| # | Título | Tipo | Streams | |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Single Oficial | 268,713,118 | ||
| 2 | M4THY feat. Lene Maravilha, DJ TAVARES | Remix | - |
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Sputnikmusic publicou uma avaliação em 15/02/2026: 82
Poh-ema tem uma vibe romântica bem clara e funciona em transmitir a ideia de alguém que tomou conta da mente e dos sentidos. A composição se torna coesa e fácil de ouvir, com a metáfora de memória/câmera é o ponto mais forte da canção e trás uma identidade temática e visual para a música. mas aqui vemos que o refrão se torna a parte mais forte ao propósito onde os artistas enfatizam a comparação em memória fotográfica, como se fosse algo inesquecível. Por um outro lado a letra depende muito de clichês comuns em músicas de amor, como “coração acelera”, “brisa do mar”, “não sai da cabeça” e “abraço que vira lar”. Essas frases não são ruins, mas já foram muito usadas, então tiram a sensação de novidade. Em vários momentos a música tem uma vibe sentimental que nos toca, mas de qualquer forma previsível. O terceiro verso é o que mais enfraquece a obra, porque repete ideias e não traz evolução emocional nem narrativa. Parece mais uma continuação do refrão do que um verso com algo novo a dizer. No geral, é uma música promissora, com boa atmosfera e base melódica, mas ainda segura demais na escrita. Com metáforas mais específicas, menos clichês e alguma progressão emocional, poderia subir bastante de nível e se tornar mais memorável. O visual é bem polido, encaixa perfeitamente no propósito da canção com fotos e recordações que transmitem bons momentos, sem duvidas não houve erro aqui, mesmo simples, se torna totalmente conecto. Estrutura: 78 / Coesão: 85 / Letra: 80 / Criatividade: 75 / Visual: 90

DIY publicou uma avaliação em 08/02/2026: 80
poh-ema, segundo single de M4THY em parceria com Elle Blanc, é uma canção criada a partir de uma ideia romântica e de obsessão de um amor à primeira vista. A faixa assume o clichê do apaixonado “à moda antiga”, transformando a memória em eixo central da faixa. A metáfora da mente como câmera automática organiza toda a composição e funciona como condutor do início ao fim, isso aparece logo no verso de abertura, quando M4THY canta: “A paisagem passava, mas só era você na cabeça”, uma frase simples, mas que estabelece a lógica da música. O refrão concentra o conceito com mais precisão: “Minha mente funciona, tipo uma câmera automática / A cada pequeno gesto, um flash do teu olhar.”, aqui, a metáfora é bem aplicada e coerente com o restante da letra, justificando a insistência nos detalhes e na repetição de imagens e diferente de outros casos, a repetição não soa exagerada, pois reforça a própria ideia de looping mental que a música quer retratar. A entrada de Elle Blanc adiciona suavidade e equilíbrio ao discurso. Versos como “Tua vibe entra sem aviso, tipo brisa que vem do mar” funcionam bem como contraponto a obsessão verbal de M4THY, trazendo leveza e evitando que a faixa se torne sufocante, a dinâmica entre os dois ajuda a sustentar o clima. Apesar disso o principal limite da canção está justamente na fidelidade excessiva à sua proposta, pouco se é adicionadas a ideia inicial o que causa um certo achatamento narrativo. Ainda assim, poh-ema apresenta uma evolução e coerência, boas metáfora e tom mesmo sem grandes riscos.

Variety publicou uma avaliação em 25/01/2026: 88
Com "Poh-ema", M4THY atualiza o clichê de amor à primeira vista ao transformá-lo em uma experiência visual e sensorial. Os versos de Elle Blanc funciona exatamente como descrito pelo artista: ela é a brisa. Enquanto M4THY carrega em seus versos uma urgência e ansiedade da paixão, como em "Sinto teu cheiro, o teu corpo, isso me faz borbulhar", Elle traz essa validação doce e suave, "Sussurros na minha mente, teu nome ecoa sem parar". Musicalmente, a repetição do refrão é proposital e hipnótica, emulando o próprio pensamento obsessivo de quem está apaixonado."Poh-ema" é uma faixa que consegue ser, ao mesmo tempo, uma declaração de amor "à moda antiga" e um hit de verão contemporâneo. É uma música sobre memórias que ficam na pele, mas que, ironicamente, fará o ouvinte criar novas memórias ao ouvir.