84
A carreira musical de Jackie não é fácil. Ela foi lançada como um produto comercial no ano um com vários hits, aproveitando de uma era pop/dance, desde então ela vem tentando se manter em alta como fez no seu debut. O álbum Solitaire foi lançado mais não muito aproveitado, por isso o relançamento, é um grande álbum e muito bem trabalho, onde a artista nos entrega letras fortes e marcantes. Nossa faixa preferida fica por conta “Broken Deal” onde ela nos conta sobre um uma pessoa que ela sempre esteve ao lado e essa pessoa não valorizou. O écarté do álbum é simples, bonito e o CD físico é maravilhoso. No mínimo, Jackie surpreendeu. Ninguém poderia imaginar que ela iria conseguir se manter durante tanto tempo, mas ela mostrou que consegue sim ser uma grande artista de singles e álbum!

83
Em seu segundo álbum de estúdio, Jackie surpreende a todos novamente com um album coeso, bonito visualmente e com uma sonoridade incrível. Este é um daqueles trabalhos que podemos chamar de "pop percection", pela primeira vez a artista se aventurou no gênero pop dance e acertou em cheio. 'Solitarie' tem canções incríveis, os instrumentais dançantes remetem bastante ao auge da música pop que foi 2011, e até as mais calmas, ainda dão aquele ar de nostalgia. As composições são de tirar o fôlego, não temos nada menos que ótimo aqui, infelizmente algumas são pequenas de mais, mas nada que tire o mérito, são todas incríveis e profundas, Jackie soube aprofundar bem neste quesito. As melhorez são 'Unaware' e 'Broken Deal', destaques que deixam o álbum ainda melhor. Jackie também trouxe um encarte maravilhoso, com uma temática inspirada nos anos 80, Jackie cria muitas formas, linhas e o tradicional preto e branco, remetendo ainda mais a nostalgia como dito acima. O conceito é meio confuso, são situações da vida da cantora, sejam amorosas ou emocionais, nada muito concreto, é basicamente um álbum pop clichê, o que, para muitos pode ser um erro, Jackie converteu em um acerto.

86
Nunca devemos julgar um livro pela capa. Após a aclamação de seu livro de poemas, “Places”, Jackie volta com tudo com seu disco “Solitaire”. A cantora trouxe uma sonoridade Dance e EDM, que pode ser dita como um erro, a ser dito mais pra frente. Em um grande texto na sua inicial do FMusic, percebemos que Jackie quis ‘impressionar’ neste disco, fazendo dele uma obra pessoal com músicas românticas e até sobre o ‘‘Places’’, citado no início desta review. “O álbum é visado em instrumentais mais dançantes e harmoniosos, com letras marcantes, tocantes e que expressem a liberdade e crescimento artístico da cantora.” - Diz Jackie em um texto explicativo no seu disco. Mas ao procurarmos as letras marcantes, vemos apenas canções com no máximo 4 estrofes, onde vemos o quão o conteúdo lírico do disco é pouco e mórbido, como dito que a sonoridade seria um erro, metricamente, a sonoridade EDM atual tem essa incapacidade de trazer um tempo coeso com o Instrumental, trazendo sempre faixas pequenas. Vamos relevar, já que Jackie ainda está aprendendo a escrever. Seu visual é extremamente lindo, percebemos o quão Jackie é perfeccionista nesse detalhe. Sua capa é super coesa com o encarte, onde fácilmente afirmamos que é lindo. Talvez o único erro de Jackie no “Solitaire” foi abandonar a concepção de trazer mais faixas completas. Capa: 100 / Encarte: 97 / Letras: 75 / Coesão entre visual com letras: 75 / NOTA FINAL PER CÁLCULO: 86,7 / CONSIDERAÇÕES: 86

78
Jackie retorna com o seu segundo de estúdio “Solitaire”. Na era passada, Jackie nos mostrou a mesma aptidão para composições, o que permance no album "Solitaire". As composições estão como sempre a altura de Jackie, perfeitas e muito emotivas. O visual é muito bem produzido, porém parece um álbum de formas geometricas, o que deixa o encarte bastante cansativo. Foi construída muita expectativa em torno de seu segundo álbum, e isso pode ter deixado a cantora meio que ansiosa para lançar ele, não sabemos ao certo como aconteceu mas isso acabou decepcionado. Jackie parece não ter se empenhado em certas partes que eram necessárias e se empenhado demais em outras, porém podemos falar que esse é sem duvidas o melhor álbum da Jackie, mesmo tendo falhas a cantora soube trazer algo maior que o primeiro álbum.

90
Após a grandiosa era "Places", pensamos que a cantora Jackie não iria conseguir repetir os feitos e qualidade do seu primeiro trabalho. Estávamos profundamente enganados. "Solitaire" não somente mostra ser um álbum superior, como também mostra uma grande evolução da cantora, tanto no quesito de produção quanto no quesito lírico. "Solitaire" é perfeito em todos os quesitos. Analisando, primeiramente, o aspecto visual do álbum. Temos um lindo encarte utilizando formas e texturas abstratas e monocromáticas. Talvez a repetição de elementos nas páginas poderia ter se tornado algo repetitivo e entendiante, caso não tivessem sido perfeitamente inseridos e definidos pela cantora. As letras também não ficam muito atrás do visual em qualidade. Apesar de termos muitas faixas fracas nesse quesito, temos muitos destaques líricos como a maravilhosa "Own Savior", em que Jackie canta sobre as suas feridas internas e como as esconde, sabendo que somente ela pode ser a sua própria salvadora. Em suma, "Solitaire" é sem duvida um grande passo na carreira de Jackie após o "Places". Claro que a cantora ainda precisa aprimorar alguns pontos de sua obra, mas, pelo que aparenta, Jackie está no caminho certo para se tornar uma das maiores artistas da indústria. Melhores faixas: Own Savior e Solitaire. Composição: 83/100 | Visual: 100/100 | Conceito: 79/100 | Criatividade: 100/100