| # | Título | Tipo | Streams | |
|---|---|---|---|---|
| 1 |
Sasha Spark
feat. Maggie Morris
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Single Oficial | 3,015,244,108 |
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EXCLAIM! publicou uma avaliação em 19/07/2026: 85
Sasha Spark convida Maggie Morris para juntas darem vida a “Charming”. A canção, que é lançada como o segundo single do álbum de Sasha, tem sua sonoridade influenciada por gêneros como o soft rock e o alternativo, e traz em seus versos o equilíbrio perfeito entre o magnetismo juvenil e o peso esmagador de uma paixão inevitável. A canadense Sasha Spark traz para sua nova canção uma crônica de uma rendição anunciada. A narrativa da canção gira em torno da perda de autonomia, fazendo o eu lírico mergulhar em um romance metódico, quase predatório em seu charme. As duas novatas em ascensão, em seus versos, exploram o paradoxo de saber que se está entrando em um jogo perigoso, mas mesmo assim querer se afundar nele. Liricamente, a canção atinge um equilíbrio refinado entre uma lírica direta e metafórica, mesmo que em sua maior parte a escrita se mostre direta. Quando utiliza metáforas, a faixa evita o erro comum de abusar de abstrações pretensiosas. Em vez disso, as metáforas ficam no campo sensorial, fazendo o público não só entender o que o eu lírico está sentindo, mas fazendo-o se sentir dentro da canção. Se a canção nos versos de Sasha já se mostrava um grande acerto, a entrada de Maggie no segundo verso do single concretiza essa ideia. A britânica injeta uma dose necessária de sobriedade à faixa. Enquanto a primeira parte cantada pela artista principal soa quase hipnotizada, Maggie traz a autoconsciência. Ela decodifica o charme do antagonista não como mágica, mas como uma performance muito bem executada. Isso eleva a composição de um simples lamento apaixonado para um suspense psicológico compartilhado. A produção lírica, assinada por Anne Ritchie e Hermez, reflete perfeitamente a tensão psicológica e a atração magnética descritas nos versos da canção. A colaboração triunfa ao transformar o clichê da "paixão obsessiva" em uma narrativa elegante e cheia de camadas, fugindo dos clichês de canções do mesmo estilo. “Charming” captura o cansaço e o fascínio de se apaixonar na era moderna. Sasha Spark e Maggie Morris não criaram apenas uma música sobre charme, elas entregaram uma simulação perfeita dele.

DIY publicou uma avaliação em 28/06/2026: 94
“Charming” é o segundo single do álbum de estreia de Sasha Spark e é uma parceria com Maggie Morris. É dançante e sensual à sua maneira, é quase como uma maratona assistir à evolução de Sasha. Nesse trabalho, em que Sasha vem se redimir com a indústria depois de tanto tempo afastada, ela retorna com “People Complexity” e “Charming”. São duas músicas extremamente parecidas, mas muito diferentes entre si: enquanto em “People Complexity” vemos uma Sasha indecisa, contida e amedrontada, em “Charming” vemos ela apaixonada, loucamente apaixonada. É quase como uma grande onda de calor que sobe diretamente para a cabeça de Sasha e que Maggie acompanha com triunfo. Uma música que utiliza de forma esplêndida o gênero Soft Rock, quase como um Lo-Fi disfarçado. A letra é cheia de camadas e deveras bem montada. Sentimos que falta algo, mas ainda não descobrimos o quê. A produção fica por conta de Anne Ritchie e Hermez, dois talentosíssimos em seus respectivos ramos. Aqui, o foco é totalmente na produção e na estética da música: tudo muito rosa, muito chiclete e muito old school, ou seja, elementos que nunca imaginamos Sasha seguir, e ela entrega tudo com maestria, ela sustenta a proposta. Maggie, em contrapartida, é uma das mestras nessa estética e, juntando forças, elas são imbatíveis! O que tanto procuramos naquilo que falta à música é que, infelizmente, ela acaba. Ótimo retorno de Sasha e mais uma parceria incrível de Morris.

Los Angeles Time publicou uma avaliação em 21/06/2026: 90
Após lançar seu controverso single "People Complexity", Sasha retorna com uma proposta completamente diferente e, assim como o próprio título sugere, extremamente charmosa, e a ênfase aqui realmente está no charme. Charming mistura alguns dos sentimentos mais doces e amargos que acompanham uma paixão: amor, desejo, incerteza e aquele medo constante que surge quando alguém mexe com a nossa cabeça. A presença de Maggie também acrescenta bastante à faixa, tornando-a mais interessante tanto em sua produção quanto na letra, e falando na produção, esse mérito é da Anne Ritchie. Mesmo trabalhando com duas artistas que seguem propostas visuais diferentes, ela consegue fazer tudo conversar muito bem, sem apagar a identidade de nenhuma das duas. A letra talvez seja o maior acerto da canção, justamente por ser genuína em seus sentimentos e docemente cotidiana em suas falas. Observando por esse lado, talvez esse seja o verdadeiro charme da música. Mas nem tudo aqui vive apenas de charme e doçura. O que faltou foi um pouco mais de nuance para sustentar sua narrativa e levá-la para lugares mais interessantes. A faixa segue praticamente o mesmo caminho do início ao fim e, quando chega à metade, acaba se tornando previsível. Isso deixa aquele gostinho de que faltou um último empurrão para levar a música ao seu máximo.

AllMusic publicou uma avaliação em 14/06/2026: 81
Sasha Spark dá mais uma parte do que irá se tornar seu mais novo álbum com "charming", single em parceria com a cantora e compositora Maggie Morris. A composição é leve, mas certeira em suas intenções, descrevendo aquele estado em uma paixão recente onde os pequenos momentos vividos entre os dois amantes ainda não são o suficiente para definir que tipo de relação eles têm, mas tendo em mente que a química é forte demais para não ser aproveitada ao máximo, as cantoras apenas pegam o que lhes é oferecido. Sasha possui uma lírica mais enigmática, focada em detalhes físicos que evocam cenários, enquanto Maggie é mais direta ao abordar seus sentimentos, algo já visto em outros lançamentos dela. A produção visual, assumidamente feminina e assinada por Anne Ritchie em parceria com Hermez no HTML, se alia com a abordagem timidamente sedutora da faixa e entrega uma atmosfera de "road trip", dando o clima leve e sem grandes preocupações do romance em potencial vivido pelas cantoras na canção. "charming" não chega a ser experimental para ser levada de forma tão específica, mas é uma faixa divertida nos seus limites.

BBC publicou uma avaliação em 31/05/2026: 89
O segundo single de Sasha Spark e Maggie Morris captura com precisão aquela fase do "quase": quando tudo é leve demais para chamar de amor, mas intenso demais para você conseguir ignorar. É um som sobre o início do abismo, focado naqueles detalhes bobos que viram obsessão antes mesmo de você entender quem a outra pessoa realmente é. A grande sacada da faixa é desenhar a atração sem apelar para juras cafonas. A composição vive de flashes sensoriais — o cheiro de cedro, o tênis gasto no chão, o gosto de cereja. Liricamente, o desejo é tratado como pura desorientação, o que fica claro no ótimo verso “you pull me into your orbit and I forget my own”. Não é um romance consolidado; é uma gravidade nova que te puxa sem pedir licença. A pegada indie alternativa caiu como uma luva aqui. A menção ao Modest Mouse ajuda a desenhar esse cenário de juventude melancólica, transformando a música em um filme que se passa dentro de um carro estacionado às três da manhã. O verso da Maggie Morris acrescenta muito ao descrever o charme daquela pessoa ambígua, que nunca abre o jogo totalmente, mas deixa migalhas suficientes para te manter preso. Se há um ponto fraco, é que às vezes o texto abraça forte demais os clichês de "romance do Tumblr" (o banco de trás do carro, o vento no rosto). O que salva a faixa de virar um indie genérico é a sua honestidade: ela não finge ser um tratado filosófico, aceitando que é apenas o relato de quando alguém entra na sua rotina e muda tudo de lugar. O resumo de todo o conflito está na frase mais simples da letra: “This shouldn’t be this beautiful”. É o medo genuíno de que algo tão perfeito agora se transforme em um estrago gigante logo ali na frente. É o encantamento logo antes do tombo.



































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