charming Sasha Spark feat. Maggie Morris Soft Rock, Alternative2026

Você pode avaliar este trabalho como um crítico musical. Após o envio, sua crítica passará por uma bancada avaliadora, onde será verificado se o texto cumpre todos os requisitos: é autoral, possui impessoalidade, sentido e profissionalismo. Notas "100" ou muito baixas, textos curtos ou muito longos são mais difíceis de serem aprovados.
Não é permitido o uso de IA (Inteligência Artificial), nós utilizamos mecanismos de detecção, por tanto, faça um texto criado unicamente por você.


Sua crítica será publicada em nome de uma revista, logo sua identidade não será revelada.




EXCLAIM! publicou uma avaliação em 19/07/2026: 85

Sasha Spark convida Maggie Morris para juntas darem vida a “Charming”. A canção, que é lançada como o segundo single do álbum de Sasha, tem sua sonoridade influenciada por gêneros como o soft rock e o alternativo, e traz em seus versos o equilíbrio perfeito entre o magnetismo juvenil e o peso esmagador de uma paixão inevitável. A canadense Sasha Spark traz para sua nova canção uma crônica de uma rendição anunciada. A narrativa da canção gira em torno da perda de autonomia, fazendo o eu lírico mergulhar em um romance metódico, quase predatório em seu charme. As duas novatas em ascensão, em seus versos, exploram o paradoxo de saber que se está entrando em um jogo perigoso, mas mesmo assim querer se afundar nele. Liricamente, a canção atinge um equilíbrio refinado entre uma lírica direta e metafórica, mesmo que em sua maior parte a escrita se mostre direta. Quando utiliza metáforas, a faixa evita o erro comum de abusar de abstrações pretensiosas. Em vez disso, as metáforas ficam no campo sensorial, fazendo o público não só entender o que o eu lírico está sentindo, mas fazendo-o se sentir dentro da canção. Se a canção nos versos de Sasha já se mostrava um grande acerto, a entrada de Maggie no segundo verso do single concretiza essa ideia. A britânica injeta uma dose necessária de sobriedade à faixa. Enquanto a primeira parte cantada pela artista principal soa quase hipnotizada, Maggie traz a autoconsciência. Ela decodifica o charme do antagonista não como mágica, mas como uma performance muito bem executada. Isso eleva a composição de um simples lamento apaixonado para um suspense psicológico compartilhado. A produção lírica, assinada por Anne Ritchie e Hermez, reflete perfeitamente a tensão psicológica e a atração magnética descritas nos versos da canção. A colaboração triunfa ao transformar o clichê da "paixão obsessiva" em uma narrativa elegante e cheia de camadas, fugindo dos clichês de canções do mesmo estilo. “Charming” captura o cansaço e o fascínio de se apaixonar na era moderna. Sasha Spark e Maggie Morris não criaram apenas uma música sobre charme, elas entregaram uma simulação perfeita dele.



DIY publicou uma avaliação em 28/06/2026: 94

“Charming” é o segundo single do álbum de estreia de Sasha Spark e é uma parceria com Maggie Morris. É dançante e sensual à sua maneira, é quase como uma maratona assistir à evolução de Sasha. Nesse trabalho, em que Sasha vem se redimir com a indústria depois de tanto tempo afastada, ela retorna com “People Complexity” e “Charming”. São duas músicas extremamente parecidas, mas muito diferentes entre si: enquanto em “People Complexity” vemos uma Sasha indecisa, contida e amedrontada, em “Charming” vemos ela apaixonada, loucamente apaixonada. É quase como uma grande onda de calor que sobe diretamente para a cabeça de Sasha e que Maggie acompanha com triunfo. Uma música que utiliza de forma esplêndida o gênero Soft Rock, quase como um Lo-Fi disfarçado. A letra é cheia de camadas e deveras bem montada. Sentimos que falta algo, mas ainda não descobrimos o quê. A produção fica por conta de Anne Ritchie e Hermez, dois talentosíssimos em seus respectivos ramos. Aqui, o foco é totalmente na produção e na estética da música: tudo muito rosa, muito chiclete e muito old school, ou seja, elementos que nunca imaginamos Sasha seguir, e ela entrega tudo com maestria, ela sustenta a proposta. Maggie, em contrapartida, é uma das mestras nessa estética e, juntando forças, elas são imbatíveis! O que tanto procuramos naquilo que falta à música é que, infelizmente, ela acaba. Ótimo retorno de Sasha e mais uma parceria incrível de Morris.



Los Angeles Time publicou uma avaliação em 21/06/2026: 90

Após lançar seu controverso single "People Complexity", Sasha retorna com uma proposta completamente diferente e, assim como o próprio título sugere, extremamente charmosa, e a ênfase aqui realmente está no charme. Charming mistura alguns dos sentimentos mais doces e amargos que acompanham uma paixão: amor, desejo, incerteza e aquele medo constante que surge quando alguém mexe com a nossa cabeça. A presença de Maggie também acrescenta bastante à faixa, tornando-a mais interessante tanto em sua produção quanto na letra, e falando na produção, esse mérito é da Anne Ritchie. Mesmo trabalhando com duas artistas que seguem propostas visuais diferentes, ela consegue fazer tudo conversar muito bem, sem apagar a identidade de nenhuma das duas. A letra talvez seja o maior acerto da canção, justamente por ser genuína em seus sentimentos e docemente cotidiana em suas falas. Observando por esse lado, talvez esse seja o verdadeiro charme da música. Mas nem tudo aqui vive apenas de charme e doçura. O que faltou foi um pouco mais de nuance para sustentar sua narrativa e levá-la para lugares mais interessantes. A faixa segue praticamente o mesmo caminho do início ao fim e, quando chega à metade, acaba se tornando previsível. Isso deixa aquele gostinho de que faltou um último empurrão para levar a música ao seu máximo.



AllMusic publicou uma avaliação em 14/06/2026: 81

Sasha Spark dá mais uma parte do que irá se tornar seu mais novo álbum com "charming", single em parceria com a cantora e compositora Maggie Morris. A composição é leve, mas certeira em suas intenções, descrevendo aquele estado em uma paixão recente onde os pequenos momentos vividos entre os dois amantes ainda não são o suficiente para definir que tipo de relação eles têm, mas tendo em mente que a química é forte demais para não ser aproveitada ao máximo, as cantoras apenas pegam o que lhes é oferecido. Sasha possui uma lírica mais enigmática, focada em detalhes físicos que evocam cenários, enquanto Maggie é mais direta ao abordar seus sentimentos, algo já visto em outros lançamentos dela. A produção visual, assumidamente feminina e assinada por Anne Ritchie em parceria com Hermez no HTML, se alia com a abordagem timidamente sedutora da faixa e entrega uma atmosfera de "road trip", dando o clima leve e sem grandes preocupações do romance em potencial vivido pelas cantoras na canção. "charming" não chega a ser experimental para ser levada de forma tão específica, mas é uma faixa divertida nos seus limites.



BBC publicou uma avaliação em 31/05/2026: 89

O segundo single de Sasha Spark e Maggie Morris captura com precisão aquela fase do "quase": quando tudo é leve demais para chamar de amor, mas intenso demais para você conseguir ignorar. É um som sobre o início do abismo, focado naqueles detalhes bobos que viram obsessão antes mesmo de você entender quem a outra pessoa realmente é. A grande sacada da faixa é desenhar a atração sem apelar para juras cafonas. A composição vive de flashes sensoriais — o cheiro de cedro, o tênis gasto no chão, o gosto de cereja. Liricamente, o desejo é tratado como pura desorientação, o que fica claro no ótimo verso “you pull me into your orbit and I forget my own”. Não é um romance consolidado; é uma gravidade nova que te puxa sem pedir licença. A pegada indie alternativa caiu como uma luva aqui. A menção ao Modest Mouse ajuda a desenhar esse cenário de juventude melancólica, transformando a música em um filme que se passa dentro de um carro estacionado às três da manhã. O verso da Maggie Morris acrescenta muito ao descrever o charme daquela pessoa ambígua, que nunca abre o jogo totalmente, mas deixa migalhas suficientes para te manter preso. Se há um ponto fraco, é que às vezes o texto abraça forte demais os clichês de "romance do Tumblr" (o banco de trás do carro, o vento no rosto). O que salva a faixa de virar um indie genérico é a sua honestidade: ela não finge ser um tratado filosófico, aceitando que é apenas o relato de quando alguém entra na sua rotina e muda tudo de lugar. O resumo de todo o conflito está na frase mais simples da letra: “This shouldn’t be this beautiful”. É o medo genuíno de que algo tão perfeito agora se transforme em um estrago gigante logo ali na frente. É o encantamento logo antes do tombo.