Em seu álbum de estreia, Hermez é certeiro ao mencionar "The Dutches" e "Loose" como inspirações diretas do projeto, não por menos, o estreante esbanja de um teor lírico que é totalmente pertinente para uma estrela que mistura pop a hip-hop, e em sua canção, "Funkified", ele presenteia o ouvinte com um não literal soco na boca, ao ser suficientemente implícito em uma narrativa que gira em torno da construção de mascaras num ambiente festivo, ou como a subjetividade permite decifrar, a fama em si. A primeira estrofe captura a essência de alguém recém chegado na narrada "pista de dança", o receio e a percepção clara de que aquele ambiente se trata de uma sociedade de aparências. No pré-refrão, Hermez prevê a própria morte em decorrência das aparências, da performance, se tornar uma vítima da fama que se banha como um entre tantos nomes, mas invés de correr deste destino, o refrão entra em cena para mostrar que ele procura exatamente isto, ser visto. No verso seguinte, ele apresentasse como um produto em vitrine, algo que pode ser rotulado, e no proceder da canção, Hermes descreve a maneira que, imerso naquele mundo, consegue enxergar o modus operandi. Ao final da canção, um verso inédito em meio a repetição do refrão, ele admite que mesmo que deixe de usar aquela máscara, era tarde demais, já havia se tornado um produto. O artista agrada, mas deixa um pouco de descrição em falta, mas sem sombra de dúvidas, um acerto.
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