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Uma das artistas mais discretas da indústria retorna com seu mais novo álbum de estúdio, e realmente, “Cliche” é um verdadeiro clichê, mas a obra consegue ser além disso provando que se os clichês da vida existem, é por quê estamos dispostos a vive-los e gostamos disto. Nos levando por uma jornada juvenil e sonhadora, Sana oferece uma experiência por tudo que sente e nos permite percorrer suas emoções e ideias do que para a artista seria o amor, abrindo assim seu diário que vai desde os momentos mais fofos e felizes vividos durante a juventude, até os mais tristes e que nos fazem pensar que naquele momento a vida não faz mais sentido, mas no fim, é apenas um momento que em breve passará e você se encontrará vivendo outra experiência com outra pessoa, ou sozinha e isso é confortável para a artista. Logo no início da obra, a cantora Sana nos mostra como relações de qualquer tipo podem ter extremos de intensidade e em algum momento, liquidez, assim como da mesma forma podem não ter significado algum sendo apenas um momento e acabar causando muita dor, a sequência de “Cliche”, “Chewing Gun” e “Dreams Do Not Come True” contam de forma precisa e muito bem expressa seu ponto de vista e experiências dentro de tal situação, após a mesma a artista começa a destrinchar relações que deram errado e que acabaram da pior forma possível, onde a cantora acaba sozinha sempre e numa relação onde, de certa forma, apenas ela estava presente, a canção “Who Dis?”, que é um dos pontos fortes do trabalho, a sequência final do disco nos mostra uma Sana madura e que agora quer viver sem estar em uma relação e percebe que isso pode a fazer ser feliz de verdade, temos a melhor canção do álbum, “Everything Reminds Of You”. A parte visual do álbum só mostra em como a obra consegue ser coesa apesar de tratar de tantos temas que são extremamente comuns e cotidianos na vida de todas as pessoas, apresentando visuais coerentes com o objetivo final, vemos a cantora sozinha de forma feliz com seus animais de estimação mostrando que mesmo após tantas decepções e erros, tudo contribuiu para encontrar em si, sua esperada felicidade. Composição: 24/ 25 – Visual: 28/30 – Criatividade: 16/20 – Coesão: 24/25

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Sana Down Thomas retorna a indústria com seu mais recente projeto, o álbum “Cliche”. Com temáticas comuns e, de fato, clichês; a cantora nos insere em narrativas sobre o amor, ilusões ou desapego emocional e sobre os anseios pela paixão e por uma história que, apesar de ser repetitiva, ainda seja bela. Talvez essa tenha sido a jogada de mestre que temos a nossa frente, Sana faz com que o próprio tom clichê de suas narrativas sejam o ponto central, como algo que ela formata a sua maneira, fazendo com que ele se distancie ainda mais a visão de que a obra seja genérica já o conceito usufrui de sua própria essência, como um ciclo mutualístico. O que atrapalha esse formato inteligente é a aleatoriedade do formato que as faixas estão predispostas, mesmo que o enredo possua um mesmo elo, ele ainda se desprende do que um diário propõe ao interligar narrativas umas as outras, enquanto temos faixas sobre amor, logo temos uma faixa sobre sexo casual e logo após sobre ilusão amorosa, acreditamos que uma forma de melhorar isso seja reorganizar as tracks em um formato que elas sejam menos dispares e mais interligadas. As composições são simplistas, com poucas referências em sua grande parte, seguindo o pressuposto de um diário, quase como se pudéssemos ler o que alguém escreveu, mesmo que grosseiramente ela permanece com a sua abordagem lírica fidedigna ao que o álbum expressa desde o princípio. A melhor canção do álbum é “Cliche”, ela representa não apenas todo o contexto do álbum, mas também um anseio individual da cantora em desejar um amor, mesmo que ele seja uma idealização ou um conto de fadas. A produção do álbum oscila entre o Pop Country e um Rock mais sutil e contemporâneo, sempre mantendo sua linearidade, fugindo disso uma única vez em “Lonely Night”, que destoa do restante das músicas. Os visuais são muito bem elaborados, estão predispostos como um diário adolescente, inteiramente rabiscado, enfeitado e desenhado, com tons mais sutis como efeito nas fotos e páginas recortadas, um trabalho muito bem elaborado e justaposto ao conceito. De modo geral, Sana Down Thomas nos surpreende com um álbum inteligente, que se aproveita de suas possíveis vulnerabilidades e os utiliza como forma de alavancar sua visão artística, mesmo que ele não possa agradar a todos por sua lírica bastante simples, é inegável que temos uma grande Storyteller a nossa frente. Composição: 29 Criatividade: 15 Coesão: 15 Visual: 25

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Sana Dawn Thomas não perdeu seu tempo buscando conceitos difíceis e mirabolantes, e mesmo assim, lançou um dos melhores trabalhos do ano em alguns quesitos. \"Cliche\" é um álbum doce e apaixonado, que apesar de também trazer lados negativos da paixão por alguém, consegue tratar desses assuntos com suavidade e calma. Alguma das músicas presentes no trabalho são bem compostas, apesar de algumas observações pontuais, o álbum é bem escrito e consegue trazer situações que o ouvinte pode se identificar, sendo \"Chewing Gum\" e \"Dreams Do Not Come True\" a melhor sequência do trabalho, ambas são bem escritas e mostra como o álbum consegue ser único em seus temas mesmo se apresentando como um álbum clichê sobre romance. \"Corpse Bride\" e \"Comeback Song\" não parecem se destacar na proposta do álbum, e são às menos interessantes do trabalho, não que sejam as piores, mas poderiam ser facilmente substituída por outras. No visual, simplesmente não há ponto negativo. Ele se encaixa completamente na proposta e é perfeitamente polido, perfeito em todos os sentidos, em cada página podemos ver o quão original e bem pensado o visual é, recebendo a nota máxima da revista. Sana tem um grande projeto em suas mãos, que vai ser um grande destaque no seu gênero e no geral, promete muito para as premiações elegíveis. Visual: 28 / Composição: 22 / Coesão: 19 / Criatividade: 15

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Após o grande sucesso “Comeback Song”, Sana Dawn Thomas finalmente lança seu mais novo álbum de estúdio, o “Cliche”. O disco é baseado num diário adolescente que remete a vida amorosa, com seus altos e baixos, além de tentar deixar o leitor conectado com suas canções ao ouvir os clichês românticos da juventude. É impossível falar que o álbum não soa tão familiar quanto qualquer outro álbum de romance presente no acervo Famous. As mesmas histórias de amor, sofrimento e dificuldades de lidar com sentimentos estão em cada verso desse disco como de qualquer outro. Porém, não podemos também negar o quão incrível e quão sentimental foi feito cada verso DESSE disco. E esse é o diferencial presente aqui. Sana Dawn Thomas entregou versos ótimos e canções poderosas, deixando quase impossível de citar faixas ruins. Mas a respeito de faixas ótimas, mencionamos “Chewing Gum”, “Dreams Do Not Come True”, “Open Letter” e a incrível “Forget About Everything”. Mesmo com tantos destaques assim, citamos “Stalker”, “Who Dis?” e “Lonely Night” como inferiores às demais. Sobre coesão lírica, nós percebemos um desenvolvimento bem linear por parte da cantora. O único problema que enfrentamos, foi quando chegamos em “Corpse Bride”, onde a faixa soa similar a canção “Dreams Do Not Come True”. Ambas retratam um amor não correspondido e sobre o seus sentimentos que acabam ficando à deriva num relacionamento que acaba te deixando iludido(a) e a única diferença são as referências usadas, tais como a Noiva Cadáver e ao Tinder, respectivamente. Sobre criatividade, não há muito para ser acentuado. O álbum segue um conceito simples, nada tão exploratório, mas, mesmo assim, repetimos a ótima execução dele. Seguindo ao visual, estamos diante de algo esplêndido e único. Algo muito bem feito e coerente a todo o conceito geral do projeto. Todos os objetos presentes no visual são admiráveis, tanto as tipografias utilizadas quanto as fotos e demais objetos de edição. Mesmo trazendo algo não tão diferente, Sana Dawn Thomas conseguiu dar a volta por cima e surpreender com seu novo projeto. Suas composições com versos muito bem feitos, são as atrações aqui. Além de conter um dos visuais mais belos do ano, se não for o melhor e mais coerente, até hoje. Esperamos que em seus próximos singles nossas dicas sejam aproveitadas, canções ótimas não deveriam ser usadas apenas como tracks avulsas, mas devem prover frutos para sua carreira. COMPOSIÇÃO: 26 / COESÃO: 20 / CRIATIVIDADE: 10 / VISUAL: 25

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Com o pop mais puro em sua essência, Sana Down Thomas apresenta um álbum que se propõe como algo genérico, e não erra em ser o melhor álbum genérico possível. ‘Cliche’ é como o título já diz, um álbum clichê. Não tente encontrar um super conceito inovador aqui, é o genérico que conhecemos, mas trabalhado da melhor forma possível. O visual ‘teen’ remete ainda mais a essa temática jovial e que não arrisca. Mas não há problema nenhum em não arriscar, se a própria artista se propõe a isso. Um dos maiores erros de álbuns no FAMOU$, são artistas tentando entregar conceitos inovadores com composições raras e içadas a historias de amor, mas em “Cliche”, Sana se mostra totalmente corajosa a admitir que SIM, está fazendo um álbum com historias de amor, e NÃO, não há problema nisso. A atmosfera adolescente do produto é ainda mais interessante visto a seu conteúdo interno, o visual com rabiscos e colagens, paleta de cores azul, e rosa, tudo parece conversar com a proposta jovial do álbum. As composições são todas muito bem escritas, todas feitas exclusivamente por Sana, e com alguns pequenos toques de Tessa Reimels, que também está presente como vocalista na última faixa do disco. Sana Down Thomas soube dosar perfeitamente quando uma musica precisa de versos longos e bem trabalhados, mas também soube entender que nem tudo precisa ser muito, e algumas poucas palavras já são capazes de demonstrar a ideia. Destaque a faixa Stalker, que alias, foi escolhida como single de trabalho. É uma das melhores, se não a melhor faixa do projeto, seguida de ‘Open Letter’, ‘Dreams Do Not Come True’ e a faixa título, ‘Cliche’. Não há faixas ruins aqui, todas são ótimas dentro do que lhe é proposto, são melancólicas quando lhes são cobradas, e animadas quando devem ser animadas. Os instrumentais que misturam country e pop, são puros como um álbum pop deve ser. É como um clássico dos anos 10’s. O visual também é um outro ponto a se destacar. Cm produção de LASHAE e Kaleb, como dito acima, tudo conversa muito bem com o conceito apresentado, com as composições, e com o estilo adolescente escolhido. Ao mesmo tempo que Sana se apresenta como uma personagem adolescente, que volta as origens, a artista também aparece em fotos adultas e maduras em meio a rabiscos adolescentes, em meio as páginas criativas do encarte. Em uma visão geral, ‘Cliche’ é, não somente, o melhor álbum de Sana Down Thomas, como também um dos melhores álbuns lançados no FAMOU$, não só neste ano, como em toda a história do RPG. A artista não tem medo de apostar no comum, e não se envergonha em assumir isto. O maior acerto de Sana é ser pura e verdadeira em um álbum que dificilmente será superado pela própria artista.

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Em um mundinho totalmente único, Sana Dawn Thomas lança seu novo álbum de estúdio com a temática clichê adolescente como foco principal. De fato, é notório que muitos álbums lançados contém composições rasas com temáticas fortes, mas nenhum deles aborda o clichê como temática principal. Podendo dizer que Sana se manteve em uma zona de conforto (não que seja absolutamente ruim), mas o álbum se mantém fiel ao seu proposito durante todo o seu percurso, com todas as músicas (e algumas ultrapassando) o nível ideal do clichê. Começando pela faixa ‘Clichê’, é uma boa faixa inicial para o tema proposto e é evidente o esforço para parecer clichê de verdade. ‘Chewing Gun’ é o clássico clichê adolescente, onde os primeiros versos poderiam ser melhor trabalhados, já que melhora um pouco da parte do refrão até o fim da música. ‘Dreams Do Not Come True’ é uma boa composição, mais intensa que as outras e ‘Open Letter’ é uma das melhores faixas do álbum, tem valor emocional que não foi mostrado em outras faixas, e cada verso transmite sinceridade. Já ‘Lonely Night’ é uma faixa que tem carência em conteúdo, poucos versos e a regra do menos é mais não se aplica, sendo a pior faixa junto com ‘Corpse Bride’, uma faixa em que a fonte de inspiração mórbida quebra um pouco a experiência do álbum, e seus versos não contagiam. ‘Stalker’ é uma música inteligente para esse tipo de álbum, aborda tudo de outro ponto de vista. ‘He\'s Happy And I\'m Writting Songs About The Heart That He Broke’ tem uma boa composição, é a faixa mais complexa e vem de Tessa Reimels, que apesar de ser boa, deve-se ter como observação que a estrutura da música é muito mal feita, onde os versos são minúsculos e o refrão muito grande, fazendo que soe mais longo do que necessário. ‘Comeback Song’ é uma faixa fraca, que não mantém o mesmo nível de qualidade das suas sucessoras. ‘Everything Reminds Me Of You’ é a melhor faixa do projeto, tem um apelo emocional muito forte, seus versos são fortes e mesmo sendo um relançamento, foi bastante inteligente colocar para agregar na qualidade do álbum, sendo um acerto. ‘Forget About Everything’ soa como a faixa perfeita de encerramento do álbum pelas suas referências. Seu visual é feito em forma de um diário adolescente e não poderia ser feito de outra forma, é o visual ideal, seus detalhes agregam em muito ao trabalho. O álbum contém músicas chicletes, músicas que poderiam ser melhores trabalhadas e músicas que poderiam ser descartadas, mas não é um álbum ruim já que ser clichê é o principal objetivo de Sana. Em ‘Clichê’, Sana não abusa da sua criatividade e se mantém no que considera sua zona de conforto, o que prejudica por não podermos imaginar se Sana realmente quis fazer composições bobas ou se esse é o máximo que ela consegue fazer; e parece que teremos que aguardar novos lançamentos. Mas não se engane, ‘Clichê’ também tem composições tão fortes quanto. Composição: 22 / Visual: 25 / Coesão: 22 / Criatividade: 13
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Com uma proposta bastante arriscada e ao mesmo tempo promissora, Sana Dawn Thomas marca seu retorno a indústria com seu mais recente álbum “Cliche”. Como o próprio nome já diz, o trabalho em questão se trata de resgatar a temática amorosa em sua essência primordial, o clichê, é ousado pensar este projeto visto que um tema tão popular ganhe apontamentos justamente por vezes se apresentar como um “bordão pronto”, mas o que Sana faz aqui é se apropriar disso e discorrer sobre esses eventos em uma espécie de diário, mostrando não apenas a face romântica da trama mas o percurso que revela o amadurecimento do eu lírico. Começando com o self-titled, a artista nos prepara bem para a abordagem que o disco irá trazer, é uma canção cativante que explora a inocência e ingenuidade romântica em suas primeiras manifestações, um passo certeiro para se iniciar um bom disco. Em seguida destacamos “Stalker”, é novamente uma faixa que nos chama a atenção por ser envolvente e colocar a prova a existência de um amante dentro de sua própria fantasia, um ponto interessante para se averiguar a respeito do “clichê”. Mencionamos também “He\'s Happy And I\'m Writting Songs About The Heart That He Broke”, é a melhor canção do LP, aqui a artista eleva seus sentimentos ao topo para tratar da desilusão amorosa com versos sólidos e consistentes. Cabe ressaltar a respeito da lírica do projeto alguns pontos que notamos no desenrolar das músicas, identificamos dois rumos que as canções se propõe, uma mais próxima ao desejo e devaneio de se amar, cujo já citado anteriormente sendo as mais chamativas do álbum, assim como por outro lado as canções que expõe a frieza e sofrimento advindo também do romance. A partir disso, vemos que o segundo molde em muitas faixas se prende a algo que talvez seja parte do conceito do trabalho, relatar eventos com a proposta do diário, nesse esquema, por vezes o plano da escrita se mostra muito mais descritivo e oportunidades de expressão figurativas ficam em segundo plano, fazendo com que as músicas se tornem menos chamativas expondo a face também “rasa” do que pode ser o clichê, como é o caso evidente de “Lonely Night”. Partindo para o aspecto visual, vemos um grande investimento da artista em entregar um trabalho sólido de suas ideias para o projeto, é o casamento entre o visual e o lírico, e o encarte se mostra mais que meras páginas, mas uma extensão da proposta deixando claro a ideia da artista ao pensar o álbum. Tudo é feito com bastante refinamento, gostamos de como a artista usou as cores e também o cuidado do polimento que eleva o trabalho a um nível de destaque. Concluímos que Sana retorna com uma boa proposta, entre passos na elaboração certamente poderia ser mais bem trabalhado mas que não deixa de ser um importante passo na carreira da artista, elevando o nível de seus projetos ainda mais. Composição: 20 Criatividade: 14 Coesão: 20 Visual: 24