
84
Thithi volta a indústria com “Waterproof”, seu segundo álbum de estúdio, que dá sequência a “Old Boy”, onde vemos uma evolução do artista. “Waterproof” é um álbum inteligente e criativo. Com um olhar técnico, suas composições poderiam ser consideradas clichês, mas Thithi soube trabalhar bem com cada faixa, dando movimento e não deixando nada repetitivo. Canções como “How I Do” e “Back To Him / P.I.L.N” se sobressaem em meio as outras faixas, mas “Marital Status: Broken” lidera a tracklist quando o quesito é qualidade. Um erro deste álbum são as colaborações, nenhuma é boa o suficiente para acrescer no trabalho, talvez a que mais se aproxime disso seja “Scoundrel”, com participação do rapper RAWAK. Todas as faixas são boas por si só, e este álbum com certeza se sairia melhor se fosse um trabalho totalmente solo. Thithi assina todas as faixas do álbum com sua composição, demonstrando ser, além de um bom vocalista, um bom compositor. As melhores composições são as que o artista compõe sozinho, Thithi é criativo e intuitivo em todas as letras, e trabalha bem no quesito técnico, com uma boa divisão das estrofes. O álbum está classificado como Pop, Hip-Hop e RnB, mas no quesito sonoro, vemos também influencias de EDM, e muito pouco Hip-Hop, mas ainda há. Os instrumentais são interessantes, e conversam com seu conteúdo lírico, nada parece desconexo. O visual também é um grande acerto deste álbum, a capa é bonita e chama a atenção de qualquer cliente que esteja dando uma olhada na prateleira de discos numa loja. O encarte também é um grande acerto, fugindo do padrão convencional, Thithi inova com um layout diferente, e que condiz com o conteúdo interno do trabalho. Apesar de inovar logo na primeira página, em seguida vemos que não passa disso, já que as outras páginas são apenas versões diferentes do mesmo molde, o famoso “Ctrl C – Ctrl V”, tudo muito igual. É inovador, mas poderia ser mais, mesmo que intercalasse as páginas com Original/Repetição/Original/Repetição. Apesar deste erro, ainda é um encarte interessante que compactua com seu conteúdo interno, que também é de grande apresso. “Waterproof” é um álbum bem trabalhado e criativo, é um grande acerto, e com certeza irá causar muita disputa entre fãs do artista na hora de decidir qual é o melhor “Old Boy” ou “Waterproof”. Erros existem, mas Thithi soube evitar com soluções inteligentes, trazendo ao público um bom álbum.

85
O segundo álbum do cantor Thithi é um compilado de visões sobre relações e questões do mundo, as quais ora são narradas com certo tom melancólico, ora com um tom mais agressivo e debochado. Todavia, mesmo mostrando toda a sua vulnerabilidade como eu lírico, o cantor não deixou de lado o tom crítico e as letras catchy. No aspecto lírico, é um disco que possui altos e baixos, \"For You I Give\" é uma música que não cumpre muito bem seu papel como faixa introdutória e definitivamente poderia envolver mais o ouvinte, mas esse envolvimento começa a se tornar realidade no decorrer das faixas até chegar ao seu ápice em \"Living In a Bubble\", que junta tudo o que uma música de sucesso pode ter, uma melodia cativante com inúmeras rimas e um propósito. No aspecto coesivo, o disco poderia ser melhor executado, existem algumas transições que são bem bruscas no que diz respeito aos temas, a própria \"Living In a Bubble\" soa desconexa com as faixas ao seu redor, \"How I Do\" também é um exemplo disso, mas em aspectos gerais, o disco gira em torno de um eixo relativamente bem sustentado. Já quanto ao visual, o disco é bem editado, com uma disposição de tipografia e imagens interessante, mas nada muito além disso. O artista poderia ter montado outros recursos visuais capazes de serem mais chamativos ao olhar do público e que refletissem mais o conceito do álbum. Nesse sentido, Thithi entregou um trabalho bom, mas que poderia ser muito melhor levando em consideração o seu potencial artístico. Abordagem temática: 90 Coesão: 90 Conteúdo lírico: 82 (x2) Conteúdo visual: 80 Média: 85

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Com seu aguardado retorno a indústria, Thithi mostra que cresceu e entrou em um mundo totalmente novo. Diferente de \"Old Boy\", o novo disco do artista mostra um cantor mais crescido e que apesar de viver numa bolha, não tem medo de brincar com situações e usá-las, em certa parte, a seu favor; ao lançar \"Living in a Bubble\" como lead single, o artista recebeu atenção por ser uma de suas letras mais interessantes e bem escritas, apesar de abordar um tema comum nos últimos tempos, a critica foi feita de forma coerente e soou de forma agradável, mesmo se arriscando no hip-hop pela primeira vez, o cantor durante toda a obra usa de seus artifícios antigos para criar sua própria estetica lirica, trazendo uma pegada mais divertida e pop ao disco com a faixa \"Phenomenal\", que relembra seus antigos trabalhos, o que mostra que seu antigo eu não desapareceu mas continua ali de certa forma. A parte visual do disco é onde tudo muda completamente, uma estética totalmente P&B trás de volta os temas que mesmo trabalhados nas músicas não foram tão profundos, fazendo assim um bom equilíbrio. Thithi mostra que seu rumo como artista é bem traçado e se mostra um bom compositor, melhorando constantemente em sua jornada artística.

82
Seguindo lançamentos de dois singles oficiais e um promocional, Thithi libera finalmente seu novo álbum de inéditas. Com sonoridade Pop/R&B, ele se renova em sua jornada na indústria, abordando a água como conceito. Thithi se mostra profundo como um oceano em seu conteúdo lírico indo para pontos obscuros. Que funcionam tanto como para representar tristeza até para expressar seu lado sensual. De modo geral o álbum se mantém muito bem liricamente como um todo, tendo o seu ponto mais fraco na faixa Blah Blah Blah, que aborda o tema tratado de maneira fútil. Outra canção que poderia ter sido mais bem polida é Marital Status: Broken. Dentre os destaques do álbum estão: Living in a Bubble, lead single do álbum e que é de longe a melhor letra do projeto. A faixa título, Waterproof, que vemos Thithi se mostrando vulnerável e expondo seus sentimentos de maneira crua e sincera. Visualmente o álbum agrada, a dinâmica nas páginas do encarte poderia ser mais bem trabalhada, mas ainda assim é um bom visual. O preto combina muito com a maneira que o artista decidiu abordar a água no conceito do álbum, trazendo uma ótima coesão entre conceito x visual no disco. Waterproof é uma grande evolução artística para Thithi em sua carreira, nossos parabéns ao cantor pelo trabalho e que ele continue evoluindo em seus futuros lançamentos.

74
Retornando aos holofotes com seu mais novo álbum, Thithi nos apresenta “Waterproof”, segundo álbum de estúdio. Com uma nova roupagem, ele adentra em outro gênero e uma nova perspectiva para sua carreira. Falando sobre relacionamentos, dor, uma viagem em seu íntimo e sua observação mediante as situações, o álbum é permeado por uma narrativa que pode ser observada como base e ao mesmo tempo como ponto de partida, é um tanto complicado saber se a narrativa amorosa é complementar para o norteamento ou se é a base, caso seja, gera desconforto observar o mesmo molde de outros álbuns em retratar términos e reflexões acerca disso da maneira mais comum, sem algo que incremente essa jornada. Apesar disso o álbum toma outros rumos, mesmo que sutis, onde ele aborda outras temáticas fora do nicho inicial, que funcionam até melhor porque vão para um rumo menos usual e possivelmente são as canções mais “folgadas”, no sentido de não exigirem um peso sentimental maior do que o necessário e serem as válvulas de escape da tracklist, isso é notado em “Living In A Bubble”. Ainda assim a obra se torna dividida por trazer à tona esses pontos de forma mais isolada, eles não estão em sincronia com oque foi apresentado inicialmente, como se prometesse algo e do meio para o fim entregasse outro, mesmo que esse ponto tenha sido crucial para que o projeto não cometesse o mesmo erro de seu antecessor. O lirismo está melhor e mais aperfeiçoado, Thithi evoluiu em relação ao primeiro álbum, o formato apresentado foi bem executado, as rimas foram bem construídas, mas como o conceito as canções seguem esse pressuposto de se perder, as faixas do meio e do fim da tracklist se apoiam em “Living In A Bubble” e não possuem tanta autonomia, elas funcionam como apoio posterior ao novo rumo narrativo do álbum, mas não tem tanta força. A produção melódica é linear, tem como base o Pop/Trap com claras influencias Hip Hop, fugindo dessa proposição algumas vezes, com ênfase nas faixas 3 e 4. Os visuais estão melhor construídos, com uma produção mais rebuscada, interessante e linear, gostamos de como apenas um estilo de efeito nas fotos foi escolhido, trouxe maior consistência ao observado na capa e também a todo o encarte. De modo geral, Thithi conseguiu ampliar seus parâmetros, mesmo pecando em relação a consistência narrativa, esse não é um projeto que gostaríamos de ver mais vezes, como referenciado na última faixa, gostaríamos de observar o NOVO, algo que o posicione mais firmemente em seu nicho, este título mais funciona como uma obra de transição do que propriamente um trabalho que o represente. Aguardamos seus novos projetos

77
Depois do grandioso “Old Boy”, Thithi tenta trazer algo novo com o álbum “Waterproof”, onde é descrito como um álbum “sobre viver sob dificuldades e outros”. Entre alguns acertos e alguns erros, o artista tenta uma sonoridade um pouco diferente (dito pelo mesmo), em um ar mais hip-hop do que pop chiclete, mesmo uma boa parte dos instrumentais do álbum tendo um ar mais pop e r&b do que hip-hop puro. Indo ao seu conteúdo lírico, o cantor tem acertos no álbum com boas composições; mas também peca na profundidades de algumas músicas que poderiam ser mais intensas e melhores construídas, já que o mesmo diz que a ideia do álbum é ter uma intensidade maior para fugir da previsibilidade que o conceito poderia passar. Composições que podem ser destacadas como destaques no álbum são “Lovely and Cute”, com os versos de Asha adicionando bastante na música; “Marital Status: Broken”, “Back To Him/P.I.L.W”, “How I Do” e “Waterproof” também seguem uma boa qualidade lírica. “Bla Bla Bla” é a faixa mais fraca do álbum, tanto no seu conteúdo quanto no seu propósito, podendo ser facilmente ser retirada do álbum. “Living in a Bubble” apesar de não ser a melhor faixa do álbum e nem a melhor escolha para o lead single do projeto, consegue servir o seu propósito. “Phenomenal” é outra faixa que poderia ser trabalhada melhor e ter um significado maior no álbum. Em seus instrumentais, as faixas soam desorganizadas e bagunçadas, tendo pop chiclete, um pouco de r&b e um pouco de hip-hop com mudanças constantes, não seguir uma linha plana para o material acaba gerando um contraste entre as músicas e visto como um erro. Seu visual é bem trabalhado e é o ponto de maior destaque do álbum. O maior erro de Thithi no “Waterproof” foi a falta de profundidade nas composições e não ter conseguido uma coesão sonora com as suas músicas, que separadas poderiam ser grandes singles, mas juntos acabaram não dando muito certo.

80
Sucedendo Old Boy, Waterproof é o mais novo álbum de estúdio de Thithi. Contando com \'Living In A Bubble\' e o megahit diamantado \'Scoundrel\', a peça traz uma abordagem nova à carreira do artista, que agora apresenta uma proposta de trabalho mais sóbria e profunda. O encarte de Waterproof nos atingiu de forma positiva. Apesar de a escolha fotográfica não ornar tanto entre si, Thithi criou uma união ao selecionar apenas imagens em preto e branco para compor este material. Os planos de fundo das páginas, que remetem à água (sentimos que a parte do plástico bolha ficou deslocada), transmitem uma ideia de obscuridade e se distanciam de qualquer ideia de diversão acerca da mesma, o que foi intencionado pelo artista na proposta conceitual do trabalho. Mesmo que a primeira faixa do álbum não se configure entre as mais fortes, a partir dela Thithi já começa a demonstrar um sentido poético bastante proeminente. \'Shooting And Kicking\', \'Marital Status: Broken\', \'Living In A Bubble\', \'Back To Him / P.I.L.N\' e \'Scoundrel\' são os pontos áureos do trabalho - damos destaque para a última citada, que evidencia um lado mais sexy de Thithi ao passo que também veicula a mensagem de \"durão\" promovida no projeto. \'Blah Blah Blah\' deve ser pontuada como a faixa mais fraca do conjunto, pois não tem um impacto tão forte quanto as outras, que possuem mais êxito em transmitir os sentimentos projetados pelo compositor. Uma coisa persistente na parte lírica que nós gostaríamos de apontar é a construção de músicas com versos demasiadamente longos, o que torna a sua estrutura cansativa de se acompanhar. Com Waterproof, Thithi se mostra um compositor bastante versátil, indo de músicas sentimentais e melancólicas até outras irreverentes e apimentadas; e prova também que aprimorou as suas habilidades enquanto produtor visual. É adorável vê-lo desenvolver sua carreira de tal forma, e esperamos que a qualidade de seus trabalhos continue a crescer exponencialmente. APRESENTAÇÃO DO CONCEITO: 80 APLICAÇÃO DO CONCEITO & COESÃO GERAL: 80 PRODUÇÃO LÍRICA: 82 PRODUÇÃO VISUAL (×0,5): 79 NOTA FINAL= TOTAL/3,5: 80