Jules estreia na indústria com “Brutal”, uma faixa que aborda como é preciso se moldar para conseguir entrar nesse meio e logo no início, ela já chega muito bem com “Learned too young to stitch the wound before I’d even bled”, mostrando que, mesmo sendo iniciante, sabe exatamente o que vai performar e desenvolver ao longo da música quase como um spoiler do que está por vir e lá no verso 2, “I don't trust the mirror” abre margem para diferentes interpretações sobre como a indústria afeta a percepção pessoal, "eu sou uma pessoa vazia ou fui levada a acreditar nisso?
Sem dúvidas, esses são os dois pontos altos da canção, já o refrão é marcado por grandes repetições e por se tratar de um hyperpop, isso até funciona dentro da proposta, mas, olhando por um viés mais alternativo, talvez um terceiro verso fizesse falta e a música acaba sendo muito curta, deixando aquele gostinho de "é só isso?".
Na arte da canção, temos Tammy, Lyra e a própria artista creditadas em elementos delicados e fofos, porém simples como caveirinhas, estrelas e beijinhos e pode ser uma escolha estética para permitir múltiplas interpretações, assim como acontece com alguns versos, mas inicialmente gera certa dúvida.
No geral, “Brutal” é um excelente debut e Jules se mostra uma artista muito promissora, trazendo uma abordagem que pode até parecer batida, mas que continua relevante e interessante, principalmente para novos artistas que estão começando a enxergar a indústria de forma mais crítica.
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