico, nos entregando um refrão poderoso. A próxima faixa é “Baby Boy”. A faixa aposta na energia do electropop para reger a narrativa de um relacionamento que pulsa rápido demais para ser visto como seguro, e é por isso que esse relacionamento é irresistível. Sendo a faixa mais instável do “loveseason.” até aqui, Maggie constrói em seus versos um contraste claro entre o mundo externo e o universo íntimo do casal. É uma grande faixa, em que o eu lírico assume a posição de quem vê o caos, reconhece o perigo, mas escolhe ficar assim mesmo. “Sweetest Sin” é a canção mais teatral do álbum. A letra explora a dualidade entre a fé e o desejo, utilizando metáforas religiosas para ampliar a intensidade desse sentimento, e isso é bastante assertivo para a construção da faixa. Apesar de ser uma faixa curta, que, se fosse um pouco mais extensa, poderia se tornar uma das canções mais emblemáticas do disco, Maggie Morris consegue passar sua mensagem, dizendo ao ouvinte que se apaixonar não é um erro, mas sim um pecado doce demais para ser evitado. A primeira colaboração do compilado é “All Eyes on US”. A britânica convida Lexie para dar vida a essa canção, que transforma o amor em uma narrativa pública, um espetáculo de provocações. A faixa tem grandes referências que são coerentes com a proposta, mas que podem soar carregadas, apagando a emoção em meio a tanto espetáculo. Mesmo com esse ponto negativo, as duas artistas entregam uma canção forte e marcante dentro do disco, uma faixa que mostra que o casal prefere ser falado a ser esquecido, mesmo que isso gere julgamentos alheios. Morris e Lexie apresentam líricas distintas, mas que se encaixam perfeitamente, em que Maggie entrega à canção o glamour, e Lexie, o perigo e o desejo, demonstrando que o amor aqui se alimenta da atenção que provoca. De fato, é uma das canções mais marcantes até aqui. “Heartbeat” traz de volta o olhar para dentro que o álbum apresentava em algumas faixas anteriores, tratando o amor como uma força permanente, que existe mesmo na ausência. A forma de compor de Morris, para uma artista iniciante, ainda impressiona aqui, utilizando uma lírica poética e metáforas que brincam com formas naturais e cósmicas, entregando uma faixa que, diferente de outras, não tem urgência, mas sim uma entrega quase meditativa sobre esse sentimento. O destaque dessa faixa é o refrão e toda a sua paixão. “He Loves Me, Loves Me Not” é a segunda colaboração do “loveseason.”. Em parceria com a americana Anne Ritchie, Maggie abandona a certeza apaixonada para encarar o amor como algo em que existem dúvidas constantes. As duas artistas trazem líricas essenciais para a narrativa da história. Maggie transmite a sensação de ansiedade contínua e juvenil, enquanto Ritchie traz maturidade emocional, sendo a voz da consciência cansada, aquela que já percebe o dano causado. Em resumo, a faixa é um grande ponto positivo, e ambas são essenciais para que isso se torne real: sem Anne, a música seria ansiosa; sem Maggie, seria amarga. Juntas, elas entregam honestidade em meio à dor, ao cantarem que o amor não se acaba, ele apenas se desgasta. “Stay the Night” é oposta a “All Eyes on US”. Aqui, o amor não é tido como espetáculo, mas sim como algo mais íntimo. A britânica traz em sua lírica uma sensualidade, em que o casal evita narrativas externas; são apenas eles dentro de um quarto. As metáforas aplicadas aqui são usadas de forma cautelosa, reforçando a narrativa da canção. Em toda a música, Maggie consegue nos prender em seus versos cheios de desejo, em que conseguimos visualizar os corpos suados e as respirações ofegantes sobre a cama. A canção é poderosa, mas talvez, se a artista tivesse explorado mais a evolução emocional, não ficando tão presa ao campo da intimidade física, a faixa pudesse ser ainda mais grandiosa. Depois de um disco marcado por impulsos, excessos, incertezas e exposição, “Golden Crimson” surge como o capítulo de renascimento emocional, em que o amor não consome, ele aquece. O eu lírico nesta faixa se mostra mais reflexivo, e toda a lírica reforça o amadurecimento; alguém que já sofreu agora escolhe amar sem medo, mas também sem pressa. A artista nos entrega uma faixa menos impactante em comparação às outras, mas é uma faixa reconfortante, que nos faz sentir abraçados pela sua ideia de amor. Funcionando quase como um epílogo emocional antes do encerramento do álbum, temos “Roses”. Maggie convida Violet Turner para transformar o amor inesperado em epifania, algo que ninguém explica, ele apenas acontece. As duas artistas, durante a canção, performam líricas excepcionais; enquanto a artista principal traz algo mais introspectivo, beirando a poesia e celebrando a emoção pelo amor inesperado, a artista convidada acrescenta drama à canção, mostrando o amor como destino, capaz de transformar a percepção da própria vida. A estrutura em diálogo é o grande ponto positivo da faixa, e também podemos destacar a química entre as duas artistas. “Forever, Maybe” encerra a narrativa do “loveseason.”. A faixa é a síntese de tudo o que o álbum construiu até aqui. A música é dividida em duas atmosferas: na primeira metade, com a lírica mais direta, Morris canta sobre como o amor ainda pode ser rápido; na segunda parte, a britânica abandona o talvez e encontra o agora. O álbum não termina prometendo eternidade, mas aceitando o amor como ele é, um risco que vale a pena. A transição entre as duas atmosferas, embora se mostre conceitualmente eficaz, divide a faixa em duas experiências distintas, impedindo uma progressão fluida. Mesmo causando essa sensação, a faixa é uma boa escolha para finalizar o compilado. O visual do álbum é fiel à narrativa lírica, traduzindo visualmente o que as músicas expressam em suas letras. Anne Ritchie e Nick Diaz, responsáveis pela produção artística, transformam o apaixonar-se em estética. A arte age como uma extensão da narrativa do álbum, principalmente no encarte. O único ponto que abre espaço para melhorias é a capa do compilado, que não atinge o mesmo nível do restante da produção visual. O “loveseason.” é um álbum debut coeso, em que Maggie Morris demonstra uma entrega madura para uma artista que está começando agora. O ponto alto do disco está na coerência temática e na riqueza lírica; por outro lado, algumas faixas apresentam excesso de repetição no refrão, o que pode diminuir o impacto em certos momentos. No geral, o álbum revela uma artista confiante em sua estética pop e em sua narrativa emocional. Maggie faz uma ótima estreia, com espaço para refinamento, mas já impressiona pela lírica e pela identidade artística.



TIME publicou uma avaliação em 04/01/2026: 77

Finalmente Maggie Morris nos apresenta seu debut álbum. "loveseason." Se apresenta como um trabalho sobre o momento de se apaixonar, isso em uma mistura de pop, electropop, synthpop com r&b e hip hop. O disco abre com "Intro: You" que cumpre bem o seu papel, a ausência de refrão aqui não pesa e faz com que a faixa soe como uma confissão intima. A segunda faixa é "Spring Fever" que chega mais aberta e solar, a estrutura circular funciona bem, começar e terminar com a pergunta "where does this Spring Fever go?" reforça a sensação da faixa de uma paixão sem destino certo. "Butterflies" é direta e fácil de sentir, muito disso por trazer imagens do cotidiano e universal, como o nervosismo meio bobo de quem já se apaixonou e jurou que não ia mais. A quarta faixa do álbum é "All Mine", e aqui o álbum que vinha em crescimento dá uma pequena queda, apesar de alguns versos bons a canção tem um problema que é a letra girar repetidamente na mesma afirmação o que pode até reforçar o tema mas causa o empobrecimento narrativo. A quinta faixa é "Baby Boy", liricamente é a faixa menos imaginativa até o momento, tem boas imagens como "hearts beat like stolen cara" mas também possui trechos genéricos do pop romântico, o destaque fica para o bridge que é onde a canção se sai melhor. Q faixa seguinte é o lead single da era "Sweetest Sin", e aqui o álbum volta a crescer, já no primeiro verso a faixa já ganha o ouvinte. A eu lírico começa a canção descrente e encontra alguém que não chega com caos e as metáforas religiosas presente na faixa são magnéticas com destaque para o refrão e o verso provocativo "My body is a temple and I Hope you're nota a saint". A sétima faixa é um parceria com a latina Lexie, "All Eyes on Us" é divertida, performática mas um pouco vazia. Apesar de um refrão visual e das referências culturais que vão de Bonnie & Cyde a liz & Dick, a música soa como se a persona fosse mais apaixonada pela narrativa do que pelo parceiro, uma faixa forte em estética mas fraca em sentimento. "Heartbeat" é a oitava faixa, é uma faixa mais contida, o verso inicial constrói bem a sensação de presença na ausência e reforça a intimidade do casal principalmente quando a artista canta que o corpo ainda lembra da forma do outro. A nona faixa é "He Loves Me, Loves Me Not", em parceria com Anne Ritchie, Maggie canta sobre insegurança em um relacionamento instável, a letra usa a metáfora das pétalas de flor, algo antigo mas que casou perfeito com a música, e a sensação principalmente no primeiro verso é de alguém pensando alto demais, é uma boa parceria e uma faixa que funciona. A décima faixa é "Stay The Night", é a faixa mais sensual e o refrão é o grande acerto dela, poderíamos citar ele inteiro mas a linha "You Know we weren't made friendship, anyway" é provocativa e cativante e transmite bem a áurea desta canção que é um dos destaques. "Golden Crimson" é a décima primeira faixa, uma letra bonita, bem escrita. A artista canta já no primeiro verso "Mistook desire for fire till all the flames were fone" já trazendo uma imagem madura que percorre toda música. "Roses" é a décima segunda faixa, uma parceria com Violet Turner, a música trás uma estrutura de diálogo e enquanto Maggie é mais contemplativa, Violet traz impacto e é bonito a forma como as duas se completam, essa é a faixa mais coesa do álbum. O álbum é finalizado com "Forever, Maybe" que inicia cheia de questionamentos e o destaque vai para a virada após a ponte com guitarras entrando e trazendo uma atmosfera de final de filme romântico. Após finalizar a audição posso afirmar que os destaques vão bpara "Roses" e "Stay The Night", enquanto"All Eyes on Us" e "Baby Boy" apontam caminhos de melhorias. loveseason se mostra um álbum coerente, com boas parcerias e um belo visual. É um debut forte mas traz uma artista ainda contida, que ainda não sangrou o que podia mas já nós mostrou que sabe onde dói.