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Duas grandes artistas da indústria, Courtney e Lee se juntam em um projeto chamado ‘TWELVETIDE’, com intenção de contar uma história através de músicas natalinas. Em geral, seu conceito é bom, contém algo pensado fora da caixa para um tema tão clichê quanto o natal, mas de certa forma, as cantoras fazem esquecer um pouco pela profundidade das letras e também pela história contada por trás. Todas as letras são bem intensas e cada uma tem um ponto diferente de acerto e algo que poderia ser melhorado, porém os destaques positivos ficam para ‘Daring City Lights’, onde é uma boa composição e mostra de cara que o álbum terá letras drasticamente emotivas, no bom sentido. A letra se aprofunda na tristeza mais profunda das artistas, e é notável uma harmonia durante os versos entre as duas. Também no ponto positivo, temos ‘England Mistletoe’, por mostrar o outro lado do clichê natalino, uma forma diferente, dando uma visão diferente das coisas. O álbum encerra com uma boa composição, ‘Candle Light’. Em relação a sua composição, apenas uma preocupação: talvez exista um motivo para as letras de músicas serem alinhadas de forma de estrofes e versos, que mesmo que não seja uma ‘regra’ seguir, as vezes parece que o leitor está se deparando com um texto ao invés de uma música dentro desse EP (e infelizmente, críticas são feitas através da leitura), se tornando um pouco cansativo do que deveria; o que não deveria acontecer em um projeto de quatro músicas. Seu visual não tem nada muito trabalhado, que apesar da capa ser bastante chamativa e muito bonita, seu visual tende a ser apenas fotos com algo escrito por cima; e a simplicidade no visual talvez tenha sido demais. Dito tudo isso, o EP é feito por composições intensas e uma história coesa, porém alguns detalhes como a formatação das composições e o visual deixaram a desejar. Composição: 25 / Visual: 15 / Coesão: 20 / Criatividade: 17

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Lançado na véspera de uma das festas mais esperadas do ano, o duo Grim-Louise (formado por Lee e Courtney) nos mostram seu primeiro trabalho conjunto, o extended play ”TWELVETIDE”. O EP é composto de 4 faixas que narram a história de aproximação de dois personagens, onde de um lado há um adolescente que acaba de deixar sua casa em busca de independência e do outro lado há uma jovem que acaba de sair de um relacionamento complicado. Apresentando uma estrutura lírica diferente da utilizada pela maioria dos artistas, Grim-Louise entrega canções que estão muito bem escritas, mas que mesmo assim, acaba deixando a desejar com seus versos intermináveis e exaustivos. A melhor faixa já é entregue de cara, sendo a primeira faixa do projeto, “Daring City Lights”. Sua história está muito bem descrita em uma composição ótima. Quando o quesito é criatividade, nós sabemos que as duas artistas sempre buscam inovar em suas composições, principalmente Lee. Nesse projeto, não é diferente. Com um enredo muito bem planejado e linear, ambas conseguem trazer algo diferente a ser explorado e apreciado pelo próprio leitor. A história é interessante e te deixa imaginar sempre o que vem depois, deixando assim, o leitor ansioso. Quando o assunto é coesão, um EP consegue facilmente alcançar nota máxima. A coesão lírica desse disco em questão, é muito bem apresentada, sem nenhum distanciamento da história, elas apresentam uma linha de tempo muito bem trabalhada. Sem nenhum ponto negativo, essa é a segunda nota máxima conquistada pelo duo na análise. Agora, seguindo para o visual, nós somos apresentados a um encarte e página simples e sem muitos detalhes, como dito pelas próprias cantoras. Isso é ruim, não por ser simples, mas sim, por ter um arco enorme de possibilidades para ser explorado e não explorar. Apenas fotos, retângulos e letras deixaram o EP com um ar de amadorismo muito grande, sem nenhum acréscimo significativo para o visual. A história proposta nesse projeto é tão impressionante e abre uma porta enorme de possibilidades de uso de diversas ferramentas de edição que liguem o visual com o enredo apresentado, inclusive mais fotos, cenários, colagens e principalmente uma tipografia diferente da atual. O leitor é pego desprevenido ao encontrar algo totalmente diferente do que foi lido. Embora, o visual deixe a desejar, a lírica seguido de criatividade e coesão excelentes, fazem com que o duo entregue um EP incrível. São dois nomes que estão cada vez mais em alta, e que juntas entregaram algo grandioso. Essa pequena amostra do que elas são capazes de fazer, deixa uma ansiedade de espera para um trabalho completo no futuro. [COMPOSIÇÃO: 19/30 – CRIATIVIDADE: 20/20 – COESÃO: 25/25 – VISUAL: 13/25]

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TWELVETIDE é o novo extended play das cantoras Courtney & Lee, trabalhando em total colaboração, as artistas trouxeram uma pequena história que se passa nos doze dias de natal, através de canções que contam sobre a perspectiva de ambas. O conceitos do projeto é interessante, houve preocupação das artistas em traçar uma linha para o projeto, onde as músicas seguem o tema, incluídas na temática natalina proposta. Na parte das composições, a estrutura lírica utilizada pelas artistas não funcionou muito bem, tornando as canções cansativas de serem lidas em alguns momentos. Apesar disso, o trabalho conta com belas letras, como a faixa que abre o EP, \'Daring City Lights\' acerta em trazer o eu lírico delicado e reflexivo, no qual combina com o detalhamento da faixa, nos transportando ao mundo da obra e colocando a perspectiva das protagonistas em foco. \'TWELVETIDE\' apresenta passagens interessantes, a exemplo de \'Sinto que por um momento pude encontrar um pouco de paz, Espero que nesta noite seja cessada as minhas angústias, as minhas dores\', entretanto, a música se perde sobre sua estrutura lírica, acabando por soar bagunçada, é recomendado que as artistas tenham mais atenção nestes detalhes, deixando suas composições mais polidas. \'Egland Mistletoe\' é uma faixa regular, ela segue o padrão das outras, não diminuindo ou acrescentando ao fluxo da narrativa. Por fim, temos a melhor faixa do extended play, \'Candle Light\' traz uma visão existencialista e melancólica, o verso 2 juntamente da ponte são os maiores destaques da faixa, trazendo um progressismo lírico grandioso e fechando a história muito bem, amarrando todas as pontas soltas e engrandecendo o trabalho como um todo. O visual é simples, não há grandes pontos altos ou baixos, sentimos falta de toques mais natalinos no projeto ou que contassem um pouco mais da história, no qual conta com vários detalhes que poderiam ter sido sutilmente agregados ao encarte. Em síntese, \'TWELVETIDE\' é um bom projeto, ele peca em alguns pontos na parte das composições, precisando de melhor estruturação e atenção aos detalhes de escrita, eles fazem toda a diferença para a apreciação da obra, porém, estes detalhes não apagam a delicadeza empregada neste trabalho, acertando em trazer composições triste, reflexivas e existencialistas para à época do natal. COMPOSIÇÃO: 23 / CRIATIVIDADE: 20 / COESÃO: 20 / VISUAL: 15

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Em meio a temporada de final de ano, durante a véspera natalina, Courtney e Lee unem suas forças para nos presentear com o primeiro álbum conjunto “TWELVETIDE” e apesar das artistas denominarem parte do projeto como uma “paixão adolescente” as letras provam ser muito mais que isso e apesar das estruturas um pouco duvidosas, Grim-Louise se aventuram numa jornada de exploração em quatro faixas, levando o ouvinte a primeira faixa que se dá o nome de “Daring City Lights”, com o melhor verso do projeto: “A presunção me consome e consolo a mentira com ela” a dupla apresenta interessantes versos carregados da melancolia do Natal e que soam formidáveis para uma abertura do álbum, mesmo que essa solidão na época festiva seja um tópico já visto inúmeras vezes, a sagacidade dos versos nos mostra que não é apenas mais uma canção triste natalina e o Extended Play segue com a narrativa soturna e um tanto depreciativa, guiando para o maior momento do projeto e a melhor canção “England Mistletoe” que traz o lírico moderno e progressista em certos versos, a faixa representa de melhor forma a conversa entre duas pessoas que estão procurando a cura através do amor. Um ponto que levamos em questão é que seria preferível antes de “TWELVETIDE” que apesar de ser uma boa faixa, tem o lírico pouco semelhante com a seguinte, frisamos – não é uma música fraca, o refrão é algo de dar brilho nos olhos e o contexto familiar introdutório é uma boa jogada para um projeto natalino como esse. O visual é simples, não há nada que traga uma grande expressão visual no projeto, gostaríamos que Grim-Louise abusasse e experimentasse - como experimenta nas composições a manipulação da imagem nas cores, brilhos, contraste e fontes que pudessem evocar tudo o que o Extended Play carrega de um jeito polido. Num contexto geral, “TWELVETIDE” se destaca dentro da discografia da dupla como um interessante projeto, desde as composições sagazes e melancólicas até o conceito como um todo. COMPOSIÇÃO: 23 / CRIATIVIDADE: 23 / COESÃO: 20 / VISUAL: 14.