TIME 86
Aster Major lança seu terceiro álbum de estúdio intitulado de “La Vie Boheme”, onde explora o Jazz, Rock e Alternativo, em dosagens de faixas permeadas pela dor e sentimentalismo em diversas esferas, costurando tais princípios a referências claras a músicas e peças teatrais. A jornada do disco se inicia com “Nightly Poetry”, onde o eu lírico aborda um certo tom de reflexão em relação a outra pessoa, possibilitando a leitura de seus erros, acertos e memórias a longo prazo. Em seguida temos “The Exhibitionist”, a qual mostra um encruzilhada emocional em determinado relacionamento, transbordando sua dor para além de seus desejos, sentimentos e anseios. “Comets & Meteors”, é um feat com BRUCE, e descreve uma relação amorosa com o uso de muitas metáforas e um certo tom de magia, soando extremamente doce e sentimental.“Torn At The Seams” e “Orchids In A Lifeless Limb” seguem a mesma linha da caixa anterior, mas com sua própria vida, amplificadas a uma esfera um pouco mais densa se em comparação a “Comets & Meteors”. O resto do disco segue a mesma linha lírica trazida por Major, com pontos a serem destacados ficando a cargo de “Bohemian Fantasy” que talvez seja a faixa mais pessoal do álbum, a bem conhecida do público, “Madhouse Waltz”, que é uma canção altamente influenciada por Alice no país das maravilhas e Coraline. Outro destaque fica pela faixa final “Thank You and Goodnight (Sing, Sing, Sing!)” com o tom de otimismo e resiliência se fazendo presente, abraçando assim mais uma nuance muito bem-vinda ao LP. O visual foi produzido por St. Maud e Tammy, e é sem dúvidas o melhor de Aster aqui e, talvez do ano. Em conclusão, o “La Vie Boheme” consegue entregar um material lírico e visual além do esperado por quem acompanha o cantor, tendo grande destaque e relevância pelo conteúdo lírico extremamente rico e vasto aqui, destacando o nome do cantor como um dos mais importantes e surpreendentes dos últimos tempos, fazendo-se do LP um dos grandes álbuns do ano.
TIME 93
Após um tempo desde seu segundo álbum de estúdio, Aster Major nos presenteia seu terceiro disco intitulado "La Vie Boheme" que explora os gêneros Rock, Alternative e Jazz, com treze faixas em sua composição. "Nightly Poetry / Introduction to La Vie Bohème" abre o disco de forma muito direta e bem feita, sendo uma ótima forma de abrir o disco, principalmente pelo uso de metáforas visuais. "The Exhibitionist" segunda faixa do disco apresenta uma letra clássica e ligada a como o artista se sente em relação a um relacionamento, usando metáforas visuais bem idealizadas, a faixa é uma ótima canção em si, sendo uma escolha sábia para ser um single do disco. "Comets & Meteors" com BRUCE segue a ideia da anterior, mas aqui os artistas narram uma história de amor, onde se sentem destinados a conquistar a melhor coisa no amor, a letra da faixa é muito boa e cativa muito bem, apesar dos versos de BRUCE não se conectarem tão bem. "Torn At The Seams" traz o auto questionamento de Aster em um relacionamento, onde o artista procura respostas para inúmeras questões, a letra da canção possui um estilo muito clássico e bem feito, com claras referências em si, sendo uma canção muito promissora para single. "Orchids In A Lifeless Limb" possui uma letra curta mas que cumpre com seus objetivos, com um refrão muito bem claro e versos bem feitos, usando inúmeras metáforas, principalmente a flores, a faixa passa muito bem. "Bohemian Fantasy" usa metáforas muito bem precisas, faz referência a superação de dores através da arte, com uma letra muito bem feita, a faixa transcende muito bem entre seus versos, com ênfase para o seu refrão e primeiro verso, que são sem dúvidas pontos fortes. "Innuendo" com Alec Weaver é uma faixa bastante marcante pelo uso de palavras rebuscadas que ressoam muito bem o que os artistas querem falar, com ênfase para os versos de Weaver que apresentam um upgrade muito grande a música, sendo uma das melhores faixas até aqui. "Madhouse Waltz" grande colaboração com St. Maud traz uma canção direta e bem manuseada, com versos que se encaixam e trazem uma história muito bem narrada, o verso de Maud é muito bem feito e combina muito com a proposta da faixa. "Send In The Clowns" nona faixa do disco traz referências a clássicos musicais e peças rústicas já conhecidas, onde Aster narra uma história onde perde todos os seus sentimentos, com uma letra muito bem estruturada e idealizada, principalmente em sua ponte, é uma faixa muito impactante. "Tragedy & Renaissance / Interlude" interlúdio do disco continua a história narrada em faixas anteriores com uma pegada mais intensa e clássica em sua composição, é uma ótima faixa. "Boy In Montmartre" traz o artista usando Paris como uma forma de reinventar sua vida e sua arte, apesar de versos pequenos a faixa apresenta uma ideia muito simbólica e que funciona como um todo. "Phantom Shadows Of A Lonely Heart" traz uma perspectiva diferente das umas faixas, aqui Aster aborda como a ideia de como podemos perder os padrões que nos destroem e se encontrar presas em ciclos viciosos, a canção apresenta uma estrutura muito boa e com certeza é mais um ponto alto do disco até aqui. *Thank You and Goodnight (Sing, Sing, Sing!)" finaliza o álbum de forma majestosa, onde o artista consegue passar todas suas emoções aqui, sendo sem dúvidas uma canção brilhante para single no futuro. O visual do disco é muito bem executado, onde St. Maud e Tammy fazem uma dupla brilhante mais uma vez, com ênfase para o encarte do disco que é indiscutivelmente perfeito, juntamente com a sua capa que passa muito bem a mensagem do disco. Em suma, Aster Major nos apresenta um disco quase sem erros, que sem dúvidas aumenta o status da carreira do cantor, nos deixando ansiosos para futuros trabalhos.

Rolling Stone 85
No seu terceiro disco de estúdio, intitulado de "La Vie Bohème", o artista franco-britânico Aster Major apresenta uma obra musical profunda e intensamente reflexiva, diferente de tudo que o cantor já trouxe, mas ao mesmo tempo familiar. Com influências que vão desde peças teatrais até óperas, este projeto de 13 faixas nos conduz por uma jornada emocionalmente rica, revelando as habilidades excepcionais de Major como compositor. Importante mencionar que esse é o primeiro disco do cantor pós um rebranding artístico e esse álbum serve como um testamento do quão vital essa transformação foi para o cantor, com ele entregando o melhor de suas composições nesse projeto. Um grande destaque para o disco já se dá em sua introdução com "Nighthly Poetry", uma canção que nos apresenta uma narrativa poética e etérea e que representa muito bem o disco, pois destaca a habilidade de Major em abordar dualidades, inocência e mágoa, de forma majestosa. Um outro grande destaque é a faixa "Comets & Meteors", uma colaboração com BRUCE, que captura de forma brilhante a efervescência emocional do amor à primeira vista.E a dualidade presente no inicio é algo que encontramos nas demais faixas à medida que o álbum avança, como "Bohemian Fantasy". que explora temas de tragédia e comédia, oferecendo uma válvula de escape criativa para os desafios da vida. "Send In The Clowns" atinge um ápice emocional, enquanto "Tragedy & Renaissance" representa os últimos resquícios de humanidade do narrador. São faixas que transmitem não somente emoções, mas também histórias visuais através de suas palavras. O aspecto visual, desenvolvido por St. Maud e Tammy, complementa bem a atmosfera do álbum, com fotografias que se alinham à proposta estética. No entanto, a transição abrupta para um estilo mais colorido no encarte pode parecer desconexa em relação à identidade visual geral do projeto. Algumas fotografias também não se encaixam tanto, não transmitindo a mesma emoção que encontramos nas faixas, parecendo até mesmo um pouco básico demais para um projeto com uma narrativa tão grandiosa. La Vie Bohème" é sem dúvidas o melhor disco de Aster Major. É uma obra a qual destaca como Major tem habilidades exemplares em composição, tocando o ouvinte com cada faixa contribuindo para a construção de uma narrativa envolvente, proporcionando uma experiência auditiva cativante e reflexiva. Apesar de belo, o visual acaba não fazendo jus a tal narrativa. Estamos ansiosos para acompanhar os proximos passos de Major, porque de grandiosidade o cantor mostrou que entende.

The Boston Globe 88
“La Vie Boheme” é o terceiro disco do artista britânico Aster Major. Explorando o Jazz incorporado ao Rock e Alternativo, o disco traz letras poéticas e também dolorosas junto a um conceito bem definido e bem costurado. O LP explora as camadas do artista em busca de explorar e expressar seus sentimentos mais tortuosos, envolvidos por um conceito que bebe da fonte de peças teatrais e musicais. “Nightly Poetry / Introduction to La Vie Boheme” e “The Exhibitionist” iniciam a jornada do artista. A primeira explora características do artista e situações passadas em terceira pessoa e serve para definir alguns aspectos, enquanto a segunda é bem sondada em um relacionamento onde o artista se vê sem saída; um refém de um homem o qual palavras e atitudes não vão de encontro com o tanto que o artista se dedica, principalmente com a dor que ele causa ao eu-lírico. São duas canções bem escritas e com bons pontos. Talvez “The Exhibitionist” funcionasse melhor com um refrão mais resumido, mas mesmo assim é uma parte muito boa na canção. “Comets & Meteors”, em parceria com BRUCE, narra a história de uma relação amorosa, quase que de forma fantasiosa. Uma faixa bem biográfica, a história contada é bem rica e posicionada, mesmo que com algumas lacunas que poderiam ser melhores preenchidas (como aspectos na ponte). É interessante uma canção tão amorosa sendo colocada depois de “The Exhibitionist”, mostrando as nuances do disco, que serão bastante vistas. “Torn At The Seams” fala sobre a tragédia do coração partido, com todos os seus sentimentos e valores à flor da pele. Uma retrospectiva antes do fim do relacionamento em questão, é a melhor canção até aqui, com versos bem calibrados. Seria interessante um refrão que explorasse um pouco mais, mas é algo consideravelmente compensado nos versos. “Orchids In A Lifeless Limb” soa como poesia, e suas palavras são delicadas e resumidas, junto a uma melodia bem construída pelo artista. É o tipo de canção que não deixa lacunas, com pontos altos e trazendo um conteúdo rico ao disco. “Bohemian Fantasy” é a mais biografia do disco, e entrega uma letra bem calibrada e que realmente traz bastante do que o disco é construído. Destaque para o segundo verso, que engloba muitos detalhes com uma delicadeza muito visível. “Innuendo”, parceria com Alec Weaver, é uma canção que se estende na premissa de narrar sentimentos diversos, como a loucura e a confusão. É uma canção regada por bastante angústia e dúvida, e isso é algo interessante e bem positivo nesse segundo lado do projeto, sendo a composição também muito bem executada. “Madhouse Waltz”, em parceria com St. Maud, basicamente retrata a instabilidade e insanidade presente na mente do artista, aqui com uma narrativa mais robusta e intensa. É uma canção bem escrita e bem colocada no projeto, citando clássicos como Alice no País das Maravilhas, e com uma composição mais direta que as outras vistas. “Send In The Clown” simboliza “viver no piloto automático”, mostrando a dor e toda a solidão do artista ao fazer isso e assumir essa posição tortuosa. Uma composição também bem direta, ela coloca o ouvinte na situação e expressa muito bem a angústia sentida pelo artista, sendo um ponto muito positivo do disco. “Tragedy & Renaissance / Interlude” e “Boy in Montmartre” continuam a narrativa. A primeira traz trechos de algumas faixas e prepara o ouvinte para um novo lado do projeto, enquanto “Boy in Montmartre” fala sobre parar por um momento e lembrar de quem você era antes da intensa negatividade do mundo o mudar completamente. A letra é, como as anteriores, muito bem composta, e pode ser destacado o sentimentalismo sempre presente na letra, algo muito positivo. “Phantom Shadows Of A Lonely Heart” cumpre o objetivo de resgatar alguns aspectos do início da história do disco, mas num geral é a menos brilhante do projeto. Se assemelha bastante a outras canções em certos momentos, e em certo ponto isso pode ser bom, mas em outros apenas soa repetitivo. “Thank You and Goodnight (Sing, Sing, Sing!)” finaliza o projeto muito bem, com uma composição otimista e com bons pontos que ajudaram a narrativa a ser completamente finalizada, incluindo a coragem do artista, muito visível no disco. O visual, produzido por St. Maud e Tammy, é bem executado e possui uma edição bem feita. As cores usadas junto ao preto e branco funcionam bem, mas em algumas páginas o encarte não parece tão bem relacionado ao conteúdo lírico, enquanto em outros funciona bem. Num geral, “La Vie Boheme” é o disco mais refinado de Major, com composições poéticas, realistas e com muita personalidade, sendo um destaque nos últimos tempos.

The Line Of Best Fit 90
A terceira obra de estúdio de Aster Major, "LA VIE BOHÈME," é um mergulho profundo na alma de um artista em busca de expressão através da dor, explorando temas como loucura, depressão e fúria. Lançado pela Innersound, esta jornada melancólica é uma obra magistral que se constrói de forma contínua, refletindo não apenas a habilidade musical de Major, mas também seu crescimento pessoal. O título "LA VIE BOHÈME" não é apenas uma escolha, mas uma declaração. Traduzindo-se diretamente como "a vida boêmia," Major resgata o espírito artístico e livre do século XIX, da Belle Époque, pintando um retrato da harmonia entre artistas ambiciosos. O álbum é uma resposta à sociedade moderna, desafiando a ideia de que a boêmia está morta. A maturidade evidente em "LA VIE BOHÈME" reflete o esforço e a dedicação de Major ao longo de um período de quatro anos. As mudanças em sua vida pessoal e as lutas criativas se traduzem em um trabalho de qualidade que cativa e emociona. Sua lírica, embora por vezes rebuscada, encontra expressão mais clara quando alinhada à narrativa, elevando as emoções transmitidas por Major. Destacando as melhores faixas, como "Madhouse Waltz," "Boy In Montmartre," e "Torn At The Seams," é notável a sagacidade e inteligência por trás dessas composições. No entanto, é justo apontar que faixas como "The Exhibitionist" e "Send In The Clowns" carecem de uma construção mais qualitativa, exigindo uma análise mais detalhada. O álbum, inspirado em peças teatrais, musicais e óperas, mergulha nas raízes do jazz e da música clássica, ao mesmo tempo que incorpora tons do rock e folk variado. A complexidade da produção, entrelaçada com a habilidade lírica de Major, faz deste álbum uma experiência auditiva envolvente e única. Seu visual é primoroso, embora simples, cumpre sua função ao acompanhar de perto a proposta lírica e narrativa. O uso de texturas e movimentação das tipografias são interessantes, ao mesmo tempo que cores vibrantes encorpam melhor o gráfico geral em seu design. A coragem de Aster Major ao se entregar à música é evidente, trazendo momentos especiais à indústria e tornando assim o "LA VIE BOHÈME" o seu melhor trabalho até agora. A expectativa é que seu crescimento constante o solidifique como um dos melhores em seu gênero. Aqui, Aster Major não apenas entrega música, mas uma experiência emocional profunda que ressoa em quem consome a sua arte.
All Music 95
'La Vie Bohème', o terceiro álbum de estúdio talentoso cantor franco-britânico Aster Major, representa uma jornada musical intensa e melancólica através das complexidades da experiência humana. O projeto, contendo inspirações de peças teatrais, musicas e óperas, é uma obra que mergulha nas profundezas da dor, explorando temas mais intrínsecos do ser humano como a loucura, a depressão e a fúria. Contendo 13 faixas, cada canção do álbum é uma peça crucial no quebra-cabeça narrativo de Major, revelando uma história emocionalmente complexa e ricamente detalhada, destacando suas habilidades como um exímio compositor. A jornada começa com "Nightly Poetry", uma introdução poética que estabelece o tom melancólico do álbum. Major nos leva a um mundo de questionamentos sobre a natureza do crescimento e da memória, explorando a dualidade entre o garoto que se tornou um homem amargo e o homem que criou a memória de um garoto que nunca foi. A narrativa se desdobra com a faixa, e single, "The Exhibitionist", onde o eu-lírico reflete sobre os erros e defeitos do parceiro, enfrentando a inevitabilidade de um quebra-cabeça que nunca será resolvido. Há uma aceitação trágica da imperfeição, um tema que ressoa ao longo do álbum. Um dos grandes destaques do álbum é "Comets & Meteors", uma parceria com o cantor BRUCE, essa faixa explora de uma maneira extremamente bem feita os sentimentos associados ao amor à primeira vista. A faixa captura a efervescência emocional de iniciar um novo relacionamento e BRUCE se encaixa muito bem na canção com sua escrita complementando a de Aster. Nas proximas canções, a narrativa prevalece, com canções abordando temas parecidos, mas uma mudança ocorre com "Bohemian Fantasy", uma faixa que divide o disco em duas partes. Major explora a tragédia e a comédia, mesclando alegorias exageradas com referências opulentas, oferecendo uma válvula de escape criativa para a decepção e o coração partido. Merecidamente foi escolhida como o lead single do disco, pois aqui as habilidades líricas de Aster Major brilham. Os elementos alucinantes e mais insanos permanecem nas próximas faixas, atingindo o ápice com "Send In The Clowns", aqui o eu-lírico se desconecta emocionalmente, reconhecendo sua insuficiência e colocando a vida em piloto automático para que todos possam aproveitar o circo. A décima faixa, "Tragedy & Renaissance", dá iniciao aos últimos respiros da narrativa de Major, servindocomo um poema final, representando os últimos resquícios de humanidade no narrador da história. Elementos de canções passadas são revisitados, proporcionando uma introspecção profunda. O álbum, e sua narrativa por consequência, se encerra com "Thank You and Goodnight (Sing, Sing, Sing!)", onde uma banda de jazz guia o personagem para o fim da história, simbolizando o fechamento do ciclo narrativo. O visual fora trabalhado por St. Maud e Tammy, a segunda ficando ao cargo do HTML do trabalho, e encontramos uma qualidade visual altíssima combinando muito com as músicas presentes no disco. A escolha das fotografias encaixaram com maestria com a proposta visual do disco. O único comentário que talvez faça um expectador levantar a sombrancelha é como em seu encarte encontramos um trabalho mais colorido, indo em contraponto com tudo o que é apresentado externamente dele como em sua capa, contra-capa e materiais de divulgação. Está longe de prejudicar a experiência do ouvinte com o disco ou da qualidade do visual, de forma nenhuma, mas acaba sendo tão repentino a aparição de cores, que se torna um pouco aleatória e até com um senso de não-pertencimento. Em La Vie Bohème, Aster Major não apenas cria um álbum, mas uma obra de arte sonora que explora a complexidade das emoções humanas. Cada faixa é uma peça vital na construção do conto, proporcionando uma experiência auditiva cativante e reflexiva.

Pitchfork 88
Após muitos anos de espera e promessas, Aster Major finalmente retorna a indústria musical com o lançamento do aguardado "La Vie Bohème", seu mais novo álbum de estúdio. O trabalho segue a jornada melancólica de um artista que busca uma maneira de se expressar através da dor, enquanto lida com um misto de sentimentos. O disco é inspirado em musicais de palco e óperas, enquanto tem como gênero o jazz clássico. "The Exhibitonist" é um dos grandes destaques do álbum, a canção que descreve uma pessoa onde o amado é um forasteiro no próprio relacionamento. Os versos são bem escritos e o refrão é poderoso liricamente de uma forma impressionante, sendo então uma das melhores canções do trabalho inteiro. Na canção "Torn At The Seams" vemos o eu-lírico parado no mesmo lugar, após ter o seu coração partido. A canção é envolvente e muito bem trabalhada, com uma estrutura muito bem pensada e versos precisos e diretos, sendo uma grande canção para o disco. A canção que serve como carro-chefe do trabalho e vencedora de GRAMMY, "Bohemian Fantasy" é um dos pontos altos do trabalho no quesito lírico, por trazer grandes metáforas e figuras de linguagens extremamente bem feitas. Destacando o primeiro verso da canção, que excepcional em todos os quesitos apresentados. "Innuendo", faixa com colaboração de Alec Weaver é uma canção poderosa e muito bem escrita, sendo o verso de Alec Weaver a melhor parte de todo o disco. A canção tem um potencial muito grande para se transformar em single no futuro, e se virasse seria uma grande potência para as premiações em categorias principais. Sendo o segundo single do trabalho e vencedora de SCAD, "Madhouse Waltz" em parceria com St. Maud é uma canção bela dentro do trabalho, por ser misteriosa e visceral em todos os sentidos. Os dois artistas possuem uma química extraordinária durante a canção, fazendo com que todos os versos da mesma se tornem excepcionais e completamente merecedores de qualquer prêmio que tenha levado. Na penúltima canção do trabalho, "Phantom Shadows Of A Lonely Heart" vemos uma canção épica em todos os sentidos, com versos e um refrão extremamente bem pensados e muito bem desenvolvidos em todos os momentos, a canção já traz uma atmosfera de despedida do projeto, mas de uma forma bela, delicada e poética. "Thank You and Goodnight" encerra toda a jornada do álbum de forma majestosa e visceral, com uma canção longa e precisa vemos Aster Major em seu melhor momento como compositor desde o início da sua extensa carreira. O visual produzido por St. Maud e TAMMY é belo e super bem produzido, contendo uma capa misteriosa e enigmática, onde o único problema é ser escura demais, dificultando um pouco a visão de quem está vendo o trabalho. O encarte é belo e mistura diversas cores de uma forma linear e fantástica, tendo assim um destaque muito grande pelo trabalho visual. Todos os elementos funcionam de uma forma incrível, mas o único problema é em algumas páginas do encarte, acabar não tendo essa atmosfera presente no álbum de uma forma geral. "La Vie Bohème" é um grande álbum e muito bem escrito, sendo o grande destaque do mesmo o conteúdo lírico. A proposta do álbum é muito bem cumprida e não deixa o trabalho monótomo ou arrastado. Sendo assim, uma obra que possui grande potencial para as grandes premiações da indústria musical.

Variety 88
Após uma grande espera, Aster Major lança o seu tão aguardado terceiro álbum de estúdio, 'La Vie Bohème'. Sendo o primeiro após o seu rebrand artistico, o álbum representa a evolução artística de Aster, explorando a jornada emocional do artista abrangendo temas de dor, loucura e autodescoberta. Com 13 faixas, o álbum traz um conceito que apresenta uma fusão de estilos musicais que vão do jazz à música clássica e do rock ao folk, uma mistura que parece não funcionar de primeira, mas conforme voce ouve o álbum entende que se tornam centrais para uma ambientação da promessa do álbum: de fazer o ouvinte mergulhar nas complexidades da vida boêmia, expondo camadas profundas de melancolia, aceitação e expressão artística. Os maiores destaques do álbum são 'Orchids In A Lifeless Limb', 'Boy In Montmartre', e 'Phantom Shadows Of A Lonely Heart', sendo faixas aonde Major consegue mostrar absolutamente toda sua capacidade lírica entregando letras que conseguem ser belas, artísticas e ainda sim, extremamente identificaveis, solidificando Aster Major como um dos maiores compositores de nossa geração pelo seu talento. Assinado por St. Maud e Tammy, o encarte do CD, ele é uma explosão de cores que complementa magnificamente a narrativa do álbum, com um ensaio fotográfico belíssimo que parece que saiu direto dos melhores trabalhos de Andy Warhol. Entretanto, o encarte acaba não conversando com o conteúdo que é exposto antes de você adentrar no álbum, como a a capa e sua contra-capa, e até mesmo com o HTML, que trazem um estilo P&B noir, acabando por dificultar um pouco o ouvinte a entrar na atmosfera proposta pelo álbum. Uma outra ressalva quanto ao visual está também em seu HTML, que nos traz uma fonte dificil de se ler nos aspectos técnicos sobre o álbum. A fonte funciona muito bem para títulos, mas como descrição, ela acaba sendo cansativa aos olhos, perdendo a sua qualidade artistica. No geral, La Vie Bohème nos oferece uma jornada emocional complexa, utilizando uma variedade de estilos musicais e referências artísticas para criar uma narrativa rica e envolvente sobre a busca por expressão, aceitação e identidade. A abordagem conceitual e a profundidade emocional são os pontos fortes do trabalho de Aster Major, com letras que cativam facilmente qualquer um, os pontos fracos do trabalho ficam com seu visual que parece se perder um pouco em seu próprio conceito.

Billboard 84
Após quase dois anos de desaparecimento na indústria, Aster Major retorna aos holofotes com seu terceiro álbum de estúdio. Intitulado “La Vie Bohème”, o projeto é descrito em seu encarte como “uma jornada de encontro de uma expressão por meio da dor”, utilizando-se de sentimentos como loucura, depressão e fúria. Mais imerso no rock e na música clássica de antigos musicais do que nunca em sua discografia, Major se beneficia primariamente de um visual nitidamente polido majoritariamente em tons de cinza, arquitetado por St. Maud e Tammy e que casa com a proposta de reencontro a estéticas antigas do cinema e do teatro, além de perpassar pelo contexto da “vida boêmia” do título e entre suas letras, apresentadas no encarte colorido, contrastado e bem estruturado, e no HTML, igualmente nostálgico e que não apresenta desencontros para o ouvinte, exceto no fato de que algumas faixas não possuem suas versões traduzidas inclusas no encarte, o que pode afunilar o alcance público. O álbum se inicia com a faixa “Nightly Poetry”, apresentada em formato de poema como a narração do começo de um filme saudosista. Mesmo sendo de duração curta, intriga o ouvinte a ir mais fundo na história, especialmente em seu final (“Or was it that the man came first / And created the boy as a rhyme?”). A jornada começa oficialmente em “The Exhibicionist”, música já conhecida do público como single promocional e que descreve a relação intoxicante, mas não tóxica, entre o eu lírico e uma pessoa que o fascina por suas qualidades e defeitos; vindo logo após a faixa de introdução, serve como uma expansão bem-vinda da narrativa no momento em que é inclusa, tendo sido preservada desde o tempo original de lançamento. “Comets & Meteors”, faixa escrita e apresentada em colaboração com o artista BRUCE, utiliza-se de pontes entre o universo do álbum e o livro “Guerra e Paz” para definir um relacionamento fadado a passar por obstáculos, mas que parece promissor ao final da jornada; é uma faixa interessante, mas que também acaba por demonstrar a diferença no foco dos artistas envolvidos, com os versos de BRUCE sendo mais abstratos e, por consequência, mais distantes que os de Aster na canção. “Torn at the Seams”, por sua vez, parece recuperar o fôlego confuso da faixa anterior enquanto demonstra o artista afiado em contar sobre como ambientes parecem mudar após um coração partido, ainda que não tenham mudado de verdade, sendo apenas um reflexo das emoções de Aster; é uma peça chave na narrativa e um destaque do álbum. Em “Orchids in a Lifeless Limb”, quinta faixa do CD, Major implora para ser deixado em paz enquanto a sensação de queda constante permanece em seus sentimentos após o fim do relacionamento na canção anterior; as notas de jazz clássico em sua produção e as letras se apresentando como as mais passíveis de identificação com o público a tornam uma escolha óbvia como single de divulgação do projeto, algo que ocorreu de fato, sendo uma decisão acertada por tal. Em seguida, somos apresentados a “Bohemian Fantasy”, como uma ponte entre a melancolia da primeira metade do disco e um lado mais boêmio, por assim dizer, do artista; sendo a canção mais antiga do álbum como um todo, o ouvinte pode notar a diferença do estilo lírico de Major na estrutura dessa canção em relação às outras, e por mais que não atrapalhe o desenvolvimento da narrativa, o contraste se torna impossível de não ser notado. “Innuendo”, faixa seguinte na tracklist, adota esse contraste e eleva a outros níveis; sendo uma colaboração com Alec Weaver, a faixa abraça o limiar entre sanidade e loucura apresentado em “Bohemian Fantasy”; Aster se porta de maneira mais sinistra e agressiva quanto a ações onde antes ele se mantinha contrito, e Weaver embarca nos novos limites de imaginação inseridos na narrativa, tornando a faixa um gritante pedido para que se torne single de trabalho futuramente pela energia que dá para o álbum. “Madhouse Waltz”, uma das canções lançadas como single anteriormente e uma colaboração entre Aster e sua esposa St. Maud, descreve a relação entre duas pessoas cientes de suas respectivas insanidades, mas que brincam com o modo como enxergam o mundo no momento em que confessam tudo ao ouvinte. É um dos pontos altos da narrativa, especialmente após a quebra de expectativas com “Innuendo”, e onde o público mais enxerga a queda de estabilidade na mente de Major dentro da proposta. A história prossegue com “Send in the Clowns”, inspirada em atrações da Broadway musicalmente e que começa a mostrar a sobriedade dentro do estado de loucura de Aster após os últimos acontecimentos. Outra canção com ótimo potencial para se tornar single, é um dos pontos altos de todo o álbum pelo nível de autoconhecimento em tons quase absurdos, mas trazidos pelo artista com sabedoria em sua composição. A décima faixa do CD, uma interlude intitulada “Tragedy & Renaissance”, traz trechos das primeiras 5 canções do álbum junto a frases de promessas pessoais do artista quanto ao potencial de finalmente seguir em frente após entender que apenas destruiu a si mesmo no processo de entregar sua loucura aos espectadores; poderia ser uma canção maior, visto que a genialidade trazida nos poucos versos apenas alimenta a esperança de algo grandioso. “Boy in Montmartre” retoma a vulnerabilidade das primeiras faixas, alia à sabedoria adquirida por Major dentro da narrativa e entrega uma aura de suspiro após as decisões tomadas na faixa de interlúdio; referenciando uma vida de teatro e momentos de introspecção, é uma adição interessante à segunda metade do projeto. “Phantom Shadows of a Lonely Heart”, por sua vez, se mostra enigmática do começo ao fim, e acaba sendo seu maior trunfo: ao esconder o fator vulnerável que vinha sendo demonstrado, Aster opta por dar ênfase à narrativa em sua forma mais pura. O álbum se encerra com “Thank You and Goodnight (Sing, Sing, Sing!)”, demosntrando um Aster Major já imune às próprias dores e voltando a contatar um público que ele mesmo construiu para enxergar suas ascensões e quedas. Ele encara os espectadores de sua tragédia teatral e parece rir do esforço que tomou durante as 12 faixas anteriores, ao mesmo tempo que se entrega à situação; é o final mais provável para a história, mas também o mais adequado quando se pensa no álbum “La Vie Bohème”, que traz o melhor de todas as camadas que tornam Aster Major um dos compositores mais intrigantes de sua geração e cujo reconhecimento deve ir além com o lançamento deste disco.