
98
O que vemos é elegância, um álbum praticamente perfeito, que briga seriamente pelo título de melhor álbum da indústria com 'Blackout' - álbum de Kadu. Começando pelo visual, é incrível e impecável, seu encarte é belo, prazeroso e extremamente polido. Mas certamente o ponto alto neste disco é sua composição, suas letras são inteligentes, profundas... perfeitas! Com grande destaque a "Real Love Hurts", esta faixa se destaca das demais, as colaborações com Dallas e Bronx brigam pelo 2° maior destaque, são duas incríveis músicas. As mensagens transmitidas são suaves, profundas e ao mesmo tempo complexas, nada de repetitivo por aqui, cada faixa tem seu próprio recado, tudo bem encaixado e coeso. O que mais podemos falar sobre esta obra? Qualquer amante de música boa deveria ouvir, e isto é mais um dos parâmetros de qualidade que toda a indústria deveria levar em consideração.

85
Estamos admirados com a forma em que Dylan se expõe em seu trabalho, o que vem a ser um ponto positivo, que se puxar demais, ficaria negativo, mas, não vamos pensar nisso. Começando a andar pela explicação do álbum, em um grande texto, vemos que Dylan juntou sua dor e suas lutas, mostrando realmente suas cicatrizes, e ao adiantar a tracklist vemos nomes que poderíamos ver em qualquer disco, mas que naquele mundo o Dylan realmente quis passar essa mensagem. Andando pela sua aba de tracks e lendo uma por uma, vemos o quão brilhante a mente de Dylan é como escritor, mas vemos disleixo em tentar corrigir certos erros de concordância lírica. Suas letras são ótimas, não podemos negar, mas a vez que Dylan as passa num papel e já corre para torná-las em inglês, vemos o quão isso é 'pecador' em olhos fundos e críticos. Muitos podem não concordar, mas, a força que Dylan tem em detalhar o conceito de suas tracks e torná-las um ponto direto e crucial, fazendo todo aquele jús ao seu tema, o que torna cansativo ver várias vezes a mesma frase. Dona de um hype imenso, avaliamos 'leonard'. Onde, o que mais peca é a parte repetitiva, 'Oi, Leonardo... Oi, Leonardo', mas também nos deixou com um pé atrás e descobrir que aquela faixa fazia todo o sentido em estar em 'Scars', e que dá a entender que o 'Oi, Leonardo' está sendo repetida ao abrir cada estrofe, foi algo que só, puff, aconteceu. Novamente, Dylan é um bom escritor, só precisa se atentar mais ao publicar suas letras. Falando sobre seu visual, sabemos onde Dylan erra. Fazer um encarte com uma percepção mais 'constante' e 'alinhadas', vemos algo que discorda completamente do conceito do disco. Seu visual não combina com suas letras, digo, toda aquela poluição visual de seu encarte, seu posicionamento e edição parecem ser 'achatados', dando certo incômodo de continuar vendo seu visual. O encarte não é perfeito, não é tão feio, só é... desconexo. Capa: 93 / Encarte: 60 / Letras: 99 / Coesão entre visual e letras: 80 / NOTA FINAL PER CÁLCULO: 83 / Considerações: 85

100
Dylan Mellet agracia aos ouvidos do público com "Scars", seu mais novo álbum de estúdio, em uma dosagem perfeita de sofrimento e esperança. O artista demonstra todo o seu potencial como compositor em faixas como "Leonard", onde se fala sobre um antigo relacionamento do interprete, e "Safe", onde ele agradece alguém que teve muita importância na sua vida pelo simples fato de ter feito parte dela. A tracklist se mostra na ordem perfeita para deixar o álbum coeso, onde cada faixa conta uma história e todas essas histórias se entrelaçam, formando uma só história: o "Scars". "Animal", outra faixa de destaque, cumpre totalmente seu papel de fechar o disco, sendo um epílogo perfeito para deixar o público ansioso para o que vem em frente, com o artista repetindo "It's time to make new scars" ("Esse é o momento de fazer novas cicatrizes", em tradução livre). Com esse disco, Dylan mostra que não veio à indústria em busca de pouco e está conquistando seu espaço com o seu talento e trabalho árduo.

100
Dylan Mellet agracia aos ouvidos do público com "Scars", seu mais novo álbum de estúdio, em uma dosagem perfeita de sofrimento e esperança. O artista demonstra todo o seu potencial como compositor em faixas como "Leonard", onde se fala sobre um antigo relacionamento do interprete, e "Safe", onde ele agradece alguém que teve muita importância na sua vida pelo simples fato de ter feito parte dela. A tracklist se mostra na ordem perfeita para deixar o álbum coeso, onde cada faixa conta uma história e todas essas histórias se entrelaçam, formando uma só história: o "Scars". "Animal", outra faixa de destaque, cumpre totalmente seu papel de fechar o disco, sendo um epílogo perfeito para deixar o público ansioso para o que vem em frente, com o artista repetindo "It's time to make new scars" ("Esse é o momento de fazer novas cicatrizes", em tradução livre). Com esse disco, Dylan mostra que não veio à indústria em busca de pouco e está conquistando seu espaço com o seu talento e trabalho árduo.

98
Em "Scars", Dylan nos entrega um trabalho melancólico e doloroso, cantando sobre suas angústias e mágoas, mas ao mesmo tempo nos mostra um lado esperançoso, em que acredita em um futuro iluminado e feliz. O talento do cantor como compositor se torna evidente ao longo das faixas. Destaques para Leonard e Grandma, os "auges" depressivos do disco, e Utopia, uma linda faixa sobre amadurecimento que conta com a participação da cantora Dallas. A tracklist foi perfeitamente definida, seguindo uma ordem crescente onde, no início, Dylan conta um pouco sobre suas vivências e feridas acumuladas ao longo de sua vida, e no fim revela que essas feridas viraram cicatrizes que o tornaram mais forte. Visualmente o álbum também é muito bem produzido, refletindo perfeitamente o conceito e o conteúdo das canções. É difícil, se não impossível, encontrar algum defeito dentro desse trabalho. Dylan não somente superou o seu disco anterior "Sorry & Sorrow" como também nos entregou um dos melhores, ou talvez o melhor álbum desse ano. Melhores Faixas: Utopia, Leonard, Painful Memories, Grandma e Scars. Composição: 100/100 | Visual: 90/100 | Conceito: 100/100 | Criatividade: 100/100

97
Após o grandioso e aclamado Sorry & Sorrow, Dylan retorna a indústria com uma de suas maiores responsabilidades enquanto artista: nos apresentar um álbum tão brilhante quanto o seu antecessor. Sua capa é uma verdadeira arte e seu design é impecável, mas o verdadeiro destaque do disco são suas composições. Logo na intro, o cantor se abre em uma conversa curta nos preparando para as próximas faixas. Cantando sobre suas feridas da forma mais crua possível, o artista alcança com êxito o objetivo de "nos fazer sentir o que ele sentiu", prova disso foram as lágrimas derramadas por mim ao ouvir a minha preferida, Grandma. Ao lado de Dallas, temos a canção mais leve do disco, onde cantam sobre sua amizade e citam a pequena Angeline. Já na faixa-título, Mellet nos canta uma conversa tão profunda capaz de fazer qualquer "tough man" se emocionar e finaliza o álbum de forma grandiosa, aceitando suas cicatrizes e mostrando toda a sua força enquanto ser humano. Destaque também para as faixas utopia, leonard, a r t, revelation 21:4 e limbo.
98
Dylan nos promete entregar um trabalho puro e sincero, e é isso que Dylan nos entrega. Scars é um álbum que qualquer pessoa que já se sentiu sozinha ou desamparada vai se identificar. É inegável que Dylan é um ótimo compositor, citando a faixa "a r t", Dylan é pura arte, uma arte que muitos artistas preferem não fazer por sentir medo, uma arte vulnerável e bela de se ver, tudo o que esse artista escreve e transmite é genuíno e inspirador. Mesmo sendo um álbum regado de dor e tristeza, Scars se mantêm vivo o tempo todo. Dylan não tem medo de tirar o band-aid e mostrar todas as suas cicatrizes e vulnerabilidades e isso não só faz dele um grande artista mas um grande ser humano.

96
Dylan Mellet, o consagrado cantor alternativo lança seu 2º álbum de estúdio e sim, matem as expectativas quanto a qualidade, porém não quanto a versatilidade. O conceito do album segue pelas mesmas veredas de seu antecessor, muita dor. Entendemos que esse é o Dyllan Mellet e essa é sua arte, porém seria bom ver o cantor adentrar num campo diferente e por ele inexplorado. A capa é uma arte, sim... no sentido literal também ou seja, em ambos. A paleta de cores é bastante diversificada, porém de uma maneira que não soe bagunçado ou quiçá poluído. Dito isso, vemos que no encarte a qualidade acompanha, os efeitos pequenos no photoshoot de Mellet, dá todo um toque intimista e tristemente lirico ao booklet. A tracklist é coesa, firme e segue dentro do planejado e proposto pelo artista que em conjunto as composições, formam uma genuína obra de arte. "Leonard" é o cume emotivo do album e talvez uma das melhores composições já feitas por Mellet. Nela o cantor demonstra seus problemas paternais refletidos em um relacionamento que de certa forma o devastou e é esmiuçado de tal forma, que te faz se apaixonar pela canção mesmo não tendo vivenciado tal experiência. A sonoridade em sí é um pouco monótona, mas batidas acusticamente pesadas e sombreadas como em "Scars" e "Animal" te levam ao nirvana. Dylan Mellet provou que sim, seu talento não é uma estrela cadente que nos atrai ao ser avistada, mas após o desejo se apaga. Aguardamos mais do cantor

88
Em seu debut album, Dylan promete nos falar sobre todas as suas cicatrizes... Com um visual excelente, Mellet nos apresenta um álbum altamente pessoal e cru. Em suas músicas, você é capaz de encontrar suas cicatrizes, mas em algumas músicas, o cantor tende a retratar situações já retratadas em alguma outra canção, ou simplesmente músicas que não se encaixm no conceito geral do álbum, tirando a graça e magia do trabalho. Talvez, a escolha e seleção de posição das tracks no álbum não tenha sido bem feita. Então a Pitchfork fará uma nova tracklist, indicando o motivos das mudanças e como isso muda todo o conceito do álbum. Visual: 99 | Composição: 95 | Conceito: 72