Não é surpresa assistir ANNAGRAM mergulhando de cabeça em mais uma vertente do rock, e apostando em um ritmo metal-orquestal, a artista trás seu novo single "Blue", banhando-se em metáforas atreladas a cores para narrar seus sentimentos, não por menos, o título utiliza da popular maneira de descrever a tristeza como tons de azul. Como narrado pela própria, a canção era, anteriormente, um poema, e antecede muito sua carreira como artista, já que vem de sua infância, mas no contexto do projeto, serve para ilustrar as perseguições barradas pela britânica do disco. No primeiro verso, ela não poupa palavras em dizer a maneira que não se identifica com dourado, e está imersa em um espectro de cores que não sabe compreender, mas tanto revelam sobre a mesma. O segundo verso é direto, narra a maneira que mesmo imersa num mundo inteiro de cinza, uma metáfora para a enfermidade do século 21, a depressão, conseguia ser vivida e pura como o seu pulsante coração vermelho, mas este verso soa nostálgico, mais idealista do que real, não por menos, este trecho barra algo que não é mais real. O chorus é claro, a poesia transborda ao elucidar a dúvida do ouvinte, narrando a maneira que ANNAGRAM perdeu suas cores, até ser abraçada por uma tristeza imersa em azul. A canção é poética, da voltas em seu significado e, por vezes, excessivamente, o que acaba deixando rasa em alguns momentos por não aprofundar além dos sinônimos.
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