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Álbuns essenciais
A maioria dos cantores sensíveis e inquietos com suas músicas tem seu "álbum azul", que vão de batidas energéticas do Melodrama por Lorde, às majestosas cordas de Blue por Joni Mitchell. É o período azul e melancólico do Picasso para esses musicistas. Já DAPHY deixa de lado a melancolia de fusões de rock e jazz e camadas de dream-pop do seu segundo álbum e volta com variáveis tons relaxantes e contempladores de azul no seu terceiro disco, "ALT-KIMIA Of BLUE". Altamente simbólico e científico para se entrosar ao mundo Pop, sem deixar de ser esquisita.
OFFICIAL TRACKLIST —
1- Aquamarine
2- Coeur d'eau
3- Hotel Mermaid
4- Save The Whales
5- Oceanic Feelings - ad
6- Tête d'air
7- January Kid
8- Ice Core Project
9- Digital Toki Pona
10- Drinking Blue Ink
(32 min / ENG & FRA)
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Wired entrevista DAPHY — 1ª parte ☆
Nascida e criada na Upper East Side de Nova York, a cantora e compositora DAPHY (aka Daphne Hastings) confessa desprezar um caminho de flores que sua família pode oferecer e se abstém da mídia e suas regras. Há 1 ano atrás a cantora tinha apenas 19 anos e lançava seu álbum de estreia, L'AUTRE CHINNE, com pop-punk independente, DAPHY viajou dos reinos aristocratas aos animes e brincou de Maria Antonieta anarquista da internet, destilando toda sua raiva de maneira grosseira.
Agora em seu terceiro álbum, ALT-KIMIA Of BLUE, ainda independente e 1 ano mais velha, a jovem está em busca da música pop inteligente e tentando fugir da tristeza avassaladora do seu aclamado segundo álbum entitulado "When Sensitivity is A Gift".
Com 2 horas de atraso nossa entrevista é iniciada por vídeo chamada — DAPHY aparece de moletom amarelo e meias brancas longas, direto de Birmingham:
D. — Eu esqueci completamente que iria ter entrevista. Estou em turnê e isso me deixa mais louca ainda.
Nós entendemos completamente o atraso, afinal ela está em uma nova digressão musical, a Venus in Fleurs Tour, que acontece em galerias, centros de arte e festivais celebrando a diversidade da arte em movimentos e fotógrafias.
D. — Venus in Fleurs é meu livro de fotografias em parceria com o artista coreano Cho Gi-Seok. Com esse projeto eu tive a ideia de traçar um caminho sentimental entre a música eletrônica com poesia, fotografia, dança e pintura.
W. — Como você se sente ao ver milhares de jovens dançando suas músicas em ambientes sofisticados como galerias?
D. — É gratificante, a maioria deles tem minha idade e eles estão expressando amor a arte e seus corpos se mexendo dizem tudo isso. Todas as burocracias dos ambientes sofisticados são quebradas em meus shows, nós somos as crianças mais legais da terra.
W. — Qual a sensação de está lançando um terceiro álbum aos 20 anos? E em qual momento você achou que tudo isso iria se prolongar?
D. — Parece que estou vivendo por impulsos, mas é uma sensação prazerosa porque eu amo genuinamente escrever. Eu não teria um segundo álbum, terceiro ou estreado se eu dependesse de pessoas para fazer meu trabalho.
W. — O espaço de tempo de seu segundo álbum (When Sensitivity is A Gift) para ALT-KIMIA Of BLUE é muito pequeno, como você conseguiu se distânciar da sonoridade do antecessor?
D. — É apenas muito chato fazer a mesma coisa consecutivamente. No "ALT" eu decidi que não estou afim de soar triste.
W. — O que você andou ouvindo durante a produção desse álbum?
D. — Eu acho que eu estava ouvindo muito trip-hop, tipo Sneaker Pimps, eu realmente gosto de soar como uma banda. E claro muita música eletrônica no play.
W. — A natureza por trás de seus álbuns são sempre bem esmiuçada por você, de um período morando no Japão e sendo garçonete a um colapso midiático e familiar, o que temos de curiosidades por de trás do ALT-KIMIA Of BLUE?
D. — Bem, eu acho que os bastidores do Alt envolve menos minha vida e mais a produção do disco. Ele teve quatro fases de produções que mudaram completamente ao que é hoje. Há apenas uma canção descartada, por motivos da letra ser tão ruim que eu não entendi depois de revê. O álbum se chamaria Aquamarine e por uma noite teve o título de Symphony Of Blue, porque a canção Symphony In Blue da Kate Bush me ajudou a chegar nesse título, e no atual também. (infelizmente, a segunda parte da entrevista se tornou lost-media)
Discografia
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