“DIABLITA” é provocação feita com controle e isso é o que torna a faixa tão divertida. Nesta nova versão de DIABLO, Mallone se joga de vez no funk eletrônico ao lado de Tempestade, entregando um som mais quente, mais ousado e muito mais confiante do que a versão original.
A produção equilibra perfeitamente o groove do funk com uma estética eletrônica, criando uma base hipnótica que sustenta a letra cheia de jogo. Mallone canta poder, desejo e contradição com naturalidade: a personagem sabe exatamente onde está pisando, mesmo que finge perder o controle. Já Tempestade entra como a voz do comando, aumentando a tensão do “obedece” e transformando em um momento da qual você consegue visualizar o sexual.
A letra brinca com dualidades clássicas do funk: luxo e preço, controle e entrega, santidade e devassidão. Mas o faz com uma consciência clara de narrativa. Não é submissão e sim um escolha. Isso coloca “DIABLITA” num lugar interessante dentro da evolução do gênero, dialogando com a tradição popular do funk carioca que ganhou projeção massiva nos anos recentes.
No fim, “DIABLITA” funciona porque sabe exatamente o que quer ser. É um funk eletrônico que respeita o gênero, traz um novo toque sua estética e entrega atitude.