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Em meio a tantos álbuns que falam sobre os sentimentos vividos por seus eu líricos, poucos deles realmente se mostram vulneráveis, ou reféns de seus próprios anseios, mas com “Confessions”, Austin Thomas não se limita e dá a cara a tapa quando assume seus próprios erros, admitindo ser o vilão de sua própria história. O maior acerto de Austin neste álbum é ser verdadeiro ao extremo, aqui vemos canções inteiramente puras, em que a essência do artista transparece de forma límpida e nua. Austin não se preocupa em dar uma solução a seus problemas e admite que eles ainda não acabaram e continuarão acontecendo mesmo após a última faixa. Isso prova que o artista é humano, não maquia suas fraquezas e vulnerabilidades, não que resolver seus problemas seja um erro, mas aceitá-los como parte de si, é um grande avanço, não só como artista musical, mas também como pessoa em sua vida pessoal. As composições aqui são de alto nível, transparecendo tudo o que o autor apresenta, os sentimentos são transmitidos de forma única. As melhores faixas são “Tears To Shed”, “Memento Mori” e “Runnin\' In Circles”, que é a melhor, e fecha o álbum com maestria. Apesar destas grandes composições, é visto que álbum erra ao estruturas as faixas presentes nele, o colocando em um dilema vivido por muitos outros albuns, o de repetições desnecessárias. Algumas faixas só têm um único verso original, e todos os outros são repetições incessantes (Verso1/Pré Refrão/Refrão/Pós Refrão/Pré Refrão/Refrão/Pós Refrão), algumas faixas persistem tanto nestes erros, que acabam com um fim trágico, deixando um ar de inacabadas. São ótimas composições, mas algo parece estar faltando, e não é a falta de potencial o problema, já que todas trazem grandiosa carga dramática ao trabalho. Um exemplo disso é “Jack\'s Song”, que é uma composição boa, mas muito mal estruturada, podendo ser comparada até como uma interlude, e este não é um erro desta faixa, visto que algumas seguem o mesmo problema. Diferente de outros álbuns que pecam em composições curtas, este peca em composições incompletas. A sonoridade é um grande aspecto do álbum, visto que a atimosfera é transmitida com excelência, e conforme Austin explica na página do álbum, vemos o resultado exato aqui. Apesar disto, percebe-se que se o álbum trouxesse uma sonoridade mais acústica, se encaixaria melhor aqui, combinando mais com seu conteúdo lírico. Lembrando que, isso NÃO é um erro, mas apenas uma sugestão de melhoria para futuros trabalhos. O visual do álbum é um ponto controverso, é bonito, é bem feito, mas assim como as composições, parece que falta algo a mais, há potencial, e é desperdiçado. As páginas do encarte são bonitas, mas parecem inacabadas. Como dito acima, são bonitas, mas poderiam ser ainda melhores. “Confessions” é um ótimo álbum, que apresenta um conceito muito bem executado, mas erra em pontos que poderiam ser facilmente reajustados. É um trabalho muito bonito, e apesar dos erros, vemos que Austin passou toda sua verdade aqui, erros existem, mas são despercebidos quando se há verdade.

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Austin Thomas, finalmente entrega a indústria musical o seu tão aguardado álbum de estreia, CONFESSIONS. A estrela do rock que já vendeu milhões de singles, entregou um disco certeiro, coeso e bem desenvolvido. O álbum que traz as memórias de Austin, revelam a vulnerabilidade do cantor em transmitir tantos sentimentos de forma tão verdadeira, em suas composições. É como se Austin tivesse pintando todos os momentos enquanto o ouvinte aprecia faixa pós faixa. É possível imaginar a angustia e os receios que o cantor descreve nas músicas. É como se ele tivesse emergido em uma terrível tempestade em alto mar, e o seu único pensamento é que o cantor fique bem. A maioria das faixas marcam uma certa maturidade do cantor, ainda que seja “novo” na indústria da música, elas contemplam um lirismo inteligente, ainda que cometa erros em repetitividade, em algumas faixas mais restritas, elas não deixam de demonstrar emoções e uma profundidade complexa. O jogo de palavras que o cantor usa juntamente com metáforas muito bem construídas ajudam a agregar de forma clara todo o direcionamento do disco. Do ponto de vista lírico, é sem dúvida um trabalho contemplativo, ambivalente e expansivo, que revela um futuro brilhante para o jovem compositor. Confessions se inicia com prólogo de “Memories Monologue”, uma incrível narrativa, ainda que possua uma tendência melancólica, é uma excelente abertura para o disco. O ouvinte se prende na história apresentada, e continua seguindo essa linha tênue nas faixas adjacentes. As faixas de maior destaque ficam por conta de “Memento Mori”, “Anxious”, “JacK’s Song, e “Dead or Alive”, tracks essas que falam por si só e são os pontos auge do disco e que representa em suas composições de forma clara o conceito proposto com o disco. E passamos a entender o porque de Austin ter mudado o nome do disco de “Memories” para “Confessions”. Uma vez que memórias são apenas memórias, ainda que passe emoções, elas são inteiramente ligadas ao seu portador, enquanto confissões são extremamente vulneráveis. Um ponto máximo de fragilidade de qualquer pessoa, onde exige confiança e respeito para que sua confissão seja respaldada. E é isso que essas músicas passam, a confiança que um artista tem em sua própria capacidade como compositor como sente estar preparado para compartilhar seus medos e vitórias com o seu público. A estética do disco é o ponto fora da curva nesse trabalho. O encarte é muito bem produzido, polido e com bons shots. Mas acreditamos que ele não representa o conteúdo lírico presente em Confessions, a sua arte visual destoa do conceito aqui proposto, ainda que tenha desenvolvido um encarte de forma plena. Austin poderia ter seguido uma outra linha ao esquematizar a sua produção visual, como a presente em “Memento Mori”. Por fim, com seu álbum de estreia Austin exala mais acertos do que erros, ainda que esses erros sejam facilmente contornáveis. Confessions entrega boas composições, sem futilidades e aborda temas com perfeita profundidade e consciência. Ainda que o cantor cometa erros em suas estruturas ao fazer certas repetições e entregar algumas faixas confusas. A sua estética apesar de desenvolvida, peca ao fugir do tema proposto. Austin está pronto para encarar a indústria musical, e em seus próximos projetos entregara trabalhos com uma maior maestria.
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Com uma esfera carregada de angustia e melancolia, Austin Thomas lança seu álbum de estreia intitulado de “Confessions”. O trabalho ressoa como uma experiência onde o ouvinte pode sondar e explorar todo o lirismo, que é recheado de crueza, denominando-as de confissões próprias do eu-lírico sobre temas de sofrimento que o levaram a desenvolver o álbum. A abordagem do disco pode parecer perigosa para se trabalhar quando a orientação está para o sofrimento tão fortemente como o artista emprega aqui, correndo o risco de produzir versos confusos ou repetitivos, mas Austin demonstra certo nível de maturidade para lidar com isso, mesmo sendo um artista “novato”. “Memories: Monologue” é uma ótima entrada para o disco, nos permite reconhecer de cara a aura do LP, é alegórico e criativo, longe de ser algo a passar despercebido na prova do álbum. Notamos também que o compositor sabe trabalhar muito bem através de referências, sendo “Memento Mori”, “Jack’s Song” e “Dead or Alive” as melhores do disco, todas carregam a obscuridade da proposta do artista mas se destacam pelo seu conteúdo, fugindo de uma verbosidade clichê ou óbvia, sendo a última delas a mais instigante do Confessions. Partindo de uma estética que segue o padrão de VHS, o produtor visa fazer uma ambientação que remeta ao passado e todas as suas vivências, confessamos que ao introduzir a afirmativa na apresentação do álbum esperávamos que a retórica do trabalho nos trouxesse para o presente, como uma linha temporal, mas o álbum circula como se estivéssemos existindo todo o tempo no presente juntamente ao cantor, com perspicácia esse ponto é driblado na finalização do disco com “Runnin’ In Circles” o que nos tira de uma temporalidade fixa e nos joga a um ciclo de possibilidade de tempo infinita. Ademais, o encarte do álbum é extremamente requintado, não serve a toda melancolia que a lírica do autor apresenta, mas não podemos dizer que é ruim, pensamos que talvez pudessem funcionar melhor em formato de banner (?), poderia ser algo mirabolante demais e a depender do resultado final um risco para o trabalho como um todo, de todo modo, o encarte poderia ter se guiado pela mesma perspectiva da capa, possivelmente seria uma melhor escolha. Há também alguns erros que acreditamos ser falta de atenção nos banners dos trabalhos como na quarta faixa que contém a observação/descrição da terceira, mas não há peso quanto a isso para a nota final. Em suma, “Confessions” é um grande disco e apresenta Austin Thomas como um artista que já começou por cima provando todo o seu talento e potencial, esperamos ansiosamente por seus próximos passos. Conteúdo lírico: 86 Aplicação do conceito e coesão: 80 Criatividade: 78 Visual: 79

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Em seu álbum debut, o tão esperado \"Confessions\", Austin Thomas faz interessantes análises sobre memórias do passado e como nem sempre todo mundo consegue superar esses momentos. Já no começo, temos um monólogo incrível, que dá o tom de todo o álbum, resumindo seus assuntos por meio de um personagem criado por Austin, a Morte, que o acompanha em todas as próximas canções, mesmo que apenas em entrelinhas. Dentre as músicas da primeira metade do álbum, podemos destacar \"Jack\'s Song\", uma canção criativa, com uma lírica impressionante. Na segunda metade, não temos destaques pois todas as músicas são únicas e seguem bem a história proposta pelo artista, foi uma ótima estratégia terminar o álbum com \"Runnin\' In Circles\", a faixa é direta e mostra que nem sempre nós conseguimos dar conta de tudo sozinho, e que está tudo bem. A única música que não conseguiu se sobressair entre as outras foi \"Anxious\" e \"Stranger\'s Eyes\", que apesar de terem um significado real e serem a realidade de muitas pessoas, não são tão boas quanto as outras, mas também não chegam a ser ruins. Em seu visual, apesar de ser belo, polido e muito bem executado, não se encaixa tanto na narrativa proposta pelo cantor nas letras, sendo provavelmente o único ponto negativo do projeto em si. Com um trabalho criativo, cheio de sentimentos e com letras que podem fazer o público se identificar, Austin trouxe um grande álbum que nos deixa ansioso para seus próximos passos e provavelmente uma continuação da história já vista no \"Confessions\", como deixa em aberto o cantor na última faixa.