Los Angeles Times 84
"A Brief Overview Of Time Travel Paradoxes", o primeiro e tão aguardado álbum de estúdio do artista nipo-australiano Steve Bowie, é uma obra musical profundamente cativante que mergulha nas complexidades da vida, apresentando uma narrativa pessoal entrelaçada com reflexões universais. Com um visual assinado por Penelope e Tammy, a segunda a cargo do HTML, ele acaba sendo infelizmente o ponto baixo do álbum. O encarte é o mesmo fundo repetido em todas as páginas, com a alteração sendo somente o que fica na frente, isso dá um aspecto um pouco preguiçoso para o álbum, e até da uma impressão de que foi feito as pressas pois os elementos presentes no encarte não conversam entre si e não são distribuídos de maneira harmônica. Em contrapartida os pontos altos do álbum estão completamente em sua composição que é extremamente polida, criativa e emocionante. O aspecto temporal do álbum, representado pela analogia com viagem no tempo, adiciona uma dimensão conceitual interessante. A exploração do passado, a vivência do presente e as indagações sobre o futuro são temas recorrentes, proporcionando uma experiência introspectiva e filosófica aos ouvintes. Bowie convida todos a participarem de sua jornada no tempo, questionando a natureza da existência e a validade de nossas percepções temporais. Iniciando com a já conhecida "Jesus Rockstar", que nos traz uma reflexão sobre a busca de significado na vida. Steve Bowie questiona suas ações com base na famosa pergunta "O que Jesus faria?", buscando orientação divina em sua jornada como uma estrela do rock. A fusão de elementos de rock e letras introspectivas estabelece o tom do álbum, oferecendo uma mistura intrigante de espiritualidade e autodescoberta. A proxima faixa, e a primeira inédita, "Earthbound", mergulha em território sombrio e doloroso, abordando o assassinato do irmão mais velho de Bowie. As letras pesadas e emotivas fornecem uma visão intensa das últimas horas de vida do ente querido, criando uma experiência visceral e comovente. A faixa destaca a capacidade de Bowie de expressar emoções profundas por meio de sua música. "Demon Times" explora o medo do abandono e da solidão, pintando um retrato desesperado de alguém em busca de conforto após acordar de um pesadelo. As letras revelam uma vulnerabilidade tocante, enquanto a composição musical acentua a atmosfera de isolamento. A fusão de elementos grunge e alternativos contribui para a intensidade emocional da faixa. O ponto alto do álbum acontece com a faixa e single "Bridges & Dragons". A extensa faixa mergulha nos sentimentos de perda e saudade após a morte do irmão e do pai de Bowie. Apesar das adversidades, a música reflete a resiliência do artista e sua determinação em continuar a lutar, transcendendo as dificuldades. Esse "peak emocional" permanece com a emocional "SCREAMING (i love you!) FROM BEHIND THE GLASS", que homenageia a mãe de Bowie, que lutou contra o câncer. O artista expressa arrependimento pela ausência durante esse período difícil, revelando a dor e a saudade. A música é uma poderosa celebração do amor e uma ode à força que a memória de sua mãe proporciona. Bowie ao longo das faixas nos mostra assuntos pesados, emotivos e sérios, não é um álbum confortável ou fácil de se ler, as vezes necessitando pausas para prosseguir especialmente quando encontramos faixas como ""After The Storm", que aborda o abuso sexual na perspectiva do agressor. A música é intensa e controversa, explorando um tema delicado com uma abordagem única. As coisas acalmam nas três últimas faixas do disco. O lead single, "Panem Et Circenses", mergulha na política antiga e atual, refletindo sobre a situação política do Brasil. A música transmite revolta e o desejo por uma revolução, oferecendo uma crítica social contundente. Já "IMPERIA" serve como uma resposta a canção anterior, abordando a visão dos governantes sobre a revolta da população. A colaboração com ANNAGRAM adiciona uma camada adicional de intensidade à mensagem política. A faixa de encerramento, "Life Is But a Dream", conclui o álbum com um monólogo reflexivo. Steve Bowie revisita suas experiências e questões ao longo dos anos, encarando a vida como um sonho complexo e imprevisível. "A Brief Overview Of Time Travel Paradoxes" é uma obra impactante que te deixa desconfortável apresentando uma narrativa autêntica e complexa, e é uma pena que não tenha um visual tão impactante quanto seu conteúdo lírico. A variedade de temas, a sinceridade das letras e a habilidade musical de Steve Bowie são evidentes em cada faixa, mas os temas extremamente pesadas não o torna tão palatável para todos.

The Line Of Best Fit 84
"A Brief Overview Of Time Travel Paradoxes", o primeiro e tão aguardado álbum de estúdio do artista nipo-australiano Steve Bowie, é uma obra musical profundamente cativante que mergulha nas complexidades da vida, apresentando uma narrativa pessoal entrelaçada com reflexões universais. Com um visual assinado por Penelope e Tammy, a segunda a cargo do HTML, ele acaba sendo infelizmente o ponto baixo do álbum. O encarte é o mesmo fundo repetido em todas as páginas, com a alteração sendo somente o que fica na frente, isso dá um aspecto um pouco preguiçoso para o álbum, e até da uma impressão de que foi feito as pressas pois os elementos presentes no encarte não conversam entre si e não são distribuídos de maneira harmônica. Em contrapartida os pontos altos do álbum estão completamente em sua composição que é extremamente polida, criativa e emocionante. O aspecto temporal do álbum, representado pela analogia com viagem no tempo, adiciona uma dimensão conceitual interessante. A exploração do passado, a vivência do presente e as indagações sobre o futuro são temas recorrentes, proporcionando uma experiência introspectiva e filosófica aos ouvintes. Bowie convida todos a participarem de sua jornada no tempo, questionando a natureza da existência e a validade de nossas percepções temporais. Iniciando com a já conhecida "Jesus Rockstar", que nos traz uma reflexão sobre a busca de significado na vida. Steve Bowie questiona suas ações com base na famosa pergunta "O que Jesus faria?", buscando orientação divina em sua jornada como uma estrela do rock. A fusão de elementos de rock e letras introspectivas estabelece o tom do álbum, oferecendo uma mistura intrigante de espiritualidade e autodescoberta. A proxima faixa, e a primeira inédita, "Earthbound", mergulha em território sombrio e doloroso, abordando o assassinato do irmão mais velho de Bowie. As letras pesadas e emotivas fornecem uma visão intensa das últimas horas de vida do ente querido, criando uma experiência visceral e comovente. A faixa destaca a capacidade de Bowie de expressar emoções profundas por meio de sua música. "Demon Times" explora o medo do abandono e da solidão, pintando um retrato desesperado de alguém em busca de conforto após acordar de um pesadelo. As letras revelam uma vulnerabilidade tocante, enquanto a composição musical acentua a atmosfera de isolamento. A fusão de elementos grunge e alternativos contribui para a intensidade emocional da faixa. O ponto alto do álbum acontece com a faixa e single "Bridges & Dragons". A extensa faixa mergulha nos sentimentos de perda e saudade após a morte do irmão e do pai de Bowie. Apesar das adversidades, a música reflete a resiliência do artista e sua determinação em continuar a lutar, transcendendo as dificuldades. Esse "peak emocional" permanece com a emocional "SCREAMING (i love you!) FROM BEHIND THE GLASS", que homenageia a mãe de Bowie, que lutou contra o câncer. O artista expressa arrependimento pela ausência durante esse período difícil, revelando a dor e a saudade. A música é uma poderosa celebração do amor e uma ode à força que a memória de sua mãe proporciona. Bowie ao longo das faixas nos mostra assuntos pesados, emotivos e sérios, não é um álbum confortável ou fácil de se ler, as vezes necessitando pausas para prosseguir especialmente quando encontramos faixas como ""After The Storm", que aborda o abuso sexual na perspectiva do agressor. A música é intensa e controversa, explorando um tema delicado com uma abordagem única. As coisas acalmam nas três últimas faixas do disco. O lead single, "Panem Et Circenses", mergulha na política antiga e atual, refletindo sobre a situação política do Brasil. A música transmite revolta e o desejo por uma revolução, oferecendo uma crítica social contundente. Já "IMPERIA" serve como uma resposta a canção anterior, abordando a visão dos governantes sobre a revolta da população. A colaboração com ANNAGRAM adiciona uma camada adicional de intensidade à mensagem política. A faixa de encerramento, "Life Is But a Dream", conclui o álbum com um monólogo reflexivo. Steve Bowie revisita suas experiências e questões ao longo dos anos, encarando a vida como um sonho complexo e imprevisível. "A Brief Overview Of Time Travel Paradoxes" é uma obra impactante que te deixa desconfortável apresentando uma narrativa autêntica e complexa, e é uma pena que não tenha um visual tão impactante quanto seu conteúdo lírico. A variedade de temas, a sinceridade das letras e a habilidade musical de Steve Bowie são evidentes em cada faixa, mas os temas extremamente pesadas não o torna tão palatável para todos.

Variety 82
Após muitos anos na indústria musical e com diversos lançamentos diferentes, tendo ganhado diversos prêmios, Steve Bowie lança o seu aguardado primeiro álbum de estúdio, “A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES” que mistura o Rock e as suas vertentes, o Heavy Metal e o Grunge. O conceito do trabalho nos transporta para uma atmosfera imersiva e com grandes referências. As misturas dos gêneros formam a musicalidade do trabalho de maneira brilhante. Os pontos altos do trabalho são as canções "Panem Et Circenses", "On My Mind" e "Jesus Rockstar" que demonstram o poder de Steve como compositor, sendo um dos mais brilhantes do gênero rock atualmente na Índia musical. A evolução do cantor como compositor com o passar dos anos é brilhante e muito bem interessante de ter acompanhado. "Panem Et Circenses", em parceria com Alex Fleming, Alec Weaver e HuaN é uma canção já bastante conhecida por qualquer pessoa, e tudo isso não é por acaso. O single tem uma letra muito poderosa e intensa, tendo metáforas e referências muito bem colocadas pelos 4 artistas de uma forma extraordinária. O resultado de toda essa qualidade enorme é o sucesso que a canção fez em premiações de diferentes formas, levando prêmios de Collaboration Of The Year em muitas. "On My Mind", ganhadora do SCAD de Best Rock Track é uma canção muito interessante e muito bem escrita por Steve, descrevendo as memórias ruins que o artista tem a todo momento, de maneira perturbadora. Os versos são bem desenvolvidos, contendo metáforas muito bem executadas e uma estrutura excepcional, sem deixar a canção cansativa ou repetitiva em nenhum momento. "Jesus Rockstar" que serve como single para o projeto e premiada, é uma canção com um conceito interessante, não exatamente inovador, mas sim muito interessante. Steve Bowie teria tudo para fazer uma canção clichê e apenas mais uma, dentre outras canções de artistas do rock sobre esse tema, mas ele surpreende e entrega uma canção muito bem escrita e que contém uma lírica visceral, sendo pessoal e agressiva ao mesmo tempo de uma maneira boa. O visual do trabalho é bonito e cria toda a identidade e atmosfera apresentada para o ouvinte durante o álbum, mas acaba tendo alguns erros em algumas páginas do seu encarte, por trazer uma edição não tão interessante, deixando uma sensação de decepção. Mas todas as páginas do encarte que são belas, acabam deixando o ponto negativo um pouco de lado no geral. PENELOPE e Tammy fizeram um trabalho muito bem apresentado e que merece um bom reconhecimento. Em síntese, “A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES” é um trabalho de estreia muito bom e que mostra todo o potencial de Steve como um excelente compositor e que vai evoluir muito mais, podendo se tornar um grande mestre. Alguns erros, no entanto, se mostram na falta de aprofundamento em algumas faixas, deixando assim a lírica um pouco rasa. Esses detalhes aparecem em algumas faixas de maneira sutil, mas deixa aquela sensação que esperamos mais do artista. O disco é muito interessante e possui um conceito que foi bem aproveitado pelo artista e mostra que ele se encontra no caminho certo para trazer projetos futuros ainda melhores que este.

Spin 82
“A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES” é o tão esperado debut album do cantor e compositor Steve Bowie, lançado após períodos de experimentação, de sumiço e de divulgação alternados. Enquanto seu título é extenso com uma justificativa bem embasada, seu conteúdo lírico expande não só em tamanho o que já vem no nome como também em impacto emocional, tendo letras extremamente densas sobre a vida pessoal de Bowie e que, por mais que não sejam de fácil identificação com o público, ainda movem pela capacidade de composição do artista. “Jesus Rockstar” é a faixa que abre o álbum; tematicamente, é a introdução ideal para a proposta do CD, mesmo sem ter o típico caráter introdutório de muitas opening tracks, porque é o modo como Steve se coloca em questionamentos que irão permeá-lo pelo resto da obra que determina esse fator, tendo sido uma escolha acertada de single. “Earthbound”, segunda faixa do álbum, traz os sentimentos do artista ao presenciar a morte brutal de um ente querido; focando mais nas emoções do que na brutalidade do ato, um assassinato, a tática prova-se um acerto para a situação descrita, pois o ouvinte entende tudo o que se passou na cabeça de Bowie enquanto a vida de seu irmão era tirada de forma tão repentina. “Demon Times”, co-escrita por Bowie com sua noiva Stelar, descreve o “sentimento corrosivo” da solidão em momentos mais obscuros da vida; a sabedoria aplicada nos versos torna a faixa uma potencial escolha para single futuro, dada a fácil identificação com o público em meio a pessoalidade da história. “On My Mind” coloca o ouvinte na posição de um psiquiatra ouvindo uma estranha corrente de pensamentos do artista, e o destaque da faixa vai para as cenas muito bem desenhadas nos versos e que ajudam a entender as imagens vistas na mente de Steve, que podem ser perturbadoras para uns, mas para ele, são como rotina. “Rendezvous” segue a tracklist, e se apresenta como uma das faixas mais vulneráveis do disco; seu conteúdo explicitamente brutal descreve pensamentos suicidas de alguém que lentamente renegou a si mesmo por não achar que merece algo bom em vida, e por mais que os versos possam pegar alguns ouvintes desprevenidos e pudessem ser mais polidos no sentido do uso de algumas palavras inadequadas em uma canção, ainda é uma adição essencial ao álbum por seu significado. “Bridges & Dragons” vem como uma canção de reconstrução pessoal após as duas últimas faixas, descrevendo a resiliência de Steve frente a duas grandes perdas em sua família. É indubitavelmente uma das melhores músicas do disco pela vulnerabilidade única que Steve não havia imprimido em nenhuma faixa anterior até aqui, como na frase “cada memória é uma tempestade / que balança o pequeno e solitário barco perdido em imenso infinito”. A faixa seguinte, “SCREAMING (i love you!) FROM BEHIND THE GLASS”, vê o artista se retrair em arrependimentos por não ter expressado de forma melhor o amor que sentia por sua mãe até vê-la partir desta vida; o reconhecimento de suas falhas em demonstrar sentimentos é terno e suas descrições na música são ponto chave para o impacto emocional no ouvinte. “Escape Room” leva o conceito da brincadeira de salas de escapatória para dentro da mente de Bowie; apesar dos versos mais curtos, o artista consegue trazer a tensão e agonia das cenas de forma sucinta, sendo um dos destaques positivos do álbum. Em seguida, vem a colaboração com Annagram e Profound em “Bedtime Stories”; sendo a primeira faixa da segunda metade do álbum, traz uma quebra brusca de temas em relação ao que vinha sendo apresentado. Os três artistas se rendem a atos de prazer próprio enquanto refletem sobre pessoas que eles não podem tocar. É uma adição bem-vinda ao projeto justamente por explorar o lado mais sensual de todos os envolvidos, sendo uma fan favorite logo de cara. “Utopia”, faixa seguinte, impressiona pela franqueza com que Steve critica o cyberbullying e o modo como as pessoas se sentem mais livres para espalhar ódio por trás de uma máscara virtual (“o mundo está em chamas / pela crueldade digitada por você 'sem intenções ruins'”); o curto tamanho da faixa, no entanto, impede o artista de explorar mais suas vertentes de crítica social, sendo um ponto negativo nesta. “After The Storm”, a 11ª faixa, se consolida como uma das letras mais controversas da carreira de Steve ao abordar o ponto de vista de um violentador sexual em como este vê o que faz como algo necessário para a própria sobrevivência; mesmo que o público não concorde com o conteúdo da canção, ainda é interessante o modo como o artista pratica as extensões de seu liricismo de tal forma. “Hell's Court” não intencionalmente poderia servir como uma continuação espiritual de “After The Storm”, levando em conta como a letra retrata o julgamento de um homem que “vendeu sua alma para o mal” e agora sofre as consequências disso; apesar da ideia interessante, acaba sendo esmagada pelos outros temas mais impactantes já abordados no álbum, tornando-se quase dispensável dentro da narrativa. “Tamed Civilization”, por sua vez, é uma das letras mais instigantes do álbum, quebrando a sensação de esgotamento de antes; Steve expande a narrativa de saúde mental em escalas de alcance, indo de uma visão pessoal no primeiro verso, para uma visão mais política e geral no segundo verso até chegar ao ápice da alucinação dentro do universo já no verso final, colocando em xeque todas as observações feitas ao mesmo tempo que faz o ouvinte refletir sobre o estado do mundo atual. Em seguida, temos “Panem et Circenses”, sem dúvidas o maior sucesso comercial e crítico da era e uma colaboração com Alec Weaver, HuaN e Alex Fleming; é a composição mais complexa do disco, trazendo reflexões de todos os artistas envolvidos acerca da sociedade atual e em como a mídia e os governos contribuem para a desesperança e para a cultura do caos. Sua inclusão no álbum de Steve anos após seu impacto social traz um ar nostálgico e de orgulho ao ouvinte, sendo uma inclusão muito bem colocada. Partindo disso, somos apresentados a mais uma collab entre Steve Bowie e Annagram em “IMPERIA”, tida como uma resposta à faixa anterior, põe os artistas em papéis de governantes tentando ludibriar seus governados com palavras de recomeço e de união da sociedade para um novo futuro. Ainda que entendamos como essas declarações não passam de mentiras dentro do conceito da história, a dualidade dos versos contribui para uma sensação de alívio momentâneo ao ouvinte, sendo um ponto positivo a essa altura da narrativa do álbum. A última canção do CD, “Life Is But a Dream”, age como o monólogo final de um filme: refletindo sobre todos os acontecimentos, decidindo o que pensa de todos eles e ansiando por um futuro onde os erros não se repitam e os aprendizados continuem. Em um classic-folk diferente de toda a sonoridade do projeto, Steve conversa com o público da forma mais aberta que consegue, ainda que não seja uma faixa extremamente gutural como outras vistas anteriormente e, portanto, não impacte por inteiro, mas ainda apresenta momentos interessantes (como em “É sobre ter sempre alguém no seu ouvido gritando que você não é uma estrela destinada a brilhar”). Ao fim do álbum, somos apresentados aos visuais da obra; produzidos primariamente por Penelope com contribuições de Tammy, controversamente é a parte menos impressionante do conjunto lançado por Steve. A fotografia simplista e desértica não parece casar com os temas do álbum, apesar dos tons terrosos serem um detalhe que lembra um pouco o que foi cantado nas letras. Com um desenho de imagem diferente e mais gutural, a impressão poderia ter sido mais chamativa ao ouvinte para além do conteúdo lírico. Por fim, “A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES” é o melhor álbum que Steve Bowie poderia entregar como sua estreia; o tamanho do projeto (16 faixas) pode espantar alguns ouvintes pelo medo da exaustão que ocorre em alguns momentos, especialmente na segunda metade do CD, mas demonstra a variedade de sentimentos do artista e o modo como ele consegue descrever, sem grandes agonias, o mundo que criou e o mundo em que vive.

Pitchfork 80
Steve Bowie, o talentoso artista nipp-australiano, nos leva a uma jornada íntima e intensa através do seu primeiro álbum de estúdio, "A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES". Lançado sob a gravadora Innersound, o álbum é uma fusão inovadora de Rock, Grunge, Punk Rock, Heavy Metal, Alternativo e Hip-hop, destacando a versatilidade e a coragem artística de Bowie. O álbum é uma narrativa visceral da vida de Steve Bowie, explorando suas experiências pessoais, questões familiares e mentais, além de reflexões sobre o passado, presente e futuro. Seu visual é muito bem trabalhado, com uma fotografia e edições impecáveis, o artista soube se reinventar e trazer um de seus trabalhos mais bonitos. A partir de uma análise das faixas, começamos com "Jesus Rockstar", que emerge como uma introspecção sobre as dúvidas existenciais e o desejo por orientação divina. A fusão de elementos do rock e a abordagem poética tornam esta faixa um ponto de partida poderoso. Já "Earthbound" mergulha nas sombras familiares de Bowie, abordando o tema delicado do assassinato de seu irmão. Versos pesados capturam a intensidade das últimas horas do ente querido, evocando emoções cruas. Em "Demon Times", a solidão e o medo do abandono são explorados após acordar de um pesadelo. A busca por conforto é transmitida através de letras emotivas e melódicas. A canção "On My Mind" destaca-se como uma simulação de uma sessão psiquiátrica, oferecendo uma visão penetrante das memórias persistentes e do trabalho contínuo da mente de Bowie. A vulnerável, "Rendezvous", revela os pensamentos sérios de Bowie sobre desistir da vida. Uma carta de despedida, preparada para qualquer consequência, ela mergulha nas profundezas das emoções humanas. Uma das mais profundas do disco do artista, "Bridges & Dragons" mergulha nas complexidades da perda e saudade, resistindo à desistência mesmo diante das adversidades. Uma homenagem emotiva à mãe do artista, "SCREAMING (i love you!) FROM BEHIND THE GLASS" retrata a batalha contra o câncer e a superação das próprias fraquezas. "Escape Room" personifica as lutas internas de Bowie, refletindo sobre tentativas de auto-sabotagem. Uma metáfora envolvente da prisão eterna da mente. "Bedtime Stories", a primeira colaboração do album, sendo ela com os cantores Annagram e Profound, explora desejos inalcançáveis, recorrendo à mente como refúgio. Uma colaboração envolvente destaca as camadas emocionais da faixa. "Utopia" aborda o cyberbullying, usando a narrativa de um apocalipse zumbi para destacar a violência verbal na internet. Com um alerta de gatilho, "After The Storm" oferece uma visão perturbadora do abuso, apresentando uma perspectiva única do abusador. Inspirada em Fausto de Goethe, "Hell’s Court" representa um julgamento pessoal por escolhas egoístas, questionando a busca pelo sucesso a qualquer custo. "Tamed Civilization" aborda temas como síndrome do pânico e críticas à falta de empatia na sociedade, mergulhando em um cenário apocalíptico. O lead single, "Panem Et Circenses", colaboração com os cantores Alec Weaver, Alex Fleming e HuaN, critica a política antiga e atual, destacando a atmosfera circense do governo. Em "IMPERIA", colaboração do artista com a cantora Annagram, responde a "Panem Et Circenses", revelando as verdadeiras intenções dos governantes diante da revolta popular. Encerrando o álbum, "Life Is But a Dream" oferece um monólogo reflexivo, capturando as experiências de Bowie e questionando a complexidade da vida. "A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES" é uma jornada autêntica e emocional. Steve Bowie destila sua alma em cada faixa, enfrentando temas difíceis com uma honestidade que ressoa. A mistura de estilos e a história que se encaixam muito bem, fazem desse álbum uma experiência musical incrível, te convidando a olhar e ter um pouco mais de atenção nos lados mais profundos da vida. É mais do que música, é uma forma intensa de expressar emoções e arte.
TIME 69
Steve Bowie é um artista emergente é já carrega diversos sucessos em sua bagagem, agora, ele finalmente lança seu aguardado álbum de estreia: "A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES". O álbum, à primeira vista, parece seguir um território familiar da indústria musical, mas essa familiaridade pode ser apenas a superfície de algo mais intrigante. Com um total de 16 faixas, o álbum demonstra uma ousadia e risco notáveis, já que a longa duração pode ser um desafio para manter a coesão e o interesse. No entanto, essa ousadia pode, ao final, revelar-se um trunfo, e só o tempo dirá se essa aposta valerá a pena. Estamos prestes a descobrir. Iniciamos com "Jesus Rockstar", uma canção conceitualmente interessante, que questiona o que o grande salvador cristão faria se ele fosse uma estrela da música. O que poderia sair de maneira pobre e rasa, consegue atingir uma profundidade lírica e conceitual. A faixa "Earthbound" apresenta um conteúdo pesado, mergulhando em um tema muito delicado. No entanto, o que poderia ter sido uma oportunidade para criar uma experiência musical mais rica e poética acaba se perdendo na extrema descritividade da narrativa. A canção se assemelha a um depoimento detalhado dos acontecimentos, deixando pouco espaço para a imaginação do ouvinte. Em vez de permitir que a música transporte os ouvintes por meio de metáforas e simbolismo, ela se torna quase didática em sua abordagem. Seria interessante ver uma abordagem mais lírica e poética em "Earthbound" que não apenas desperte compaixão e desconforto, mas também permita aos ouvintes apreciar a música como uma forma de expressão. Seguindo o padrão chocante, temos "Rendezvous", que compartilha a mesma problemática de "Earthbound", mas de maneira ainda mais apelativa e pouco mais poética. É realmente triste que o cantor esteja lidando com sentimentos como estes, mas a forma como aborda o assunto, que é delicado para muitos, é um ponto de preocupação. A sensibilidade ao tratar de temas tão delicados é essencial para criar uma conexão mais profunda com o público e garantir que a mensagem seja dita de forma respeitosa e artística. "After The Storm", a música que retrata um abuso sexual na visão do abusador, é uma faixa que se destaca no álbum, mas de uma maneira negativa. Steve Bowie incorpora um personagem grotesco que representa um criminoso que viola o corpo alheio, explorando uma temática profundamente desrespeitosa e que sinceramente, não deveria nem ter sido cogitada. Além disso, a faixa é também prejudicada por uma lírica vazia e chocante apenas pelo choque em si. É importante lembrar que a abordagem de tais temas requer uma sensibilidade extrema e um propósito artístico claro para não apenas respeitar as vítimas, mas também transmitir uma mensagem significativa ao público. "After The Storm" parece falhar nesse aspecto, tornando-a, a pior faixa do álbum. No meio das controvérsias e desafios apresentados no álbum, é reconfortante encontrar faixas como "On My Mind" e "Demon Times" que se destacam positivamente. "On My Mind" merece destaque por sua abordagem criativa e ousada ao explorar a dor mental. Ao criar uma simulação psiquiátrica, a música envolve os ouvintes de maneira cativante, oferecendo uma experiência profunda e envolvente. "Demon Times", co-escrita por Stelar, também se destaca como uma composição que faz sentido e envolve positivamente os ouvintes. Entre as faixas do álbum de Steve Bowie, há aquelas que não se destacam particularmente, mas mantêm um padrão musical. No entanto, algumas delas, como "Escape Room", podem ser consideradas menos impactantes devido a versos rasos que não aprofundam no seu próprio conteúdo. Além disso, faixas como "Utopia", "IMPERIA", "Bedtime Stories" e "Tamed Civilization" podem ser percebidas como carentes de coesão e conexão com o restante do álbum. Elas parecem desconexas e não contribuem significativamente para a narrativa geral do trabalho. Por outro lado, "Hells Court" e "Bridges & Dragons" são verdadeiras joias criativas no álbum de Steve Bowie, merecendo destaque e reconhecimento. A colaboração em "Panem Et Circenses" é inegavelmente impactante e de grande valor dentro do álbum. No entanto, é importante notar que a faixa pode se tornar um pouco cansativa devido à sua extensa duração. Apesar disso, a qualidade lírica da música é indiscutível. Ela apresenta uma narrativa rica e envolvente que mantém o ouvinte envolvido. O disco fecha com um monologo emocionante, "Life Is But A Dream", finaliza a obra de forma criativa e pessimista, como o álbum é. O visual do álbum apresenta um mix de elementos agradáveis e outros que deixam espaço para melhorias. As imagens escolhidas, especialmente aquelas que retratam Steve Bowie no deserto próximo a uma ampulheta gigante, trazem uma sensação de inevitabilidade que se alinha bem com muitas das canções do disco. No entanto, a execução da edição de algumas imagens poderia ser mais refinada, já que em certos pontos a qualidade visual parece não estar à altura. A simbologia presente nas imagens é convincente e faz sentido com algumas temáticas, mas talvez não se conecte de forma coesa com todas as músicas do disco. Em conclusão, "A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES" de Steve Bowie, embora tenha momentos brilhantes, não pode escapar de suas canções problemáticas, que acabam sendo verdadeiros obstáculos para o disco como um todo. Tanto conceitualmente quanto liricamente, essas faixas problemáticas exigem uma revisão séria, uma vez que comprometem a coesão e a integridade do álbum. É difícil ignorar a perturbadora presença de "After The Storm", . "A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES" apresenta uma montanha-russa de altos e baixos, com alguns picos notáveis onde a lírica e a coesão narrativa brilham, mas infelizmente, esses momentos não são o padrão, já que algumas faixas parecem desconexas em relação à narrativa geral. É um álbum que, apesar de sua promessa e inovação, sofre de inconsistências significativas, demonstrando a necessidade de uma abordagem mais cuidadosa e sensível na exploração de temas tão complexos e delicados. Em resumo, "A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES" de Steve Bowie é um álbum que oscila entre momentos de brilhantismo e pontos extremamente problemáticos que comprometem severamente sua qualidade. As canções problemáticas, tanto conceitual quanto liricamente, revelam uma falta de responsabilidade por parte do artista, ressaltando a necessidade urgente de uma revisão e uma abordagem mais cuidadosa ao tratar de tópicos sensíveis. O disco apresenta altos e baixos, alguns dos quais são lamentavelmente baixos, como mencionado. No entanto, há momentos em que a lírica e a coesão narrativa se destacam, mas infelizmente não são a norma, já que algumas faixas parecem desconexas em relação à narrativa geral. Este é um lembrete de que, embora o choque possa ser uma ferramenta poderosa na expressão artística, a responsabilidade e a sensibilidade são igualmente essenciais, e Steve Bowie deve considerar mixar estas abordagens. Por ser talentoso, ele tem a oportunidade de aprimorar seu trabalho e, quem sabe, se tornar uma das figuras mais proeminentes da cena musical mundial no futuro.
TIME 82
Steve Bowie já está há um bom tempo na indústria, seu impacto como artista, com suas canções, vem transformando o cenário Rock, Heavy Metal e Alternative por um tempo e é incrível pensar que só agora que temos acesso ao seu grande debut. Desde \\"Panem Et Circenses\\", colaboração com os grandes Alec Weaver, HuaN e Alex Fleming, e agora com o recente, e uma das maiores canções do ano, \\"Jesus Rockstar\\", Steve ainda tem muito pra explorar no seu universo que conecta todos ao redor. \\"A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES\\" é um projeto imprevisível, diante seus singles anteriores, pode-se afirmar que os ouvintes não esperam pra o que estão prestes a encontrar nesse disco. Bowie se aprofunda não apenas em emoções e sentimentos, mas quebra muros, ele quebra barreiras e não há limites pra o que é trazido e dito aqui. São canções que refletem traumas, são visões que vão além do que pode se imaginar que um compositor escreveria, mas podendo imaginar que, sim, como um compositor no seu mais fundo do limbo mental poderia escrever. Canções como \\"Rendezvous\\", \\"After The Storm\\" e \\"Earthbound\\" são chocantes, a forma de abordagem, não há como despertar um sentimento de desespero no ouvinte ao ouvir tanta dor e agonia em canções escritas por uma pessoa, possivelmente, muito traumatizada; A canção \\"After the Storm\\", mesmo sem alerta de gatilho, provocar a imaginação de uma visão de um possível abusador é assustador e perturbador; Apesar das grandes escritas e compreensão do que o cantor aqui buscou sua arte pra se expressar, dificilmente serão canções que dá pra deixar no repeat, ouvindo por horas. Dificilmente é encontrada canções de alívio, o cantor explora esse sentimento agonizante e põe sua visão além do que qualquer pessoa faria, seu interesse é chocar e, é claro, faixas de extremo terror mental à extremo sexual, como a canção \\"Bedtime Stories\\", colaboração com os artistas Annagram e Profound. A faixa \\"On My Mind\\" é o grande destaque do disco que, apesar de ainda permanecer no caminho trágico ao retratar a dor mental do cantor, a forma como foi retratada aqui é de uma grande criatividade ao fazer uma simulação psiquiátrica bem ousada; Pode-se, também, citar a incrível \\"Escape Room\\" e a solução de enigmas em referência a auto-sabotagem, muito bem escrita e criativa. O visual do disco foi produzido por Penelope, mostra Steve Bowie em fotos no deserto, próximo a uma ampulheta gigante com o tempo passando muito rapidamente, o que faz total sentindo com o que é narrado no disco, visto que a dor, trauma, insegurança, sempre tem um prazo, o fim nunca se sabe; As cores são bem chamativas e possui um brilho nas imagens que destaca mais ainda a beleza do encarte. Por fim, Steve Bowie não veio pra brincar com o seu primeiro disco, muito menos trazer algo comum, genérico, algo que todo mundo faz, estamos tratando de um artista que por mais que tenha lançado seu debut agora, conhece a indústria na palma da sua mão. Em \\"A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES\\", o cantor explora sua experiência pessoal, mas sem pôr limites, o que resulta, muitas vezes, escritas totalmente fora do controle e fora da responsabilidade; \\"A Brief...\\" é um dos discos, ou o mais, controverso já visto na história dessa indústria e haverá divisão de opiniões sem dúvidas, mas precisa de muita genialidade pra causar essa comoção.

American Songwriter 84
Após anos na indústria e com vários singles em seu catálogo, Steve Bowie finalmente lança o seu primeiro álbum de estúdio, intitulado “A BRIEF OVERVIEW OF TIME TRAVEL PARADOXES”. É um bom projeto de estreia para o cantor e um importante passo para sua consolidação como artista, com alguns pontos que podem ser melhorados no futuro. O encarte do álbum é bonito e colabora para a criação da identidade visual da era e para o conceito de viagem do tempo já presente no título, com o adendo de que os créditos não ficarão tão legíveis em algumas partes específicas. Com 16 faixas e 1 hora e 15 minutos de duração, é um álbum longo, mas isso é comum para artistas de rock. Entretanto, em meio dessas faixas, algumas são bem diferentes entre si sonoramente, indo do heavy metal a faixas bem mais calmas. Parece ter sido a intenção do artista explorar vários sub-gêneros do rock, mas pode causar estranhamento no ouvinte. Entretanto, o álbum faz um excelente trabalho na humanização pretendida pelo artista e podemos ver a sua essência em todas as faixas. A verdade é que a parte lírica é o destaque do projeto, com faixas bem acabadas, poéticas e que podem ser qualquer coisa menos esquecíveis. O álbum vem com críticas sociais (mais uma característica forte no gênero de rock), como no smash hit \“Panem Et Circenses\”. Porém, as outras faixas do disco costumam trazer uma narrativa bem mais pessoal e que mostram todas as inseguranças e medos de Steve. Uma das melhores faixas com esse tema é \“On My Mind\”. O álbum é bem pesado para se ouvir, pois além de Steve compartilhar todos os seus fantasmas internos e pensamentos sombrios, também aborda temas como assassinato, abuso sexual e suicídio. Especificamente, \“Rendezvous\” é uma canção bem chocante para o ouvinte e é difícil até mesmo de encontrar palavras para descrevê-la, mas o que ela deixa é a sensação de querer ajudar e abraçar qualquer pessoa que esteja passando por isso. O desfecho da canção nos traz um sentimento de impotência. Outro destaque lírico positivo do álbum é \“Hell’s Court\”, mas a verdade é que não há muitas músicas que passem a sensação de que poderiam não estar ali. No encerramento do projeto, com \“Life Is But a Dream\”, a mensagem é clara: não é um álbum esperançoso. Ele não tem a intenção de mostrar que há uma luz no final do túnel. Pelo contrário, ele mostra as partes mais sombrias e pensamentos mais obscuros que podemos ter. Não há a intenção de trazer qualquer sentimento de conforto, e sim um grande desabafo sobre como a vida pode ser difícil. É importante que todos saibam que ninguém está sozinho. E você também não está, Steve.