| # | Título | Tipo | Streams | |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Single Oficial | 862,975,556 | ||
| 2 | Mallone feat. Tempestade | Remix | 42,473,943 |

“DIABLO” é a canção que dá continuidade ao novo projeto de Mallone. Indo para um lado mais diferente do single anterior, aqui a artista investe em algo mais sexual e descontraído, ao mesmo tempo que soa carregado por vezes. Em si, é uma canção que soa inofensiva. Não há tanta coisa a se dizer em relação ao seu conceito, que parece não caminhar tão bem com ele. Um grande exemplo são as quebras de expectativa nos versos, quando ela mistura um pouco de seriedade com sexo e não soa natural, como em “Me ajoelho pra rezar/ Mas estou no meu banheiro te fazendo oral”. Soa de certa forma um pouco caricato e tira um pouco a artista do foco de uma forma negativa. A letra traz bons momentos, como no refrão em que a mesma assume o lado mais sexual da faixa sem quebras de expectativas muito bruscas, mas no geral parece que a artista não entrega tanto assim de si para chegar em algum ponto mais significativo. É de certo modo um pouco desestimulante porque a música não parece chegar em um caminho ou num sentido certo. E nem sempre isso é necessário, mas nesse caso isso parece ser. Talvez se a canção seguisse a premissa do terceiro verso e refrão a faixa seria um bom destaque num geral. O visual, produzido pela própria, é interessante e traz um banner mais simples mas que caminha com o que foi feito na capa. Num geral, “DIABLO” não parece suceder com muita inteligência o que a artista fez no seu single anterior. Mas, talvez, nem sempre essa seja a intenção.

Em “DIABLO” Mallone subverte a comunicação visual e narrativa do pop tradicional para expor o alto preço da devoção. O segundo single de seu novo álbum funde a densidade do Dark Pop com a cadência do Reggaeton e a crueza do Rock, criando uma atmosfera confessional e claustrofóbica. Liricamente, a artista desconstrói sua imagem pública de forma inteligente, utilizando o contraste entre o luxo das "joias no pescoço" e a degradação íntima de se submeter à "A fama". O refrão é visceral e a metáfora do "diabo" como uma força de controle funciona como uma mensagem sobre a perda de identidade. A decisão de apostar em uma lírica literal, despida de eufemismos ("Você me ensinou a chamar dinheiro de ‘família’"), é o grande trunfo da faixa. O resultado é um trabalho maduro, que comunica diretamente o esgotamento emocional e gera um forte impacto de identificação com o público.