Caprice Bohémien, Op. 12 ANNAGRAM feat. Kaleb Woodbane, Marco Metal, Alternative2026

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AllMusic publicou uma avaliação em 10/05/2026: 88

A expansão do universo do último álbum de ANNAGRAM trouxe consigo a gravação de "Caprice Bohémien, Op. 12", com o mesmo nome da gravação russa a qual a britânica se inspirou, não por menos, ambas trazem um aspecto similar: O desencanto do criador com sua criação. Porém, diferentemente da desavença de Rachmaninoff com o presente dado a seus amigos, aqui a criação possui corpo e voz, e interpretando Hazel Nova, ANNAGRAM estampa o embate de Hazel Nova com seu criador, após os eventos do desenrolar do disco original, porém desta vez, ao lado de Kaleb Woodbane e Marco. O primeiro verso já expõe a atmosfera da desavença, ao Hazel exigir que fosse olhada nos olhos por seu criador, para que este fosse capaz de ao menos sentir uma forma de empatia. No pré-refrão, a personagem declara a própria independência, enquanto lamenta pelas consequências de seu passado. O refrão define a canção — "Se um dia fui sua tão difundida obra-prima / Por que hoje me teme?" — na incapacidade da criação entender o falta de afeição de seu criador. O papel de Woodbane na canção está em interpretar o criador de Hazel, onde logo em seu primeiro verso, se pergunta se realmente deveria ter se dedicado na criação de algo tão sinistro. No refrão, Marco adentra da canção trazendo um pouco mais da indignação do criador, ao enxergar sua fantasia morta. Sem sombra de dúvidas, "Caprice Bohémien, Op. 12" é um acerto de ANNAGRAM, trazendo uma narrativa interessante e uma collab justificada.