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American Songwriter publicou uma avaliação em 12/04/2026: 98
Com os olhos atentos a cada movimento seu, ARIA lança “TAXIDERMY” - extended play composto por 6 faixas e lançado por selo independente. Com um nome cujo significado é curioso (dado especificamente para a preservação da pele e ossos de animais mortos), o projeto é regado pelo Pop junto ao Alternativo e se inicia em “GAG REFLEX”. É uma canção bem autobiográfica que recapitula momentos da vida do eu-lírico entre o passado e presente. Sendo fiel a roupagem Alternativa e Pop, é uma canção muito bem escrita e conduzida e mostra uma artista que já sabe onde ir. “SKIN”, carro chefe e faixa de estreia de ARIA, parece replicar o que foi dito: ela sabe aonde quer chegar. Mas aqui ela explica a ruína e um pouco da miséria em linhas que soam desesperadoras e gráficas. “Me drapeje sobre sua vaidade” acaba por intensificar o rumo do EP de certo modo. “NATURE MORTE” é a canção mais comercial e ao mesmo tempo intrigante; aqui, ARIA traz referências à moda, literatura e entrega tudo isso soando atual. É uma composição bem construída e bem dosada, mostrando uma artista e compositora ambiciosa. “FORMALDEHYDE” é curta, mas consegue trazer um bom saldo ao EP ao trazer ainda mais emoção e visceralidade. O seu refrão parece encapsular de certo modo uma dor e uma dúvida que talvez nem a artista entenda tão bem, por mais simples que ele seja. Talvez teria sido ainda melhor caso fosse mais desenvolvida. “REPLICA” parece continuar a linha de pensamento da anterior e faz isso sem necessitar de muito: “REPLICA” acaba por aprofundar ainda mais o projeto trazendo um diálogo entre o seu eu antes e depois da fama. ARIA mais uma vez impressiona pela riqueza de detalhes em suas composições, que soam maduras e lúcidas. “ROADKILL” finaliza o EP com fúria, sendo uma faixa extremamente inesperada mas ao mesmo tempo necessária. ARIA assume um papel de vilã e de revolta com uma magnitude intensa, trazendo aqui o Metal para finalizar o projeto com um sentido de: o que será que o universo de sua carreira trará? O visual, produzido por ARIA, traz um encarte e capa simples, mas que trazem uma certa imersão por soar clássico e bonito justamente por sua simplicidade. Em síntese, “TAXIDERMY” pode colocar ARIA na lista como uma provável finalista para a categoria de Best New Artist.

Pitchfork publicou uma avaliação em 01/03/2026: 96
“TAXIDERMY” é o Extended Play de estreia da britânica Aria. A artista independente presenteia seus fãs com 6 faixas que passeiam pelo alternativo, dance e pop e convida os seus ouvintes a presenciar a história de uma mulher que, pressionada pelo olhar público e pelas expectativas da era digital, abre mão da sua humanidade e verdade para criar uma versão artificial de si mesma, onde ela parece viva por fora enquanto algo está morrendo por dentro. Durante todas as 6 faixas, Aria entrega uma lírica altamente metafórica que soa como poesias carregadas de drama. A britânica nos encanta com sua forma de compor, demonstrando uma grande habilidade ao colocar emoção, referências e criatividade em cada canção do seu compilado. Todas as faixas merecem destaque nessa obra, mas “SKIN”, “NATURE MORTE” e “FORMALDEHYDE”. A última canção do Extended Play, “ROADKILL”, pode ser interpretada por muitos como o ponto baixo do projeto, mas, mesmo que a lírica seja totalmente diferente das faixas anteriores e soe nada poética, a faixa é ambiciosa em seus versos, totalmente agressiva e desconfortável, transformando o corpo feminino em algo grotesco e fora do controle, finalizando a narrativa de forma chocante e perspicaz, se tornando um grande destaque também. A artista principal assina a produção gráfica do visual e ela nos surpreende. Para uma artista recém-chegada, Aria entrega um visual bonito e ousado que conta perfeitamente a mesma história da narrativa lírica, mostrando o potencial da artista na indústria visual. Por fim, “TAXIDERMY” é uma grande vitrine para o talento da Aria. A artista demonstra uma qualidade lírica que é difícil de encontrar em trabalhos de estreia. A britânica se mostra uma artista madura que sabe exatamente o que quer e que tem um jeito único de se expressar, nos fazendo acreditar que a artista será um grande fenômeno nos próximos anos.

Spin publicou uma avaliação em 01/03/2026: 97
TAXIDERMY é o EP de estreia da cantora Aria. A artista constrói um arco narrativo que parte do reflexo físico e evolui até o colapso instintivo, a estética é impecável e coerente com a proposta, mas o que realmente sustenta o trabalho é a força da escrita. O EP inicia com “GAG REFLEX”, e essa escolha é fundamental para o impacto do projeto, começando pelo reflexo involuntário do corpo estabelecendo imediatamente o tema da repressão. Em seguida, o lead single “SKIN”, uma faixa cirúrgica que marca uma virada em relação à anterior, o verso “I removed the organs to kill the desire / Scrapped out the messy parts, threw them in the fire” comprova essa transformação pois já não é o corpo reagindo e sim sendo esvaziado e desumanizado. A terceira faixa é “NATURE MORTE”, aqui o discurso aprofunda ao transformar o corpo em objeto de exposição, a metáfora das pinturas de Vanitas se apresentam no verso “Arranged like fruit in a silver bowl / Pomegranate seeds and a lack of soul”, uma imagem luxuosa e mórbida. Na quarta faixa, “FORMALDEHYDE”, o projeto dá um salto conceitual e sonoro para algo mais contemporâneo, e possivelmente a faixa mais engenhosa em termos de construção temática o verso “I saw my ex-boyfriend floating perfectly preserved at age nineteen” traduz com precisão a ideia de juventude congelada em arquivos e memórias digitais e quando a Aria pergunta “Baby, is this hell? / No, this is the backup plan”, o EP atinge um nível filosófico raro, sugerindo que o verdadeiro inferno não é a dor, mas a repetição eterna daquilo que já passou. Em seguida, “REPLICA” surge como o núcleo emocional do trabalho, aqui a estética cede espaço à culpa, o verso “And I killed her just to get the lighting right” conecta de maneira brutal a obsessão pela imagem ao assassinato simbólico da própria identidade. O encerramento acontece com “ROADKILL", um final caótico e necessário, a revolta se concretiza em “I am the meat that bites back”, invertendo definitivamente a lógica da objetificação, liricamente é a faixa menos refinada do conjunto, ainda assim, funciona como catarse. No conjunto, TAXIDERMY é indiscutivelmente coeso, nenhuma faixa foge do tema, cada uma amplia a tese central sob uma nova lente, construindo uma progressão clara, e uma escrita que nos oferece momentos de alto impacto poético, especialmente em “REPLICA” e “FORMALDEHYDE” É um debut que demonstra controle conceitual, identidade artística e coragem temática.









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